Estêvão Hagiocristoforites

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Estêvão Hagiocristoforites (?-11 de setembro de 1185), surge inicialmente como um cortesão da época do imperador bizantino Manuel I Comneno. O seu apelido significa, literalmente, "Transportador do Santo Cristo".

Estêvão foi exilado, depois de se lhe ter decepado o nariz, por ter tentado seduzir uma mulher casada da nobreza. Voltou a ser admitido na corte de Andrónico I Comneno; segundo Nicetas Coniates chamavam-lhe Anticristoforites (literalmente "o Transportador do Anticristo"), significando que Estêvão era um emissário do mal.

Juntamente com Constantino Trípsico e Teodoro Dadibreno, Hagiocristoforites estrangulou Aleixo II Comneno com uma corda de arco em 1183, tornando Andrónico o único imperador. Em 1184, quando Constantino Macroducas e Andrónico Ducas perderam as boas graças do imperador devido ao apoio prestado a Isaac Comneno, que veio mais tarde a revoltar-se em Chipre, Hagiocristoforites liderou a lapidação pública que antecedeu o empalamento de ambos. A 11 de Setembro de 1185, Estêvão tentou deter Isaac Ângelo. Isaac conseguiu matá-lo primeiro, e pouco depois depôs Andrónico.

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Nicetas Coniates, Historia, ed. J.-L. Van Dieten (Berlim e Nova Iorque, 1975) pp. 274, 293, 314, 336, 339-342, 353, 365; versão com o título O City of Byzantium, Annals of Niketas Choniates, de H.J. Magoulias (Detroit; Wayne State University Press, 1984).

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Alexios G. C. Savvides, 'Notes on 12th-century Byzantine prosopography' in Vyzantiaka vol. 14 (Tessalónica, 1994) pp. 341-353.