Escala cigana

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A escala cigana é uma forma de organização melódica que ficou conhecida por esse nome devido ao fato de ser muito utilizada pelos ciganos. Ainda é muito usada na música erudita, sendo muitos os que abordaram seus formatos, como Brahms e Liszt. Esta abordagem é característica do estilo de composição adotado pelos compositores do período romântico, que se inspiravam nas sonoridades próprias dos povos dos seus países ou das regiões de origem destes compositores - por isso também se afirma que o romantismo é um período nacionalista. Franz Liszt, cujo nome original, Férenc, denota sua nacionalidade húngara, tinha convivido com a tradição dos povos ciganos presentes em seu país natal, que lhe inspiraram com suas tradições culturais e musicais. Também como ele, o compositor Zoltan Kodály (também de nacionalidade húngara, como Liszt) se inspirou nas sonoridades da tradição cigana para realizar as suas criações musicais.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Trata-se de uma escala menor harmônica (escala menor húngara) com uma alteração ascendente de um semitom no IV grau. Além da sonoridade cigana e húngara, esta escala pode ser considerada como parte da família de escalas com sonoridade bizantina e pode ser usada para improvisos em acordes menores com a sétima maior, Cm(Maj7), ou em acordes dominantes alterados.

Exemplos[editar | editar código-fonte]

1. Partindo da tonalidade de Dó maior:

  • dó - réb - mi - fá - sol - láb - si

2. Partindo da tonalidade de Lá menor:

  • lá - sí - dó - ré# - mí - fá - sol#

3. Partindo da tonalidade de Sol menor:

  • sol - lá - síb - dó# - ré - míb - fá#

Consultar também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Lacerda, Osvaldo. Compendio de Teoria Elementar da Música. Ricordi S.A. 11ª Edição, São Paulo, SP.