Especismo
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Especismo é a discriminação baseada em espécies, que envolve atribuir a animais sencientes diferentes valores e direitos baseados na sua espécie.
De modo similar ao sexismo e ao racismo, a discriminação especista pressupõe que os interesses de um indivíduo são de menor importância pelo mero feito de se pertencer a uma determinada espécie. De acordo com a igual consideração de interesses,[1] de qualquer que seja a espécie os interesses semelhantes devem ser respeitados. Inferir dor num animal sem se preocupar com isso, é ignorar o princípio básico da igualdade, que parte da premissa da igual consideração de interesses.
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[editar] Origem
O termo foi cunhado pelo psicólogo britânico Richard D. Ryder em 1970, quando usado por ele pela primeira vez em um panfleto.[2] Mais tarde foi largamente adotado por autores de obras sobre direitos animais.
"Eu uso a palavra 'especismo'," explicou dois anos mais tarde, "para descrever a discriminação habitual que é praticada pelo homem contra outras espécies (…) Especismo e racismo ignoram ou subestimam as semelhanças entre o discriminador e aqueles que são discriminados."[2]
[editar] Tipos de especismo
Existem basicamente dois tipos de especismo. O mais comum, o especismo elitista é o preconceito para com todas as espécies que não a humana. Este tipo de especismo tem ligação bastante próxima com o antropocentrismo muito disseminado em culturas patriarcais ocidentais.
A outra forma de especismo, é aquele que escolhe alguma(s) espécie(s) em particular como alvo da discriminação. Por exemplo, algumas pessoas podem acreditar que nunca deva se tirar uma vida de um cão e gato, mas ao mesmo tempo podem ignorar o direito à vida de um boi ou porco, se alimentando destes.[3]
[editar] Consequencias do especismo
A consequência do especismo, segundo alguns teóricos, é a consideração dos animais não-humanos como meras propriedades do homem, que pode dispor deles a seu desejo, desde mantendo-os fechados em uma jaula até torturando-os para satisfazer a curiosidade, ou privando-os de sua vida para satisfazer o paladar, para vestir-se com sua peles ou por diversão. Isto vem sendo feito legalmente desde, pelo menos, o Império Romano, que em seu direito considerava os animais como propriedades com capacidade de mover-ser, ainda que seja algo que venha realizando-se desde muito antes, provavelmente desde o desenvolvimento da capacidade moral.
O especismo também produziria, supostamente, um grande impacto ecológico indireto, devido à alteração dos ecossistemas das espécies discriminadas como meio de aumentar a produção destas, ou a grande quantidade de contaminadores produzidos pela massificação de animais.
Notas
- ↑ SINGER, Peter. Libertação Animal, Editora Lugano, 2004, ISBN8589958019
- ↑ 2,0 2,1 Ryder, Richard. "All beings that feel pain deserve human rights", The Guardian, 6 de agosto de 2005. Página visitada em 30 de abril de 2009.
- ↑ Veganismo é uma filosofia que concebe os animais como sujeitos de direito, evitando, portanto, toda e qualquer forma de uso ou exploração dos mesmos.
[editar] Referências
- All beings that feel pain deserve human rights" (em inglês) por Richard Ryder, The Guardian, 6 de Agosto de 2005
- Os cadernos anti-especistas" (em português)