Escola Militar do Realengo

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A Escola Militar do Realengo, assim denominada desde 1913, quando foi criada no bairro do Realengo, no município do Rio de Janeiro, destinava-se ao preparo de oficiais a fim de suprir os quadros permanentes do corpo de tropa do Exército nas diferentes Armas, que até 1941 eram: Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Engenharia e Aviação. As instalações dessa Escola destinadas à Arma de Aviação do Exército, no Campo dos Afonsos, foram transformadas na Escola de Aeronáutica (antecessora da atual Academia da Força Aérea), após a criação do Ministério da Aeronáutica, por Getúlio Vargas, em 1941. Os cursos das demais Armas do Exército foram transferidos para a cidade de Resende, no Rio de Janeiro, onde foi criada a Academia Militar de Agulhas Negras.

O Corpo de Cadetes formava-se por: um Batalhão de Infantaria com três Companhias; um Esquadrão de Cavalaria; três baterias de Artilharia que não chegavam a ser um Grupo, porque cada bateria era de finalidade diversa, ou seja, uma Bateria de Artilharia Montada, uma Bateria de Artilharia a Cavalo e uma Bateria de Artilharia de Dorso; uma Companhia de Engenharia; e uma Esquadrilha de Aviação, ampliada essa arma, quando transferida para a AFA.

O Curso, tinha a duração de três anos, sendo o primeiro constituído das mesmas matérias e exercícios para todos os cadetes, destinado a formar o soldado de Infantaria, o reservista, e os dois anos restantes dedicados, na parte da instrução militar, à formação do tenente de uma das Armas.

A partir de 1941 passou o Curso a ter a duração de quatro anos, aumentando-se para dois anos o tempo de preparo do soldado.

Além do preparo profissional, o cadete, indistintamente de Arma, recebia um preparo intelectual cuidadoso e exigente, com a duração de quatro anos.

O primeiro desses quatro anos era o mais difícil, não só porque para o cadete a novidade em estilo de ensino era grande, como porque era neste ano que se procurava completar a seleção iniciada no exame de admissão. Tanto assim que era ele dividido em duas etapas: a primeira, denominada de Carro de Fogo, ia desde o ingresso até junho, quando o somatório dos exercícios escolares, realizados até àquele mês, em caráter eliminatório, selava em definitivo o ingresso do jovem na vida militar, sendo excluídos do Corpo de Cadetes aqueles que não logravam a média estabelecida, e premiados os demais com o recebimento do Espadim do Sabre de Caxias (40 cm, pois o sabre tem em torno de 69 cm), o Espadim é o símbolo do cadete; a segunda etapa destinava-se ao prosseguimento do primeiro ano.

O curso[editar | editar código-fonte]

O curso da Escola Militar de Realengo era dividido em:

Exigiam muito dos alunos, só permitindo uma repetência e apenas concediam exame de segunda época para duas matérias.

O Ensino Fundamental abrangia, durante os quatro anos, as seguintes matérias:

O Ensino Profissional tinha como finalidade dotar o cadete dos conhecimentos necessários, de modo a torná-lo um combatente de escol, um executor competente, e depois um especialista na Arma que escolheu, com capacidade de liderança e atuação de comando, como oficial do Exército, até o posto de capitão. Para tanto eram ministradas as seguintes matérias na Artilharia:

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Uma das lendas da Escola é a existência do Fantasma do Capitão Garance. Era tradição dos alunos dizerem que se algo sem explicação acontecia (como o sumiço de um objeto), tinha sido obra do fantasma. Mais curioso ainda, a lenda do fantasma continuou na AMAN. Ao que parece o fantasma se mudou com a escola.
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