Espada e sandália

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Hércules
Maciste
Hércules e Maciste, dois personagens recorrentes nos filmes de espada e sandália

Espada e sandália,[1] (do inglês sword and sandal), filme de sandália[2] [3] ou peplum (do latim peplum, por empréstimo ao grego antigo πέπλος , translit. péplos: 'túnica') é um subgênero de filme épico originário da Itália.

Produzidos durante as década de 1950 e 1960, os filmes de espada e sandália são inspirados em filmes bíblicos ou ambientados na Antiguidade. O termo peplum refere-se às togas usadas pelos personagens desses filmes[4] . O termo apareceu pela primeira vez na edição de maio de 1962 da revista Cahiers du Cinéma, no artigo "L'âge du péplum", do crítico francês Jacques Siclier, que usou metonimicamente a palavra péplum (em português, 'peplo': uma espécie de túnica feminina sem mangas e presa ao ombro, usada na Grécia Antiga, uma peça de vestuário frequentemente usada nessas películas.

O subgênero aparece por volta de 1958 com Le fatiche di Ercole, filme no qual o papel de Hércules coube a Steve Reeves, ex-Mister Universo, e que se transformou em um dos ícones do gênero. Além de Hércules, outros heróis recorrentes nessas produções de baixo orçamento eram Ursus e Maciste, ambos inspirados em Hércules e Sansão.[5]

Características[editar | editar código-fonte]

O êxito de Le fatiche di Ercole e de sua segunda parte, denominada Ercole e la regina di Lidia (1959) levou ao estabelecimento de uma verdadeira indústria do subgênero na Itália. Cenários e figurinos eram reciclados, servindo a vários filmes produzidos em série. As produções apresentavam características muito semelhantes, independentemente da história que estivesse sendo contada ou do herói que a protagonizasse.

Havia sempre um governante sem escrúpulos que subjugava a população. O herói solitário chega à cidade oprimida e compromete-se a libertá-la. O pérfido governante tenta acabar com o herói durante todo o filme, mas acaba sendo morto pelo protagonista, geralmente em uma batalha. Nessa contenda final, a cidade se rebela contra o ditador.

  • As aventuras do herói giram em torno de uma trama de intrigas palacianas urdidas pelo vilão.
  • Os personagens femininos se limitam a uma moça boazinha (geralmente loura) e uma malvada (geralmente morena). Dentre as atrizes que iniciaram a carreira nesses papéis está Jayne Mansfield.
  • Completa perversão da realidade histórica ou mitológica - que é mais um pretexto do que um contexto.

Referências

  1. BAHIANA, Ana Maria]Como ver um filme. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.
  2. Isabela Boscov (17/5/2000). O império renasce. Revista Veja.
  3. Outras Páscoas noutros tempos audiovisuais. Por Eurico de Barros. Diário de Notícias, 22 março 2008.
  4. Esther Hamburger, Gustavo Souza, Leandro Mendonça, Tunico Amâncio. 'Estudos de cinema Socine IX'. [S.l.]: Annablume Editora, 2008. 276 p. 9788574198644
  5. Alvin Easter. Lash: The Hundred Great Scenes of Men Being Whipped in the Movies. [S.l.]: Xlibris Corporation, 2004. 41 p. 9781469100265

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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