Esquerda festiva

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Esquerda festiva foi uma expressão usada, de forma irônica, para designar pessoas que se identificavam com a ideologia socialista ou comunista a partir do regime militar de 1964 no Brasil, geralmente estudantes, artistas e intelectuais, que não tomaram parte da ação contra o regime militar, mas que defendiam sua derrubada em bares e festas.

Origem da expressão[editar | editar código-fonte]

Zuenir Ventura conta em seu livro 1968: o ano que não terminou que a expressão foi inventada pelo colunista Carlos Leonam em 1963. O ministro San Tiago Dantas declarou a ele que havia duas esquerdas no Brasil: “a esquerda positiva e a esquerda negativa”. Leonam replicou: “tem outra esquerda, é a esquerda festiva”. A expressão foi publicada no Jornal do Brasil, na entrevista com o ministro.

Uma frase de Roberto Campos comenta a esquerda festiva: "É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar - bons cachês em moeda forte, ausência de censura e consumismo burguês; trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola..."

Obras de arte relacionadas[editar | editar código-fonte]

Uma das obras em que a esquerda festiva foi retratada foram as tiras em quadrinhos Chopnics, do cartunista Jaguar e do jornalista Ivan Lessa, publicadas no jornal de humor O Pasquim, na década de 1970.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]