Esquerda Democrática

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Esquerda Democrática foi uma ala interna da União Democrática Nacional (UDN), criada e oficialmente reconhecida em 1945, para reunir os opositores socialistas ao regime do Estado Novo, dando origem, em 1947, ao Partido Socialista Brasileiro.

História[editar | editar código-fonte]

Quando da fundação da UDN, os líderes do partido quiseram manter unidos todos os opositores ao governo de Getúlio Vargas, entre os quais uma parte era composta de simpatizantes do socialismo e outras correntes de esquerda, muitos deles atingidos pela repressão do Estado Novo.

Para isso, foi constituída, em 25 de agosto de 1945, a Esquerda Democrática, como bloco autônomo dentro da UDN, concorrendo na mesma legenda para as eleições de 1945. Seu programa defendia o regime representativo, a liberdade sindical e de organização partidária, a saúde pública, o ensino gratuito, a reforma agrária, a industrialização e o divórcio.

No Rio de Janeiro, a Esquerda Democrática foi formada por lideranças como João Mangabeira, Domingos Vellasco e Hermes Lima, os dois últimos eleitos deputados constituintes naquele ano. Em Pernambuco, seus principais líderes eram o sociólogo Gilberto Freyre, autor de Casa-Grande e Senzala, Ozório Borba e Mário Apolinário dos Santos; e na Paraíba, Aluísio Campos. Na Bahia, o advogado Nestor Duarte. Em Minas Gerais o principal nome do bloco eram os jornalistas Hélio Pellegrino e Roberto Gusmão, e no Rio Grande do Sul, Bruno de Mendonça Lima.

Em São Paulo, a Esquerda Democrática foi composta por membros da antiga União Democrática Socialista (UDS), como Paulo Emílio Salles Gomes, Antônio Candido e Azis Simão. Inicialmente, também os comunistas Astrojildo Pereira e Caio Prado Júnior fizeram parte da Esquerda Democrática, mas retornaram ao PCB quando da legalização do partido.

Em 1946, a Esquerda Democrática decidiu separar-se da UDN e constituir um partido próprio, e no ano seguinte, transformou-se no Partido Socialista Brasileiro.

Ver também[editar | editar código-fonte]