Espaço tridimensional

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O tri-eixo cartesiano (geometria analítica tridimensional) é um ícone do espaço tridimensional.
A Geometria descritiva resolveu os problemas do espaço através da linguagem gráfica enquanto a Geometria analítica tridimensional usou a matemática.

Como definição linguística, o espaço tridimensional[nota 1] é aquele que pode ser definido como tendo três dimensões (altura, profundidade e largura)[1] , o que na prática indica relevo.[2] Os povos da antiguidade trabalhavam com formas volumétricas, mas o estudo metódico do tema pode ser encontrado nos livros de Euclides. Embora a maior parte da geometria euclidiana se dedique aos problemas da geometria plana, que inclui o espaço euclidiano, ela trabalhava com o tridimensional quando se debruçava sobre o estudo dos sólidos.

A geometria analítica tridimensional e a geometria descritiva trataram do espaço tridimensional de maneiras diferentes, mas com conteúdo aproximado, a primeira usou a linguagem algébrica e a segunda a geométrica.[3]

Terceira dimensão[editar | editar código-fonte]

Com o surgimento da terceira dimensão, alguns problemas geométricos que não existiam no bidimensional passaram a ser estudados, como:

Física clássica[editar | editar código-fonte]

A física newtoniana se baseia no espaço tridimensional. Como consequências teóricas têm-se:[5]

  • o espaço é absoluto,
  • o tempo é absoluto,
  • o movimento é absoluto,
  • intervalos de tempo são por toda a parte idênticos, sob todas as condições,
  • as dimensões dos corpos rígidos são independentes do estado de repouso ou movimento,
  • os axiomas de Euclides permanecem verdadeiros para todo Universo
  • a gravitação é devida a uma atração entre os corpos,
  • raios de luz propagam-se em linha reta etc.

Notas[editar | editar código-fonte]

[nota 1] ^ A palavra espaço vem do latim (spatìum,ìí) e significa extensão, distância e intervalo. Dimensão do latim (mensìo,ónis) significa medida.
[nota 2] ^ No espaço bidimensional seria improdutivo a criação de um sistema projetivo, porque todos os entes geométricos se reduziriam a pontos e retas, de acordo com um observador (que necessariamente estaria presente no plano). Para que exista um sistema de projeções é necessário que se tenha um observador (fora do plano), um plano de projeção e algo para ser observado (o elemento observado pode coincidir com o plano de projeção), mas não pode coincidir com o observador.

Referências

  1. Dicionário Eletrônico Houaiss de Língua Portuguesa 3.0. 'Espaço e Dimensão'. [S.l.]: Objetiva Ltda, 2009.
  2. Rober Gillan Scott. Fundamentos del diseño. [S.l.]: Editorial Victor Leru, 1970. p. 138.
  3. Encyclopaedia Britannica. Rio de Janeiro, São Paulo: Britannica editores LTDA, 1968. Geometria descritiva.
  4. Mandarino, Denis, Desenho Projetivo e Geometria Descritiva. São Paulo: Ed. Plêiade, 1996. Cap. I-VI.
  5. Dietz, David. História da ciência. [S.l.]: Livraria José Olympio, 1947. p. 302.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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