Escalada (telenovela)

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Escalada
Informação geral
Formato Telenovela
Duração 50 min.
Criador(es) Lauro César Muniz
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Régis Cardoso
Elenco Tarcísio Meira
Renée de Vielmond
Suzana Vieira
Mário Cardoso
Milton Moraes
Ney Latorraca
Nathália Timberg
Sérgio Britto
Sandra Bréa
Lutero Luiz
Cecil Thiré
Oswaldo Louzada
Ênio Santos
Roberto Pirillo
Myriam Pérsia
Júlio César
Kátia D'Angelo
Mário Lago
(Ver mais)
Tema de abertura "Escalada", Orquestra Som Livre
Exibição
Emissora de
televisão original
Brasil Rede Globo
Transmissão original 6 de janeiro de 1975 - 23 de agosto de 1975
Nº de episódios 197 episódios
Cronologia
Último
Último
Fogo sobre Terra
Pecado Capital
Próximo
Próximo
Programas relacionados Cidadão Brasileiro

Escalada foi uma telenovela brasileira que foi produzida e exibida pela Rede Globo entre 6 de janeiro a 23 de agosto de 1975, às 20 horas, tendo 197 capítulos. Foi escrita por Lauro César Muniz e dirigida por Régis Cardoso. Foi a última telenovela produzida em preto-e-branco no horário "das oito".

Sinopse[editar | editar código-fonte]

A trajetória de Antônio Dias, desde a juventude como comerciante no interior paulista até a velhice como vencedor, numa trama que abordou duas épocas distintas, que corresponde de 1940 a 1975 – época em que a novela era produzida – e tem como cenário, momentos marcantes na história do Brasil.

A história tem inicio quando Antônio Dias deixa Minas Gerais, indo para Rio Pardo – no interior paulista – para tentar ganhar a vida, ele irá dedicar-se a plantação de algodão, e entra em conflito com o rico cafeicultor Armando Magalhães – seu principal obstáculo à ascensão. Antônio ainda terá sua vida marcada por duas belas mulheres: Marina, por quem ele está apaixonado; e Cândida, com quem ele acaba se casando. O amor frustrado faz com que Marina opte por ser casar com outro homem – Paschoal Barreto – e indo viver nos Estados Unidos.

Com a crise do café no mercado mundial, Antônio vê a oportunidade e decide investir tudo o que tem na plantação de algodão, na fazenda Santa Isabel. O fracasso é total: pela inexperiência, e devido às pressões de Armando, ele é obrigado a vender a fazenda e deixar a cidade. Antônio se muda para o Rio de Janeiro – capital federal, na época – onde se torna um pequeno empresário.

1956. O casamento de Antônio com Cândida entra em crise, e quando tudo parecia ser apenas tédio, eis que Antônio conhece Valério Facchini, um industrial italiano que é dono de um grande império econômico – cujo à base é uma firma de materiais de construção. Antônio junto a Valério se lança na construção de Brasília, no momento em que, para muitos, a nova capital não passa de um devaneio.

Paralelamente à nova perspectiva profissional de Antônio, o seu casamento com Cândida está fracassando, e ao mesmo tempo, Marina retorna ao Brasil, após um casamento fracassado com Paschoal. Antônio e Marina se reencontram e o amor entre eles reascende. Mais adiante Antônio, já separado de Cândia, fica livre para amar Marina, agora sendo um homem rico e poderoso graças a sua participação na construção de Brasília.

Já nos anos 60, no auge de sua escalada social, Antônio Dias volta para Rio Pardo, ao lado de Marina. O objetivo não é apenas viver bucolicamente os anos de sua velhice, ele quer a vitória completa de sua vida e para isso falta apenas um detalhe: destruir o seu velho inimigo Armando. A batalha é facilmente ganha, pois o cafeicultor está arruinado pelas constantes crises do café no mercado mundial e não tem remédio, ao não ser, vender suas fazendas para Antônio.

O final, na atualidade, é a demonstração definitiva dos objetivos do protagonista: o auge de sua ascensão, já na velhice, o degrau mais alto de sua “escalada”, em que o amor dividido entre duas mulheres, no fim, nada conta.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Tarcísio Meira Antônio Dias
Renée de Vielmond Marina
Suzana Vieira Cândida
Milton Moraes Armando Magalhães
Otávio Augusto Horácio Bastos
Ney Latorraca Felipe
Cecil Thiré Paschoal Barreto
Ênio Santos Artur Freitas Ribeiro
Nathália Timberg Fernanda Soares
Lutero Luiz Professor Tadeu Oliveira / Miguel Pereira
Oswaldo Louzada Gabino Alcântara Magalhães
Gilda Sarmento Leonor
Myriam Pérsia Celina
Roberto Pirillo Sérgio
Nelson Dantas Zé Sereno
André Valli Zoreia
Antônio Victor Padre Leopoldo
Tessy Callado Marieta
Jorge Coutinho Delegado Bastião
Suzy Arruda Querubina
Zeny Pereira Braulina
Carlos Duval Gomes
Sérgio de Oliveira Dom Garpar Vieira Sobral
Paulo Ramos Dr. Mário
Rosamaria Murtinho Arlete
Débora Duarte Inês
Rubens de Falco Comendador
Mário Lago Belmiro Silva
Rogério Fróes Dr. Estêvão
Elza Gomes Dona Eulália
Zanoni Ferrite Valdir Costa
Sérgio Britto Valério Facchini
Sandra Bréa Roberta
Leonardo Villar Alberto Silveira
Francisco Moreno Chico Dias
Maria Helena Dias Odete
Rosita Thomaz Lopes Noêmia
Vera Gimenez Carla
Maria Zilda Ester
Maria Teresa Barroso Dona Rosa
Alfredo Murphy Candango
Júlio César Ricardo (criança)
Cristina Bittencourt Vivian (criança)
Mário Cardoso Ricardo
Kátia D'Angelo Vivian
Tony Ferreira Bruno Carlucci
Reny de Oliveira Paula
Heloísa Helena Celeste
Henriqueta Brieba Vó Dita
Patricia Bueno Clementina

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Nacional[editar | editar código-fonte]

  1. "Loura Ou Morena" - Trama
  2. "Procissão de Saudade" - Sílvio Caldas
  3. "Velho Realejo" - As Três Meninas
  4. "Marina" - Dick Farney
  5. "Pedreira" - Coral Som Livre
  6. "Adeus Batucada" - Carmen Miranda
  7. "Escalada" - Orquestra Som Livre
  8. "Beatrice" - Walker
  9. "Renúncia" - Nelson Gonçalves
  10. "Aos Pés da Cruz" - Orlando Silva
  11. "A Voz do Violão" - Francisco Alves
  12. "Lábios Que Beijei" - Orlando Silva
  13. "Dobrado 27 de Janeiro" - A Bandinha
  14. "Festa de Algodão" - Ruy Maurity

Internacional[editar | editar código-fonte]

  1. "Blue Suede Shoes" - Elvis Presley
  2. "Bésame Mucho" - Ray Conniff and Orchestra
  3. "Stupid Cupid" - Neil Sedaka
  4. "Blue Gardenia" - Nat King Cole
  5. "Banana Boat-Day-O" - Harry Belafonte
  6. "Diana" - Paul Anka
  7. "Only You" - The Platters
  8. "Rock Around The Clock" - Bill Halley & His Comets
  9. "Matilda" - Harry Belafonte
  10. "Kiss Me Quick" - Elvis Presley
  11. "Moonlight Serenade" - The Glenn Miller Orchestra
  12. "Oh! Carol" - Neil Sedaka
  13. "Tenderly" - Nat King Cole
  14. "Put Your Head On My Shoulder" - Paul Anka

Complementar[editar | editar código-fonte]

  1. "O Reencontro" (Moonlight Serenade) - Tarcísio Meira
  2. "O Rompimento" (Bless The Beasts And The Children) - Tarcísio Meira

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Escalada é considerada a melhor novela de Lauro César Muniz e a obra mais importante da história da teledramaturgia brasileira[1] Sua maior qualidade residiu no fato de conciliar com maturidade o romance, temas políticos e a crítica social. Para escrevê-la, o autor baseou-se na história de vida de seu pai, um imigrante português, e na própria trajetória do país, da década de 1930 (Era Vargas) até o momento em que a trama foi produzida, os anos 70.
  • Foi a última novela produzida em preto-e-branco pela Rede Globo no horário "das oito".
  • Consagrou Tarcísio Meira como ator e deu uma alavancada definitiva na carreira de Suzana Vieira, que, com sua interpretação da interiorana Cândida, conseguiu mudar os rumos da história.
  • A certa altura da história, Antônio se envolve com a construção da nova capital do país, Brasília. Porém, o nome do ex-presidente Juscelino Kubitschek não podia ser mencionado no texto, por imposição da Censura. A novela fez menção à figura do ex-governador paulista Adhemar de Barros.
  • Escalada marcou a estreia do ator Ney Latorraca na Globo.
  • A novela foi reapresentada em duas ocasiões: Na primeira; A emissora reapresentou Escalada em 1980, num compacto de 90 minutos que integrou o "Festival 15 Anos", com apresentação de Ney Latorraca. E na segunda reprise, foi reapresentada entre 8 de outubro e 28 de dezembro de 1984, às 22h15, de segunda à sexta-feira, em versão original de 60 capítulos.
  • Em 2006 a Rede Record exibiu uma reedição da história, intitulada Cidadão Brasileiro, com Gabriel Braga Nunes no papel de Antônio.
  • No filme O Marginal, de 1974, estrelado por Tarcísio Meira, o co-autor Lauro César Muniz experimentou muitos elementos e a estrutura narrativa que usaria em Escalada para contar a história do protagonista, que no filme era um fracassado e desajustado socialmente.

Referências

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