Estória

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Estória é um neologismo proposto por João Ribeiro (membro da Academia Brasileira de Letras) em 1919, para designar, no campo do folclore, a narrativa popular, o conto tradicional.[1]

Alguns consideram o termo arcaico, por ter sido encontrado também em textos antigos, quando a grafia história ainda não havia sido consolidada na língua portuguesa.[1] [2] . O Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa Caldas Aulete classifica o termo como brasileirismo, afirmando que a palavra foi proposta, mas deve ser usada a forma história.[3]

O termo acabou por não ter uma aceitação generalizada, não figurando nos dicionários portugueses e apenas em alguns brasileiros[4] . Apesar de ter sido usada na linguagem coloquial, o termo nunca figurou na norma culta[5] .

No entanto, o termo continua em uso em Angola e Moçambique[carece de fontes?], exemplificado no trabalho dos escritores luso-africanos José Eduardo Agualusa de Angola e Mia Couto de Moçambique. A palavra aparece inclusive no título de dois dos seus livros, respetivamente, D. Nicolau Água-Rosada e outras estórias verdadeiras e inverosímeis e Estórias Abensonhadas.

No sentido de história a grafia estória, sobrevive em Espanha na língua estremenha, falada na Estremadura. Em textos antigos, é encontrada no espanhol no trabalho Estoria de España, obra escrita entre 1260 e 1274 por iniciativa de Afonso X de Leão e Castela, de cognome o Sábio, quem também participou ativamente na redação da obra.

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Referências

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