Escrita automática
Escrita automática é o processo de produção de material escrito que objetiva evitar os pensamentos conscientes do autor, através do fluxo do inconsciente. É um método de escrita criado pelos dadaístas, mais especificamente pelo posterior líder do movimento surrealista, André Breton, no ano de 1919 ou por Tristan Tzara. Ou seja, para a literatura, se trata somente de um método literário defendido, principalmente, pela vanguarda surrealista.1
Através da escrita automática o eu do poeta se manifestaria livremente de qualquer repressão da consciência e deixaria crescer o poder criador do homem fora de qualquer influxo castrante. Seu propósito é vencer a censura que se exerce sobre o inconsciente, libertando-o através de atos criativos não programados e sem sentido imediato para a consciência, os quais escapam à vontade do autor.2
O primeiro livro produzido por escrita automática foi "Os campos magnéticos"(1921), de André Breton e Philippe Soupault, e suas raízes se encontram na poesia em prosa de Rimbaud e Lautréamont e na poesia, mais remota, de William Blake.
No Brasil, a escrita automática chegou ainda nos anos 20 daquele século, através de Prudente de Morais Neto e Sérgio Buarque de Holanda.3
Os espiritualistas kardecistas também batizaram de escrita automática a sua forma de escrever de maneira inconsciente, relacionada à psicografia, na qual supostamente receberiam mensagens de espíritos, estando já a terminologia "escrita automática" em desuso entre estes.
Ver também [editar]
Referências
Ligações externas [editar]
- Site com material de Espiritismo grátis em PDF, incluído obras de Kardec e Léon Denis (em inglês)
- A escrita automática ou a procura da utopia. (Em galego)
- Texto "L'écriture automatique", em francês, do poeta surrealista Benjamin Péret, de 1929, destinado ao jornal brasileiro Diário da Noite, não publicado (in Oeuvres complètes, tomo 4, José Corti, 1987, pp. 245-246.)
- Escrita automática segundo André Breton
- Verbete escrita automática de Dicionário de Termos Literários de Carlos Ceia
- A experiência surrealista da linguagem: Breton e a psicanálise de Lúcia Grossi dos Santos
- A escrita automática e outras escritas palestra de Cláudio Willer