Esquizoanálise
O termo esquizoanálise vem do germânico skhízein (esquizo) que significa fender, dividido, dual, dualidade, e análise, que significa a divisão do todo em partes, exame de cada parte de um todo, processo filosófico por meio das relações entre os efeitos e as causas, o particular e o geral, o simples e o composto. A esquizoanálise também preocupa-se com os sujeitos, os grupos e as instituições, na sua composição com o mundo1 .
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Conceituação [editar]
A cada momento, o ser humano é controlado por forças que se disputam suas intensidades na imanência biopolítica, as quais promovem encontros que ora cristalizam o sujeito nos seus valores e enunciados.
Desenvolvida por Gilles Deleuze e Felix Guattari, a Esquizoanálise é uma concepção da realidade em todas suas superfícies, processos e entes, e também nas suas individuações inventivas como acontecimentos-devires. Para esta concepção, a produção, o registro e o desejo revolucionários são imanentes e produtores de toda a realidade. Consiste em uma leitura da realidade, tanto natural, quanto social, subjetiva e industrial-tecnológica. Vandeco.
Vertentes [editar]
Esquizodrama [editar]
Baseado na Esquizoanálise de G. Deleuze e F. Guattari, assim como em filosóficas e artísticas de diversos autores, especialmente de Antonin Artaud, o Esquizodrama foi criado por Gregorio F. Baremblitt e colaboradores já faz quarenta anos, de acordo com um paradigma político-estético. Trata-se de um procedimento que pode ser utilizado em organizações, estabelecimentos e grupos , com finalidades terapêuticas, pedagógicas e organizativas, consubstanciadas em um propósito inventivo.
Doença x Saúde [editar]
A esquizoanálise é muito mais que uma prática clínica, sua intenção é romper com as barreiras da estrutura linguística dos saberes instituídos em troca de um saber subterrâneo ao qual Deleuze e Guattari chamaram de rizoma, termo extraído da botânica2 . Daí que a esquizoanálise tem lugar somente em modelos de estudos que pretendam romper com o diagnóstico médico que através de códigos de doenças formam a base do padrão clínico da medicina e psicologia clássicas, "enquadrando" o sujeito em categorias básicas que o impedem de trocar informações com outros territórios e o cristalizam em uma subjetividade natural que não o pertence3 .
Ver também [editar]
- Autores relacionados
- Antonio Negri,
- Ana Isabel,
- Crespo e o Grupo Chimeres na Europa,
- Michel Hardt, nos EUA;
- N. Aragon, Luis Orlandi,
- Osvaldo Saidon,
- Alfonso Lans,
- Gregorio Kazi,
- J. Bichuetti,
- Fátima de Oliveira,
- Neusa Henriquez,
- Patricia Ayer,
- Suely Rolnik,
- Peter Pal Pelbart,
- E.Pavlovsky,
- H Kesselman,
- Gregorio Baremblitt,
- Margarete Amorim.