Escarlatina

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Escarlatina
Bochechas rosadas são um sintoma típico da escarlatina.
Classificação e recursos externos
CID-10 A38.a
CID-9 034.1
DiseasesDB 29032
MedlinePlus 000974
MeSH D012541
Star of life caution.svg Aviso médico
A língua inicialmente fica amarelada devido à inflamação, mas depois descama e fica bem vermelha, como uma cereja.
O Streptococcus pyogenes é um estreptococo beta hemolítico do grupo A.[1]

A escarlatina é uma doença infecciosa e contagiosa aguda causada pela bactéria Streptococcus pyogenes, que atinge principalmente as crianças, sendo facilmente tratável com penicilina ou outros antibióticos. A escarlatina é quase sempre uma complicação da amigdalite/faringite estreptocócica, aparecendo cerca de 2 dias após o início dos sintomas desta.[1]

Causa[editar | editar código-fonte]

O Streptococcus pyogenes é um estreptococo beta hemolítico do grupo A. Estreptococos são grupos de bactérias esféricas comuns em todo o mundo que podem causar de infecções de garganta (amigdalites e faringites) e de pele (como impetigo e erisipela).

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

As pessoas infectadas pelo agente têm:

  • Palidez seguida de descamação e vermelhidão na pele e na língua;
  • Pequenos pontos vermelhos no fundo do céu da boca (Manchas de Forschheimer);
  • Febre leve (38°C);
  • Dores na garganta;
  • Dificuldade em ingerir alimentos (odinofagia);

Caracteriza-se por eritemas (vermelhidão cutânea) — que se espalha a partir de um ponto no corpo, deixando as palmas das mãos e pés, e a região em redor da boca inalteradas. Em alguns casos a língua fica com bolhas pequenas.

Transmissão[editar | editar código-fonte]

A sua transmissão acontece por gotículas de saliva ou outras secreções infectadas que são expelidos por via nasal, tosse, espirros e pela respiração ou ainda através do contacto com vestuário e objetos contaminados, caso a pessoa coloque a mão no nariz e boca depois.[1]

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

É mais comum em crianças em idade escolar, de 2 a 10 anos, durante o outono e a primavera.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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As pintas vermelhas aparecem entre 12–72 horas após a febre e somem conforme a pele descamar.

O tratamento é através da administração de antibióticos, constituindo a penicilina, ainda hoje, o fármaco de primeira linha. Pode-se tomar em duas injeções ou em comprimido por 10 dias. Os sintomas costumam diminuir bastante um a dois dias depois do paciente começar o tratamento antibiótico. Além da penicilina outras opções incluem eritromicina, azitromicina e amoxicilina.[2] Porém em Hong Kong, em 2011, encontraram uma variedade resistente a eritromicina.[3]

Antes da descoberta dos antibióticos era uma causa frequente de morte em crianças, pois quando não é tratada adequadamente, pode causar hemorragias no estômago, baço e intestino delgado. Também existe possibilidade de ocorrerem convulsões, inflamação nos rins, infecção nos tímpanos, dores fortes nas articulações e problemas cardiovasculares.

Prevenção[editar | editar código-fonte]

Pessoas infectadas devem permanecer em casa, com copos e talheres separados, por pelo menos 24h depois de medicados com anti-bióticos e após o desaparecimento dos sintomas.[2]

A vacina específica foi pouco eficiente e cara, então a prevenção costuma só começar após um surto. A eficiência do tratamento antibiótico garantiu uma mortalidade próxima a zero nesse século.[4]

Referências