Esquimós

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Uma família de esquimós, em foto para a Revista National Geographic, em 1917.
Esquimó inuíte do Labrador.
Esquimós aprisionando ptarmigans.pdf

Esquimós são povos indígenas que habitam tradicionalmente as regiões em torno do Círculo Polar Ártico, no extremo norte da Terra, como o leste da Sibéria, o norte do Alasca e do Canadá e a Groelândia. Vivem da pesca e da caça, retirando a gordura de baleias, focas e ursos para usar como alimento e combustível para seus trenós. Os esquimós se vestem com peles de animais, porém, ao contrário dos outros povos, eles usam a pele voltada para dentro, de forma a mantê-la mais próxima ao corpo e promover um aquecimento mais adequado. Eles têm o costume de se alimentar do fígado cru das caças, sua única fonte de vitamina C. Eles têm a tradição de compartilhar suas esposas com o visitante, com a finalidade de confundir os maus espíritos em catástrofes ambientais e outras situações inesperadas.[1]

Muitos esquimós ainda caçam o urso polar de acordo com o método empregado por seus ancestrais. Fazem-no utilizando lanças há pelo menos dois mil anos. São necessários pelo menos cinco esquimós para o fazer e a técnica é semelhante à da tourada. Primeiro, um esquimó atiça o urso polar, por forma a que este o persiga. Em seguida, os outros esquimós atiram as suas lanças para as costas do urso polar. Outro esquimó volta a atiçar o urso polar e repetem a técnica até que o urso já não se consiga mexer.

Nutrição[editar | editar código-fonte]

Os esquimós representam o maior desafio para a nutrição moderna, e sua pirâmide alimentar que defende que é impossível viver sem consumir carboidratos. Nos anos 70, o primeiro a levantar essa controvérsia foi o cardiologista americano Dr. Robert Atkins. Ao pesquisar dietas pobres em carboidratos, Atkins notou que os Esquimós tinham alta expectativa de vida, sem registros de doenças do coração e vasculares. O estudo da vida dos Esquimós foi fundamental na formulação da Dieta de Atkins que ganhou popularidade no fim do século XX que propõe uma alimentação pobre de carboidratos e rica de proteínas e gorduras.[2]

Notas e referências

  1. ZAMPIERI, Ana Maria Fonseca. In: Ágora. Erotismo, sexualidade, casamento, infidelidade conjugal e prevenção do HIV e AIDS. São Paulo: [s.n.]. ISBN 85-7183-871-2
  2. Atkins, Robert. A Nova Dieta Revolucionária do Dr. Atkins. [S.l.]: Editora Record, 2000. ISBN 978-1590770023
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