Esporte Clube Bahia

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Bahia
Escudo do Bahia.png
Nome Esporte Clube Bahia
Alcunhas Tricolor
Tricolor de Aço
Esquadrão de Aço
Tricolor da Boa Terra
Espanta Tabu
Time do Povo
Tricolor Baiano
Torcedor/Adepto Tricolor
Mascote Super-Homem
Fundação 1 de janeiro de 1931 (83 anos)
Estádio Arena Fonte Nova
Localização Brasão de Salvador.jpg Salvador, Bahia BA,Brasil Brasil
Mando de jogo em Arena Fonte Nova
Capacidade (mando) 50 000 pessoas
Presidente Brasil Fernando Schmidt
Treinador Brasil Charles Fabian
Patrocinador
Itália TIM
Brasil Netshoes
Brasil Magazine Luiza[1]

Bahia Canaã Alimentos
Brasil Brahma (cerveja)
Brasil Ortobom

Material esportivo Estados Unidos Nike
Competição Bahia Campeonato Baiano
Brasil Campeonato Brasileiro
Brasil Copa do Brasil
BandeirasNordesteBrasil.gif Copa do Nordeste
Flags of the Union of South American Nations.gif Sul-Americana
Divisão Bahia Primeira Divisão
Brasil Série A
BandeirasNordesteBrasil.gif CN 2014
Bahia BA 2014
Brasil CB 2014
Brasil A 2014
Flags of the Union of South American Nations.gif SA 2014
9º Colocado
Campeão
3° Fase
Em Abril
Oitavas
BandeirasNordesteBrasil.gif CN 2013
Bahia BA 2013
Brasil CB 2013
Brasil A 2013
Flags of the Union of South American Nations.gif SA 2013
10º Colocado
Vice-Campeão
2ª Fase
12ª Colocado
Oitavas-de-final
Bahia BA 2012
Brasil CB 2012
Brasil A 2012
Flags of the Union of South American Nations.gif SA 2012
Campeão
7º colocado
15º colocado
2ª Fase
Ranking nacional Estável 17º lugar, 9.406 pontos[2]
Website esporteclubebahia.com.br
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
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O Esporte Clube Bahia é um clube esportivo brasileiro de futebol da cidade de Salvador, na Bahia.

Foi fundado em janeiro de 1931 por ex-jogadores do Clube Bahiano de Tênis e a Associação Atlética da Bahia, agremiações que tinham encerrado suas atividades futebolísticas no final da década de 1920.

O Tricolor da Boa Terra tornou-se um dos clubes mais populares do estado e do Norte-Nordeste do país, detendo a maior torcida dentre os clubes da região. Na Bahia, cerca de 22% dos torcedores torcem pelo Bahia, contra 17% do rival Vitória, e 12% do Flamengo. [3] [4]

Foi o primeiro clube a conquistar um competição nacional, a Taça Brasil de 1959, contra o Santos, torneio criado para apontar o representante brasileiro na recém-criada Taça Libertadores da América.[nota 1] Portanto, o clube também foi o primeiro representante brasileiro a participar de uma edição da Libertadores, em 1960.[nota 2] Em 1988, o tricolor baiano conquistou seu segundo título brasileiro, desta vez derrotando o Internacional. Com tais títulos, o Bahia é o único clube do Nordeste a deter dois títulos nacionais legítimos. O clube também soma 2 Copas do Nordeste e 45 Campeonatos Baianos, sendo o segundo maior vencedor de torneios estaduais no Brasil, perdendo apenas para o ABC de Natal.

Tem como suas cores oficiais o azul, o branco e o vermelho, em homenagem a bandeira do seu estado de origem. Estado, inclusive, que é lembrado no nome do clube, nas cores, no escudo, na bandeira e, também, nas arquibancadas: a torcida do Bahia representa a maioria esmagadora da torcida do estado, com uma diversidade tamanha, abrangendo todas as culturas e classes que se encontram na Bahia. O tricolor mandava seus jogos no Campo da Graça, até a inauguração da Fonte Nova, que em 2007 foi interditada, em 2011 demolida para reforma e, desde 2013, já como Arena Fonte Nova, é a casa do Tricolor de Aço. No período da ausência dela, o Bahia mandou seus jogos no Estádio de Pituaçu, casa que, na ausência da Arena, sempre abriga bem o tricolor, fato que confere a ele enorme simpatia da torcida.

Seu maior rival é o Esporte Clube Vitória da Bahia, com quem protagoniza o clássico conhecido como Ba-Vi, clássico que o Bahia detém uma vantagem, seja em número de triunfos, seja em número de gols marcados, porém desde a década de 90, essa vantagem histórica foi drasticamente diminuída. Ainda assim, é um dos mais importantes do futebol brasileiro.[6] Porém, o Bahia protagoniza clássicos históricos com outros clubes de Salvador que já tiveram seus dias de glória, como o Galícia (o Clássico das Cores), com o Botafogo-BA (o Clássico do Pote), e o Ypiranga (o Clássico das Multidões). Regionalmente, tem também o clássico contra o Sport.

De acordo com a empresa BDO RCS Auditores Independentes, a marca do clube é a décima quinta de maior valor no Brasil, ultrapassando os 55 milhões de reais, figurando como a maior do Nordeste.[7] Em um novo levantamento feito em 2013, a marca do Bahia persistiu sendo a mais valiosa, estando, dessa vez, na casa dos 66 milhões.[8]

Índice

História[editar | editar código-fonte]

A fundação do clube nos anos 1930 e 1931[editar | editar código-fonte]

Em 1930, a Associação Atlética da Bahia e o Clube Bahiano de Tênis decidiram fechar o departamento de futebol. Com isso, alguns ex-atletas destes clubes decidiram fundar o Atlético Bahianinho, time para disputar jogos amadores no subúrbio da cidade. O que eles não esperavam era que este time fizesse o maior sucesso. Isso inspirou eles a organizarem um time profissional.[9]

Apesar de a data oficial da fundação ter sido 1º de janeiro de 1931, as discussões para tal começaram 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora Conceição da Praia. Neste dia, Carlos Koch, Eugênio Walter (o Guarany), Fernando Tude e Júlio Almeida, os ex-atletas do Clube Bahiano de Tênis, e Waldemar de Azevedo, ex-atleta da Associação Atlética da Bahia, se reuniram causalmente no Cabaré do Jockey e discutiram a organização de um clube para disputar torneios oficiais.[10] .[11]

Assim, organizaram um encontro num casarão na Avenida Princesa Isabel no dia 12 de dezembro para definir os futuros deste projeto. Cerca de 70 pessoas, incluindo os ex-atletas da AAB e do Bahiano de Tênis, foram ao encontro. A assembleia foi presidida por Otávio Carvalho e secretariada por Fernando Tude e Aroldo Maia.

Ela foi importante para definir as cores do novo clube (azul, vermelho e branco) e seu uniforme (camisa branca, calção azul e faixa vermelha na cintura), dois patrimônios do clube. Após isso, Otávio foi nomeado presidente provisório do novo clube.[10] [11]

Na virada do ano de 1930 para 1931 foi marcada outra reunião, dessa vez para fundar oficialmente o novo clube. O local do evento foi a casa nº 57 na Rua Carlos Gomes, na antiga sede do Jóquei Clube.[9] Neste encontro, marcaram presença os ex-atletas da AAB e do Bahiano de Tênis novamente, além de profissionais liberais, funcionários públicos, jornalistas, micro-empresários e estudantes, comprovando que a força popular, marca do Bahia, existe desde a sua fundação.[10]

No evento, foram discutidos e definidos também o escudo e o nome. Raimundo Magalhães tratou de criar o escudo tricolor, baseado no escudo do Corinthians e valorizando a bandeira da Bahia, mostrando desde já a forte ligação do Bahia com o estado.[10] Com relação ao nome, a princípio, o Sr. Antunes Dantas sugeriu o nome de Atlético Bahianinho, baseado no antigo clube amador, mas no fim o nome que foi escolhido foi Bahia, em homenagem ao estado.

Por fim, foram então aprovados o novo estatuto e a primeira diretoria, sendo eleito presidente o jovem médico Waldemar Costa. No dia 16 de janeiro de 1931 foi publicado no Diário Oficial da União os estatutos do clube, fazendo-o existir oficialmente.[10] Em 20 de janeiro, o Bahia se filiou na Federação Bahiana de Esportes Terrestres, atual Federação Bahiana de Futebol.[11] Sob o slogan de "Nasceu para vencer", nascia o Esporte Clube Bahia.

Os treinamentos eram feitos no campo da AAB, na Quinta da Barra.[10] E em 1 de março, então, é realizado o primeiro jogo oficial do clube, pelo Torneio Início. O Bahia honrou seu slogan e bateu o Ypiranga por 2 a 0, com gols de Bayma e Guarany. O goleiro Teixeira Gomes ainda defendeu um pênalti cobrado por Hipólito.[10] Este duelo viria a se tornar no futuro o Clássico das Multidões.

No mesmo dia, o Bahia levantou seu primeiro troféu, o de campeão do Torneio Início de 1931. Em 22 de março o Bahia estreou no Campeonato Baiano vencendo por 3 a 0.[10] Ainda neste ano, o Bahia fez seu primeiro jogo intermunicipal, vencendo o Vitória de Ilhéus por 5 a 4; seu primeiro jogo interestadual, batendo o Sergipe por 2 a 0; e seu primeiro jogo internacional, jogando contra o Sud América, do Uruguai.[12]

Com uma excelente campanha, no dia 22 de outubro deste ano, o Botafogo-BA perdeu para o Ypiranga, tornando impossível o Bahia ser alcançado na tabela. Assim, o Tricolor sagrou-se campeão baiano pela primeira vez na sua história. O curioso é que o Bahia não jogou esta rodada por estar numa miniturnê em Sergipe. Com isso, celebraram o título em Aracaju. No dia 1 de novembro foi realizado o jogo da rodada contra o São Cristóvão. Marcado para ser a festa do título, o Bahia atropelou o adversário por 5 a 0.

Neste ano, houve também o primeiro Clássico do Pote, duelo contra o Botafogo-BA, que terminou em 2 a 2. No dia 15 de novembro foi disputado o último jogo do campeonato ante o Ypiranga, e a meta do clube era não perder para ser campeão invicto. E com um empate em 2 a 2, a meta foi alcançada: Bahia Campeão Baiano Invicto.[10]

A década de 30: início arrasador[editar | editar código-fonte]

Jogadores de Bahia e Vitória juntos, no primeiro Ba-Vi.

O ano de 1932 não foi dos melhores devido ao primeiro racha na direção, que implicou na saída dos fundadores Júlio Almeida e Fernando Tude da diretoria.[10] Embora o time tenha conseguido conquistar o Torneio Início, a crise refletiu no estadual, perdendo o título para o Ypiranga. Apesar disso, foi neste ano que o Bahia enfrentou pela primeira vez alguns dos seus rivais históricos, como o Santa Cruz, vencendo por 3 a 2, o Náutico e o Sport, vencendo ambos por 2 a 1, e o Flamengo, perdendo por 3 a 2.[13]

Foi neste ano também que o primeiro Ba-Vi da história foi realizado. No dia 18 de setembro, o tricolor venceu o futuro rival por 3 a 0, com gols de Gambarrota e dois de Raul Coringa.[10]

Em 1933, os dissidentes se recompuseram com a diretoria e voltaram ao clube. Com a paz instaurada, o tricolor fez boa campanha no estadual, venceu nove dos 11 jogos, perdeu apenas um, e levou pra casa seu segundo título Estadual. Nesta campanha, marcou 45 e sofreu apenas 13 gols.[10]

Em 1934, a Bahia foi a vencedora do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, e dos onze titulares deste time campeão, sete vieram do Bahia: Nova, Bisa, Milton, Gia, Pelágio, Bayma e Betinho.[10] Na época, este era o campeonato mais importante do Brasil e a Bahia foi o único estado do Nordeste a ser campeão. Neste ano, o clube se instaurou numa nova sede, em Brotas. No dia 13 de maio ocorreu o primeiro Clássico das Cores, duelo entre o Bahia e o Galícia, outro clube tradicional de Salvador, fundado no ano anterior. O resultado foi 0 a 0.[14]

No dia 3 de julho, porém, o jogador do clube, Bitonho (José Fernandes Costa), se suicidou. O motivo foi ter saído de campo preso na véspera após agredir o árbitro na primeira derrota tricolor em Bavis.[10] Apesar do luto de 30 dias devido à morte, e a tristeza do ocorrido, o Bahia conquistou o primeiro de seus 10 bicampeonatos estaduais, vencendo o Botafogo-BA por 2 a 1. O sucesso do clube levou o meia-esquerda Armandinho ser convocado para a Seleção, o primeiro jogador da história do Bahia a conseguir este feito.[10]

O ano de 1935, embora tenha sido o do início da gestão do médico Fernando Tude como presidente, foi ruim para o Bahia, com a eliminação no Torneio Início e a má atuação no Campeonato Baiano, vendo o Botafogo-BA se sagrar campeão. Apesar disso, foi neste ano que chegou ao clube o atacante Serafim Carvalho, o Tintas, que se tornaria um dos maiores atacantes do clube nos anos seguintes.[10]

Em 1936, o Bahia vai mal novamente no Torneio Início, mas se redime no estadual: levanta o quarto título Baiano em cinco anos de vida, tendo como destaques no elenco Baiano, Tarzan, Sandoval e Armandinho. Só não foi Campeão Invicto porque perdeu a última partida para o Galícia.[10]

A crise na direção retorna em 1937, devido a existência de uma “diretoria paralela”, que se reunia às escondidas no Café Portugal e tomava decisões ignorando a direção de fato. A demissão da “diretoria paralela” foi o estopim dessa crise. Apesar de o time ter vencido o Torneio Início daquele ano, foi no estadual que a crise refletiu: o Bahia fez uma das piores campanhas de sua história e perdeu sete dos 11 jogos. Viu ainda o Galícia conquistar seu primeiro título, e ainda perdeu a invencibilidade de sete anos que tinha no Clássico do Pote, perdendo para o Botafogo-BA.[10]

No ano de 1938, um fato curioso aconteceu no futebol baiano: houve a realização de dois estaduais. Como o público pouco deu valor, o campeonato baiano que ocorria foi cancelado, e o então líder Botafogo-BA foi declarado campeão. O clamor popular, bem verdade devido a falta que fazia um torneio regional, implicou na formulação de um novo campeonato, que se iniciou em outubro. Neste, o Bahia foi campeão, faturando o quinto estadual, após golear o Galícia por 5 a 2, em 8 de fevereiro de 1939.[10]

Um fato curioso ocorreu um pouco antes: no dia 13 de novembro, num jogo Bahia versus Galícia, o atacante Pedro Amorim se recusou a entrar em campo, alegando estar doente, e mandou um bilhete avisando à diretoria. Inconformado, o dirigente Nelson Chaves foi até à casa dele e o obrigou a jogar. Resultado: Amorim jogou e fez três dos quatro gols do triunfo.[10] Neste mesmo ano, o Bahia aplicou duas de suas maiores goleadas sobre o Vitória: 9 a 4 e 10 a 2.[10]

Ainda neste ano, o clamor popular mais uma vez interferiria nos rumos do clube: o jogador Tarzan, do Bahia, foi a justiça reivindicar o pagamento de seu salário, que havia atrasado. Como na época não existia Justiça do Trabalho nem desportiva, o zagueiro recorreu à Censura, um órgão do Estado Novo, que exigiu que o clube pagasse o que devia a Tarzan, caso contrário não jogaria o Ba-Vi.

Não somente o clube, mas a sociedade baiana como um todo não aceitou a truculência de como se sucedeu o protesto, e com isso promoveu uma resistência. A pressão popular foi tamanha que levou a Censura desistir da punição, e Tarzan acabou jogando o clássico. Honrando seus compromissos, pouco tempo depois, o salário foi pago.[15]

Novamente, em 1939, o clube sofreu com problemas na direção. Dessa vez, tentou-se formar uma Junta Diretiva para gerenciar o Bahia. Mas os resultados em campo não aparecem, e o tricolor perde o título para o Ypiranga, além de perder 2 jogos contra o Galícia no Estadual, ambas por 3 a 2, acirrando a rivalidade do Clássico das Cores. Além disso, um dos maiores ídolos da torcida, o artilheiro Pedro Amorim, foi para o Fluminense.

O destaque positivo do ano foi a maior goleada de todos os tempos sobre o Vitória: 10 a 1, no dia 8 de dezembro, com cinco gols de Vareta, um dos ídolos do clube.[16] Em 1940, o destaque fica por conta da chegada do trio estrangeiro que entraria para a história do clube, sendo considerados 3 dos maiores ídolos do Bahia: os argentinos Papetti e Bianchi, e o italiano Avalle. O sucesso faz o Bahia ser campeão baiano invicto novamente, deixando o Galícia como vice.[10]

A década de 1940 e os percalços do Campeão dos Campeões[editar | editar código-fonte]

Os três primeiros anos da década foram monótonos para o torcedor do Bahia, já que o clube assistira o Galícia entrar para a história ao se sagrar, pela primeira vez no futebol baiano, tricampeão estadual.[10] No período, o Bahia disputou seis jogos contra o Galícia, perdeu quatro, empatou um e ganhou somente uma vez. Tal ostracismo em campo foi fruto de uma das crises financeiras mais agudas de sua história. O Bahia estava atolado em dívidas, não conseguia pagar funcionários e jogadores.

Prova disso é que em 1941 o clube quase vai à falência e, com isso, acabou sendo despejado de sua sede, na Av. Princesa Isabel, por falta de pagamento dos aluguéis.[10] Foi nesse clima que surgiu a figura do Carlos Wildberger. Tricolor fanático, assumiu a presidência do clube em 1940, e pelo clube fez de tudo. Foi ele inclusive o responsável por trazer o trio estrangeiro que fizera sucesso no clube. Torcedor fanático do clube, Wildberger, rico, acabou empobrecendo gastando seus recursos no clube.[17] A crise não acabou, nem muito menos as dívidas, porém reduziram drasticamente com o apoio de Wildberger.

Em 1944, Zelito Bahia Ramos assumiu a presidência e arrumou a casa, estabilizando a situação financeira. Com isso, o clube se instalou em nova sede, no bairro do Canela, em Salvador.[10] O destaque maior do ano foi a composição do Hino do clube por Adroaldo Ribeiro Costa. O sucesso foi tamanho que, anos mais tarde, a composição seria considerada pelo historiador Cid Teixeia a mais popular da história do estado, ao lado do hino do Senhor do Bomfim.[10] Devido a divergências com a Federação Bahiana de Desportos Terrestres (FBDT), ameaçou não disputar o Campeonato baiano, mas não levou a ideia adiante.

Nicanor de Carvalho foi contratado para assumir o comando técnico do time, e dois dos maiores ídolos do Tricolor em todos os tempos estrearam no time principal: os atacantes Gereco e Zé Hugo. Gereco veio das divisões de base (tinha sido Bicampeão Baiano Juvenil em 1939/40). Já Zé Hugo veio de Ilhéus.[10] Apesar de não conseguir vencer o Tri-Campeão Galícia – empata duas vezes em 4 a 4 -, vence por 3 a 1 o Ypiranga no último jogo e novamente conquista o estadual.[10]

No ano de 1945, num Ba-Vi no dia 2 de novembro, ocorreu uma confusão generalizada onde, após as expulsões do tricolor Ciri e do rubro-negro Baiano, iniciou-se uma briga. O jogo, porém, terminou em 0 a 0.[10] Apesar disso, o tricolor venceu o 2º e o 3º turno do Estadual e precisou de apenas um empate nos dois jogos restantes contra o Galícia para ficar com a taça. No dia 1 de janeiro de 1946, no primeiro jogo, o Galícia venceu por 2 a 1, adiando a festa.

Antes do último jogo, o Bahia enfrentou o argentino Rosário Central, mas perdeu por 5 a 4.[18] No Clássico das Cores final, num jogo antológico, após estar perdendo por 4 a 1, Zé Hugo fez 3 gols[19] e o Tricolor empatou em 4 a 4 com o Galícia, conquistando assim o segundo Bicampeonato de sua história, onze anos após o primeiro, em 1933/34.[10]

No ano de 1946, o ex-jogador, fundador e primeiro orador do Bahia, o jornalista Aristóteles Góes usou pela primeira vez a expressão “Esquadrão de Aço”, em manchete no jornal A Tarde. O termo logo caiu nas graças da torcida, e até hoje é uma das alcunhas mais usadas para se referir ao Bahia. Apesar disso, o Tricolor fez uma campanha ruim no Baianão: venceu apenas cinco dos 12 jogos, perdeu outros seis e empatou um. Com isso, assistiu o Guarany conquistar seu primeiro e único Estadual.

O destaque do time no ano, apesar da péssima campanha, é o atacante Tintas, ídolo do clube.[10] O ano de 1947 foi de caça a um novo goleiro, já que o titular Yoyô (titular de 1942 a 1946) se aposentou. Com isso, foram testados na posição Benício e Elba, que não convenceram. O gol estava inseguro até que Lessa vestiu a camisa 1, e agradou a todos, permanecendo no clube cerca de sete anos, em 1955, fazendo história (tanto que foi mencionado em versos de Gilberto Gil na canção Tradição como “um goleiro, uma garantia”[20] ). O destaque porém, seria em outra posição: no ataque. Izaltino, um dos melhores pontas-esquerdas de todos os tempos estreia no clube. Ele foi titular do Esquadrão, ininterruptamente, por 13 temporadas.[10] Na zaga, Arnaldo e Zé Grilo se destacam tanto que colocam Baiano, então titular, no banco.

No dia 13 de abril estreou vencendo no Baianão o Galícia por 2 a 1. O tricolor venceu o primeiro e o terceiro turnos e encarou na decisão o Vitória, ganhador do segundo. Em 4 de janeiro de 1948, o time entrou em campo precisando apenas de um empate para se sagrar campeão, mas venceu por 3 a 1 o arqui-rival e se tornou-se Campeão Baiano pela nona vez em 17 torneios disputados, um aproveitamento superior a 50%. O triunfo coroou uma belíssima campanha, de 14 triunfos em 19 partidas, três empates e somente duas derrotas.[10]

O ano de 1948 foi turbulento, marcado por desentendimentos internos na esfera diretiva e brigas com a Federação Baiana. Em meio a isso tudo, o dirigente Amado Bahia Monteiro assumiu o cargo de treinador. Polêmico, fez alterações radicais e contestáveis, como a saída de Lessa do gol, e a troca de Gereco por Moreninho no ataque.[10] Apesar da contestação, com a base do ano anterior, o tricolor chegou ao quadrangular final, e após empatar com o Galícia por 1 a 1, vencer o Vitória por 5 a 0 e o Ypiranga por 4 a 1, faturou, mais uma vez, o bicampeonato baiano. A coroação veio no dia 3 de maio, quando o Bahia bateu o Galícia por 3 a 0.[10]

No ano de 1949, ao completar 18 anos de existência, o clube se mudou novamente para a Barra. E a nova sede pareceu dar sorte já no Campeonato Baiano, onde após vencer o primeiro turno, enfrentou o Ypiranga, vencedor do segundo, numa melhor de três. Perdeu a primeira partida por 3 a 1; venceu a segunda, por 2 a 0; e empatou a terceira, em 2 a 2.[21] Com o impasse, houve a realização de um jogo-desempate, no dia 18 de dezembro, e o Bahia venceu por 2 a 0, com gols de Carlito e Ivan.[10] Assim, tornou-se Tricampeão do Campeonato Baiano de Futebol, feito até então exclusivo ao Galícia. O ano é especial também por conta do nascimento de dois grandes ídolos do clube: no dia 7 de julho vem ao mundo Edvaldo dos Santos, o “Baiaco”; e em 9 de novembro, nasceu Douglas da Silva Franklin, o Douglas que, anos mais tarde, viria a se tornar, para muitos, o maior jogador a envergar o manto sagrado azul, vermelho e branco.[10]

O ano de 1950, apesar de crises internas continuarem a existir, diferente de outras épocas, elas não prejudicaram o desempenho em campo. Na fase classificatória do Baianão, perdeu apenas dois de 12 jogos e terminou em primeiro lugar. No primeiro jogo da decisão contra o Vitória, venceu por 2 a 1. No segundo, porém, levou uma virada espetacular, e perdeu por 4 a 3.[22] Isso exigiu a realização de um jogo-desempate. E ele ocorreu no dia 12 de novembro, em que o tricolor venceu por 3 a 1, com a estrela de Zé Hugo, que, cinco anos depois, voltou a marcar dois gols na decisão contra o Vitória. Com a conquista do título, o Bahia se tornou o primeiro Tetracampeão da história do Campeonato Baiano de Futebol.[10]

Anos 1950: a ascensão rumo ao Brasil[editar | editar código-fonte]

O ano de 1951 marcou na história no futebol baiano e, principalmente, na história do Bahia devido à fundação do Estádio da Fonte Nova. No dia 28 de janeiro, com apenas o campo de futebol e um "anel" de arquibancadas, foi inaugurado o Estádio da Bahia, que depois seria rebatizado com o nome de Otávio Mangabeira (em homenagem ao governador em exercício responsável pela criação do estádio), mas que entraria para a história do futebol brasileiro como Fonte Nova.[10]

No dia da inauguração, Bahia, Ypiranga, Botafogo-BA, Guarany, São Cristóvão, Vitória e Galícia disputaram o Torneio Octávio Mangabeira, criado para inaugurar o estádio e premiar um clube de Salvador com o primeiro título no novo estádio. O Tricolor despachou o Botafogo na semifinal e pegou o Vitória na decisão. Com um triunfo por 3 a 2, de virada, com gols de Teco e Alfredo, tornou-se o primeiro Campeão da história da Fonte Nova.[10] Apesar do título, não foi tão bem no Estadual, e ficou fora da decisão após a seqüência de quatro títulos seguidos. O Ypiranga venceu o Vitória e levou o troféu do ano.

Em 1952, no Campeonato Baiano, o Bahia venceu o primeiro turno, o Vitória ganhou o segundo, e o Ypiranga o terceiro. Nas finais, já em 1953, depois de vencer o rubro-negro duas vezes por 3 a 1[23] , o Tricolor encarou o aurinegro na decisão.[10]

No dia 8 de março de 1953, o jogo foi realizado, marcado por embate entre policiais e torcedores graças à tentativa dos guardas de pacificar com violência uma briga entre espectadores. Devido às vaias do público, o governador Régis Pacheco, presente no estádio, ordenou que os policiais se recolhessem ao quartel. Com a bola rolando, a decisão foi equilibradíssima, e o jogo só foi definido em lance fortuito: no segundo tempo, Carlito chutou fraco, sem pretensão, e o goleiro Rui engoliu um frangaço. Bahia 1 a 0. Com o triunfo, o Bahia se tornou Campeão Baiano pela 13ª vez.[10]

O ano de 1959 e a conquista da Taça Brasil: o Primeiro Campeão Brasileiro da história[editar | editar código-fonte]

Durante muito tempo, o Bahia continuou sendo uma grande força no estado da Bahia, porém não reconhecida no Brasil, por não haver um torneio nacional, até que foi criada a Taça Brasil. Em 1959, a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) organizou um Campeonato nacional interclubes como alternativa para substituir o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais.

O torneio funcionava em sistema de Copa, que indicava o campeão brasileiro entre clubes (algo inédito no Brasil) e também um representante brasileiro para a disputa da Taça Libertadores da América, torneio criado pela Conmebol no mesmo ano, que iniciaria no ano seguinte.[24] O torneio reunia os campeões estaduais, e era dividido em grupos: Nordeste, Norte, Leste e Sul, que se agrupavam em zonas: Zona Norte-Nordeste, e Zona Sudeste-Sul.[25] [26] . Os campeões paulistas e cariocas entravam na reta final, enfrentando o vencedor da Zona Norte-Nordeste e o da Zona Sudeste-Sul cada um. Os vencedores destes confrontos levavam aos finalistas do torneio. Em termos práticos, o torneio foi o precursor do Campeonato Brasileiro de Futebol.[27]

No primeiro ano da Taça Brasil, houve 16 participantes, e o Bahia havia sido indicado como representante do Estado da Bahia, já que foi o campeão baiano de 1958. Com isso, foi habilitado a participar do certame. O tricolor não era o favorito, até porque tinha concorrentes de peso, como o Vasco de Bellini e o Santos de Pelé, Pepe e Coutinho.

No Grupo Nordeste, o Bahia estreou contra o CSA goleando por 5 a 0. No segundo jogo, venceu novamente, dessa vez por 2 a 0, e avançou sem a necessidade de um terceiro jogo. O Ceará, que havia vencido o ABC, foi o rival no Grupo Nordeste. Após empatar em 0 a 0 e 2 a 2, venceu por 2 a 1 o terceiro jogo, e passou para a próxima fase.[28] No Grupo Norte, o Sport se sagrou campeão, e se habilitou a disputar o título da Zona Norte contra o Bahia. (no Grupo Sul foi o Grêmio, e Grupo Leste o Atlético Mineiro). O campeão da Zona Norte enfrentaria o Campeão Carioca, e o da Zona Sul enfrentaria o Campeão Paulista.

Sabendo disso, Bahia e Sport duelaram numa melhor de três. Na primeira, deu Bahia (3 a 2). Na segunda, deu Sport (6 a 0). Na terceira, o Bahia venceu por 2 a 0 e passou para as semifinais do torneio, para enfrentar o Vasco da Gama, campeão carioca de 1958.

Para um time desacreditado, o Bahia até que estava indo longe no torneio. Com isso, adquiriu fôlego para enfrentar as duas pedreiras que se sucederiam. Após um triunfo para cada lado (0 a 1 pro Bahia, e 2 a 1 para o Vasco), o Bahia venceu o jogo decisivo por 1 a 0, com gol de Léo Briglia. O adversário do Bahia na final saiu do confronto entre o Grêmio (vencedor da Zona Sul) e o Santos (campeão paulista de 1958). O time de Pelé passou fácil pelo time gaúcho, o que aumentou seu favoritismo em detrimento do favoritismo do time baiano.

No dia 10 de dezembro de 1959, ocorreu a primeira grande decisão na Vila Belmiro, onde o Tricolor venceu por 3 a 2, surpreendendo a todos que esperavam mais um show do craque Pelé. Dessa vez, o favoritismo mudou de lado, e a festa estava preparada em Salvador. Estava certo de que aquele ano novo na Bahia seria especial. Porém, a euforia transpôs a calma, e no dia 30 de dezembro o Santos, na Fonte Nova, bateu o tricolor por 2 a 0.

Isso levou a realização de um terceiro jogo para decidir quem seria o campeão. Com a festa adiada e a euforia tranquilizada, o time viajou para o Rio de Janeiro (então capital federal) para disputar a terceira partida num campo neutro. Lá, o Santos (e toda a mídia) já acreditava no título, e o Bahia então mostrou todo o seu bom futebol e o motivo de ter se tornado supremo no estado. Venceu por 3 a 1 e tornou-se o primeiro Campeão Brasileiro da história.

O time que jogou a decisão era: Nadinho; Leone e Henrique; Flávio e Vicente; Marito, Alencar, Léo, Mário e Biriba.[10] O então presidente era o polêmico Osório Villas-Boas, não muito querido pela torcida.[10] O treinador até as finais foi o Efigênio Bahianense (Geninho), mas na decisão ele saiu, e o paraguaio Carlos Volante assumiu. O tricolor ainda teve o artilheiro do campeonato: Léo Briglia.[10]

A Taça Libertadores de 1960 não foi muito boa para o Tricolor, mas serviu para apresentar ao clube um de seus maiores ídolos nos próximos anos. O tricolor perdeu o primeiro jogo por 3 a 0 para o San Lorenzo, da Argentina, com uma exibição impecável de José Sanfilippo. No jogo de volta, o Bahia venceu por 3 a 2, mas foi eliminado.[29] Sanfilippo chegaria somente em 1968 no clube, mas faria história.

Anos (mornos) 1960 e o Bahia: tricampeonato e jejum[editar | editar código-fonte]

José Sanfilippo, um dos maiores atacantes da história do clube

Em 1960, o Bahia iniciou uma série de conquistas sucessivas no estadual. Logo após sua saída da Taça Libertadores, iniciou-se o Campeonato Baiano daquele ano. E o tricolor foi arrasador no primeiro turno, perdendo apenas 1 jogo para o Ypiranga por 4 a 3.[30] Como empatou em pontos com o próprio aurinegro, houve um jogo-desempate para definir o campeão do primeiro turno. E o Bahia acabou perdendo por 2 a 0.

Recuperando-se da perda, o Tricolor venceu o segundo turno de forma invicta, vencendo os 8 jogos, incluindo os clássicos (Clássico das Cores, Clássico das Multidões, Clássico do Pote, Ba-Vi). Na decisão, o Bahia venceu os 2 jogos contra o Ypiranga e sagrou-se campeão baiano de 1960.

A perda do Torneio Início em 1961 para o Vitória não abalou o clube, que deu o troco no estadual, faturando o bicampeonato.[3] O momento era tão bom que o tri veio logo no ano seguinte: apesar da perda do Torneio Início para o Botafogo, o Bahia venceu com sobras o Baiano de 1962, novamente em cima do rubro-negro.[31]

A sequencia de títulos do Bahia foi interrompida em 1963. O Ypiranga venceu o Torneio Início, e no estadual o Fluminense de Feira surpreendeu e, com um bom time, venceu o Campeonato Baiano.[32] O estadual só foi retomado pelo Esquadrão em 1967, vencendo o Galícia.[33]

Na Taça Brasil, o Bahia acabou chegando as finais de 1961 e 1963, perdendo ambas para o Santos. Ficou de fora das edições de 64, 65, 66 e 67, por conta da perda dos estaduais nos anos anteriores. A reconquista do estadual em 1967 fez o Esquadrão retornar ao torneio nacional em 1968.[33]

A década de 1970: Hegemonia absoluta do Bahia[editar | editar código-fonte]

Os anos 1970 foram de pura glória para o Bahia. O tricolor iniciou a montar elencos cada vez mais competitivos, e começou a peitar não somente os clubes da Bahia, como também os demais clubes do Brasil. O início do novo Campeonato Brasileiro (reformulação da antiga Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa) aliado ao grandioso momento do clube levou a sua forte expressão no cenário nacional.

Em 1970, o Bahia venceu o primeiro turno, e o Itabuna o segundo. Nas finais, o Tricolor superou o Itabuna por duas vezes (3 a 0 e 6 a 0), e sagrou-se campeão. Neste ano, o então ídolo Sanfilippo e uma então promessa, o jovem Baiaco foram os destaques. Além deles, o goleiro Picasso também entraria pra galeria de ídolos do clube. Para muitos, ele, embora tenha permanecido apenas um ano no clube, é um dos grandes goleiros que atuaram no clube.[33]

O bicampeonato viria no ano seguinte, com o surgimento para a torcida de mais dois ídolos do clube, como Sapatão e Roberto Rebouças. Aos poucos o Bahia ia montando um time que encantaria os amantes de futebol. Ainda este ano, Eliseu Godoy chegaria pela terceira vez ao Bahia, dessa vez para se eternizar como ídolo do clube.[33]

Em 1972, embora o Bahia tenha vencido o primeiro turno, o Vitória venceu o segundo turno e levou a disputa a um jogo final, que após empate em 0 a 0, o rubro-negro venceu nos penaltis.h[34] O que parecia ser o fim da sequencia de títulos no Tricolor, na verdade, foi o estopim para a sequência histórica e inédita no futebol baiano.

Em 1973, o tricolor se classificou para um quadrangular final com o Vitória, Leõnico e Atlético de Alagoinhas. Neste, o clube de Alagoinhas se sagrou vencedor, faturando o primeiro turno e chegando a decisão. Na segunda fase, o quadrangular foi composto, além do Bahia, por Vitória, Botafogo e Atlético de Alagoinhas. Quando se imaginou que o clube do interior faturaria o primeiro turno, eis que o Bahia vence de modo invicto o quadrangular, e vence segundo turno, se classificando a final. De modo brilhante, o tricolor foi soberano e venceu o Atlético de Alagoinhas por 2 a 0, vencendo o Baianão de 1973. Neste ano, o Esquadrão de Aço revelou para o futebol um de seus ídolos: Alberto Leguelé.

No triênio 1974-1975-1976, o tricolor se reforçou com jogadores até então pouco conhecidos, mas que se tornariam alguns dos maiores ídolos do clube, como Beijoca (1975), por exemplo, e viu outros jogadores como Douglas, e Fito Neves se destacarem cada vez mais. A campanha do Bahia no Campeonato Baiano de 1975 mostrou exatamente a supremacia do tricolor: o Bahia venceu os dois turnos, e de modo invicto.[35] Nesse mesmo período, Beijoca marcou a maioria dos seus 106 gols feitos pelo clube. Nesse triênio, para variar, o Bahia foi campeão baiano em todas as edições, e nas três venceu o Vitória na decisão.

Em 1977 e 1978, o Bahia foi campeão baiano em cima do Botafogo e Leônico, respectivamente. Aos poucos, o penta e o consequente hexacampeonato foram aumentando a força do Bahia, comprovando a tradição e fazendo jus ao apelido lendário do clube de "Esquadrão de Aço".

O título de 1979, por sua vez, foi histórico pelo modo que o Bahia o conquistou. O Vitória montou um time destinado a quebrar a sequência triunfante do Bahia, trazendo atletas como Gelson Fogazzi Rocha, Xaxa, Sena e Jorge Campos. Já o Bahia havia perdido Jesum e Beijoca, mas se reforçou com Gilson Gênio.

Como o rubro-negro obteve a melhor campanha, chegou nas finais com vantagem. O tricolor venceu o primeiro jogo, e empatou o segundo.[36] A vantagem deu ao rival um jogo extra, onde o empate lhe favorecia. Ao Bahia restava vencer, e eis que, no segundo tempo, com a torcida rubro-negra eufórica, o meia Fito Neves arrisca um chute de longe, e o goleiro Gélson comete um erro histórico, até hoje lembrado pelos torcedores presentes na época. O Bahia venceu por 1 a 0, calou a torcida rival, e fez a festa: Bahia Heptacampeão.[37]

O Bicampeonato Brasileiro e grandes campanhas nos nacionais[editar | editar código-fonte]

O clube foi fundado com o slogan "Nasceu para Vencer". Desde então, o Bahia conquistou 44 títulos estaduais, contra 26 de seu principal rival, o Vitória. Foi o primeiro clube brasileiro a participar da Taça Libertadores da América, em 1960, por ter sido campeão da Taça Brasil de 1959.

Em 1959 conquista o campeonato brasileiro, tornando-se o primeiro campeão nacional[38] e o primeiro clube brasileiro a participar da Taça Libertadores da América, ao derrotar o Santos FC.

A década de 1980 foi, certamente, a mais vitoriosa do Bahia, pois foi nela que o Tricolor de Aço conquistou o seu segundo título brasileiro, em 1988. Nas 31 oportunidades que disputou o certame, suas melhores campanhas foram uma 4ª colocação em 1990 e uma 5ª em 1986, tendo terminado por 8 vezes entre os 10 melhores.

O Bahia foi ainda semifinalista do Torneio dos Campeões de 1982, torneio promovido pela CBF e que reunia os maiores clubes do Brasil na época.

No Campeonato Brasileiro de Futebol de 1988, conquista o bicampeonato vencendo o Internacional de Porto Alegre, dirigido por Evaristo de Macedo, o tricolor, com craques como Ronaldo, João Marcelo, Charles Fabian, Bobô, Zé Carlos, e outros, derrotou o Internacional na final, combatendo a força do colorado no Beira-Rio e a mídia, que dava o título como certo aos gaúchos. O Bahia é até hoje o único campeão brasileiro do Norte/Nordeste.[carece de fontes?] Com a título de 1988 garantiu vaga na Taça Libertadores da América de 1989, onde obteve seu melhor resultado, chegando às quartas-de-final.

Na Copa do Brasil, até 2007, o Bahia ocupava o 12º lugar no ranking de pontos conquistados, com 123 pontos e sua melhor colocação foi em 2002, quando ficou em 5° lugar. Em 2003, teve o artilheiro da competição: Nonato, com nove gols.

1998–2008: Altos e baixos[editar | editar código-fonte]

Após as conquistas do Campeonato Brasileiro de 1959 e 1988, o Bahia não conseguiu manter a estabilidade administrativa e sofreu um declínio. Em 1997, caiu para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, retornando à elite em 2000, e mesmo assim graças a Copa João Havelange, pois o tricolor não havia conseguido se classificar em 1999. Em 2001 fez um ótimo Campeonato Brasileiro, chegando a se classificar para as finais. No ano seguinte, os seguidos erros da diretoria resultaram numa nova queda de produtividade e finalmente em 2003 acabou sendo rebaixado novamente. Após fazer um péssimo campeonato, sofrendo grandes goleadas, o Bahia caiu frente ao Cruzeiro, que venceu o tricolor pelo placar de 7 a 0, na Fonte Nova.

Em 2004 montou um time muito bom para a segunda divisão, indo à última fase da competição como grande favorito, mas, mais uma vez, a má organização e desinteresse da diretoria evitaram a ascensão à elite do futebol brasileiro. Classificou-se ao quadrangular final em segundo e, no mesmo, ficou em quarto.

Em 2005, o Bahia foi, juntamente com seu arquirrival Vitória, rebaixado para a terceira divisão, após mais uma má administração do clube, e tentou em 2006 reerguer sua história vencedora, sem sucesso, permanecendo na terceirona.

2006-2008: A era Barradas: o fundo do poço e o fim da agonia[editar | editar código-fonte]

Choro, tristeza, lamentações. Tudo isso teve de ser deixado para trás com o fim da gestão de Marcelo Guimarães frente ao clube. Foi eleito para o cargo de presidente Petrônio Barradas. A torcida estava indignada, frustrada, decepcionada. Petrônio tinha a reprovação quase que absoluta da torcida por conta da má fase fruto das péssimas gestões do seu antecessor.[39] Com isso, ele teve de trabalhar em dobro para tentar reconquistar a torcida e tirar o Bahia da situação vexatória a qual se encontrava.

No Campeonato Baiano, porém, foi eliminado nas semifinais para o Colo Colo, de Ilhéus, que seria o futuro campeão estadual. Na Copa do Brasil, foi eliminado pelo Ceilândia, perdendo por 2 a 1 na Fonte Nova, ainda na primeira fase do torneio.[40]

Na Série C, porém, dava indícios de que iria fazer boa campanha e se classificar para a Segunda divisão. Com Sorato, Elias, Humberto e Luís Alberto em boa fase, o clube chegou ao Octogonal Final como favorito. Contudo, a boa campanha foi desperdiçada com péssimas atuações, quando o clube chegou a perder por 7 a 2 para o Ferroviário-CE,[41] e perder por 2 a 0 para o Ipatinga em plena Fonte Nova, jogo inclusive que teve invasão por parte da torcida, e confusão generalizada que rendeu punição ao Bahia, que teve de jogar quatro jogos com “portões fechados” (sem torcida)[42] [43] - o que refletiu nos 2 primeiros jogos da Série C do ano seguinte, inclusive.[44] Eliminado da Série C, assistiu o seu rival se classificar para a Série B, junto com Criciúma, Grêmio Barueri e Ipatinga.[45]

O pesadelo que parecia estar acabando, na verdade estava no seu auge. O Bahia vivia o pior momento de sua gloriosa história.

Após 1 ano, a redenção[editar | editar código-fonte]

Após vexames sucessivos no ano anterior, o Bahia começou o ano de 2007 destinado a por fim no sofrimento o qual sua torcida tanto agonizava. O tricolor renovou seu elenco, reforçando-se para o Campeonato Baiano com nomes como Fausto, Emerson, Emerson Cris, Carlos Alberto, Paulo Musse, Fábio Saci, Adilson Rodrigues, Danilo Gomes (revelado pelo clube que retornava), e Charles. Das divisões de base, foram promovidos Danilo Rios, Ananias e Eduardo, além de terem sido reaproveitados os pratas-da-casa promovidos no ano anterior, como Ávine, Elias e Marcone. Para técnico, Arturzinho foi chamado para ajudar o clube. E com o tempo, surtiu efeito.

No estadual, o clube fez boa campanha, mas perdeu dois dos quatro clássicos, além de empatar os outros dois, e perdeu título baiano para o Vitória-BA, recém-promovido para a Segunda Divisão. Arturzinho permaneceu no cargo por conta do bom futebol apresentado no torneio.

Na Copa do Brasil, o tricolor passou pelo Itabaiana,[46] pelo Goiás [47] e foi apenas eliminado pelo Fluminense,[48] após empate em 1 a 1 no Maracanã, e em 2 a 2 na Fonte Nova, com Fábio Saci marcando gols nos dois jogos. Invicto, o Bahia foi eliminado pelo futuro campeão, que no primeiro jogo era treinado por Joel Santana, e no segundo por Renato Gaúcho, dois técnicos que farão parte, pro bem e pro mal, de sua história nos anos seguintes (embora Joel já tenha treinado o Bahia em 1994 e em 1999).

Sem jogos entre o meio de maio e início de junho, o Bahia aproveitou para realizar amistosos com clubes do interior baiano, e paralelo à isso, reforçou-se com nomes como Alisson, Nonato, Neto Potiguar, Moré, Cléber, Sérgio, Márcio Angonese (Paulo Musse e Gessé foram dispensados após o término do estadual). Destes, dois eram ídolos da torcida, em especial Nonato, 7º maior artilheiro da história do clube.[49] Arturzinho foi aos poucos dando cara ao Bahia que a torcida começava a gostar de ver jogar, que embora não fosse tão qualificada quanto o clube merecia, era capaz de obedecer as táticas do treinador, e convencia.

Para a estreia do torneio, uma baixa: o goleiro Sérgio, que chegou para ser titular, se machucou, e deu vaga a Márcio Angonese. O arqueiro convenceu não só o treinador, mas também a torcida, que praticamente se esquecera do primeiro. O tricolor estreou com um empate em 0 a 0 com o Confiança, no Estádio Batistão, em Aracaju. Nos dois jogos seguintes, o Bahia venceu o ASA (2 a 0), na Fonte Nova, e América de Propriá, em Sergipe (1 a 0).[50] Com isso, assumiu a liderança do grupo. Precisando de apenas um triunfo para se classificar para a próxima fase, o Bahia venceu o América, na Fonte Nova (2 a 0), e o ASA, em Arapiraca (4 a 0).

Líder absoluto, o Bahia chegou ao último jogo classificado. A torcida, que esteve impedida de assistir os dois primeiros jogos da Fonte Nova, com o fim da punição, lotou o estádio no último jogo, fazendo a festa que alegrou a tarde daquele domingo de 5 de agosto. No ritmo da torcida, o Bahia venceu o Confiança por 2 a 1, e fechou a primeira fase com cinco triunfos e 1 empate.[51]

Na segunda fase, o tricolor manteve o bom nível, e nos três primeiros jogos venceu o Atlético de Cajazeiras-PB (3 a 0), no Perpetão, o Linhares (5 a 0), na Fonte Nova, e o Nacional de Patos (2 a 0), também na Fonte Nova.

No returno, porém, o Nacional de Patos surpreendeu e venceu por 2 a 1, no Estádio José Cavalcanti, tirando a invencibilidade do tricolor no torneio. Isso, porém, não abalou o time, que após empatar em 1 a 1 com o Linhares no Estádio Joaquim Calmon, venceu o Atlético de Cajazeiras-PB por 3 a 1, na Fonte Nova.[52]

O gol salvador de Charles[editar | editar código-fonte]

Na terceira fase, o Bahia encarou o ABC, o Rio Branco-AC e o Fast Clube. Dessa vez, o Bahia sofreu. Embora tenha vencido o ABC (2 a 0) e o Rio Branco (2 a 1) na Fonte Nova, o tricolor perdeu para os mesmos no Frasqueirão, em Natal, e no Estádio José de Melo, em Rio Branco, e empatou em 2 a 2 com o Fast Clube, no Maranhão. O ABC foi o primeiro a se classificar, e chegou à última rodada em situação cômoda, ao contrário do Bahia, que disputava com o Rio Branco a última vaga.

O clube acreano iria jogar contra o classificado ABC em Natal, e o Bahia contra o Fast na Fonte Nova. Em caso de triunfo do Rio Branco, o Esquadrão de Aço seria eliminado novamente. Para o Bahia apenas interessava, no mínimo, um empate no jogo em Natal, e um triunfo para o Bahia na Fonte Nova. Mesmo com pênalti perdido para o Rio Branco, o resultado de 0 a 0 favoreceu ao Bahia, que somente aos 50 minutos do segundo tempo, Charles, que entrara no lugar de Nonato, fez o gol salvador, que classificou o Bahia para o octogonal final, e livrava o Bahia de novo vexame histórico.

Tal feito rendeu caminhada da Fonte Nova até a Colina Sagrada do Senhor do Bonfim a pé por parte da comissão técnica e dos atletas do clube no mesmo dia.[53] [54] [55]

Campanha impecável no octogonal final e o acesso[editar | editar código-fonte]

Feliz e esperançosa, a torcida do Bahia então lotou todos os jogos do clube no octogonal final da Série C.[56] Recompensando isso, o Bahia venceu o CRAC (1 a 0), o ABC (3 a 0), e Nacional (3 a 0), e empatou com o Bragantino (2 a 2), Atlético-GO (1 a 1), Barras (2 a 2), e o Vila Nova (0 a 0), na Fonte Nova.

Fora de casa, o time venceu o Vila Nova por 3 a 2, o Atlético por 2 a 1, empatou com o Bragantino por 1 a 1, e perdeu apenas para o ABC (4 a 3), e para o CRAC (4 a 2), realizando a melhor campanha do torneio, alcançando, ao todo, 62 pontos, embora tenha ficado apenas na segunda colocação (por conta da derrota no último jogo para o CRAC e o triunfo do Bragantino, que foi campeão tendo a segunda melhor campanha).[57] Junto com o Bahia, subiram ABC, Bragantino e Vila Nova.

O time era: Márcio; Carlos Alberto, Alisson, Eduardo e Adílson (Ávine); Fausto, Emerson Cris, Danilo Rios (Elias) e Cléber (Danilo Gomes); Nonato e Neto Potiguar (Charles); técnico: Arturzinho. E enfim, o calvário tricolor na terceira divisão havia terminado. Um dado curioso é que, desde 2004, o tricolor não manteve um treinador do início ao fim da temporada, e, em ambos, o time fez boas campanhas no torneio nacional (apesar de em 2004, mantendo Vadão no cargo, a vaga para a primeira divisão escapar na última rodada, com a derrota por 3 a 2 para o Brasiliense[58] .

A euforia da torcida levou o clube a alcançar a maior média de público do Brasil: o Bahia teve 40.400 pessoas por jogo. Nenhum clube da Terceira, da Segunda ou até mesmo da Primeira Divisão foi capaz de igualar.[59] No entanto, isso não é incomum para o Bahia, que também alcançou a maior média de público no Brasil em 2004, 1988, 1986 e 1985.[60]

Apesar disso, o trágico incidente na Fonte Nova, que levou à óbito sete torcedores, interditou o estádio, e a falta de outro estádio capaz de receber jogos nacionais na cidade fez o clube jogar em Feira de Santana, no estádio Jóia da Princesa, no ano seguinte, enquanto o Estádio de Pituaçu era reformado para atender às necessidades do time, o que impediu que a imensa torcida lotasse o estádio para prestigiar e apoiar o clube, não só pela distância, como pela capacidade do estádio: 14.000.[61]

Renovação do elenco e fim melancólico da gestão de Petrônio Barradas[editar | editar código-fonte]

Apesar disso, Arturzinho não foi mantido no cargo para o ano seguinte. Para o seu lugar, Paulo Comelli foi contratado,[62] além de o clube renovar novamente seu plantel, mantendo apenas nomes como Alisson, Ávine e Elias. Danilo Rios foi negociado com o Grêmio, e Eduardo com o Botafogo. Rafael Bastos e Luis Alberto, que iniciaram 2007 no clube, foram negociados, ao fim do campeonato baiano do mesmo ano, com o Cruzeiro.[63]

Apesar de os novos contratados não agradarem a torcida, o clube fez uma campanha impecável no estadual, vencendo três dos 4 clássicos disputados com o Vitória, incluindo goleada de 4 a 1 no Barradão.[64] Apesar disso, o regulamento levou o clube a perder o título por duas derrotas seguidas no quadrangular decisivo, incluindo o único Ba-Vi perdido. Tal derrota não abalou o cargo de treinador, mas demonstrou a torcida que o time era fragilizado e que, para retornar a elite do futebol nacional, era preciso reforços mais qualificados. Isso não ocorreu, e o Bahia então fez campanha abaixo da esperada, o que levou a Paulo Comelli ser demitido, e Arturzinho retornar ao clube. Porém, a má qualidade do elenco, embora tenha vencido o Corinthians por 1 a 0 no Pacaembú,[65] fez ele também ser dispensado.

Para piorar, Elias, o maior destaque do time, foi negociado com o Fluminense, enfraquecendo mais ainda o elenco. A torcida organizada Terror Tricolor, indignada, foi ao Fazendão e, revoltada, promoveu baderna e tumulto quando integrantes da torcida resolveram trocar socos e chutes com atletas.[66] Após esse episódio, Galvão, que vinha sendo o destaque do time, pediu dispensa do clube, e Marinho, com quem o clube mantinha conversas, desistiu de acertar com o clube.

Nesse clima conturbado, Roberto Cavalo foi contratado e demitido após não reverter os maus resultados. Perto de novo rebaixamento, o clube agiu rápido e reforçou-se com atletas como Marcelo Ramos (ídolo do clube)[67] e Caio, e promoveu da base Paulo Roberto e Roberto Heuchayer. Paralelo a isso, o clube trouxe o técnico Ferdinando Teixeira, que livrou o clube de novo rebaixamento, e manteve o Bahia na segunda divisão. A meta de retornar a Série A foi, mais uma vez, adiada por má gestão.

Com isso, Petrônio Barradas não se candidatou a reeleição, e deixou em aberto a sucessão presidencial do clube. Em meio a tanta incerteza, o então deputado federal Marcelo Guimarães Filho aceitou a ideia que circulava pela cidade de se candidatar, e é eleito com a imagem de ser um presidente jovem, que simbolizava a renovação e modernização do clube.[68]

2009-2010: “Nova” era Guimarães (Filho) e o acesso à elite[editar | editar código-fonte]

2009: Mudanças internas retardam o acesso[editar | editar código-fonte]

Marcelo Guimarães Filho é eleito e, de imediato, acertou a contratação de Alexandre Gallo para o cargo de treinador. Trouxe nomes como Patrício, Rubens Cardoso, Helton Luiz, Marcelo, Fernando, Nen, Leandro, Reinaldo Alagoano e Beto. Apesar da melhora técnica, o presidente trouxe para o cargo de diretor de futebol o ex-presidente do Vitória, o rival, Paulo Carneiro.[69] De imediato, a torcida reprovou, já que ele era famoso por célebres frases e iniciativas de provocação e ironização do Bahia. Ignorando isso, o presidente o acolheu no clube.

Em meio a isso, o time mudou de postura, começando a trazer bons resultados, vencendo e convencendo, boa parte devido ao retorno do time a Salvador, jogando em Pituaçu. Porém, embora tenha vencido e empatado Ba-Vi na primeira fase do estadual, o time foi eliminado novamente pelo Coritiba na Copa do Brasil, após empatar em 0 a 0 em Curitiba, e em 2 a 2 em Pituaçu.

Nas finais do estadual, o Bahia perdeu e empatou os dois jogos, e perdeu o título novamente para o Vitória. O zagueiro Alisson, destaque maior do time até então, se lesionou gravemente no meio do torneio. Para seu lugar, o clube trouxe Evaldo.

No Campeonato Brasileiro, a constância do time no primeiro semestre desapareceu, e a instabilidade levou à demissão de Gallo na sétima rodada.[70] Para seu lugar, o clube trouxe novamente Paulo Comelli,[71] que inicialmente levou o time a bons resultados, como o triunfo ante o Vasco por 2 a 1, em Pituaçu.

Porém, as limitações do elenco voltaram a surgir, e Comellinovamente foi demitido. Sérgio Guedes foi contratado para tentar reverter a má fase. Embora tenha dado uma “sobrevida”, os maus resultados voltaram, e ele foi dispensado junto com Paulo Carneiro, em setembro. Eliseu Godoy, ídolo do clube e então comentarista de rádio na cidade, foi convidado para o cargo até o fim do ano, e ele, por gratidão ao clube, aceitou.[72] Trouxe para o cargo de treinador o técnico Paulo Bonamigo, e para o elenco trouxe Paulo Isidoro, Nadson, Jael, Marcos, entre outros.

O time foi aos poucos se recuperando, e a dupla Nadson-Jael logo caiu nas graças da torcida. O time escapou do rebaixamento na última rodada, vencendo o Guarani em Pituaçu, e conseguindo a 12ª colocação.[73] Apesar de a torcida ter gostado dos contratados na reta final do torneio, o elenco sofreu forte renovação.

2010: o ano do retorno à Série A[editar | editar código-fonte]

Em 2010, MGF iniciou um processo de grande reforma no Centro de Treinamento (CT) do clube, e a profissionalização de todos os seus setores (hoje, apenas o cargo de presidente não é remunerado), o que começou a levar bons frutos ao clube.[74] Além disso, Paulo Angioni foi contratado para o cargo de diretor de futebol. Logo em seguida, ele trouxe Renato Gaúcho para ser treinador do clube, e jogadores como Rodrigo Grahl, Morais, Jancarlos, Renê, Bruno Octávio, Fábio Bahia, Rogerinho e Apodi. Adriano e Jael foram contratados no meio do campeonato, e o Bahia fez uma campanha quase que impecável na temporada. Perdeu o estadual no último jogo, por 2 a 1 para o Vitória novamente, mas fez campanha razoável na Copa do Brasil, sendo eliminado pelo Atlético-GO.

No Campeonato Brasileiro, veio a redenção, e o clube, aliado ao apoio de sua torcida nas arquibancadas, voltou à primeira divisão, após sete anos de sofrimento e luta. Com jogos memoráveis, como os triunfos contra o Náutico (3 a 0), ASA (5 a 1), São Caetano (3 a 1), Ponte Preta (2 a 1), Ipatinga (2 a 1), e os dois jogos contra a Portuguesa (4 a 2 e 3 a 0), Sport (2 a 0 e 2 a 1), América Mineiro (3 a 0 e 2 a 1), Paraná (2 a 1 duas vezes), nem a lesão de Jancarlos[75] e de Bruno Octávio,[76] que os afastaram dos gramados por seis meses, ou a suspensão de Renê por doping (uso de medicamento Lasix para dor de cabeça – proibido[77] ) atrapalhou o Bahia na sua volta à primeira divisão na terceira colocação, perdendo a chance de ser campeão na penúltima rodada.

O time era: Renê (Fernando); Jancarlos (Arilton), Alisson, Nen, Ávine; Bruno Octávio (Hélder), Fábio Bahia, Rogerinho (Vander), Morais; Rodrigo Grahl (Adriano), Jael. Renato Gaúcho, pela bela campanha, foi convidado a ser treinador do Grêmio no meio do campeonato, convite que aceitou sem pestanejar. Para seu cargo, Márcio Araújo foi contratado.

A devoção de sua torcida foi reconhecida pela CBF no prêmio craque do Brasileirão com o prêmio de Torcida de Ouro. No momento da entrega, o Ministro dos Esportes, Orlando Silva, torcedor assumido do rival Vitória, irritou a torcida homenageada ao não citar em momento algum qual o prêmio e qual clube estava sendo premiado.[78] Tal gafe, contudo, não foi capaz de ofuscar o brilho e orgulho que o povo baiano teve ao ser muito bem representado pela torcida do Bahia na premiação.

Com isso, a festa do acesso fez a desconfiança do torcedor com o presidente virar empolgação e gratidão. Euforia que duraria pouco.

2011-presente: A velha crise na “Nova” era Guimarães (Filho)[editar | editar código-fonte]

2011: Péssima campanha no Baianão e moderada no Brasileirão[editar | editar código-fonte]

Marcelo Lomba, em 2011 era desconhecido; 3 anos depois se tornou ídolo da torcida

Apesar dos bons resultados, vários atletas titulares da equipe foram dispensados, tais como Fábio Bahia, Bruno Octávio, Rodrigo Grahl e Rogerinho. Adriano, Morais e Jancarlos foram convocados a retornarem a seus clubes (eram emprestados por Fluminense, Corinthians e Botafogo, respectivamente). Jael, ídolo da torcida, se envolveu em uma briga com um diretor do clube, e foi dispensado, contra a vontade da torcida (que até hoje clama pelo seu retorno).[79] O clube então trouxe Ramon, Marcos (novamente), Souza, Titi e Tiago. Para o cargo de treinador, Rogério Lourenço foi contratado. Porém, as péssimas contratações fizeram o Bahia realizar uma das piores campanhas da história do clube no Campeonato Baiano, sendo eliminado na semifinal pelo Vitória, que perdeu o título para o Bahia de Feira.[80]

Ainda na quarta rodada do estadual, Rogério Lourenço foi dispensado, e Vágner Benazzi foi contratado. Apesar disso, os maus reforços para o elenco fizeram os maus resultados persistirem. A eliminação humilhante na Copa do Brasil, perdendo por 5 a 0 para o Atlético-PR[81] e nas semifinais do estadual fez Benazzi dar lugar a René Simões no comando técnico. Para o Campeonato Brasileiro, o clube se reforçou com Jóbson, Jancarlos (novamente), Paulo Miranda, Dodô, Lulinha, Marcelo Lomba e Diones. O time fez campanha razoável, mas a inconstância no time fez maus resultados aparecerem, e René Simões ser dispensado.[82]

Angioni e Marcelinho começaram a ser questionados por contratarem displicentemente e não traçarem planos na gestão. Buscando aliviar a pressão, o clube iniciou conversas com Joel Santana. A torcida, a princípio, gostou da ideia, já que em 1994 o treinador foi campeão baiano pelo Tricolor. Contudo, em entrevista a um programa televisivo, Joel se referiu ao Bahia como “peixe pequeno”, o que rendeu críticas por parte do torcedor.[83]

A torcida então passou a engrossar o coro que reprovava a vinda do “papai” Joel ao clube, mas a direção, ignorando o clamor da torcida, trouxe o mesmo semanas depois.[4] Na sua terceira passagem, Joel conseguiu livrar o clube do rebaixamento, apesar de o rendimento do time em campo não agradar a torcida. Com a confiança do presidente, Joel liderou viradas heroicas, como o 3 a 2 contra o Avaí, e o 4 a 3 contra o São Paulo, ambos em Pituaçu. Joel também foi o responsável por empates frustrantes em casa, tais como o 1 a 1 ante o Atlético-MG, 0 a 0 ante o Cruzeiro, e derrota por 2 a 1 ante o Grêmio, todos em Pituaçu.

Na rodada decisiva do certame, em Pituaçu, acabou rebaixando um de seus rivais regionais, o Ceará, ao vencê-lo por 2 a 1 em Salvador.[84] Em consequência de ter terminado o Campeonato na 14º posição, o clube, depois de 22 anos fora de uma competição internacional, se classificou à Copa Sul-Americana de 2012.[85]

Com a desconfiança do torcedor, e confiança do presidente, Joel teve seu contrato renovado por mais um ano.[86]

Filme "Bahia Minha Vida"[editar | editar código-fonte]

O maior feito em 2011, porém, ocorreu fora dos gramados. No dia 30 de setembro de 2011 estreou nos cinemas de todo o Brasil o filme “Bahia Minha Vida”, de Márcio Cavalcante, que contava a história do clube através de relatos de 120 entrevistados, entre jornalistas, jogadores, comentaristas, árbitros, artistas e torcedores. Tudo isso em sete cidades percorridas. Não há narração. Tudo é contado por quem viveu e vive o Bahia,[87] e que foi sucesso de bilheterias.

Em 2012, uma pesquisa apontou o longa como o de segunda maior bilheteria da história entre filmes esportivos nacionais, perdendo apenas para o filme “Pelé Eterno”. Críticos de todo o Brasil, e, principalmente, fâs do futebol, aprovaram o filme, que foi o primeiro a ser lançado no Brasil contando a história de um time de futebol.

De acordo com dados da Agência Nacional de Cinema (Ancine), 74.857 pessoas viram o filme tricolor nas telonas. A arrecadação foi de R$ 597.579,00.[88] [89]

2012, o título baiano após 10 anos de jejum e campanha irregular no Brasileirão[editar | editar código-fonte]

Em 2012, o Bahia começou mal o estadual, e após três rodadas com o time jogando abaixo da média, Joel recebeu uma proposta do Flamengo que lhe fez abrir mão do cargo no Bahia, o qual era pressionado a sair por parte da torcida, embora a direção nele confiasse. Assim, Marcelinho e Angioni apostaram na vinda de Paulo Roberto Falcão, que em 2011 iniciou a carreira de treinador do Internacional.[90] No clube colorado foi campeão gaúcho e eliminado nas quartas-de-final da Taça Libertadores da América, o que culminou em sua demissão. Com esse início meteórico, Falcão chegou ao Bahia com insegurança por parte da torcida por ser um treinador que, embora famoso pela carreira de jogador e de comentarista televisivo, ainda era desconhecido como treinador.

Jogo do Bahia contra o São Paulo, válido pelo Campeonato Brasileiro de 2012.

Porém, aos poucos, Falcão foi implantando tática e organização no time, o que culminou no título baiano após dez anos sem, numa campanha quase irretocável (em 26 jogos venceu 17 jogos, empatou 6 e perdeu apenas três).[91] O time era: Marcelo Lomba; Madson, Rafael Donato, Titi, Gerley (Gutiérrez); Filipe (Diones), Fahel, Hélder, Gabriel; Ciro (Zé Roberto), Souza. Na Copa do Brasil, o time chegou às quartas-de-final, perdendo para o Grêmio. No Brasileirão, o Bahia, porém, não repetiu as boas atuações do início da temporada, e começou a perder jogos importantes, chegando a perder por 4 a 0 para Botafogo e Fluminense, ambos no Engenhão. Isso culminou na sua demissão. Em seu lugar, Caio Júnior foi contratado.[92]

O histórico de técnico jovem, promissor, porém com insucessos acumulados nos últimos clubes que treinou, causou insegurança por parte da torcida, que novamente temeu maus resultados, que vieram novamente. Na Copa Sul-Americana de 2012 o Bahia fez uma campanha ruim e foi eliminado ainda na fase nacional contra o São Paulo após perder os dois jogos por 2 a 0, sendo eliminado sem jogar contra nenhuma equipe estrangeira. Sem conseguir melhorar a situação do Bahia no campeonato, Caio Júnior pediu demissão após empate em 1 a 1 com o Atlético-GO na última rodada do primeiro turno. Sem técnico, o Bahia foi atrás de Jorginho, que havia sido campeão da Série B com a Portuguesa no ano anterior.[93] Assim, Jorginho chegou e na estreia venceu o Santos, na Vila Belmiro, por 3 a 1, contra um time que tinha Neymar, André e Ganso em campo. Logo em seguida, em Pituaçu, o Bahia venceu o São Paulo por 1 a 0, gol do xodó da torcida Gabriel, em seguida, empatou por 0 a 0 com o Atlético-MG, líder e sensação do campeonato, e venceu o Vasco por 4 a 0 em pleno São Januário, resultado que culminou na demissão de Cristóvão Borges do comando vascaíno.

Essa sequência deu novo ânimo ao time, e confiança à torcida, que após anos voltou a ver seu time vencer jogos importantes e convencer. Porém, a vontade de ganhar perdeu força para as limitações técnicas do time, que eram notórias, porém esquecidas por bons resultados vindos da superação dos atletas. Derrotas importantes e empates seguidos não afastaram o suficiente o Bahia da zona de rebaixamento, o que levou o clube às últimas rodadas precisando vencer para fugir de nova humilhação. Após vencer a Ponte Preta por 1 a 0, em Pituaçu, empatou em 1 a 1 com o Náutico, também em Pituaçu, levando a decisão para o último jogo. O já rebaixado Atlético-GO nem se esforçou, mas ainda assim o Bahia encontrou dificuldades para vencer o jogo. O gol salvador saiu dos pés de Rafael, aos 26 do segundo tempo. O Bahia, pelo segundo ano seguido, conseguiu escapar do rebaixamento.

Em dois anos seguidos o clube obteve maus resultados em torneios importantes, e inúmeros jogadores e treinadores foram contratados e dispensados, sem organização nem planejamento. Aliado a isso, insucessos em campo anos seguidos fizeram de Marcelo Guimarães Filho e Paulo Angioni alvos da torcida, que iniciaram protestos seguidos almejando sua renúncia, além de renovação no Estatuto do Clube para que os sócios pudessem eleger quem quisesse, além de poderem se candidatar livremente.

2013: Pior campanha do clube no estadual e inquietação da torcida[editar | editar código-fonte]

Em 2013, Marcelinho remodelou o estatuto, sem no entanto atender aos anseios da torcida, de poder votar livremente para presidente. Na “carta magna” promulgada pelo Presidente, os dois candidatos seriam escolhidos pelo Conselho Deliberativo vigente, e os sócios, então poderiam votar neles. O detalhe é que o Conselho é renovado após a eleição, em vez de antes, o que dá brechas para que o continuísmo tão reprovado e contestado pela torcida possa continuar a ocorrer.[94] MGF, tentando mascarar o feito, decidiu manter a base do ano anterior, sem reforçar o elenco.

Contudo, a fragilidade de 2012 se repetiu, e o clube então foi eliminado na primeira fase da Copa do Nordeste, com duas derrotas seguidas em Pituaçu para ABC e Ceará. Tal vexame rendeu ao clube 40 dias sem jogos, o que fez a direção correr atrás de reforços, tardiamente. No estadual, a inconstância e baixa qualidade do elenco fizeram o Bahia realizar a pior campanha desde 1942 no Campeonato Baiano,[95] perdendo, inclusive, vexatoriamente para o Vitória na inauguração da Arena Fonte Nova, por 5 a 1. Isso levou a demissão do técnico Jorginho. Joel Santana voltou ao clube, após quase sete meses sem clube.[96]

Desanimado e com um time desqualificado em mãos, Joel durou apenas cinco jogos, e foi demitido após nova humilhação ante o Vitória, dessa vez por 7 a 3. Esse vexame rendeu também a demissão de Paulo Angioni. O Bahia ainda foi eliminado na Copa do Brasil para o Luverdense, na segunda fase do torneio. Tal vexame apenas ratificou os temores da torcida nos últimos anos: a fragilidade do elenco refletir negativamente para a imagem do clube. Assim, a torcida iniciou protestos como o “Público Zero”, esvaziando os estádios, almejando afetar economicamente o clube para tentar obter a renúncia do presidente.[97]

Além disso, muitos torcedores de desassociaram do programa “Torcedor Oficial do Bahia”, buscando o mesmo propósito. Torcedores ilustres e ídolos do clube, como Bobô, Paulo Rodrigues, Jaques Wagner, ACM Neto, Ricardo Chaves, etc, apoiados por jornalistas de diversos veículos esportivos, tais como Neto, Juca Kfouri, etc, iniciaram um movimento, liderado por Sidônio Palmeira, intitulado “Bahia da Torcida”, que almejava uma série de mudanças, a começar pela renúncia do presidente do clube.[98] Buscando melhorar isso, Marcelinho trouxe para a gestão do futebol Anderson Barros, que há seis meses antes havia saído do Botafogo, e para o comando técnico trouxe Cristóvão Borges, ex-volante revelado no clube nos anos 70, e que havia sido demitido do Vasco após a goleada de 4 a 0 para o próprio Bahia, ainda em 2012.[99]

Sem forças, desacreditado pela torcida, e sem moral no mercado para investir em boas contratações, o Bahia iniciou o Campeonato Brasileiro de 2013 inconstante e fragilizado. A derrota na estreia para o Criciúma por 3 a 1 aumentou a desconfiança e insegurança da torcida com o time. Cristóvão Borges, contudo, deu nova cara ao elenco que, ainda carente de reforços dignos de um grande clube, conseguiu alcançar triunfos importantes, como o triunfo ante o Internacional por 2 a 1, em Caxias do Sul, tirando a invencibilidade do clube colorado nos seus domínios; outro resultado importante foi o triunfo ante o Botafogo também por 2 a 1, sendo este de virada, e realizado em Aracaju. O maior destaque do torneio tem sido o centroavante Fernandão, que até então é o artilheiro do certame com quatro gols. Com a pausa para a Copa das Confederações, o Bahia permaneceu na oitava colocação, estando a 3 pontos do líder Coritiba.

Embora feliz com a situação agradabilíssima do time no torneio, a torcida permanece protestando e clamando pela renúncia do presidente, intensificadas após denúncias de fraudes nas divisões de base e processos movidos contra o clube por falta de pagamento do FGTS aos atletas da base, o que levou a saída de vários nomes importantes e valiosos para o tricolor.[100] [101]

A intervenção e revolução no clube[editar | editar código-fonte]

Com tantos insucessos e descasos com o clube, Marcelo Guimarães Filho resistiu por duas vezes a processos de intervenção no clube, onde conseguira, na justiça, obter anulação de tal medida (em 2011 e em 2012). Contudo, em 2013, enfim, a justiça determinou a intervenção no clube para a reforma do estatuto e promoção de eleições diretas. O tão sonhado momento por parte da torcida tricolor, enfim, parece estar tomando ares de concretização.

Aproveitando o momento, foi também determinado que fosse realizada uma auditoria no clube. Mesmo com a intervenção no clube e diversos problemas internos o Bahia vem realizando uma surpreendente campanha no Campeonato Brasileiro, mostrando que a intervenção, até o momento, tem sido benéfica ao clube.

No dia 17 de agosto de 2013 houve uma revolução no clube, pois nesse dia em uma eleição direta com os sócios que houve na Arena Fonte Nova foi estabelecido a reforma do estatuto do clube que dá a os torcedores a tão sonhada democracia fazendo com que eles (sócios) possam ter a oportunidade de votar nos próximos presidentes do clube; a vitória nas eleições foi larga pois 3089 sócios votaram a favor da reforma e apenas 6 sócios votaram contra a reforma, ou seja 99% dos votantes foram a favor.

No dia 7 de setembro de 2013 ocorreu a primeira eleição direta e democrática da história do EC Bahia, acrescentando na vida do clube e dos torcedores mais um dia inesquecível. Foi eleito Fernando Schmidt para a presidência até dezembro de 2014.

Títulos[editar | editar código-fonte]

HONRARIAS
Competição Títulos Temporadas
Heraldic Royal Crown (Common).svg Tríplice Coroa 1 1959
NACIONAIS
Competição Títulos Temporadas
CBF - Taça Brasil.svg Cbf brazilian championship trophy.svg Campeonato Brasileiro 2 1959 e 1988
REGIONAIS E INTER-REGIONAIS
Competição Títulos Temporadas
38px Copa do Nordeste 2 2001 e 2002
Trophy(transp).png Torneio dos Campeões do Nordeste 1 1948Cscr-featured.png
Cscr-featured.png Taça Norte-Nordeste 3 1959, 1961Cscr-featured.png e 1963Cscr-featured.png
ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Bahia Campeonato Baiano 45 1931Cscr-featured.png, 1933Cscr-featured.png, 1934, 1936, 1938[nota 3] , 1940Cscr-featured.png, 1944, 1945, 1947, 1948, 1949, 1950, 1952, 1954, 1956, 1958, 1959, 1960, 1961, 1962, 1967, 1970, 1971, 1973, 1974, 1975Cscr-featured.png, 1976, 1977, 1978, 1979, 1981, 1982, 1983, 1984, 1986, 1987, 1988, 1991, 1993, 1994, 1998, 1999[nota 4] , 2001, 2012 e 2014
Bahia Taça Estado da Bahia 3 2000, 2002 e 2007
Bahia Torneio Início da Bahia 9 1931, 1932, 1934, 1937, 1938, 1951, 1964, 1967 e 1979

Cscr-featured.png Campeão invicto

Campanhas Notáveis[editar | editar código-fonte]

Artilheiros[editar | editar código-fonte]

Jogador[102] Gols[102]
1. Carlito 254
2. Douglas 211
3. Hamílton 154
4. Uéslei 140
5. Osni 138
6. Marcelo Ramos 127
7. Nonato 125
8. Vareta 121
9. Alencar 116
10. Biriba 113
11. Izaltino 112
12. Beijoca 106

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Últimas dez temporadas[editar | editar código-fonte]

  • Para visualizar todas as temporadas, clique em anexo.
Esporte Clube Bahia
Brasil Nacionais Flags of South American Conmebol Members.gif Continentais BandeirasNordesteBrasil.gif Regionais Bahia Estaduais
Ano Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Copa Sul-Americana Copa do Nordeste Campeonato Baiano
Div. Pos. J V E D GP GC Fase Máxima Fase Máxima Pos. Div. Fase Máxima Pos.
2005 B 18º 21 7 4 10 28 33 1ª Fase 1D Final
2006 C 32 16 4 12 50 49 1ª Fase 1D Semifinal
2007 C 32 18 9 5 62 31 Oitavas de final 1D Final
2008 B 10º 38 14 10 14 47 65 1ª Fase 1D Final
2009 B 12º 38 14 9 15 52 53 2ª Fase 1D Final
2010 B 38 19 8 11 63 44 2ª Fase 1ª Fase 1D Final
2011 A 14º 38 11 13 14 43 49 Oitavas de final 1D Semifinal
2012 A 15º 38 11 14 13 37 41 Quartas de final Fase Nacional 1D Final
2013 A 12º 38 12 12 14 37 45 2ª Fase Oitavas de final 1ª Fase 1D Final
2014 A Em disputa 3ª Fase Oitavas de final 1ª Fase 1D Final


Legenda:

     Campeão
     Vice-campeão
     Classificado à Copa Libertadores da América
     Classificado à Copa Sul-Americana
     Rebaixamento
     Acesso

Rivalidade[editar | editar código-fonte]

Ba-Vi[editar | editar código-fonte]

Ba-Vi na inauguração da Arena Fonte Nova.

O Bahia é rival histórico do outro clube popular de Salvador, o Esporte Clube Vitória, conta o qual protagoniza o maior clássico da Região Nordeste, em confrontos desde 1932. O Tricolor possui vantagem no clássico, tendo, em 446 jogos, vencido 177 clássicos, e marcado 601 gols, contra 147 vitórias do rival, tendo ocorrido treze partidas com públicos maiores do que 70.000 pessoas.[103]

O primeiro Ba-Vi da história foi realizado em 18 de setembro de 1932, quando o Tricolor derrotou seu maior rival por 3 a 0.[5] Sua maior goleada sobre o rival foi também a maior da história do clássico: 10 a 1, em 8 de dezembro de 1939.[6]

Contudo, em suas primeiras décadas, o Bahia protagonizou clássicos contra outros times da capital baiana, tendo inclusive, na época, igual, ou talvez maior até, teor de rivalidade e clamor popular que o clássico Ba-Vi tem hoje, já que o Bahia estava em ascensão, mas ainda era um time promissor, e o Vitória não era um clube de expressão, sendo considerado, nessa época, amador.

Clássico do Pote[editar | editar código-fonte]

O Clássico do Pote é o duelo protagonizado entre Bahia e Botafogo. Tem esse nome porque, no segundo confronto entre eles, um torcedor botafoguense prometeu quebrar um pote de barro para celebrar o primeiro triunfo ante o Tricolor Baiano, já que o primeiro jogo havia sido empate (2 a 2). Porém, quem venceu aquele jogo foi o Bahia (2 a 1).

Aliás, após essa promessa, o Tricolor ainda venceria mais 8 jogos, e empataria mais 2, num período de cerca de 6 anos. Em todos eles, o aclamado pote era levado, a torcida colorada exaltava, mas no fim saía frustrada. Somente no dia 5 de setembro de 1937 ela foi cumprida, quando o Botafogo venceu por 2 à 1.[7]

Nos 10 primeiros anos do confronto (1931-1941), houve 23 duelos, onde o Bahia venceu 17, empatou 3 e perdeu 3.[8] O tricolor se tornou soberano no clássico, até que em meados de 1989, o Botafogo foi rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Baiano, e desde então nunca mais houve o duelo entre ambos. Em 2013, com o retorno do Botafogo à primeira divisão do estadual, o desejo de muitos apaixonados por futebol, em especial o baiano, em rever este grande clássico da Bahia, tornou-se possível.

Clássico das Cores[editar | editar código-fonte]

O Clássico das Cores é o duelo travado entre Bahia e Galícia, e tem esse nome pois ambos possuem as cores vermelha, azul e branca nos seus respectivos escudos e uniformes (embora o Galícia tenha o azul como cor predominante nos uniformes - tanto que é carinhosamente apelidado de "azulão" - há no escudo uma cruz vermelha que leva a, ás vezes, haver detalhes vermelhos no uniforme). Durante muito tempo, ambos rivalizaram pela hegemonia no estado, pois haviam sido fundados na mesma época (O Bahia em 1931 e o Galícia em 1933), e se mostravam clubes promissores.

O Tricolor Baiano é hoje o maior clube do estado, mas o granadeiro, por sua vez, sucumbiu a falta de recursos e desde 1999 disputava a segunda divisão do Campeonato Baiano. Em 2013, contudo, o Granadeiro (como o Galícia é popularmente conhecido) conquistou o acesso à primeira divisão do estadual, tornando possível a reedição deste que é um clássico épico.

Clássico do Povo (ou Clássico das Multidões ou Milhões)[editar | editar código-fonte]

O Clássico do Povo é o confronto entre Bahia e Ypiranga os clubes, na época, mais populares do estado. O Bahia nasceu com grande simpatia do povo baiano, e com as conquistas em tão pouco tempo de fundado, rapidamente viu o número de torcedores aumentar. Como o Ypiranga era, na época, o detentor da maior parte da torcida baiana, essa ascensão meteórica do Bahia levou aos cronistas, jornalistas, escritores e, principalmente, os torcedores da época tratarem do duelo tal como um ""derby"".

Foi contra o Ypiranga que o Bahia fez seu primeiro jogo oficial, pelo Torneio Início da Bahia, vencendo por 2 à 0. Até meados dos anos 1950 a disputa era grande, mas a decadência do aurinegro e a ascensão do Vitória a partir de então, levaram a decadência deste histórico clássico. Atualmente, o Bahia continua sendo o mais popular no estado, mas o segundo lugar foi perdido pelo aurinegro baiano para o Vitória. Em 1991 o Ypiranga foi rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Baiano, e desde então não houve confrontos entre o Tricolor e o Aurinegro.

Bahia versus Sport (duelo regional)[editar | editar código-fonte]

Tomando como referência a Região Nordeste do Brasil, o grande rival regional do Bahia é o Sport Club do Recife, adversário contra o qual possui uma larga vantagem, com dezoito triunfos e 6 empates, contra apenas 6 triunfos do rival, porém, coube ao Sport a maior vitória, uma goleada por 6 a 0 pela Taça Brasil de 1959, que não adiantou muito, pois o Bahia acabou se classificando para a fase seguinte, tendo-se sagrado posteriormente campeão nacional.[104] [105]

Ambos são junto com o Vitória[106] os maiores clubes do Nordeste,[107] e também os únicos a terem títulos nacionais na região (dois Campeonatos Brasileiros para o Bahia; um Campeonato Brasileiro e uma Copa do Brasil para o Sport), além de Bahia e Pernambuco serem os dois maiores estados do Nordeste, e desde muito tempo disputarem a liderança na região.

O fato de o Sport ter as mesmas cores (vermelho e preto) e o mascote (leão) do Vitória, maior rival do Bahia, também contam para inflamar mais ainda este duelo.

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Cores[editar | editar código-fonte]

Suas cores são azul, vermelha e branca. O azul é em homenagem à Associação Atlética da Bahia; o branco, em gentileza ao Clube Bahiano de Tênis; e o vermelho, por ser a cor da bandeira do estado da Bahia. Coincidentemente (ou não) as três cores são as mesmas da bandeira da Bahia. Com as três cores do estado, o Bahia se denomina o Tricolor Baiano.

Escudo[editar | editar código-fonte]

Raimundo Magalhães projetou o escudo do Bahia. Foi inspirado no escudo do Corinthians Paulista na época, trocando apenas as cores (preto e vermelho por azul e vermelho), a bandeira no centro (de São Paulo pela da Bahia) e o ano de fundação (1910 - Corinthians por 1931 - Bahia). Com isso, ficou: redondo, de cores azul, vermelho e branca, com uma bandeira similar à da Bahia ao centro e duas estrelas acima do escudo representando as conquistas da Taça Brasil de 1959 e do Campeonato Brasileiro de 1988. [108]

Estrelas[editar | editar código-fonte]

As duas estrelas ostentadas sobre o escudo representam as duas maiores conquistas do clube: os dois campeonatos brasileiros conquistados em 1959 e em 1988.

Bandeira do Estado da Bahia, referência para a criação da bandeira do Bahia.

Bandeira[editar | editar código-fonte]

A bandeira do Bahia busca homenagear a bandeira do Estado da Bahia, estado que o clube homenageia desde sua fundação. De acordo com o estatuto do clube, a bandeira é retangular com faixas em branco e vermelho na horizontal, tendo o escudo posicionado sobre um quadrado azul no canto superior esquerdo dela.[9]

Mascote[editar | editar código-fonte]

Conhecido como "Tricolor de Aço" ou "Esquadrão de Aço", o mascote do Bahia é um homem de aço (similar ao Super-Homem), personagem da DC Comics, que foi criado pelo cartunista Ziraldo em 1979 onde o traje vestido do Tricolor de Aço é muito semelhante ao traje do Super-Homem original, que partilha as cores do time.

O Departamento de Marketing do Clube deu vida ao símbolo ao fazer um boneco que sempre aparece antes dos jogos para sacudir a torcida nos estádios.

O mascote faz referência ao personagem das histórias em quadrinhos, onde ele era quase que imortal, apenas enfraquecia com a presença de Kryptonita, ou seja, talvez o mais forte de todos os super-heróis. Aliando isso ao futebol, faz referência ao clube, que em seus 80 anos é bicampeão nacional e possui a segunda maior quantidade de estaduais do Brasil.

Uniformes[editar | editar código-fonte]

Na fundação do clube, foi definido que o uniforme do clube seria formado por camisa branca, calção azul com uma faixa vermelha na cintura, e meiões cinzas. Anos depois, a cor vermelha para o meião foi adotado e eternizado como marca do clube.

A segunda camisa, contudo, é a mais famosa do clube: a tricolor, com faixas em vertical em azul e vermelho, com faixas verticais em branco mais finas entre elas.

Em algumas temporadas, entretanto, não é usado este modelo, sendo então remodelada a camisa e produzida excluindo-se as faixas brancas, com design vindo da fornecedora.

Nos últimos anos, o clube está utilizando em seu terceiro uniforme cores e/ou modelos não tradicionais como por exemplo em 2010 quando homenageou a seleção espanhola, em 2011 quando homenageou a seleção francesa, em 2012 quando utilizou um modelo de camisa apelidada de ''modelo Arsenal'' (devido a semelhança da camisa do clube inglês) e em 2013 quando utilizou uma camisa azul e rosa em degradê.

Uniformes Atuais: Temporada 2014[editar | editar código-fonte]

  • 1º - Camisa branca, calção azul e meias vermelhas;
  • 2º - Camisa azul com listras vermelhas, calções e meias brancas.
  • 3º - Camisa azul e rosa degradê, calções e meias azuis.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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1º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
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2º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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3º Uniforme

Uniformes dos goleiros[editar | editar código-fonte]

  • Camisa azul, calção e meias azuis;
  • Camisa vermelha, calção e meias vermelhas;
  • Camisa azul, calção e meias azuis.
  • Camisa amarela, calção e meias amarelas.
  • Camisa verde, calção e meias verdes.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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Cores do Time Cores do Time Cores do Time
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Cores do Time Cores do Time Cores do Time
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Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
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Uniformes de treino[editar | editar código-fonte]

  • Camisa azul, calções e meias azuis escuro.
  • Camisa vermelha, calções e meias azuis escuro.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
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Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
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Patrocinadores[editar | editar código-fonte]

Hino[editar | editar código-fonte]

Em muitos times de futebol, o hino é uma canção produzida para traduzir em cifras a vida de um clube. No Bahia é diferente. O hino não é somente a tradução do clube, mas também a tradução da paixão de sua torcida por ele e de todo o clima que é vivido nas arquibancadas nos jogos do tricolor. Ele extrapolou a normalidade e se transformou até mesmo em música carnavalesca, onde é possível ver inclusive torcedores de outros times se renderem à beleza e grandiosidade do hino do clube e cantarem em alto e bom som.

No ano de 1946, um grupo de torcedores, liderado por Amado Bahia Monteiro, decidiu criar uma torcida uniformizada. Para tal, queria criar também um canto para animar sua torcida. Assim, procuraram o professor e jornalista Adroaldo Ribeiro Costa que, entusiasmado, já tratou de iniciar os trabalhos no dia seguinte. Como a torcida do Bahia não era muito grande na época, ele buscou compensar a inferioridade numérica com emoção e vibração. Surgia, aos poucos, o hino tricolor.

Cquote1.svg Somos a turma tricolor

Somos a voz do campeão

Ninguém nos vence em fervor

Ninguém nos vence em vibração…

Cquote2.svg
Primeiros versos

O início arrasador do clube, conquistando vários títulos nos primeiros anos de fundação, e um grito tradicional da então pequena, mas vibrante torcida do Bahia ("Bahia! Bahia! Bahia") inspiraram o jornalista:

Cquote1.svg Vamos, avante, esquadrão!

Vamos, serás o vencedor!

Vamos, conquista mais um tento!

Bahia! Bahia! Bahia!

Ouve esta voz que é o teu alento!

Bahia! Bahia! Bahia!

Cquote2.svg
escreve o jornalista

Logo após o gol, a torcida tricolor, insatisfeita, clamava por mais ("Mais Um! Mais Um!"). Adroaldo aproveitou e inseriu isso na canção:

Cquote1.svg Mais um! Mais um, Bahia!

Mais um, mais um título de glória!

“Mais um! Mais um, Bahia!

É assim que se resume a tua história.

Cquote2.svg
escreveu

Depois de escrita, faltava a melodia. Não demorou muito e ela saiu naturalmente. Após alguns retoques, a canção havia sido concebida. Foi levada para a torcida, que adorou e levou para os jogos, porém a torcida uniformizada não durou muitos anos, e logo a foi desfeita, e o hino, esquecido. Quase 10 anos depois, o dirigente do Bahia na época, João Palma Neto, buscou aumentar a força do Bahia através de uma campanha de sócios sustentada numa vasta publicidade. Como forma de apoio à campanha, ressuscitou o hino alterando apenas o terceiro verso, substituindo “Ninguém nos vence em fervor” por “Somos do povo um clamor”. O maestro Agenor Gomes fez a instrumentação para a banda, João Palma Neto buscou e organizou um coro de torcedores, conseguiu a Banda do Corpo de Bombeiros e gravou a canção.

Quando o hino foi entregue ao Bahia, Adroaldo Ribeiro transferiu todos os direitos autorais do hino para o clube. E impôs a condição de não ser revelada a autoria da música, já que queria que fosse considerado um canto espontâneo, nascido da torcida. O dirigente aceitou a proposta, e durante anos não se soube o autor da belíssima canção. Sem alterar o compromisso quanto aos direitos autorais. o próprio Adroaldo revelou algum tempo depois a autoria.

O sucesso fez ele ser procurado por outros times para compor seus hinos, porém todos os seus pedidos foram negados pois, segundo ele, não poderia fazer seus respectivos hinos pois não sabia fazer aquilo que não sentia.[109]

Torcida[editar | editar código-fonte]

O Bahia, com toda sua tradição e história triunfante, tem como maior patrimônio não um troféu, jogador, nem muito menos seu centro de treinamento ou empreendimentos, mas sim sua torcida. O Tricolor tem a maior torcida do Norte-Nordeste e Centro-Oeste, já constatada por pesquisas realizadas por Institutos de Pesquisas renomados como o Datafolha e o IBOPE, onde todos apontam o Bahia como sendo detentor da maior torcida da Região Nordeste.

Na Bahia, o clube detém, a maioria dos seus torcedores, com 22,4% (cerca de 3.400.000[10]), tendo, inclusive, mais torcedores que o Vitória (maior rival e detentor da segunda maior torcida do estado com 17,8%) e o Flamengo (terceiro colocado no estado, com 17,2%, aproximadamente 2.399.425[11]), algo raro no Nordeste. Na Série C de 2007, a torcida tricolor mostrou sua força e paixão ao quebrar o recorde de público individual de público entre todas as séries do campeonato (A, B e C). O Tricolor teve uma média de 40.200 torcedores do time por partida.

Durante toda a sua história, os sucessos do time baiano sempre estiveram vinculadas ao apoio e paixão do seu torcedor. Um belo exemplo disso é a semifinal de 1988, onde o Bahia venceu de virada por 2 a 1 o Fluminense e garantiu vaga na final que venceria posteriormente. O público é, até hoje, o maior registrado na história da Fonte Nova: 110.438 torcedores fizeram a festa e empurraram o time para o triunfo. Esse foi o 24º maior público da história num jogo do Campeonato Brasileiro.[110] [111] Na final no mesmo ano, contra o Internacional, cerca de 90 mil foram ao estádio.

O Bahia obteve maior média de público em 3 edições do Campeonato Brasileiro: em 1985 (41.497), em 1986 (46.291) e em 1988 (35.537). A média do ano de 1986 é até hoje a 6ª maior da história do Brasileirão[112] . Até hoje, conquistar 3 vezes a maior média numa edição é inédito e exclusivo ao Bahia na Região Nordeste Até 2011, em jogos com mando de campo, o Bahia possui a 2ª maior média geral por clube (24.139 03), perdendo apenas para o Flamengo (26.979 02).

Tem uma grande torcida em todo Brasil, a 13ª mais especificamente.[113] Em meados de 1993, uma pesquisa curiosa apontou sua torcida como a sexta maior do estado de São Paulo, atrás apenas do São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos e Flamengo[114] .

Em 2010 a CBF reconheceu o fanatismo da torcida tricolor, premiando o clube com o título de ''torcida de ouro'', um título mais do que justo para uma torcida que nunca abandonou seu clube mesmo nos momentos mais difíceis. Muitos dizem que sem a sua torcida o clube não iria conseguir mais sobreviver financeiramente e fecharia as portas.

Torcedores ilustres[editar | editar código-fonte]

O Bahia é um dos times mais tradicionais do Norte-Nordeste, tendo também uma das maiores torcida da região, e a paixão de seus torcedores se estende também ao mundo das celebridades.

Vários nomes integram a vasta lista de celebridades tricolores, como os músicos Tomate, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa, Bell Marques, Saulo Fernandes, Jorge Zarath, Marielle Antunes, Cláudia Leitte, Margareth Menezes, Armandinho Macedo, Carlinhos Brown, Tuca Fernandes, Ju Moraes, Beto Jamaica, Larissa Luz, Mariene de Castro, Marcio Vitor (vocalista da banda Psirico), Pierre Onássis, Ninha (ex-vocalista da Timbalada), Netinho, Ricardo Chaves, Bira (Ubirajara Penacho dos Reis - músico do programa de Jô Soares); os políticos ACM Neto, Nelson Pelegrino, Jacques Wagner, Lídice da Mata, Geddel Vieira Lima, Walter Pinheiro, César Borges, Waldir Pires; os jornalistas Rita Batista e Bob Fernandes ; os atletas Bobô, Daniel Alves, Jorge Wagner, Dante; o diretor-técnico da CBF Virgílio Elísio, entre outros.

Torcidas organizadas[editar | editar código-fonte]

Abaixo uma lista das principais torcidas organizadas do clube na atualidade:[115]

  • Bamor: Maior torcida organizada do Bahia. Fundada em 1978, é composta por cerca de sete mil associados. Fica localizada atrás do "gol que dá para a Avenida Paralela" no estádio Roberto Santos (Metropolitano de Pituaçú), do lado esquerdo às cabines de imprensa. Contém inúmeras bandeiras assim como uma bateria, um bandeirão no formato da camisa tricolor e umas das maiores faixas de uma torcida organizada do Brasil (180m de extensão), com os dizeres: "BAMOR Ninguém nos vence em vibração". Costuma acompanhar o time nos jogos fora de Salvador. Em novembro de 2010 no jogo em que o Bahia venceu a Portuguesa e conseguiu acesso a Série A do campeonato brasileiro a torcida lança seu novo bandeirão, esse bandeirão mede 6.000m², é o sétimo maior do Brasil e o maior da Bahia. Sete dias depois um novo bandeirão é estreado, dessa vez com o símbolo do patrocinador.
  • Povão: Torcida conhecida por seu grande número de bandeiras. Fica localizada em frente às cabines de rádio do estádio de Pituaçú. Costuma estourar muitos fogos na entrada do Bahia em campo.
  • Torcida Uniformizada Terror Tricolor: Fundada em 2004, é reconhecida pela sua independência e pelos constantes protestos contra a diretoria do clube.
  • Jovem Disposição Tricolor: Fundade em 2002, Seu lema é Ideologia, União e Atitude.
  • Tricoloucos: Fundada em 2000, o grande destaque é o bandeirão de 2.500 m², um dos maiores do Nordeste[carece de fontes?].
  • Fiel: Torcida onde fica a velha guarda do Bahia. Fica ao lado da Povão. Seus membros possuem grande prestígio com a diretoria do Bahia. Tem um papel importante na pressão sobre o clube, seja esta positiva ou negativa.
  • Garra: Fica ao lado direito das cabines de rádio e imprensa. Garantem total independência e sustentam os lemas de "Paz", "Respeito" e "Bahia acima de todos". Fundada em 20 de julho de 1998.
  • Torcida Legião Tricolor: No dia 25 de maio de 2011, nasceu em Salvador, estado da Bahia, a mais nova torcida organizada do Bahia, em uma cerimônia familiar a Torcida Organizada Legião Tricolor deu início aos seus trabalhos de incentivo a campanha do Esporte Clube Bahia no Campeonato Brasileiro. A ideia surgiu entre dois torcedores sadios (pai e filho), que pensando em juntar um grupo de amigos e familiares, inclusive as mães desse grupo, resolve, pois fundar a TOLT, com objetivos definidos de louvar a alegria, de carregar a bandeira do seu clube, de se fazer presente nos estádios por onde for jogar o E.C. Bahia, e espalhando seus batalhões (BTL) por bairros de Salvador e cidades circunvizinhas, definindo na sua simbologia de braços cruzados para o alto e com dedos em riste formando o L de Legião e da Liberdade, tendo como principal mascote o Hulk azul que demonstrando a sua força, a força do nosso esquadrão tricolor, vem devagar, invadindo as ruas e estádios com suas camisas coloridas em azul, vermelho e branco.
  • TUBA: Está localizada ao lado direito da Bamor. Foi criada em 1997 e garantem nunca ter perdido um jogo do Bahia na Fonte Nova e sempre que possível viaja com o time para acompanhar os seus jogos fora.
  • Movimento Avante Esquadrão : Com estilo semelhante aos de torcida de Barra brava, tem como principal característica apoiar e incentivar únicamente o clube.

Estádios[editar | editar código-fonte]

Estádio Roberto Santos (Pituaçu)[editar | editar código-fonte]

Vista do Estádio Roberto Santos,cariosamente apelidado de Pituaçu.

Devido à ausência da Fonte Nova, o Bahia em 2008 teve que jogar longe de Salvador, nas cidades de Camaçari e Feira de Santana. Enquanto isso, o Estádio Roberto Santos passou por uma grande reforma para atender ao clube. Em 2009, o estádio estava pronto para a volta do Bahia.

Nesta temporada, o time fez uma campanha com 26 jogos realizados onde venceu 18 jogos, empatou 7 e perdeu apenas 3 jogos. Entre 2009 e 2013, o clube realizou 139 partidas, com 72 triunfos, 39 empates e 28 derrotas[12], marcou 253 gols, e sofreu 142[13].

O Pituaço, como também é chamado, tem capacidade para 32.157 espectadores. Ele tem o carinho da torcida tricolor por ter sido nele que, em 2010, o Bahia voltou à Série A após 7 anos fora, e em 2012 reconquistou o Campeonato Baiano após 10 anos sem levantar o troféu.

Itaipava Arena Fonte Nova[editar | editar código-fonte]

Vista superior da Itaipava Arena Fonte Nova, nova casa do Tricolor Baiano.

Com a demolição da antiga Fonte Nova em 2011, foi iniciada a construção de um moderno estádio de futebol, seguindo os padrões FIFA e, ao mesmo tempo, buscando manter certos aspectos do antecessor, tal como a abertura para o Dique, presente tanto na antiga como na atual estrutura física do estádio.

Foi construído para receber jogos da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo FIFA de 2014[14].

O Bahia fechou acordo com a Arena Fonte Nova Empreendimentos para mandar seus jogos no novo estádio, inicialmente apenas por cinco anos, podendo haver extensão de tal contrato no futuro.

A Arena tem capacidade para 48.747 pessoas distribuidos em três níveis de arquibancadas com assentos cobertos, camarotes, restaurante panorâmico com vista para o estádio e para o Dique do Tororó, e quase duas mil vagas de estacionamento.

Patrimônio[editar | editar código-fonte]

Fazendão[editar | editar código-fonte]

O Centro de Treinamento Osório Villas-Boas, mais conhecido como Fazendão, é um centro de treinamento inaugurado pelo clube em 1979, no bairro de Itinga, cidade de Lauro de Freitas, Região metropolitana de Salvador. O centro de treinamento foi batizado como Osório Villas-Boas em homenagem a uns dos maiores presidentes do clube comandante da conquista do primeiro campeonato nacional em 1959 sobre o Santos de Pelé.

Construído numa área de 120 mil m², dispõe de quatro campos de treinamento com três com medidas oficiais. A área do centro de treinamento compreende ainda a sede administrativa do clube, hotelaria das divisões de base, sala de imprensa e arquibancada tem capacidade para 3 mil lugares.

O Fazendão não é apenas um espaço para treinos, nele também foi construída a concentração para atletas profissionais reformada e reinaugurada em 2004 com o nome de José Maria de Magalhães Neto.

Em 2009 foi totalmente reformado na gestão do presidente Marcelo Guimarães Filho e do então diretor de futebol Paulo Carneiro. Foram investidos mais de R$1.500.000,00 na sua reforma que incluiu a construção de uma academia totalmente moderna - e obviamente, nova - uma sala de fisiologia usufruindo do que há de melhor no ramo, novos equipamentos em geral, reforma total dos 4 campos do CT, ampliação da cozinha e novos objetos para os dormitórios dos jogadores profissionais e da divisão de base para dar melhor conforto aos atletas.

Cidade Tricolor[editar | editar código-fonte]

O Novo CT do Bahia localizado em Dias D'vila tem 350 mil m², 10 campos gramados com médias oficiais, 2 campos de areia, 2 campos para preparação de goleiros e cobranças de faltas, ginásio coberto e fechado, museu do futebol, hotel 5 estrelas, mini-shopping, administração, sala de troféus, academia, clube, departamento médico, entre outros. A Cidade Tricolor está prevista para ficar 100% pronta em 2 etapas, a 1º etapa ficará pronta entre os meses de abril e maio, com quatro campos, alojamentos (profissional e da base), a cozinha, a administração, 1 campo de areia e toda a área que precisa para começar a usar como departamento médico, clube, academia entre outros. A 2 parte vem com todo o CT completo de vem ficar pronta em 2014.

Sede de praia[editar | editar código-fonte]

Localizado na praia da Boca do Rio em Salvador, a Sede de Praia Paulo Maracajá foi construída com o objetivo de ser o grande centro de entretenimento do torcedor tricolor. A sede possuía piscina olímpica, campos de futebol society; quadra poliesportiva e bares. Era utilizada pela casa de shows "Espetáculo" culminando em um abandono parcial das atividades do clube (praticamente o clube apenas alugava o campo sintético).

Ainda no final do ano de 2010, foi reativada a escolinha do Bahia na sede de praia (o Bahia possuía escolinhas em outros clubes conveniados) deixando no ar o verdadeiro futuro da sede de praia.

A sede de praia do Bahia passou a ser propriedade da Prefeitura de Salvador em função de execução de dívidas com IPTU e foi transformada em praça pública, concluída em 2013.

Futebol profissional[editar | editar código-fonte]

Elenco atual[editar | editar código-fonte]

LEGENDA
  • Capitão - Atual capitão
  • Lesionado - Jogador lesionado
  • + - Em fase final de recuperação
  • Vindo de Empréstimo - Jogadores emprestados
  • Seleção Brasileira - Seleção Brasileira Sub 20
  • DIN 4844-2 D-P003.svg - Permanência indefinida
  • Prata da casa - Prata da casa (Jogador da base)


Goleiros
Jogador
1 Brasil Marcelo Lomba Capitão
12 Brasil Omar Prata da casa
13 Brasil Douglas Pires
30 Brasil Guido Prata da casa
Defensores
Jogador Pos.
3 Brasil Demerson Vindo de Empréstimo Z
4 Brasil Lucas Fonseca Z
14 Brasil Adaílton Z
26 Brasil Robson Prata da casa Z
27 Brasil Titi Capitão² Z
2 Brasil Roniery LD
23 Brasil Diego Macedo LD
42 Brasil Galhardo Vindo de Empréstimo LD
59 Brasil Railan Prata da casa LD
6 Brasil Ávine Prata da casa + LE
40 Brasil Pará Prata da casa Seleção Brasileira LE
88 Brasil Guilherme Santos Vindo de Empréstimo LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
5 Brasil Rafael Miranda V
18 Brasil Bruno Paulista Prata da casa V
77 Brasil Fahel Capitão³ V
94 Brasil Feijão Prata da casa V
17 Argentina Emanuel Biancucchi M
33 Brasil Rômulo Prata da casa M
99 Brasil Lincoln Vindo de Empréstimo M
Atacantes
Jogador
7 Argentina Maxi Biancucchi
9 Brasil Kieza Vindo de Empréstimo
10 Brasil Marcos Aurélio Vindo de Empréstimo
19 Brasil Henrique Vindo de Empréstimo
31 Brasil Jeam Prata da casa
38 Brasil William Barbio Vindo de Empréstimo
93 Brasil Rafinha Vindo de Empréstimo


=== Inscritos na Copa Sul-Americana  ===

* Atualizado em 27 de agosto de 2014.[117] 


; LEGENDA

* Capitão - Atual capitão


Goleiros
Jogador
1 Brasil Marcelo Lomba Capitão
12 Brasil Omar
21 Brasil Douglas Pires
Defensores
Jogador Pos.
3 Brasil Demerson Z
4 Brasil Titi Z
13 Brasil Adaílton Z
14 Brasil Lucas Fonseca Z
2 Brasil Railan LD
22 Brasil Roniery LD
25 Brasil Diego Macedo LD
6 Brasil Pará LE
16 Brasil Guilherme Santos LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
5 Brasil Rafael Miranda V
7 Brasil Fahel V
8 Brasil Léo Gago V
15 Brasil Uelliton V
23 Brasil Feijão V
24 Brasil Bruno Paulista V
17 Argentina Emanuel Biancucchi M
20 Brasil Branquinho M
30 Brasil Lincoln M
Atacantes
Jogador
9 Brasil Kieza
10 Brasil Marcos Aurélio
18 Argentina Maxi Biancucchi
19 Brasil Henrique
27 Brasil William Barbio
29 Brasil Rafinha


=== Diretoria e comissão técnica ===

Comissão técnica
Nome Função
Brasil Gilson Kleina Treinador
Brasil Charles Fabian Auxiliar técnico
Brasil Antônio Ribeiro Júnior Auxiliar técnico
Brasil Jair Leite Auxiliar técnico
Brasil Marcelo Serrano Auxiliar técnico
Brasil Jair Leite Preparador físico
Brasil Fabiano Rosenau Preparador físico
Brasil Leonardo Cupertino Auxiliar de preparação física
Brasil Vitor Gonçalves Auxiliar de preparação física
Brasil Ricardo Palmeira Treinador de Goleiros
Brasil Ocimar Bolicenho Diretor de futebol
Brasil Cícero Souza Gerente de futebol
Brasil Miguel Batista Coordenador de futebol
Brasil Jayme Brandão Assessor de imprensa
Brasil Vitor Tamar Assessor de imprensa
Brasil Felipe Sales Nutricionista
Brasil Dr. Luiz Sapucaia Médico
Brasil Dr. Daniel Araújo Médico
Brasil Dr. Márcio Santana Médico


Comissão técnica
Nome Função
Brasil Dr. Itamar Medeiros Médico
Brasil Dr. Ivan Guerra Médico
Brasil Dr. Rafael Garcia Médico
Brasil José Dourado Neto Fisioterapeuta
Brasil André Neves Fisioterapeuta
Brasil Diogo Thomaz Fisioterapeuta
Brasil Thiago Teixeira Fisioterapeuta
Brasil Guilherme Rodrigues Fisiologista
Brasil Etiene Martins Auxiliar de fisiologista
Brasil Fábio Lima Massagista
Brasil Saturnino Napomuceno - Satu Massagista
Brasil Sérgio Massagista
Brasil Mário Costa Roupeiro
Brasil Ivan Moreira Roupeiro
Brasil Ivanildo Santos - Cachorrão Roupeiro
Brasil José Carlos de Jesus - Carlinhos Assistente de campo
Brasil Ednaldo Gomes - Pino Assistente de campo

==== Treinadores ====


;

Treinador atual
Brasil Marquinhos Santos (desde 13 de dezembro de 2013)[118]


; Principais treinadores ao longo da história

=== Transferências para 2014 ===

; Legenda

Fairytale right.png: Jogador chegando



Fairytale left red.png: Jogador saindo



Volta de Empréstimo: Jogadores que voltam de empréstimo



Emprestado: Jogadores emprestados



=== Futebolistas notáveis ===

Daniel Alves, lateral-direito do Barcelona e da Seleção Brasileira revelado pelo Bahia
O Bahia é muito bem representado em sua história por grandes craques e artilheiros. No gol, quem mais vestiu a camisa do Esquadrão de Aço foi Emerson, com 251 partidas, sendo destas, 169 seguidas como titular. Além dele, Jean e Nadinho foram os que mais passaram e marcaram no Tricolor.



Atualmente, o goleiro Marcelo Lomba, após 3 temporadas no clube, tem se consolidado como um dos maiores goleiros do clube com defesas importantes que, inclusive, renderam ao atleta elogios por comentaristas esportivos do Brasil. Em 2011, alguns comentaristas, inclusive, cravaram-no como o melhor do campeonato, ou um dos melhores, pondo-o para eleição como um dos cinco melhores.



Na defesa, o Bahia contou com grandes nomes como o de Daniel Alves (foto), revelado pelo clube e bastante identificado com a torcida; Maílson; Fabão, zagueiro revelado também no clube; João Marcelo, zagueiro destaque na brilhante campanha do título do Campeonato Brasileiro de 1988; Juvenal Amarijo; Serginho, lateral-esquerdo já aposentado, ídolo do Milan; entre outros.



No meio-campo, porém, constam os maiores ídolos do clube, como o Beijoca, grande nome do clube nos anos 1970 junto com Douglas, atleta que formava uma parceria de sucesso com ele; Jorge Wagner, revelado pelo Bahia nos anos 2000; Preto Casagrande, volante de muita garra e qualidade; e Baiaco, revelado no Tricolor e tido por muitos como o maior volante da história do clube, entre outros grandes nomes. Apesar de tantos craques, foi o Bobô, porém, o grande maestro do Bahia. Ele foi o capitão e comandante da equipe campeã do Campeonato Brasileiro de 1988, onde fez um impecável campeonato, rendendo a ele o título, por muitos, de melhor jogador do campeonato.



No ataque também há grandes nomes na história do clube, como o de Charles Fabian, revelado no Bahia e um dos maiores artileiros da história do clube; Cláudio Adão; Dadá Maravilha; José Sanfilippo, um dos maiores ídolos dos anos 60 e 70; Marcelo Ramos, revelado no Bahia em 1993 e 6º maior artilheiro da história do Tricolor; Nonato, revelado em 2000 e 7º maior artilheiro da história do Bahia;  Carlito, maior artilheiro da história do Bahia; Osni Lopes, atacante apelidado de "baixinho" e "velocista", que também fez sucesso no clube nos anos 1970 e 80; Raudinei, atacante que fez o gol do heróico título baiano de 1994; Robgol; Sérgio Alves; Uéslei, revelado pelo clube e muito identificado com a torcida, que o apelidava carinhosamente de "Pitbull", 5º maior artilheiro da história do Bahia; e Zé Carlos, artilheiro do time na campanha do título Brasileiro de 1988; além de Léo Briglia, artilheiro da Taça Brasil de 1959.



=== Jogadores estrangeiros ===


== Revelações de craques ==


O Bahia também é reconhecido pela sua capacidade de revelar novos talentos para o futebol. Entre outros formados pelo clube, estão alguns jogadores como:  Gabriel Roberto Rebouças, Alberto Leguelé, Baiaco, Daniel Alves, Marcelo Ramos, Fabão, Jorge Wagner, Cícero, Nonato, Osmar, que fazem ou fizeram sucesso no cenário nacional ou internacional.



Um capítulo a parte: O maior de todos os tempos com a camisa Tricolor foi Bobô.



Alguns também já foram ou ainda são das categoria de base da Seleção Brasileira, a exemplo de Ávine, Madson, Cristóvão, Daniel Alves, Marcone, Paulo Cesar, Alberto Leguelé, Rafael, Ernane, Jair, Fábio Gama, Marcelo Nicácio, Paulinho, Igor, Alef e Neto Potiguar. Além da Seleção Principal, como são os casos de Perivaldo, Cícero, Cristóvão, Baiaco, Leguelé, Marcelo Ramos, Marcelo Nicácio, Bobô, Charles Fabian, Luis Henrique e Daniel Alves. No primeiro semestre de 2011, após testes com três jogadores guineenses, foi contratado o meia-esquerda Agustian Soares que jogou pelas categorias de base da Seleção Guineense, e que, considerado uma grande promessa, irá se integrar ao time principal no segundo semestre.



==== Categoria Sub–20 ====

; Legenda

* Capitão: Capitão
* Emprestado ao Bahia: Emprestado ao Bahia

* Aumento: Com passagem pelo elenco profissional

* Mapa do Brasil com a Bandeira Nacional.png: Com passagem pela Seleção Brasileira da categoria

* : Jogador em seu último ano na categoria



Goleiros
Jogador
Brasil Guido
Brasil Jean
Brasil Igor
Brasil Renan
Defensores
Jogador Pos.
Brasil Lucas Z
Brasil Marcão Z
Brasil Evandro Z
Brasil Renan Z
Brasil Gamboa LD
Brasil Vitor LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Brasil Yuri V
Brasil Jeferson V
Brasil Dedé V
Brasil Éder V
Brasil Fernandes V
Brasil Caio V
Brasil Diego V
Brasil Rômulo Capitão M
Brasil Patric M
Brasil Gustavo M
Brasil Gabriel Aumento Mapa do Brasil com a Bandeira Nacional.png M
Atacantes
Jogador
Brasil Caporã
Brasil Lourival Mapa do Brasil com a Bandeira Nacional.png
Brasil Bosco
Brasil Paulo Henrique
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Haroldo Moreira T
Brasil Glauco PF
Brasil Satu MA


== Futebol Feminino ==

Em 2013 o Bahia forma uma equipe feminina de futebol seguindo as tendências mundiais, onde se valoriza o esporte também praticado pelas mulheres. A equipe de futebol feminina irá participar do Campeonato Baiano e Brasileiro da categoria.


=== Elenco atual ===


Bahia
Nome Esporte Clube Bahia
Alcunhas Bahêa
Torcedor/Adepto Tricolor
Mascote Mulher-Maravilha
Fundação 1 de janeiro de 1931 (83 anos)
Estádio Roberto Santos
Capacidade 32 157 pessoas
Localização Brasão de Salvador.jpg Salvador, Bahia BA,Brasil Brasil
Mando de jogo em Estádio de Lauro de Freitas
Capacidade (mando) 2.000 pessoas
Presidente Brasil Fernando Schmidt
Treinador Brasil André Beijoca
Patrocinador
Brasil Caixa
Material esportivo Estados Unidos Nike Inc.
Competição Bahia Campeonato Baiano
Brasil Campeonato Brasileiro
Bahia BA 2014
Brasil A 2014
A disputa
Em disputa
Bahia BA 2013 Vice-Campeão
Website ecbahiafeminino.com.br
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
editar
* Atualizado em 31 de dezembro de 2013.[119] 


; LEGENDA

* Capitão - Atual capitão

* Seleção Brasileira - Seleção Brasileira


Goleiros
Jogador
' Brasil Thaís
' Brasil Bella
' Brasil Yasmim
Defensores
Jogador Pos.
' Brasil Ariane Z
' Brasil Anne Z
' Brasil Jamile Z
' Brasil Priscila Z
' Brasil Ana Kelly LD
' Brasil Raquel Beatriz LD
' Brasil Carolina LE
' Brasil Luana LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
' Brasil Iana Verônica V
' Brasil Milena V
' Brasil Nenem V
' Brasil Adriane Formiga M
' Brasil Amélia M
' Brasil Kaylane M
' Brasil Julya Adriele M
' Brasil Rose Laine Capitão M
Atacantes
Jogador
' Brasil Brenda Ribas
' Brasil Eddy
' Brasil Evelyn Lorena
' Brasil Jucianyra
' Brasil Letícia Belloni
' Brasil Ítala Roberta
' Brasil Samira Stier
' Brasil Nina
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil André Beijoca T
Brasil Daniel Conceição MA


== Outros esportes ==

O Bahia também apoia outras modalidades e esportes:


=== Rally ===

O Bahia também mantem uma parceria com o piloto baiano Roberto Cunha que participou do Campeonato Baiano de Rally 4×4, o Campeonato Baiano de Rally Cross Country e a Mitsubishi CUP (maior rally monomarca da América Latina). O Bahia também exerceu de forma pioneira essa parceria e apoio.


=== Futevôlei ===

O Bahia é o atual Campeão Brasileiro da modalidade, O quarteto do Bahia foi formado com: Leandro, Marcelinho, Guga e Café. O Bahia garantiu participação do Mundial 4 x 4, que será disputado no mês de março , no Rio de Janeiro.


=== Futebol de 7 (Fut7) ===

O Bahia mantem uma equipe que participa do campeonato brasileiro desta modalidade, tendo como destaque a presença do ex-jogador de futebol Edílson ''Capetinha'' que também jogou no clube.


=== Jiu-Jitsu ===

O Bahia tem uma equipe que participou do pan-americano de Jiu-Jitsu e foi uma das melhores equipes da competição, se tornando uma das melhores equipes das Américas.


Notas

  1. Em dezembro de 2010, a Confederação Brasileira de Futebol unificou a Taça Brasil, disputada de 1959 a 1968, e as edições de 1967 a 1970 do Torneio Roberto Gomes Pedrosa ao formato atual do Campeonato Brasileiro, iniciado em 1971.[5]
  2. O melhor desempenho do Bahia neste torneio continental foi em 1989, atingindo as quartas-de-final.
  3. Em 1938, foram disputados dois campeonatos baianos. Em um deles, o campeão foi o Botafogo.
  4. O 1999 foi dividido com o Vitória.

Referências

  1. Novo Patrocinador do Bahia para 2013. Visitado em 12 de dezembro de 2012.
  2. Ranking da CBF, CBF.com.br.
  3. Bahia - iG, sem data
  4. Bahia: história da fundação de um dos grandes do futebol brasileiro - Fox Esportes, 1 de janeiro de 2013
  5. CBF anuncia oficialmente a unificação dos títulos de campeão brasileiro - O Globo, 22 de dezembro de 2010
  6. Ba-Vi - FIFA, sem data
  7. BdoBrazil. Valor das marcas dos 17 clubes mais valiosos do Brasil. Visitado em 17 de julho de 2012.
  8. BdoBrazil. Tem que Respeitar o Bahia. Visitado em 25 de maio de 2013.
  9. a b [1], semprebahia.com
  10. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af ag ah ai aj ak al am an ao ap aq ar as História do Bahia, brasilretro.wordpress.com.
  11. a b c Bahia, esporte.hsw.uol.com.br
  12. http://www.jogosdoecbahia.com/2011/03/todos-os-jogos-do-bahia-no-ano-de-1931.html
  13. http://www.jogosdoecbahia.com/2011/03/todos-os-jogos-do-bahia-no-ano-de-1932.html
  14. http://www.jogosdoecbahia.com/2011/03/todos-os-jogos-do-bahia-no-ano-de-1934.html
  15. http://www.correio24horas.com.br/blogs/pagina-impar/?p=1251
  16. http://www.ecbahia.com/imprensa/noticia.asp?nid=18859
  17. http://www.correio24horas.com.br/blogs/pagina-impar/?p=1482
  18. http://www.jogosdoecbahia.com/2011/03/todos-os-jogos-do-bahia-no-ano-de-1946.html
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