Escola Preparatória de Cadetes do Exército

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Fachada da EsPCEx, Campinas (SP), Brasil.

A Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) localiza-se na cidade de Campinas, estado de São Paulo, no Brasil. É uma instituição com mais de meio século de existência, cuja missão é preparar candidatos para o ingresso na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), responsável pela formação do oficial combatente do Exército.

O ingresso na EsPCEx é feito por intermédio de um concurso de admissão realizado anualmente, para jovens do sexo masculino que estejam cursando, ou tenham concluído, a 3ª Série do Ensino Médio. O aluno da EsPCEx realiza em um ano, um curso equivalente à 1ª Série do Ensino Superior, acrescido de formação militar necessária ao futuro cadete da AMAN. Inclui-se, além das disciplinas do Ensino Superior, a disciplina de Instrução Militar, entre outras de cunho preparatório para a AMAN e a vida militar, com ênfase na preparação física do aluno através do Treinamento Físico Militar (TFM). A conclusão do curso garante ao aluno, além da opção de ingressar na AMAN, o Certificado de Reservista devido ao cumprimento do serviço militar dentro da EsPCEx.

A partir de 2012, a EsPCEx passou a ser o primeiro ano de formação do oficial de carreira do Exército da linha do Ensino Militar Bélico, que passou a ser feita em cinco anos, sendo o primeiro nessa Escola e os outros quatro anos na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende-RJ. Portanto, a Escola transformou-se em Estabelecimento de Ensino Superior.

Solenidade de Entrada nos Portões
Compromisso à Bandeira

História[editar | editar código-fonte]

A Origem[editar | editar código-fonte]

Escola Militar de Porto Alegre em 1885

O ensino Preparatório do Exército teve início em 1939, com a transformação do Colégio Militar de Porto Alegre em "Escola de Formação de Cadetes", depois denominada Escola Preparatória de Porto Alegre (EPPA). Quando a EPPA teve sua capacidade esgotada em receber novos alunos, o Exército Brasileiro decidiu criar novas escolas preparatórias para atender a grande procura pela carreira das armas. Dessa forma, pelo Decreto-Lei nº 2.584, de 17 de setembro de 1940, surgia a Escola Preparatória de Cadetes de São Paulo (EPSP), instalada, provisoriamente, no edifício destinado ao Hospital Sírio-Libanês, situado na rua da Fonte, nº 91, atual Adma Jafet, no bairro da Bela Vista, cedido para essa finalidade pelo Governo de São Paulo, que manifestou grande interesse em ter uma escola militar em seu território. Em 1944, teve início a construção do atual prédio da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), situado na área da centenária Fazenda Chapadão, em Campinas, cujo projeto, em estilo colonial espanhol, é de autoria do engenheiro-arquiteto Hernani do Val Penteado. Em 1942, foi criada, também, a Escola Preparatória de Fortaleza (EPF). Em 1946, São Paulo, instituiu-se a SRL (Sociedade Recreativa e Literária), órgão representativo do corpo discente, expressão da comunidade estudantil, que viria a se constituir em estimulante auxílio para a diversificação das atividades dos alunos na vida escolar. Nesse mesmo ano foi realizado o primeiro baile de formatura, no Teatro Municipal de São Paulo. A EPSP funcionou na capital por 18 anos. O ano de 1958 foi o último de formação dos alunos da EPSP na capital. Em 1959, por meio do Decreto nº 45.275, de 23 de janeiro de 1959, a EPSP era transferida para Campinas, passando a se chamar Escola Preparatória de Campinas (EPC). As três Escolas Preparatórias atravessaram as décadas de 1940 e 1950 em franca atividade, mas em 1961, por meio do Decreto nº 166, de 17 de novembro de 1961, as escolas preparatórias foram extintas, restando apenas a Escola Preparatória de Campinas (EPC). De imediato os alunos das Escolas de Fortaleza e Porto Alegre foram transferidos para Campinas. Para 1962, estava suspenso o Concurso de Admissão e a extinção da EPC ocorreria em 31 de dezembro de 1963, com a conclusão do curso pelos alunos remanescentes. A sociedade campineira, liderada pelo Comandante da EPC, mobilizou-se no sentido de anular a extinção da EPC. Em 27 de novembro de 1963, o Diário Oficial da União publicava a revogação do art. 3º do Decreto 166,de 17 de novembro de 1961. Com isso, a Escola prosseguia na sua missão de formar os futuros Cadetes de Caxias.

A transferência para Campinas[editar | editar código-fonte]

A transferência da Escola para Campinas começa no início da década de 1940, com as gestões do interventor federal Fernando Costa, que governava o estado de São Paulo. Para que Campinas fosse sede de uma Escola Preparatória de Cadetes, correram as despesas de sua instalação por conta do governo estadual. A doação inicial do terreno foi feita pelo Decreto-Lei 13.906, de 20 de março de 1944, ficando condicionada à conclusão da obra a instalação da Escola.

Início da construção da Torre

Aceita a forma de viabilizar a ideia, por intermédio de acordo firmado entre o Ministério da Guerra e o estado, encarregou-se do projeto o arquiteto Hernani do Val Penteado, que o justificou deste modo: "O referido projeto consiste em um conjunto de quatro pavilhões, ao redor de enorme praça de armas, contando, para maior facilidade de circulação, com grandes galerias na face interna. Por que quatro pavilhões? Porque três se destinariam aos alunos em preparação para cada uma das três armas (Marinha, Exército, Aeronáutica), ficando o quarto com o curso básico, formado pelo primeiro ano".

Escolhida a área na região da Fazenda Chapadão, na Região Norte de Campinas a obra foi iniciada em 1944. O Governo do Estado de São Paulo conduziu a obra até o estágio conveniado para então passá-la ao Ministério da Guerra, a quem caberia concluí-la. Face à sua magnitude, faltaram recursos, na época, para a conclusão e, durante alguns anos, a obra ficou parada e a Escola abandonada. O estado, em consequência, anulou a doação feita em 1944.

Em 1958, o Exército voltou a se interessar pelo projeto. Contatos realizados pelo então Comandante do II Exército com o Governo do Estado resultaram em mensagem à Assembleia Legislativa, datada de 29 de abril de 1958, encaminhando o Projeto de Lei nº 555, que autorizava a Fazenda Estadual a alienar, por doação ao Ministério da Guerra, o imóvel destinado à instalação da Escola Preparatória de Cadetes de Campinas.

O avaliador do Estado, quando da apreciação do referido Projeto de Lei, assim se pronunciou: "O prédio foi construído para fins militares, pois a sua destinação original era a instalação da escola preparatória de cadetes. O seu aspecto externo e de conjunto, entretanto, não denunciam um quartel. É belo e agradável à vista, com a sua fachada em estilo colonial. A sua estrutura, demasiadamente pesada, é que mostra para que fim foi construído. Previu-se , naturalmente, uma fortaleza inexpugnável".

A Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa, ao dar parecer favorável à doação, registrou: "Trata-se de uma medida de máximo interesse do ministério da guerra e também do nosso estado, em cujo território se instalará um estabelecimento de ensino destinado à preparação dos futuros oficiais do Exército." A doação do imóvel ocorreu, solenemente, no dia 25 de agosto de 1958. Finalmente, no ano seguinte, a Escola foi transferida para Campinas.

Escola Preparatória de Cadetes do Exército

Extinção[editar | editar código-fonte]

As dificuldades não ficaram restritas apenas às obras. O Decreto nº 166, de 17 de novembro de 1961, transformava as Escolas Preparatórias de Porto Alegre e de Fortaleza em Colégios Militares e em seu artigo 3º, reservava uma surpresa desagradável para a Escola: "A Escola Preparatória de Cadetes de Campinas deverá ser extinta em 31 de dezembro de 1963 e, a partir do ano letivo de 1962, não mais receberá novos alunos para o primeiro ano".

A opinião pública de Campinas levantou-se e pressionou o governo a favor da permanência do estabelecimento de ensino na cidade. O Comando da Escola sofreu diretamente as consequências desse dilema, até que a decisão fosse revogada no dia 26 de novembro de 1963, quando já se expirava o prazo para o seu fechamento.

Renascimento[editar | editar código-fonte]

Término da construção

Superadas as dificuldades, a partir de 1964, a Escola novamente encontrou o seu destino. As obras de acabamento foram reiniciadas em 1967; mudou-se a sua denominação de "Escola Preparatória de Campinas" para "Escola Preparatória de Cadetes do Exército". As mudanças atingiram sua área física, suas instalações, seus servidores e seu currículo.

Durante muitos anos, desde sua chegada a Campinas até 1990, a Escola funcionou com 3 séries, ministrando todo o Ensino Médio (a última turma que cursou o ensino lá ministrado em três anos, de 1988 a 1990, foi nominada General Penha Brasil). A partir de 1991, o Exército passou a realizar apenas a 3a. série do Ensino Médio na Escola, por considerar esse formato mais adequado à formação dos futuros cadetes. Esse modelo perdurou por cerca de 20 anos.

Estabelecimento de Ensino Superior[editar | editar código-fonte]

A Portaria 152 do Chefe do Estado-Maior do Exército, de 16 de novembro de 2010, aprovou a diretriz para a implantação da nova sistemática de formação do Oficial de Carreira do Exército Brasileiro da linha de Ensino Militar Bélico. Por essa diretriz, o curso de Bacharel em Ciências Militares passou durar cinco anos, sendo o primeiro deles na EsPCEx e os quatro restantes na AMAN. Assim sendo, muitas disciplinas de nível superior não propriamente profissionais passaram a ser ministradas na Escola. A instrução militar também foi reforçada. Isso permitiu maior disponibilidade de carga horária na AMAN para disciplinas que atendam às novas demandas da formação do oficial combatente no século XXI.

A EsPCEx conta, anualmente, com cerca de 500 alunos oriundos das diversas regiões do Brasil, que ficam alojados na Escola em regime de internato, onde recebem, além das aulas e das instruções, fardamento, alimentação e ajuda de custo. No interior da instituição, os alunos são distribuídos em três companhias (Águia, Leão e Pantera), sendo que cada uma conta com cinco pelotões, em um total de 15.


A Escola hoje[editar | editar código-fonte]

A missão da Escola[editar | editar código-fonte]

Academia Militar das Agulhas Negras

Selecionar e preparar o futuro cadete da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), iniciando a formação do oficial combatente do Exército Brasileiro.

A visão de futuro da Escola[editar | editar código-fonte]

A EsPCEx seguirá sendo uma escola:
- de recursos humanos motivados, pró-ativos, focados na sua nobre missão, orgulhosos do passado e com fé inabalável na grandeza do futuro do Exército e do Brasil;
- de infraestrutura adequada ao cumprimento de sua missão;
- de patrimônio histórico preservado, que desperte orgulho em todo o seu público e que sirva de inspiração dos valores materiais e imateriais cultuados pelo Exército Brasileiro e defendidos pelos nossos antepassados; e
- com efetivas práticas de gestão, mantendo um ensino de excelência alinhado às necessidades do Exército Brasileiro.


O Aluno[editar | editar código-fonte]

Aluno em exercício no terreno

A excelência na formação de futuros cadetes pela EsPCEx é a primeira e obrigatória etapa para a formação de oficiais e, consequentemente, para o engrandecimento do Exército Brasileiro. A Escola cria a base sólida para que a AMAN possa prosseguir em sua missão de formar o futuro oficial.
O foco da formação do futuro cadete é a progressividade no desenvolvimento de atitudes (atributos afetivos), que servirão de alicerce para que as demais áreas dessa formação – área cognitiva, área psicomotora e a área afetiva – possam ser desenvolvidos. Dentre as diversas atitudes a serem objetos de observação e de desenvolvimento, constantes do Perfil Profissiográfico do Concludente do Curso de Formação de Oficiais da Linha de Ensino Bélico, são priorizadas aquelas imprescindíveis para o exercício das atividades do cadete naquela Academia: abnegação, adaptabilidade, camaradagem, cooperação, coragem moral e física, disciplina, empatia, equilíbrio emocional, flexibilidade, lealdade, persistência e rusticidade. As demais, também importantes, serão desenvolvidas naquela Academia, nos anos subsequentes.
O aluno é tratado, desde seus primeiros contatos com a Escola, com o rigor fraternal dedicado a um irmão mais novo ou a um filho, a quem a atual geração de militares delegará, em breve, a responsabilidade pela preservação dos valores do Exército. A cordialidade – sem perder o rigor inerente à atividade militar –, a empatia, a fé na nobreza da missão de ser soldado e o exemplo são ressaltados no dia a dia do aluno.
As manifestações de desapreço, de deseducação, de incoerência e de maus tratos são rigorosamente abolidas da formação do aluno da EsPCEx. O futuro comandante do combate moderno atuará nos mais variados ambientes operacionais e culturais. Portanto tem, nos exemplos da Escola, suas primeiras e mais arraigadas lembranças de respeito aos direitos humanos e à diversidade cultural.
O aluno identifica-se, desde os primeiros dias na caserna, como o profissional do Estado que concentra, em suas mãos, o poder legal para o emprego das armas, cuja função específica é a defesa do próprio Estado pela administração da violência. Portanto, para se manter dentro dessa legalidade que faz uso coletivo da violência, deve eliminar qualquer vestígio de violência individual de sua personalidade.

O curso[editar | editar código-fonte]

O curso

O ano escolar abrange o período letivo, o de recesso escolar e o período de férias - entre a cerimônia de conclusão do ano letivo e a apresentação, em janeiro do ano subsequente, na AMAN. O início e o encerramento do período escolar são formalizados por meio de solenidades militares, em datas fixadas pelo DECEx (Departamento de Cultura e Educação do Exército).
O regime de funcionamento do curso da EsPCEx é de internato. A frequência do aluno às atividades escolares é obrigatória, sendo considerada ato de serviço. A duração dos tempos de aula, instrução ou de outras atividades escolares é de 50 minutos. O aluno será considerado aprovado no 1º ano do Curso de Formação e Graduação de Oficiais de Carreira da Linha de Ensino Militar Bélico e considerado habilitado para ingresso na AMAN se obtiver nota igual ou superior a 5,0 (cinco vírgula zero) em cada uma das disciplinas curriculares (Cálculo I, Física Aplicada, História do Brasil, Introdução as Técnicas Militares, Técnicas Militares I, Técnicas Militares II, Treinamento Físico Militar I, II e III – , Língua Espanhola I, Língua Inglesa I, Língua Portuguesa I, Química Aplicada às Ciências Militares e Cibernética/Tecnologia da Informação e Comunicações) e se estiver igualmente apto na esfera da Disciplina Militar.

Aluno da EsPCEx

Ao término do ano letivo, haverá uma classificação geral de rendimento escolar (expresso por meio de nota e menção) referente a todos os alunos aprovados, fundamentada nas notas finais das disciplinas, no conceito escolar e em uma prova geral de avaliação integrada de todo o conteúdo estudado no ano (não considerada para efeito de aprovação). Esta classificação serve para destacar os alunos com os melhores resultados na EsPCEx, sendo aproveitada como ponto de partida para a classificação geral da AMAN. O concludente do curso, com aproveitamento, habilitado ou não à matrícula na AMAN, fará jus ao Histórico Escolar contendo as disciplinas cursadas na EsPCEx e ao Certificado de Reservista de 2ª categoria.
O aluno terá direito à realização de provas finais em duas instâncias, caso não tenha obtido o grau mínimo para a aprovação ao término do ano letivo; se for reprovado em alguma disciplina, deixará de ser matriculado na AMAN, sendo obrigado a repeti-la no ano seguinte, na EsPCEx (juntamente com as disciplinas de Instrução Militar, Língua Espanhola I e Língua Inglesa I). O aluno/cadete somente terá direito a uma única reprovação ao longo de todo o Curso de Formação e Graduação de Oficiais de Carreira da Linha de Ensino Militar Bélico.



O ensino profissional militar[editar | editar código-fonte]

Ensino profissional militar

O ensino profissional na Escola, base técnica para o exercício da atividade militar, não visa formar o combatente integrante de fração constituída. É instrumento para desenvolver no aluno o gosto pela profissão e a disciplina. Forma o militar básico, com conhecimentos e práticas sólidas do combatente individual, em condições de, na AMAN, enquadrar-se em frações de combate, evitando que naquela Academia se perca tempo com revisões e reaprendizagem sobre técnicas individuais de combate.
As avaliações e os exercícios do ensino profissional conciliam a teoria com a prática (que o futuro instrutor e o futuro comandante de fração, respectivamente, deverão dominar). Os instrutores preocupam-se, nas atividades do ensino profissional, em reforçar os atributos afetivos (atitudes) destacados como prioritários pelo Perfil Profissiográfico do Concludente do Curso de Formação de Oficiais da Linha de Ensino Bélico.






O ensino universitário[editar | editar código-fonte]


Ensino universitário

O ensino universitário na Escola desafia o aluno a buscar soluções para diferentes problemas intelectuais, coerentemente com os problemas que o cadete enfrentará na AMAN e que o futuro oficial deparará no ambiente incerto do combate moderno e, ainda, na rotina do seu dia a dia. Permite que o futuro oficial se insira e interaja no ambiente universitário de uma forma geral e no ambiente de estudos da defesa de forma específica, como representante da Instituição.
Os professores do ensino universitário, em salas de aula, buscam na criatividade os instrumentos necessários para desafiar os alunos, obrigando-os à reflexão, à pesquisa, à argumentação sustentada e coerente e à apresentação de soluções viáveis. As avaliações e os exercícios formulados são, em sua maior parte, discursivos e orais, em detrimento dos de resposta direta, como múltipla escolha e similares. O aluno é exercitado em sua capacidade de defender pontos de vista, por escrito e oralmente, utilizando linguagem técnica e adequada ao ambiente formal militar.
Desde 2012, a Escola Preparatória de Cadetes do Exército passou a adotar, como método de educação, o Ensino por Competências. Foi a escola pioneira do Exército Brasileiro a implantar essa metodologia, que busca contextualizar o conhecimento, integrando os conteúdos programáticos das diversas disciplinas em situações-problema, obrigado o aluno a refletir e solucioná-los de forma sistêmica e integralizada.
Na metodologia do Ensino por Competências, o professor busca desenvolver no aluno a capacidade para mobilizar - ao mesmo tempo e na solução das diversas situações-problemas - conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e experiências, que juntas permitem que uma resposta ideal - e a curto prazo - seja apresentata para tais problemas.


A preparação orgânica e o treinamento físico-militar (TFM) do Aluno[editar | editar código-fonte]

Treinamento Físico-Militar

O TFM visa à preparação física e orgânica do aluno, realizando uma transição sem traumas da vida civil (na maioria dos casos sedentária) para a intensa vida do cadete. Não busca formar fisicamente o combatente em um único ano de TFM na Escola, mas formar a base para que a Academia se encarregue disso. Para isso, o volume de trabalho é priorizado, em detrimento da intensidade.
Dentre as atividades consideradas prioritárias para o desenvolvimento físico e orgânico na EsPCEx, destacam-se a corrida contínua, a natação e o treinamento em circuito. Todas as sessões de TFM encerram-se com um treinamento complementar, planejado pela Seção de Treinamento Físico, com exercícios de flexão na barra, flexão sobre o solo, subida na corda vertical, exercícios abdominais etc.
O desporto é planejado para desenvolver no aluno o gosto por uma prática desportiva competitiva ou lúdica, que o acompanhará em grande parte de sua vida profissional. O treinamento desportivo competitivo na Escola tem como prioridade a formação da base das equipes desportivas da AMAN.




O acompanhamento psicopedagógico do Aluno[editar | editar código-fonte]

O Corpo de Alunos e a Divisão de Ensino utilizam-se dos profissionais da Seção Psico-Pedagógica da Escola, para identificar potenciais dificuldades nos alunos e, ainda, identificar potencialidades que estão adormecidas e podem ser desenvolvidas. Ambas as divisões da Escola valem-se do resultado das pesquisas realizadas pela Seção Psicopedagógica, para melhor acompanhar o desempenho e permitir intervenção oportuna junto aos casos especiais de alunos.

O processo de seleção para a Escola[editar | editar código-fonte]

Processo de seleção para a Escola



O processo de seleção, por sua permeabilidade, é o primeiro e último contato da maioria dos candidatos com o Exército (cujo número tem variado de 12 a 15 mil candidatos por concurso). Daí a relevância que recebe por parte de todos os integrantes da Escola. Sua seriedade e celeridade são fatores que reforçam a credibilidade do próprio Exército.
O sigilo na elaboração das questões e durante todo o processo de realização do concurso de admissão é tratado como alta prioridade por todos os integrantes da EsPCEx.





O patrimônio histórico-cultural da Escola[editar | editar código-fonte]

Patrimônio histórico-cultural da Escola

O patrimônio histórico-cultural da Escola engloba, principalmente, suas estruturas arquitetônica, cultural, religiosa, documental, artística (obras de arte), musical e ambiental.
Os integrantes da Escola conhecem seu significado e orgulham-se do patrimônio que têm o encargo de preservar. Tal orgulho reflete-se diuturnamente no zelo, no respeito, na preservação e na recuperação de todo esse patrimônio, que a tantas gerações inspirou e a outras tantas servirá de inspiração para o início de sua vida militar.
O conhecimento do patrimônio histórico-cultural da Escola pelos alunos tem a finalidade de estimular nos futuros oficiais o interesse pelos valores que participaram da formação de nossa raça e do Exército Brasileiro.

A rotina diária do aluno[editar | editar código-fonte]

  • 05:50 - Alvorada
  • 06:20 às 06:40 - Café da manhã
  • 06:50 - Formatura matinal
  • 07:30 às 11:30 - Aulas
  • 11:40 às 12:00 - Almoço
  • 13:00 - Formatura nas companhias de alunos
  • 13:30 às 15:20 - Aulas
  • 15:40 - Treinamento Físico Militar
  • 18:15 às 18:35 - Jantar
  • 19:30 às 21:00 - Tempo de estudo individual
  • 22:00 - Toque de silêncio


Instalações para as atividades de ensino-aprendizagem[editar | editar código-fonte]

Laboratório de Química



A Escola possui instalações que atendem adequadamente às atividades de ensino-aprendizagem. Cada turma possui suas próprias salas de aula e de instrução militar, que contam com os recursos didáticos necessários a essas atividades. Além dessas salas, existem, também, laboratórios de Física, Química e Informática, onde é desenvolvida uma parte significativa do trabalho pedagógico. Para a reunião de grandes grupos, a Escola conta, ainda com dois auditórios e um salão de provas, que se constituem em espaços coletivos dotados de recursos físicos e audiovisuais adequados para eventos e palestras.







Símbolos da Escola e do Aluno[editar | editar código-fonte]

Os Símbolos[editar | editar código-fonte]

Como símbolos do Aluno e da Escola, destacam-se:

1 - O Brasão da Escola[editar | editar código-fonte]


Brasão da Escola

Confeccionado em metal amarelo, reproduzindo um castelo no interior de uma elipse, com o eixo maior na vertical e na base uma estrela singela, estando todo o conjunto apoiado em seis folhas de carvalho, unidas por um laço de fita.

Significado

O castelo dourado representa a construção sólida do conhecimento e do caráter, que devem estar presentes no coração e na mente de cada aluno. A estrela de prata representa a maior aspiração do aluno: ser oficial do Exército Brasileiro. O feixe formado por seis folhas de carvalho, sobre o qual repousam a estrela e o castelo dourado, representam as virtudes e os atributos de caráter, sem os quais é nulo todo o ideal e sem valor todo o conhecimento.




2 - O Estandarte Histórico da Escola[editar | editar código-fonte]

Estandarte Histórico da Escola

Histórico

A Escola Preparatória de Cadetes de Porto Alegre (EPPA) foi o primeiro estabelecimento de ensino preparatório a ser criado no ano de 1939. Ela foi também pioneira na adoção de um Estandarte-Distintivo.

O Decreto n. 5.108, de 12 de janeiro de 1940, criou o Estandarte da EPPA. Quando a Escola Preparatória de São Paulo (1940) e a Escola Preparatória de Fortaleza (1942) foram criadas, adotaram, como referência, o modelo daquele primeiro Estandarte-Distintivo. A partir do Decreto n. 44.220, de 31 de julho de 1958, ficava criado um Estandarte-Distintivo único, diferenciando-os pelo laço militar e pelo distintivo de cada escola.

Significação da Composição

As cores azul-celeste e vermelho, cores heráldicas do Exército Brasileiro, nos remetem à nossa missão de maior grandeza: defender a Pátria e nosso solo sagrado. O vermelho é a cor da vitória, da fortaleza e do valor. O azul-celeste simboliza a lealdade, a justiça, a nobreza e a serenidade, valores que devem integrar a personalidade de todos os militares, sobretudo dos futuros chefes e comandantes. O castelo dourado, símbolo do ensino e da educação, representa a construção sólida do conhecimento e do caráter, que devem estar presentes no coração e na mente de cada militar.

Tradição

Cabe ao aluno de maior destaque intelectual no ensino a honra de conduzir o Estandarte-Distintivo da Escola em todas as solenidades em que a Guarda-Bandeira estiver incorporada. Essa tradição remonta aos primeiros anos de criação da Escola Preparatória de Cadetes do Exército.

3 - O Uniforme do Aluno[editar | editar código-fonte]

Uniforme do Aluno

O Uniforme

A criação da Escola Preparatória de São Paulo (EPSP), em 17 setembro de 1940, marcou o início de um projeto de ensino e, com ele, nasceram as tradições do aluno da Escola Preparatória. O uniforme do aluno, dentre outros inúmeros símbolos, assume um papel de elevada significação, mantendo viva a história do ensino preparatório. Vestir essa farda é assumir perante ao Exército Brasileiro o compromisso sagrado de honrar as tradições de formação do aluno da EsPCEx.

O Significado do Uniforme

Nas singelas composições de símbolos, brasões, túnicas e barretinas, estão presentes os muitos momentos de desafios e vitórias das gerações passadas, dos primeiros anos de dedicação dos pioneiros em prol da formação e preparação dos alunos, da trabalhosa transferência para Campinas e, sobretudo, da esmerada formação militar e acadêmica proporcionadas por professores e instrutores para tornar possível o sonho de ser Cadete de Caxias. O Aluno, ao conquistar a honra e o privilégio de vestir o uniforme da EsPCEx, sabe que nele repousam as mais caras virtudes militares e atributos que, para sempre, deverão estar presentes em todas as suas atitudes. Mais do que envolver seu corpo com esse uniforme sagrado, envolve sua alma com esse verdadeiro manto, para que ele possa inspirá-lo na busca do nobre ideal de ser oficial do Exército de Caxias.






4 - A Torre Duque de Caxias[editar | editar código-fonte]

Torre Duque de Caxias


O Significado da Torre

Como um símbolo a inspirar a juventude militar em formação, essa edificação arquitetônica recebeu o nome de Torre Duque de Caxias, em referência ao Patrono do Exército Brasileiro, Marechal Luís Alves de Lima e Silva, cuja vocação maior foi sempre servir ao Exército e à Pátria. Para os alunos e soldados, esse verdadeiro monumento, que homenageia e relembra o nosso maior Estadista, Soldado, Guerreiro e Pacificador, constitui-se em exemplo e eterna luz-guia a levá-los ao compromisso sagrado de dedicação integral ao serviço do Exército e da Pátria brasileira.



5 - Código de Honra do Aluno[editar | editar código-fonte]

O Aluno da Escola Preparatória de Cadetes do Exército:

- Tem orgulho de sua situação militar e considera com suprema honra a carreira das armas.

- Conscientemente adota, defende e impõe a si próprio preceitos da mística militar, porque é física e moralmente sadio.

- Deposita no seu chefe uma confiança inabalável, porque vê nele um amigo a quem obedece com entusiasmo, mesmo com o sacrifício de seus próprios interesses.

- Faz do cumprimento do dever uma verdadeira profissão de fé, em suas atividades cotidianas, antepondo o dever à invocação de quaisquer direitos.

- Manifesta para com todos os seus companheiros uma camaradagem sólida e viril, ajudando sempre os que precisam dele e recusa, intransigentemente, colaborar em quaisquer ações contrárias, à honra, à ordem e às instituições.

- É irrepreensivelmente honesto em todos os atos da sua vida, não faltando jamais a verdade, nem obtendo por meios condenáveis aquilo a que não tem direito ou que não pode conseguir, a custa do seu próprio esforço.

- Honra a farda que veste, é intangível e se impões a consideração daqueles que o cercam, pela dignidade do seu porte.

- É moralmente adulto, encara os deveres e responsabilidades com naturalidade e dedicação.

- Mantém com firmeza as suas convicções e cultiva os sentimentos de cavalheirismo e urbanidade no trato social.

- Enaltece a Escola, colocando-se ao nível de suas tradições educativas e mantendo constante fidelidade ao espírito da disciplina militar.

- Ama devotamente a Pátria e forja os seus ideais no culto dos grandes valores do passado.

- Procura guiar-se em todas as circunstâncias, pelas normas da virtude, sabendo que não poderá ser um bom soldado se não for perfeito como cidadão.


Compromisso à Bandeira

6 - A Canção da EsPCEx[editar | editar código-fonte]

O Significado da Canção

Os vibrantes acordes musicais associados a uma composição primorosa de versos formam um conjunto harmônico e singular que traduzem os mais belos e profundos sentimentos de carinho e respeito pelas tradições de formação dos alunos da Escola Preparatória de Cadetes do Exército. Os versos enaltecem a certeza de vitórias e a consolidação do ideal da juventude militar em formação, sustentadas na sadia união e na fecunda formação proporcionada pela Escola Preparatória de Cadetes (EPC). Como uma chama ardente, a letra revela a alma e a permanente vitalidade dessa magnífica instituição de ensino militar, proporcionadas pelo intercâmbio de mestres e alunos, na busca do conhecimento que irá assegurar novas conquistas.

A Canção da Escola
(Letra: Aluno Sylvio Santos M. Raimundo)
(Música: 1º Sargento Mario Nogueira)

No azul do firmamento,
Cintilante apareceu
A estrela abençoada
Da Escola que venceu.
EPC és gloriosa,
Tua marcha é triunfal,
Os alunos vão chegando
Com seu garbo marcial.
Certos de que venceremos
Luta mesmo desigual.
Ombro a ombro marcharemos
Para conquistar nosso ideal.
Teu destino está traçado,
EPC nasceste pra vencer.
Com seu garbo varonil,
Oh aluno sempre avante,
Para maior glória do Brasil.
Hurra!

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Cappellano, Jorge Luiz Pavan (Coronel R1). Memorial da Escola Preparatória de Cadetes do Exército: da Rua da Fonte à Fazenda Chapadão, 65 Anos de História Campinas/2010 - Impressão Digital do Brasil Gráfica e Editora Ltda.

Referências[editar | editar código-fonte]