Esquerda comunista
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| Marxismo |
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Crítica
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A esquerda comunista ou comunismo de esquerda refere-se a várias correntes políticas marxistas contrárias ao Bolchevismo. Considerando-se mais autenticamente marxistas e proletárias, a maioria delas era declaradamente não leninista - a exemplo do comunismo de conselhos, do luxemburguismo e do situacionismo).
Embora Rosa Luxemburgo tenha vivido antes do surgimento da esquerda comunista, teve grande influência política e teórica sobre essas correntes.
Os personagens mais notáveis da esquerda comunista foram Herman Gorter, Anton Pannekoek, Otto Rühle, Karl Korsch, Amadeo Bordiga, Onorato Damen, Marc Laverne e Paul Mattick.
Posições [editar]
Há duas tradições principais dentro da esquerda comunista: a neerlandesa-alemã e a italiana. Ambas se opunham às coalizões com partidos socialistas, ao parlamentarismo, ao nacionalismo e aos movimentos de libertação nacional.
As diversas correntes ligadas à esquerda comunista faziam diferentes análises da Revolução Russa de 1917; porém todas eram bastante críticas quanto ao seu desenvolvimento ulterior, considerando a URSS como um capitalismo de Estado. A crítica estendeu-se também à Internacional comunista.
Lênin polemizou com essa tendência em Esquerdismo, doença infantil do comunismo. A resposta mais ampla da Esquerda Comunista a Lênin é o livro de Herman Gorter, Resposta a Lênin. Sua crítica à Internacional Comunista será de certo modo compartilhada pelos trotskistas, sendo mais radical do que a da oposição surgida no âmbito do partido comunista russo - decistas e Oposição operária - que refluiu a partir de 1921, após a derrota da Revolta de Kronstadt. O Grupo Operário do Partido Comunista Russo, de Gavril Miasnikov, juntou-se à esquerda comunista alemã, a partir de 1923.