Espermatozoide

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou secção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde maio de 2011).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Espermatozoide
Sperm-egg.jpg
Um espermatozoide tenta penetrar o oocito II para fertilizá-lo. A imagem foi ampliada aproximadamente 2 mil vezes. As cores da imagem não são reais.
Complete diagram of a human spermatozoa pt.svg
Diagrama de um espermatozoide humano
Gray's assunto #258 1243
MeSH Spermatozoa

Espermatozoide é a célula reprodutiva masculina de todos os animais.

É uma célula com mobilidade ativa, capaz de nadar livremente, consistindo em uma cabeça e uma cauda ou flagelo. A cabeça, que constitui o maior volume do espermatozoide, consiste no núcleo, onde o material genético se encontra concentrado. Os dois terços anteriores do núcleo estão cobertos pelo acrossoma, que, limitado por uma membrana contendo enzimas, facilita a penetração do espermatozoide no ovócito (célula reprodutora feminina). A cauda é responsável pela motilidade do espermatozoide e na área intermediária da cauda encontramos as mitocôndrias.[1]

Vivem em média 24 horas no trato genital feminino, porém alguns espermatozoides são capazes de fecundar o ovócito (em algumas espécies o óvulo) após três dias. O processo de produção leva de 60 a 70 dias, um homem saudável produz de 100 a 200 milhões de espermatozoides por dia, ininterruptamente desde a puberdade até sua morte.

Categorias[editar | editar código-fonte]

No ser humano bem como em muitas outras espécies existem dois tipos de espermatozoides normais. Um deles portador do cromossomo X (responsável pela formação de um ser do sexo feminino) e o outro portador do cromossomo Y (responsável pela formação de um ser do sexo masculino).[2] Todo o processo de formação dos espermatozoides no homem, desde a fase de espermatogônia até a sua formação final, dura cerca de 64 dias.[3]

Em algumas espécies, nem todos os espermatozoides estão "programados" para fecundar a célula reprodutora feminina (dependendo da espécie, numas o óvulo, noutras o oócito II). A cada ejaculação, vão à frente espermatozoides que possuem certa capacidade de fagocitose, capazes de furar a parede da célula reprodutora feminina. Outros obstroem os canais de muco, dificultando a passagem de outros espermatozoides. Assim, se uma fêmea tiver copulado com dois parceiros, as chances de fecundação por um gâmeta do primeiro é substancialmente maior.

Fatores hormonais da espermatogênese[editar | editar código-fonte]

Testosterona: é secretada pelas células de Leydig, é essencial ao crescimento e a divisão das células germinativas na formação dos espermatozóides.

Hormônio Luteinizante: estimula a célula de Leydig.

Hormônio Folículo Estimulante: estimula as células de Sertori.

Estrogênios: são formados a partir das testosteronas pelas células de Sertori. Fica disponível para o amadurecimento do espermatozóide.

Hormônio do crescimento: é necessário para controlar as funções metabólicas de fundo dos testículos. Promove a divisão inicial das próprias espermatogônias.

Defeitos[editar | editar código-fonte]

Existem dois tipos de espermatozoides designados como anormais, os que apresentam problemas cromossômicos e os que apresentam problemas morfológicos. Nos seres humanos por exemplo, durante a meiose das células, alguns erros podem acontecer e assim algumas células germinativas poderão ter 24 cromossomas ou 22 cromossomas, acontecendo uma anomalia cromossômica. Os raios X, as reações alérgicas intensas e certos agentes antiespermatogênicos são os principais responsáveis por alterações morfológicas patogênicas, porém se a percentagem dos espermatozoides alterados por menor do que 10%, a anormalidade não influenciará na fertilidade, pois os espermatozoides com anormalidades morfológicas são incapazes de fecundar a célula reprodutora feminina.

Dimorfismo Sexual[editar | editar código-fonte]

O espermatozoide é o elemento chave do dimorfismo sexual na maioria das espécies animais, pois na sua formação inevitavelmente 50% carregam cromossomos de uma fêmea e 50% carregam cromossomos de um macho, gerando essa mesma proporção na população da espécie.

Objetivo: Fecundação[editar | editar código-fonte]

O objetivo da maioria dos espermatozoides é encontrar uma célula reprodutora feminina, que numas espécies será o oócito II (como no caso dos seres humanos e maioria dos mamíferos) e noutras será o óvulo. Ao contrário da célula reprodutora feminina, o espermatozoide contém pouca quantidade de citoplasma e é muito pequeno (mede cerca de 50 milésimos de milímetro ou 501000 mm).

No seu percurso até ao óvulo, o espermatozoide terá de enfrentar vários inimigos, incluindo os espermicidas e o preservativo, no homem. Além desses, existem também algumas barreiras biológicas que tentam impedir a chegada o espermatozoide à célula reprodutora feminina. A primeira delas é o baixo pH vaginal, que acaba por acarretar a morte de diversos espermatozoides; outro obstáculo se encontra no cérvix da mulher, onde se encontram as glândulas mucosas, que liberam um muco que impede a passagem de vários espermatozoides; além disso o sistema imunológico da fêmea reconhece os espermatozoides como invasores, destruindo grande parte deles antes mesmo que cheguem ao útero. Mesmo com todos esses obstáculos, ainda é grande o número de espermatozoides que podem entrar no útero e dirigirem-se para as trompas.

Entre 200 a 500 milhões de espermatozoides são depositados na parte posterior da vagina humana e apenas 300 a 500 conseguem alcançar o local da fecundação.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikcionário
O Wikcionário possui o verbete espermatozoide.

Referências

  1. "Sistema reprodutor masculino no Homem" no site Simbiotica.org acessado a 30 de junho de 2009
  2. O Espermatozoide
  3. JUNQUEIRA, L.C. CARNEIRO, José. Histologia Básica. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. ISBN 85-277-0906-6