Espírito Santo (estado)

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Nota: Se procura outros significados de Espírito Santo, consulte Espírito Santo (desambiguação).
Estado do Espírito Santo
Bandeira do Espírito Santo
Brasão do Espírito Santo
(Bandeira) (Brasão)
Hino: Hino do Espírito Santo
Gentílico: capixaba ou espíritossantense

Localização do Espírito Santo

 - Região Sudeste
 - Estados limítrofes Bahia (à nordeste), Minas Gerais (á oeste) e Rio de Janeiro (sul)
 - Mesorregiões 4
 - Microrregiões 13
 - Municípios 78
Capital Vitória
Governo
 - Governador(a) Paulo Hartung (PMDB)
 - Vice-governador(a) Ricardo Ferraço (PSDB)
Número de deputados
 - Federais: 10
 - Estaduais: 30
Área  
 - Total 46.077,519 km² (23º)
População  
 - 2007 estim. 3.351.669 hab. (14º)
 - Densidade 72,7 hab./km² ()
PIB 2005
 - Total R$47.190.914.439 (11º)
 - Per capita R$13.845,62 ()
IDH (2000) 0,765 (11º) – médio
 - Esper. de vida 72,9 anos ()
 - Mort. infantil 18,9/mil nasc. (12º)
 - Analfabetismo 5,6% ()
Fuso horário UTC-3
Clima tropical de altitude, Tropical Cwb, Aw.
Sigla BR-ES
Site governamental www.es.gov.br

Mapa do {{{nome_pt}}}

O Espírito Santo é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado na Região Sudeste e tem como limites o Oceano Atlântico a leste, a Bahia a norte, Minas Gerais a oeste e noroeste e o estado do Rio de Janeiro a sul, ocupando uma área de 46.077,519 km². Sua capital é o município de Vitória. Outras importantes cidades são Aracruz, Cariacica, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Guarapari, Linhares, Itapemirim, Nova Venécia, São Mateus, Serra, Viana e Vila Velha. O gentílico do estado é capixaba ou espiritossantense.

Índice

[editar] História

Ver artigo principal: História do Espírito Santo

[editar] Período pré-cabralino

Inicialmente, a região era habitada por diversas tribos indígenas, todas pertencentes ao tronco Tupi; as tribos do interior eram chamadas de Botocudos, sendo-lhes atribuído comportamento hostil e belicoso, além da prática de antropofagia[1]. No litoral, as tribos também eram hostis, porém de hábitos um pouco diferentes.

Na região Sul do actual estado e na região da serra do Caparaó, as tribos não eram hostis, e o seu nome deriva de seu hábito de levar os visitantes para "ouvir o silêncio" da Serra do Castelo. As demais tribos eram os aimorés e os goitacás.

[editar] Colônia

Ver artigo principal: Capitania do Espírito Santo

A costa do atual estado do Espírito Santo foi reconhecida por navegadores portugueses já em 1501, e desde então foi alvo da ação de contrabandistas de pau-brasil.

Com o estabelecimento, pela Coroa Portuguesa do sistema de Capitanias Hereditárias para a colonização do Brasil (1534), o seu atual território estava compreendido no lote que se estendia da foz do rio Mucuri à do rio Itapemirim (aproximadamente), doada a Vasco Fernandes Coutinho em 1 de junho de 1534[2].

A colonização portuguesa no estado começou em 23 de maio de 1535 quando os colonizadores, chefiados pelo donatário Vasco Fernandes Coutinho, chegaram na capitania do Espírito Santo e desembarcaram da Nau Glória na região da Prainha próximo onde hoje está situado o 38º Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro (em Vila Velha). Sob as flechas dos Goitacás, havendo necessidade do troar das duas peças de artilharia da embarcação, para que os indígenas debandassem, permitindo a posse da terra pelo donatário, ali mesmo decidiu erguer uma fortificação, o Fortim do Espírito Santo, e iniciaram aí o primeiro núcleo populacional da capitania. Foi denominada de Vila do Espírito Santo (hoje Vila Velha, uma das cidades mais antigas do Brasil, com 473 anos de existência. No começo, era uma pequena vila, dedicada a plantação de milho (dai que surgiu o gentílico capixaba, que deriva do tupi kapi'xawa, terra de plantação). Devido aos constantes ataques dos povos indígenas extremamente hostis, que ali residiam, e que estavam quase destruindo a vila, Vasco Fernandes Coutinho, resolve fundar uma outra vila, desta vez em uma ilha, que era de relevo irregular, com muitas montanhas (Vila Velha é plana), a fim de se proteger dos ataques indígenas.

A nova povoação recebeu o nome de Vila Nova do Espírito Santo (hoje Vitória, capital do estado, ali começou de vez o povoamento da capitania. Mesmo tendo se isolado na ilha, as hostis tribos indígenas não pararam de atacar, até que os indígenas, extremamente hostis lançaram um massivo ataque a ilha, as forças indígenas eram muito maiores que as portuguesas, porém ajudados pelo relevo os portugueses conseguiram expulsar os indígenas e rebatizaram o povoamento para o nome de Vitória, após neutralizar as tribos indígenas, a capitania experimentou um breve período de paz, onde se voltou para o plantio de cana de açúcar, e começaram as missões jesuíticas, para catequizar as tribos muito hostis do estado e evitar futuros problemas com elas, com destaque para José de Anchieta, que fundou várias cidades, como Guarapari, Benevente (atual Anchieta), Marataízes e até cidades como São Paulo, ele percorreu todo o sudeste do Brasil, mas residiu no Espírito Santo, onde morreu em 1597, na cidade que leva seu nome Anchieta.

[editar] Invasões

Durante o final do século XVI se iniciou um novo período, que se estendeu até o começo do século XVIII, nesse período, sucessivos ataques franceses, ingleses e neerlandeses e de corsários, fizeram com que a baía de Vitória se tornasse uma verdadeira praça-forte. Apenas na ilha de Vitória foram erguidos quatro fortes, com destaque para o Forte de São João. Outros recursos defensivos foram empregados como o uso de uma grossa corrente presa em cada margem da baía para conter os navios indesejados. Também durante esse período, há relatos de batalhas com auxílio milagroso, e de vários heróis como Maria Ortiz, que ajudou a expulsar os neerlandeses, neles "jogando água quente"[3].

As tentativas mais sérias de invasão e ocupação foram as dos neerlandeses de 1625, quando o donatário da capitania, Francisco de Aguiar Coutinho, repeliu uma investida de oito navios sob o comando de Piet Hein, de 10 a 18 de março de 1625, com o apoio de entrincheiramentos e das fortificações da vila, e a de 1632, quando os neerlandeses atacaram novamente a capitania, agora com sete navios, sob o comando do Coronel Johann von Koin. Deles desembarcam uma força de quatrocentos homens, de 27 de outubro a 13 de novembro de 1632, sendo repelidos em Vitória pelas forças do capitão-mor João Dias Guedes. Diante dos ataques, o Governo-geral destacou para Vitória quarenta infantes da tropa regular. Um último ataque neerlandês à capitania ainda seria registrado, porém, em 1653.

Ver artigo principal: Invasões holandesas do Brasil

[editar] Principais fortes

[editar] Abandono

No Século XVII, o estado finalmente voltou a paz, porém o estado foi praticamente abandonado após a descoberta de ouro em Minas Gerais, por uma ordem de Portugal, para que o estado, de relevo montanhoso, com densa floresta e inúmeras tribos hostis e que já tinha uma costa bastante fortificada, que servia de "barreira natural" para possíveis invasões que almejassem roubar o ouro das Minas Gerais, e por muito tempo as únicas atividades exercidas eram as militares, durante esse período, ocorreu um fato que muitos desconhecem, a capitania foi anexada à capitania da Baía de Todos os Santos, pois o governador-geral observava que, em Vitória, faltava todo o tipo de defesa e meios de conservação, atribuindo isso à má administração daqueles que governaram a capitania. Isso se devia, entretanto, ao isolamento decorrente da descoberta das Minas, e ordenou que a capitania fosse anexada à capitania geral da Bahia, para sua modernização, tendo sua Capital em Salvador.Isso acarretou no povoamento do norte do estado, conhecido por ter algumas das tribos indígenas mais hostis, mais, mesmo assim, foram estabelecidos grandes latifúndios escravistas, principalmente no município de São Mateus.

[editar] Império

Após a Independência do Brasil, as lavouras cafeeiras chegaram ao sul do estado, provenientes do Rio de Janeiro, o café foi o primeiro sinal de progresso para a nova província, agora que os Índios estavam exterminados, o interior do estado finalmente foi povoado, o café enriqueceu muito o estado, e formou ricas cidades, maiores e mais ricas que a capital, como Santa Leopoldina e Cachoeiro do Itapemirim que foi fragmentadas em várias outras cidades menores, o café já não é mais a maior fonte de renda do estado, mais foi até aproximadamente 1960.

[editar] Imigração e crescimento

O plantio do Café, foi a principal atividade exercida pelos imigrantes europeus e foi a maior fonte de renda para o estado até 1940.
O plantio do Café, foi a principal atividade exercida pelos imigrantes europeus e foi a maior fonte de renda para o estado até 1940.

Durante o fim do século XIX milhares de Imigrantes, vindos principalmente da Itália, Alemanha e Pomerânia (nação extinta onde hoje é a Polônia) se estabeleceram na Serra do castelo. O plantio do café foi ainda a principal atividade dos imigrantes europeus, que introduziram o regime da pequena propriedade na região serrana, mais especialmente os pomeranos se voltaram para culturas agrícolas diferentes, como a da uva e a o morango, frutas de clima temperado que podiam ser plantadas ali graças ao clima mais ameno. Muitos imigrantes, especialmente os pomeranos ainda mantêm sua cultura, hábitos e festas típicas.

Os imigrantes europeus, vieram para o Brasil, com o sonho de uma vida melhor, pois no fim do século XIX e começo do XX, período da imigração, seus países de origem viviam graves problemas sociais e econômicos, os imigrantes que vieram ao Brasil, se estabeleceram em terras altas de clima mais ameno e se dedicavam a agricultura.

Hoje estima-se que de 60% a 70% da população do estado possui alguma ascendência Italiana ou Alemã. Porém os alemães e pomeranos juntos não chegam nem a 5% da população.

A partir da década de 1950, o estado começou a driblar os problemas históricos e começou a explorar seus muitos recursos naturais e a se industrializar.

Atualmente, o Espírito Santo conta com trunfos valiosos na arrancada para o desenvolvimento econômico: uma privilegiada localização geográfica, riquíssimas reservas de minerais radioativos no litoral, um grande complexo portuário, sendo que tem a melhor estrutura portuária do Brasil com um dos maiores portos de minério do mundo, o Porto de Tubarão, a segunda maior produção de petróleo país e as maiores reservas de gás natural do Brasil. Além disso, conta com vastas áreas de plantio de eucalipto, sendo grande produtor de celulose, e o estado é também o maior produtor de rochas ornamentais do mundo, principalmente mármore e granito. Possui uma rica e diversificada agricultura.

[editar] Origem do nome

Vasco Fernandes Coutinho desembarcou na capitania no dia 23 de maio de 1535 desembarcando na atual Prainha de Vila Velha, onde fundou o primeiro povoamento. Como era oitava de Pentecostes, o donatário batizou a terra de Espírito Santo, em homenagem à terceira pessoa da Santíssima Trindade.

[editar] Bandeira

Ver artigo principal: Bandeira do Espírito Santo
Bandeira do Espírito Santo
Bandeira do Espírito Santo

Escolhido pelo governador Jerônimo Monteiro, o lema "Trabalha e Confia", no centro da bandeira capixaba, subentende-se "trabalha e confia em Deus", o que é na verdade uma adaptação de um lema jesuíta, que originalmente diz: "Trabalha como se tudo dependesse de ti, e confia, como se tudo dependesse de Deus". A bandeira, cujas cores - rosa, azul e branco - foram inspiradas na vestimenta de Nossa Senhora da Vitória, padroeira da capital do estado do Espírito Santo, foi concebida em 1908.

[editar] Geografia

Ver artigo principal: Geografia do Espírito Santo


O estado do Espírito Santo ocupa uma área de 46.184,1 km² no litoral do Brasil, localiza-se a oeste do Meridiano de Greenwich e a sul da Linha do Equador e com fuso horário de menos três horas em relação à hora mundial GMT. No Brasil, o estado faz parte da região Sudeste, fazendo fronteiras com os estados de Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro. É banhado pelo oceano Atlântico.

Cerca de 40% do território do estado encontra-se em uma faixa de planície [4], porém a variação das altitudes é bem grande.

O relevo apresenta-se dividido em duas regiões distintas: A Baixada Espíritossantense e a Serra do Castelo, na qual fica o Pico da Bandeira com 2.890m, na serra de Caparaó. Seu clima predominante é o tropical de Altitude do tipo Cwb.

O bioma (dominío morfoclimático) do estado são os chamados "Mares de Morros" caracterizados pela vegetação tropical, em climas mais amenos, formados por serras fortemente erodidas.

[editar] Relevo

Pico da Bandeira, ponto Culminante do estado, com 2.879 m de altitude e o 3° maior pico do Brasil.
Pico da Bandeira, ponto Culminante do estado, com 2.879 m de altitude e o 3° maior pico do Brasil.

O relevo do estado é constituído de duas unidades: a Baixada Espíritossantense e a Serra do castelo (serra capixaba).

O Relevo do estado, é formado por rochas cristalinas, sobretudo gnaisses e granitos, à nordeste do Rio Doce o relevo é de origem sedimentar, porém a noroeste do Rio Doce O relevo também é formado por gnaisses e granitos.

De largura variável, a Baixada Espíritossantense acompanha toda a costa capixaba, da fronteira com a Bahia até o limite com o Rio de Janeiro. Estreita ao sul, alarga-se consideravelmente a partir de Aracruz, no sentido norte. Ocupa cerca de 40% do território estadual.

A segunda unidade do relevo é a Serra do castelo, ocupa 60% do território do estado. Tem uma altitude média de 758 m. Zona montanhosa cortada por numerosos cursos d'água, que nascem na região devido os altos índices de precipitação pluviométrico (chuvas), esses rios, cavam profundos vales, criando uma região única. A Serra do castelo é coroada por maciços montanhosos, e entre os quais se destaca a Serra do Caparaó, na divisa com Minas Gerais. Nela estão localizados o pico da Bandeira (2.890m), ponto culminante do estado e da Região Sudeste e o terceiro mais alto de todo o país, e o Pico do Calçado (2.790 m), o maior exclusivamente em território capixaba. Em Castelo está o Pico do Forno Grande, um imponente afloramento rochoso com 2.070m, ponto mais alto da Serra do castelo, existem vários afloramentos menores, mais não menos importantes, como a Pedra das Flores e a Pedra Azul, com respectivamente 1909 e 1822 m, em seu topo, há um micro-clima super-úmido, por passar a maior parte do tempo encoberta pelas nuvens, lá existem cerca de 50 espécies de orquídeas e bromélias. A região, possui muitos lagos e cursos d'água e a região ainda tem uma forte neblina, que atinge a região principalmente no Outono e na Primavera.

Ao norte do Rio Doce, as altitudes diminuem sensivelmente e apresentam-se algumas elevações rochosas, os pontões, impropriamente chamados de serras, entre as quais a do Serra do Pancas e a do Serra do Cunha, porém mesmo lá, existem alguns pontos acima dos 1500 m em Mantenópolis, e municípios acima dos 600 m como é o caso de Marilândia e Ecoporanga.

Na região da Serra do Caparaó, está localizado o maior desnível do Brasil, com variação de 2890 m em sua cota máxima, para 997 m na sua menor altitude.

Espírito Santo
Ficha técnica
Relevo baixada litorânea (40% do território) e serras 53% do território)
Ponto mais elevado pico da Bandeira, na serra do Caparaó (2.889,8 m).
Rios principais Doce, São Mateus, Itaúnas, Itapemirim, Jucu.
Vegetação Florestas tropicais, no Norte do Estado e em parte da Serra do Castelo, Restinga e Manguezais no litoral, Floresta Tropical Ombrófila Antimontana e Campos de Altitude na Serra do Castelo.
Clima tropical de altitude, Tropical.
municípios mais populosos Vila Velha (405.374), Serra (394.370), Cariacica (361.058), Vitória (317.085), Cachoeiro de Itapemirim (198.150), Colatina (112.711), Linhares (112.617), São Mateus (90.460), Guarapari (88.400), Aracruz (64.637) (2000).

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Serra do Castelo em Ibiraçu
Serra do Castelo em Ibiraçu

[editar] Clima

O clima predominante do estado é o Tropical de Altitude, presente em 60% do estado, com bruscas alterações climáticas, de verões quentes e invernos amenos. Porém, o clima Tropical é presente em 40% do estado. Segundo a classificação do clima de Köppen, o clima tropical apresenta duas variações, Am e Aw.

Por clima, as terras capixabas podem ser divididas em Terras quentes, e Terras Frias, nas terras quentes, que se estendem em uma estreita faixa litorânea e se alargam consideravelmente a partir de Linhares, são lugares muito planos, de clima tropical seco, com precipitação anual inferior à 1.100mm e de temperaturas médias anuais superiores à 22°C, As Terras Quentes ocupam 24% do território do estado. Nas Terras Frias, áreas muito montanhosas com altitude superior à 600m o clima predominante é o Tropical de Altitude, com precipitação pluviométrica anual de mais de 1.900mm e temperaturas médias anuais inferiores à 18°C, as Terras Frias ocupam 37% do território do estado. Há também uma consideravel área de transição, ocupa cerca de 39% do território do estado, de relevo um pouco menos montanhoso, altitude entre 200 e 600m e precipitação média anual perto dos 1.500mm.

Na Baixada Espíritossantense predomina o clima tropical seco do tipo Am, típico do litoral norte do estado, com chuvas de verão e invernos secos. A temperatura média anual é superior a 22°C, caracterizando-se por temperaturas elevadas durante todo o ano. O índice pluviométrico anual chega a 1.250mm na encosta da Serra e na Região Metropolitana de Vitória, com uma estação seca pouco pronunciada, a região tem um dos verões mais quentes do Brasil, com médias de 28°C, porém a região tem um inverno muito mais frio que as baixadas litorâneas dos estados vizinhos, de Rio de Janeiro, Bahia e até de São Paulo [5].

O clima tropical chuvoso do tipo Aw ocorre no resto da Baixada Espíritossantense, com cerca de 1.000 mm anuais de chuva e estação seca bem definida.

A Baixada Espíritossantense possuí, durante o mês de março, um dos verões mais quentes de todo o Brasil, com temperaturas médias mensais que variam de 27°C até 30°C, sendo freqüentes marcações próximas dos 40°C em cidades do interior do estado, como Cachoeiro do Itapemirim e Colatina, nota-se temperaturas bem mais elevadas no sul do estado. Porém, mesmo nessas cidades, no inverno, as temperaturas podem chegar a até 10°C, mesmo em altitude 0, graças as massas de ar polar, que atingem o estado somente no no inverno.

[6] Durante o inverno, são freqüentes a ocorrência de massas de ar polar úmido no estado, isso faz as temperaturas caírem a até 0°C na Serra do Castelo e até 10°C na Baixada Espíritossantense, porém quanto mais próximo do mar, maior é a temperatura, e menor sua influencia. Massas de ar polar muito fortes, causam as mínimas extremas do estado.

Na Serra do Castelo (serra capixaba), o clima é tropical de altitude, típico da região serrana do sul do estado. As temperaturas caem progressivamente à medida que aumentam as altitudes, caracterizando-se por temperaturas mais baixas no inverno, porém nota-se bruscas variações climáticas e 4 estações bem definidas, além de um índice pluviométrico imensamente maior, com cerca de 2.300 mm de precipitação anual, e temperaturas médias anuais que variam de [7]20°C a 12°C, dependendo da altitude.[8]

Entre o Outono e a Primavera, uma forte neblina, atinge principalmente o leste da Serra do Castelo, isso pode gerar acidentes de transito, porém faz que mesmo os dias mais secos do inverno, registrem certa precipitação e uma fina garoa.

A medida que se avança para o Oeste, o clima é mais seco, porém, com grande amplitude térmica, o que faz com que mesmo em dias onde as temperaturas minimas cheguem próximas a 0°C, sejam registradas máximas de 20°C.


Nos Picos da Serra do Caparaó, são registradas as menores temperaturas do estado, e algumas das menores temperaturas da Região Sudeste. Graças a grande altitude da região, são comuns marcações na casa de -4°C negativos, e geadas ocorrem diariamente no Inverno. A temperatura na região pode variar de 25°C até -10°C negativos.[9] Aos pés do Pico do Cristal existe um lago, onde se registra pelo menos um dia por ano com cobertura de gelo no local.

Os maiores índices pluviométricos do estado são os de Alfredo Chaves (Apelidada de "Alfredo Choves") com 3.100mm, seguido por Vargem Alta com 2.800mm anuais, caracterizados pela fina garoa que cai sem parar. A cada ano, nota-se que o estado vem ficando cada dia mais seco, o litoral do estado, possui os menores índices de precipitação de toda a costa Brasileira, caracterizado por muitos dias de sol, e por poucos dias de chuvas, porém quando chove, são chuvas torrenciais de cerca de 80 a 150mm em um único dia, cada ano nota-se verões mais frios e invernos mais quentes, sendo cada vez mais freqüentes marcações de mínimas de 17°C à nível do mar mesmo no verão e de até 22°C mesmo no inverno.

Guarapari cidade litorânea do estado, que tem pontos a até 1000m de altitude, mesmo em sua sede a nível do mar, possuí condições climáticas para o clima Tropical de Altitude, pois as temperaturas médias anuais são inferiores a 22°C

[editar] Vegetação

Vale do Canaã, típica paisagem na região central do Espírito Santo
Vale do Canaã, típica paisagem na região central do Espírito Santo

Inicialmente, a vegetação do estado era Vegetação Litorânea (Restinga e Manguezais) no litoral, com árvores que não ultrapassam os 5m, Floresta Tropical de médio porte no norte do estado e em toda a Baixada Espíritossantense não litorânea, Na Serra do Castelo existe vários tipos de vegetação, Mata Atlântica, nas áreas mais ao leste, Floresta Tropical ombrófila antimontana, nas regiões mais a oeste, [10]Mata de Araucária, notasse bastante araucárias, em meio as florestas tropicais em locais muito elevados, como a Serra do Caparaó e também a presença dos Campos de Altitude, nos picos da Serra do Caparaó e da Serra do Castelo.

Atualmente a vegetação predominante do estado é artificial, são as "plantações" de pinheiros de eucalipto, de origem australiana, plantados principalmente pela sua utilidade para fabricação de móveis e de celulose, usada para fazer papel, para se fazer celulose, sobretudo na região da Serra do Castelo, se utilizam Pinheiros de origem Canadense, que são melhores que os eucaliptos, porque não corroem o solo, porém eles só se adaptam a regiões mais frias, como a Serra do Castelo. No passado, a floresta tropical (ampla mata repleta de árvores de grandes folhas) cobria todo o território capixaba. Hoje, a ação do homem substituiu-a quase completamente por campos de cultivos, pastagens artificiais. Aí, a busca de solos virgens por parte dos agricultores e a extração de lenha e de madeira de lei determinaram a proliferação dessas formações vegetais. No norte, onde ainda se desenvolve o processo de ocupação, podem ser encontradas algumas reservas florestais. Na serra do Caparaó, onde outrora revestido pela Mata Atlântica que está totalmente devastada pela ação do extrativismo vegetal, observa-se a presença de uma vegetação campestre, pouco desenvolvida, típica das zonas de altitude mais elevada (acima dos 1.000m), no interior do estado, no norte do estado, e cada vez mais ao sul a floresta tropical foi tomada pelos Pinheiros de Eucalipto, através da empresa Aracruz Celulose.

Típica vegetação das terras baixas do estado.
Típica vegetação das terras baixas do estado.

Atualmente a vegetação do estado é muito variável, a vegetação predominante no centro-norte do estado são os artificiais pinheiros de eucalipto, nas regiões mais altas, a floresta tropical ainda se encontra preservada, na região da Serra do Castelo e da Serra do Caparaó, há bastante variação entre a Mata Atlântica ainda preservada, os Eucaliptos e os Pinheiros, já na região litorânea, a pouca vegetação que resta, é parte dos Manguezais e da Restinga.

[editar] Correntes Marítimas

O estado sofre influência tanto da Fria Corrente das Malvinas quanto da quente Corrente do Brasil. A Corrente do Brasil, que é quente, exerce influência sobre toda o litoral norte de vitória (a partir da capital Vitória), porém mesmo assim não consegue deixar o clima desses locais mais úmido. Mesmo terminando em meados do estado de São Paulo, a corrente fria das Malvinas atinge o estado por meio de uma faixa de ressurgência [11] (reaparecimento), que vai de Presidente Kennedy até meados de Vitória, o que deixa todo o estado, com clima muito mais seco, (atingindo cerca de 700mm de precipitação em Ecoporanga) e com invernos muito mais frios. No verão, a Corrente do Brasil ganha força e a ressurgência da Corrente das Malvinas desaparece, deixando o estado com verões muito quentes, o que gera bruscas alterações climáticas.

[editar] Hidrografia

Típico Lago na Serra do Castelo.
Típico Lago na Serra do Castelo.

O principal rio do Espírito Santo é o Doce, com 977 km de comprimento. Nasce em Minas Gerais e desagua no oceano Atlântico, no litoral do município de Linhares, depois de atravessar o estado de oeste para leste e dividí-lo em duas partes de superfícies quase iguais.


Outros rios importantes são o Itabapoana, que separa o Espírito Santo do Rio de Janeiro, o Itapemirim, o Itaúnas, o Jucu, o Santa Maria da Vitória, que desemboca na baía de Vitória, e o São Mateus, no norte do estado.


[editar] Lagos e Lagoas

O município do estado com mais lagoas é Linhares, com 69 lagoas e lagos em sua extensão, não há uma lista ou contagem das lagoas do estado, pois existem muitas artificiais e muitos alagadiços e lagos temporários, existe apenas uma estimativa de que existam aproximadamente 400 lagoas, lagos, e alagadiços em todo o estado.

As principais lagoas do Espírito Santo são a Juparanã (a maior do estado), Juparanã-Mirim, Suçuraca, Monsarás, do Cupido, do Durão e da Águia (todas no Município de Linhares), a cidade de Linhares possui a maior área do estado, e é um dos mais extensos do Brasil.

[editar] Litoral

O litoral capixaba é rochoso ao sul, com falésias de arenito, e também na parte central, com grandes morros e afloramentos granitícos a beira mar, o litoral sul-central é muito recortado com muitas enseadas e baias protegidas por rochas e afloramentos rochosos a beira mar, é arenoso ao norte, com praias cobertas por uma vegetação rasteira e extensas dunas, principalmente em Itaúnas e Conceição da Barra. A 1.140 quilômetros da costa, em pleno Oceano Atlântico, encontram-se a Ilha da Trindade (12,5 km²) e as Ilha de Martim Vaz, situadas a 30 quilômetros de Trindade. Essas ilhas estão sob a administração do Espírito Santo.

[editar] Praias

Praia arenosa de Barra Nova, em São Mateus, norte do estado.
Praia arenosa de Barra Nova, em São Mateus, norte do estado.
Praia em Piúma.
Praia em Piúma.
Praia da Costa vista do Morro do Moreno.
Praia da Costa vista do Morro do Moreno.
Praia em Guarapari.
Praia em Guarapari.
Praia da Barra em Conceição da Barra.
Praia da Barra em Conceição da Barra.

[editar] Ilhas

Ver artigo principal: Lista de ilhas do Espírito Santo

O estado possui um litoral mais recortado no centro-sul, e mais mar aberto no norte, o que faz a maior parte das ilhas se concentrarem na parte central do estado, porém o estado possui várias ilhas.

Ao todo, são 73 ilhas localizadas na costa do estado, sendo 50 localizadas na capital Vitória.

[editar] Ecologia

No Espírito Santo, o IBAMA administra dezessete unidades de conservação: dois parques nacionais, seis reservas biológicas, três reservas particulares do patrimônio natural, duas áreas de proteção ambiental, uma estação ecológica e três florestas nacionais.

[editar] Parques nacionais


Parque estadual da Pedra Azul, com Pedra Azul 1822 m, ao fundo.
Parque estadual da Pedra Azul, com Pedra Azul 1822 m, ao fundo.

[editar] Reservas biológicas

[editar] Reservas particulares do patrimônio natural

[editar] Áreas de preservação ambiental

[editar] Estações ecológicas

[editar] Florestas nacionais

[editar] Áreas de preservação ambiental (Apas)

No âmbito estadual existem 9 APA (Área de Preservação Ambiental). As Unidades de Conservação estaduais dividem hoje sua administração entre IDAF (Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal), órgão ligado à Secretaria Estadual de Agricultura, e o IEMA. O IEMA é hoje responsável pela administração de 9 Unidades de Conservação (UC), totalizando cerca de 0,8% (36.840,25 ha) território do Espírito Santo.

Parque Nacional do Caparaó
Parque Nacional do Caparaó

[editar] Economia

É baseada principalmente nas atividades portuárias, de exportação e importação (maior do país), na indústria de rochas ornamentais (mármore e granito) (maior do mundo), na celulose (maior do país), extraída dos pinheiros de eucalipto, na exploração de petróleo (2° maior)e gás natural (maior do pais), além da diversificada agricultura, principalmente do plantio do café (segundo maior).

Seus extensos recursos naturais e seu grande potencial, foram explorados somente após a década de 50, pois o estado foi abandonado para servir de barreira natural, por causa da densa floresta e pelas altas montanhas do estado para conter possíveis invasões estrangeiras que almejassem chegar ao ouro das Minas Gerais, o estado somente voltou a ser povoado de verdade com a introdução do café, mais só começou a crescer com a industrialização que começou na década de 40.

A economia do estado se ve em uma fase de grande crescimento que se deve, principalmente ao fato da ampliação da agricultura e do turismo, e da descoberta de imensas jazidas de petróleo e gás natural, e também que só nos últimos anos o estado passou a explorar seu grande potencial econômico, com a implantação da indústrias de rochas ornamentais, sendo que o estado é o maior produtor de mármore e granito do mundo, e também pela implantação da empresa Aracruz Celulose.

As principais culturas agrícolas são: arroz, café (das mais importantes do país, tanto que o município de São Gabriel da Palha determina para o resto do país a cotação diária do café Conilon no mercado), feijão, frutas (banana, maracujá, mamão), milho. Na pecuária, gado de corte e leiteiro. Na indústria, produtos alimentícios, madeira, celulose (Aracruz Celulose SA), têxteis, móveis e siderurgia, destacando-se no município de Serra, um dos sete que constituem a Região Metropolitana da Grande Vitória, a CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão), que no ano de 2005 uniu-se ao grupo francês Arcelor (um dos maiores do mundo no setor) e as usinas de pelotização da CVRD (Companhia Vale do Rio Doce). Outra indústria importante no ramo siderúrgico é a Samarco, localizada no município de Anchieta e que possui o maior minerioduto subterrâneo do mundo, transportando minério a partir de jazidas do vizinho estado de Minas Gerais até à indústria. Nos últimos anos vem se mostrando próspera no estado a exploração de petróleo e de gás natural, principalmente após descobertas ocorridas entre os últimos anos do século XX e início do XXI de novos blocos petrolíferos no mar territorial capixaba.

Vitória é importante porto de exportação de minério de ferro. Guarapari é um importante centro de extração de areia monazítica (rica em cério, tório, latânio e titânio).A presença da monazita em algumas praias do município faz com que seja muito procurado por turístas em busca de alívio para alguns males do corpo, contra os quais o mineral é eficaz. Em São Mateus, descobriram-se e exploraram-se reservas petrolíferas na plataforma continental.

No litoral sul a descoberta de petróleo deve impulcionar a economia do estado, que até 2008 terá a segunda maior produção de petróleo do Brasil, os municípios litorâneos como Presidente Kennedy, Itapemirim e Marataízes terão crescimento econômico e social com indices muito altos e se tornarão os municípios com maior pib per capita do estado.

Além do carnaval, em Vitória acontece também durante o mês de novembro, um dos maiores carnavais fora de época do Brasil, o Vital.

Destaque também para as festas do interior como a Festa da Polenta em Venda Nova do Imigrante, Sömmerfest de Domingos Martins, a festa do morango de Domingos Martins, a festa do Imigrante Italiano em Santa Teresa, o carnaval de Guarapari, Festival de Arte e Música de Alegre e Festival Internacional de Inverno de Domingos Martins. A festa de Mimoso do Sul e o Festival de Sanfona e Viola de São Pedro do Itabapoana distrito de Mimoso do Sul, e também o carnaval de Mimoso que atraí muitos visitantes e chega a ser o melhor carnaval do Sul do Espírito Santo.

[editar] Cultura Cafeeira

O café foi o que fez o estao se recuperar do longo período de esquecimento, durante a era colonial, começou a se cultivado no sul, vindo do Rio de Janeiro, foi a principal cultura cultivada pelos imigrantes, e enriqueceu várias cidades como Cachoeiro do Itapemirim (hoje fragmentada em mais de 10 outros municípios), que por um tempo chegou a ser maior e mais rica que a capital Vitória, Santa Leopoldina, cidade que enriqueceu muito durante o Século XIX, com os chamados Barões do Café, que construiram inúmeras mansões ali, a economia da cidade chegou a rivalizar com a de Vitória mais, com a construção da primeira ferrovia do estado (que não passava pela cidade), acabou por virar uma verdadeira "Cidade Fantasma", outra cidade que enriqueceu muito com o café foi Mimoso do Sul, o café foi a base da economia do estado até meados de 1950.

O café no estado atualmente é plantado nas variações Arábica (em baixas altitudes) e Conilon (em grandes altitudes), sendo o estado o maior produtor nacional da variação Arábica, e segundo maior da varição Conilon, sendo que o município de São Gabriel da Palha determina para o resto do país a cotação diária (preço) do café Conilon no mercado, São Gabriel da Palha e seus arredores são atualmente os maior produtores de café de todo o estado, cultivando a variedade Arábica.

[editar] Evolução do PIB

No intervalo de 55 anos, entre 1939 e 1994, a renda per capita dos capixabas cresceu oito vezes, bem mais que a média nacional, de cinco vezes e meia. Por isso sua renda é maior que a média do restante do país. Ocupando apenas 0,54% do território brasileiro, o estado responde hoje por pouco mais de 2% do PIB. Atualmente, O Espírito Santo é considerado o Estado brasileiro mais voltado ao comércio exterior.

O PIB capixaba até os anos 60 era sustentado pelo setor agrígola, predominantemente o café. O setor primário chegou a representar 54% do PIB. O café, no entanto, continua sendo de vital importância para a economia capixaba, mas sem haver dependência exagerada.

Com o surgimento dos grandes projetos como a CVRD, CST, Aracruz e Samarco (1960/1967) houve a diversificação da base econômica no Estado. A partir dos anos 90, o setor de serviços passou a ter significativa presença no PIB, passando a ser a âncora da economia capixaba impulsionado pela forte vocação do comércio exterior. Os sete portos, o Corredor Centroleste e a logística tornam o Estado competitivo.

O crescimento do PIB está acima da média nacional. O PIB capixaba vem crescendo 3% ao ano, acima, portanto da média do Brasil, que é de 1,2% ao ano. Em 1996, o PIB saltou de R$ 14,9 milhões para R$ 16 milhões em 1998 (estimativa). O estado é o sexto exportador e o quarto maior importador, sendo responsável por cerca de 9,13% do que é exportado, e 4,95% do que é importado[12]. Em 1997, as exportações totalizaram US$ 5,4 bilhões e as importações, US$ 4,7 bilhões.

O PIB per capita no Espírito Santo em 2005 era de R$ 13.846, o quinto maior do país.

O setor terciário é o mais dinâmico da economia capixaba e o que mais fortalece o PIB no Estado, com uma participação de 50%, puxado principalmente pelo segmento do comércio exterior. Já o setor secundário, formado por indústrias extrativas e de transformação e grandes complexos exportadores, vem em segundo lugar com uma participação de 31% . O setor primário corresponde a 19% do PIB, apresentando como principais atividades a cafeicultura, a fruticultura de clima tropical, a cultura de especiarias, a pecuária bovina e leiteira e a extração vegetal.

O estado é viável em sua infra-estrutura e logística. Sedia o maior complexo portuário da América Latina. Em 1997, seus sete portos movimentaram cerca de 25% das mercadorias que entraram e saíram do país.

[editar] Religião

Quanto à Igreja Católica, destaca-se o Convento da Penha, que é um dos principais monumentos históricos do estado e o Santuário de Santo Antônio. Já em relação às igrejas evangélicas, é forte a presença da Igreja Cristã Maranata, que surgiu no próprio estado, e que já se difundiu por outros estados e a Igreja Luterana. É possível encontrar também alguns praticantes de religiões de origem africana, além de espíritas e outros.

É no Espírito Santo que se encontra o Mosteiro Zen Morro da Vargem, primeiro da América Latina, localizado em