Esporângio

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Esporângios de um feto

Em botânica, chamam-se esporângios aos órgãos das plantas que produzem esporos. Neste artigo, "plantas" é utilizado como termo genérico, como era usado de acordo com a taxonomia de Lineu, e inclui não só as plantas vasculares (as espermatófitas e as pteridófitas), mas também as briófitas, algas e fungos, uma vez que todos estes grupos de seres vivos possuem esporângios para a sua reprodução[1] . Os esporos produzidos em esporângios são por vezes chamados esporangiósporos.

Nas espermatófitas, o esporófito (o "indivíduo" que produz esporos) corresponde à planta adulta, que produz dois tipos de esporos: os que vão dar origem aos gâmetas masculinos - os grãos de pólen - e os que vão dar origem aos femininos, os óvulos. Como os gâmetas masculinos são muito menores que os femininos, o órgão onde eles são produzidos chama-se microsporângio enquanto que o feminino se chama megasporângio.

Nas angiospérmicas, o microsporângio é a antera das flores. Nas gimnospérmicas é a escama dos cones masculinos, também chamada microsporófilo (do latim, "filos"="folha").

O megasporângio das angiospérmicas é o ovário das flores, enquanto nas gimnospérmicas, corresponde às escamas dos cones femininos (as pinhas) e toma a designação de megasporófilo.

Nos pteridófitas, tal como nas espermatófitas, o esporófito é a planta adulta e os esporos são produzidos em estruturas na página abaxial das folhas ou frondes, chamadas soros, onde se encontram os esporângios. Por esta razão, quando existe diferenciação entre folhas que produzem esporos - ou folhas férteis - e folhas que não os produzem - ou folhas estéreis - as folhas férteis são também denominadas esporófilos.

Os esporângios dos pteridófitos chamados eusporangiados têm uma estrutura semelhante aos das espermatófitas, com paredes formadas por várias camadas de células. Estes esporângios abrem normalmente por uma fenda transversal e podem produzir centenas ou milhares de esporos.

Nos fetos leptosporangiados, no entanto, o esporângio tem origem numa única célula-mãe e está reduzido a uma pequena cápsula formada por uma única camada de células, com um pedúnculo formado por tricomas, ou "pêlos" vegetais. Estes leptosporângios produzem sempre um número de esporos múltiplo de 16, na maior parte dos casos, 64.

Nos briófitos, a planta adulta é um gametófito que, por fecundação do óvulo por um anterozóide dá origem a um esporófito que cresce a partir do próprio arquegónio (o equivalente ao ovário nestas plantas) na forma duma cápsula - que é o esporângio - localizada na extermidade dum pedúnculo. No início, o esporófito possui clorofila, mas logo a perde e passa a "parasitar" a planta-mãe, até produzir os esporos haplóides que, depois de dispersos, vão dar origem a novas plantas.

Nas algas e nos fungos os esporângios formam-se em estruturas específicas de cada grupo taxonómico e tomam nomes específicos, tais como os ascos dos Ascomicetes ou os basídios dos Basidiomicetes.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências