Estação Ferroviária de Lisboa-Santa Apolónia

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Lisboa-Santa Apolónia
Estacao sta apolonia.jpg
Inauguração 1 de Maio de 1865
Linha(s) Linha do Norte
(PK 0,000)
Linha da Matinha
(PK 0,000)
Coordenadas 38° 42′ N 9° 7′ W
Concelho Lisboa
Coroa L
Serviços Ferroviarios Intercidades, Alfa Pendular,Internacional, InterRegional, Regional e Urbano (Linha da Azambuja)
Serviços Carris (autocarros e eléctricos) Linha Azul Serviço de táxis Parque de estacionamento Informações - Gabinete de Apoio ao Cliente Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Estação sem barreiras arquitectónicas Lavabos adaptados Lavabos Sala de espera Guarda de bagagem Telefones públicos Caixas Multibanco Aluguer de automóveis Bar ou cafetaria Zona Comercial Posto de perdidos e achados Acesso à Internet Estacionamento para bicicletas
Localização
Estação Ferroviária de Lisboa-Santa Apolónia está localizado em: Metro de Lisboa
Uma tarde de hora de ponta na estação de Santa Apolónia, em 2011
A estação à noite vista da cabina de comando de um comboio que chega.

A Estação Ferroviária de Lisboa-Santa Apolónia, mais conhecida como Estação de Santa Apolónia, é uma interface ferroviária da Linha do Norte, que serve a localidade de Lisboa, em Portugal; foi inaugurada em 1 de Maio de 1865.[1]

Características[editar | editar código-fonte]

CP-USGL + Soflusa + Fertagus

(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços: BSicon uBHFq.svg Sado (CP+Soflusa)BSicon fBHFq.svg Sintra (CP)
BSicon uexBHFq.svg FertagusBSicon BHFq.svg Azambuja (CP)BSicon BHFq yellow.svg Cascais (CP)


(n) Azambuja 
Unknown route-map component "cd" Head station Unknown route-map component "c" Urban head station
 Praias do Sado-A (u)
(n) Esp. Azambuja 
Unknown route-map component "cd" Station on track Unknown route-map component "c" Urban station on track
 Pç. do Quebedo (u)
(n) V. N. Rainha 
Unknown route-map component "cd" Station on track Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uexKBHF-Ra"
 Setúbal (u)
(n) Carregado 
Unknown route-map component "cd" Station on track Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-R"
 Palmela (u)
(n) Cast. Ribatejo 
Unknown route-map component "vBHF-KBHFa" Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-R"
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
Unknown route-map component "vBHF" Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-R"
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
Unknown route-map component "vBHF" Urban station on track Unused straight waterway
 Penteado (a)
(n) Alverca 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdKBHF-La" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Moita (a)
(n) Póvoa 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
Unknown route-map component "fvKBHFa-BHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Unknown route-map component "uTRAJEKT" Unused straight waterway
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban End station Unused straight waterway
 Terreiro do Paço (a)
 
Unknown route-map component "fvSTR" Unknown route-map component "vSTRgl" Transverse terminus from right Unused straight waterway
 Santa Apolónia (n)
(z) Marvila 
Unknown route-map component "fvSTR" Station on track Unknown route-map component "uexBHF"
 Penalva (u)
(z) Chelas 
Unknown route-map component "fvSTR" Station on track Unknown route-map component "uexBHF"
 Coina (u)
 
Unknown route-map component "fvSTR" Unknown route-map component "KRWl" Unknown route-map component "KRW+r" Unknown route-map component "uexBHF"
 Fogueteiro (u)
(z) Roma - Areeiro 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "uexKBHF-Ma" Unknown route-map component "BHF-R" Unknown route-map component "uexBHF"
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-M" Unknown route-map component "BHF-R" Unknown route-map component "uexBHF"
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-M" Unknown route-map component "BHF-R" Unknown route-map component "uexBHF"
 Pragal (u)
 
Unknown route-map component "fvSTR"
Unused waterway turning left + Unknown route-map component "fvSTR+l-"
Unknown route-map component "fSTRq" + Interchange on track
Unused waterway turning right + Unknown route-map component "fSTRlg"
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "d" Straight track Unknown route-map component "fKBHFe"
 Rossio (s)
(s) Sta. Cruz / Damaia 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "d" Straight track Unknown route-map component "KBHFa yellow"
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "d" Straight track Unknown route-map component "BHF yellow"
 Santos (c)
**(z) Alcântara - Terra 
Unknown route-map component "fvSHI1l"
Unknown route-map component "fSHI1c3" + Unknown route-map component "fSHI1+r"
End station + Hub
Unknown route-map component "BHF yellow" + Hub
 Alcântara Mar (c)**
(s) Amadora 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Belém (c)
(s) Queluz - Belas 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Caxias (c)
(s)(o) Cacém 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Paço de Arcos (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
Unknown route-map component "fKBHFe" + Unknown route-map component "fSHI1c1"
Unknown route-map component "fvSHI1+r" Unknown route-map component "BHF yellow"
 S. Amaro (c)
(s) Rio de Mouro 
Unknown route-map component "fvBHF" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Oeiras (c)
(s) Mercês 
Unknown route-map component "fvBHF" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Carcavelos (c)
(s) Algueirão 
Unknown route-map component "fvBHF" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Parede (c)
(s) Portela de Sintra 
Unknown route-map component "fvBHF" Unknown route-map component "BHF yellow"
 S. Pedro (c)
(s) Sintra 
Unknown route-map component "fvKBHFe" Unknown route-map component "BHF yellow"
 S. João (c)
 
Unknown route-map component "BHF yellow"
 Estoril (c)
(c) Cascais 
Unknown route-map component "KBHFl yellow" Unknown route-map component "BHFq yellow" Unknown route-map component "STRrf yellow"
 Monte Estoril (c)

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaisz L.ª Cintura
n L.ª Norteo L.ª Oestes L.ª Sintrau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A (**) vd. Pass. Sup. Alcântara

Fonte: Página oficial, 2013.02
(nomes das estações de acordo com a fonte)

Localização e acessos[editar | editar código-fonte]

Situa-se na cidade de Lisboa, com acesso pela Avenida Infante Dom Henrique.[2]

Enquadramento[editar | editar código-fonte]

Faz parte de um conjunto de quatro terminais no Centro de Lisboa, terminais das ligações radiais:

  • Lisboa Rossio (terminal das linhas de Sintra e Oeste)
  • Lisboa Sul e Sueste (terminal das linhas do Sul e do Sado)
  • Lisboa Cais do Sodré (terminal da linha de Cascais)
  • Lisboa Santa Apolónia (terminal da linha do Norte)

Os quatro terminais não se encontram ligados directamente entre si por intermédio de uma rede ferroviária, originando uma descontinuidade da rede ferroviária de Lisboa. Para colmatar esta descontinuidade, existem linhas de transportes urbanos que permitem a ligação directa entre os quatro terminais. Estas linhas são operadas pela Carris ou pelo Metropolitano de Lisboa:

  • Santa Apolónia ⇄ Sul e Sueste - Carris ou Metropolitano de Lisboa
  • Santa Apolónia ⇄ Rossio - Metropolitano de Lisboa
  • Santa Apolónia ⇄ Cais do Sodré - Carris

As ligações do Metropolitano de Lisboa são operadas pela linha azul e as da Carris através da [[File:Eixo_LxSA-CS_2010.png|Ponte-Bus Santa Apolónia ⇄ Cais do Sodré]. Ressalva-se ainda a possibilidade de fazer a articulação entre Santa Apolónia e Rossio através da carreira 759 da Carris.

Caracterização física[editar | editar código-fonte]

Arquitectura[editar | editar código-fonte]

A fachada principal, simétrica, apresenta-se do estilo neoclássico, como pode ser comprovado pela decoração das sacadas, pelo frontão e arquitrave, os arcos de volta perfeita e a saliência no módulo principal.[3] A nave da estação tem 117 metros de comprimento, 24,60 metros de largura e uma altura máxima de 13 metros.[1] Os materiais utilizados na sua construção foram alvenaria de tijolo, cantaria de calcário, ferro forjado, madeira (pinho) e vidro.[3]

Vias e gares[editar | editar código-fonte]

Em Janeiro de 2011, encerrava 6 vias de circulação, com comprimentos entre os 250 e 335 metros; as plataformas tinham entre 172 e 348 metros de comprimento, e uma altura de 60 a 70 centímetros.[4]

Serviços[editar | editar código-fonte]

Actualmente servida pela transportadora ferroviária nacional portuguesa, Comboios de Portugal, é ponto de partida e chegada de diversos comboios nacionais:

  • Alfa Pendular
  • Intercidades
  • InterRegional
  • Regional
  • Urbano da CP Lisboa Lisboa Santa Apolónia - Castanheira do Ribatejo

É também ponto de início ou fim dos comboios internacionais:

  • Sud-Expresso - Lisboa-Guarda-Salamanca-Valladolid-Burgos-Hendaye, com ligação ao TGV até Paris
  • Lusitânia Comboio Hotel - Lisboa-Cáceres-Madrid

No interior possui uma galeria comercial, um supermercado "Pingo Doce", alguns bares e um restaurante, um quiosque e uma agência de aluguer de viaturas.

No exterior, conta com ligação a diversos autocarros da Carris, bem como ao Metropolitano de Lisboa, ligando directamente esta estação a inúmeros locais da cidade. Existem, nas imediações, algumas mercearias, restaurantes, bares, uma farmácia, uma estação de correios e ainda o terminal de cruzeiros de Lisboa Santa Apolónia.

Transportes Urbanos em Santa Apolónia[editar | editar código-fonte]

Logo ccfl.png Autocarros da Carris:

Carreira Designação Destinos
2 0 6 Cais do Sodré ⇄ Senhor Roubado ML Santa Apolónia - Sapadores - Praça do Chile - Av. Roma - Musgueira - Lumiar - Senhor Roubado ML
Santa Apolónia - Sul e Sueste - Cais do Sodré
2 1 0 Cais do Sodré ⇄ Prior Velho Santa Apolónia - Xabregas - Poço do Bispo - Olivais - Estação Oriente - Moscavide - Portela - Prior Velho
Santa Apolónia - Sul e Sueste - Cais do Sodré
7 0 6 Santa Apolónia ⇄ Cais do Sodré Santa Apolónia - Vale Escuro - Praça do Chile - Gomes Freire - Marquês de Pombal - São Bento - Santos - Cais do Sodré
7 1 2 Santa Apolónia ⇄ Alcântara Mar Santa Apolónia - Sapadores - Gomes Freire - Marquês de Pombal - Campolide - Alcântara Mar
7 2 8 ResteloPortela Santa Apolónia - Xabregas - Poço do Bispo - Parque das Nações Sul - Estação Oriente - Moscavide - Portela
Santa Apolónia - Sul e Sueste - Cais do Sodré - Alcântara - Belém - Restelo
7 3 4 Santa Apolónia ⇄ Martim Moniz Santa Apolónia - Graça - Martim Moniz
7 3 5 Cais do Sodré ⇄ Hospital de Santa Maria Santa Apolónia - Sapadores - Praça do Chile - Al.Afonso Henriques - Av. Roma - Campo Grande - Hospital de Santa Maria
Santa Apolónia - Sul e Sueste - Cais do Sodré
7 5 9 Restauradores ⇄ Estação do Oriente Santa Apolónia - Xabregas - Bairro Madre Deus - Bairro do Condado - Bairro das Amendoeiras I.S.E.L. - Olivais Sul - Encarnação - Olivais Norte - Moscavide - Estação Oriente
Santa Apolónia - Sul e Sueste - Restauradores
EXPRESSO

7 8 1

Cais do SodréPrior Velho Santa Apolónia - Xabregas - Poço do Bispo - Parque das Nações Sul - Olivais Sul - Olivais Norte - Prior Velho
Santa Apolónia - Sul e Sueste - Cais do Sodré
EXPRESSO

7 8 2

Cais do Sodré ⇄ Moscavide Santa Apolónia - Xabregas - Poço do Bispo - Cabo Ruivo - Estação Oriente - Moscavide
Santa Apolónia - Sul e Sueste - Cais do Sodré
7 9 4 Sul e Sueste ⇄ Estação do Oriente Santa Apolónia - Xabregas - Chelas - C.C. Belavista - Bairro da Flamenga - Bairro dos Loios - Bairro das Amendoeiras I.S.E.L. - Cabo Ruivo - Estação Oriente
Santa Apolónia - Sul e Sueste
Ponte-Bus Santa Apolónia ⇄ Cais do Sodré. Assinala o conjunto de autocarros que, funcionando 24 horas por dia e com elevadas frequências, permitem a articulação entre as estações de Santa Apolónia, Sul e Sueste e Cais do Sodré

MetroLisboa-linha-azul.png Metropolitano de Lisboa:

Logo CP 2.svg A rede de comboios Urbanos CP Lisboa serve as seguintes estações no seu percurso dentro de Lisboa:

História[editar | editar código-fonte]

Estação de Santa Apolónia, no Século XIX. Destaca-se o edifício original, só com 2 pisos, e o pórtico a rematar a marquise, com o escudo da monarquia.
Placa comemorativa da chegada de Humberto Delgado.
Gare de Santa Apolónia
Chegada de um comboio suburbano à linha 7 na estação ferroviária de Santa Apolónia
Monumento aos emigrantes, eregido em frente da estação

Planeamento[editar | editar código-fonte]

Em Dezembro de 1844, foi fundada, por iniciativa de José Bernardo da Costa Cabral, a Companhia das Obras Públicas, sendo um dos principais objectivos a construção de um caminho de ferro entre Lisboa e Espanha, e de uma interface ferroviária e marítima na capital portuguesa; esta estação, que seria denominada de Cais da América ou Cais da Europa, permitiria que os passageiros, vindos de toda a Europa por comboio, fizessem transbordo directo para um navio de cruzeiro com destino à América.[5]

O projecto inicial para a construção desta interface defendia a sua instalação no Cais dos Soldados; no entanto, em Dezembro de 1852, o engenheiro Thomaz Rumball proposto duas alternativas, junto à Fundição de Lisboa, ou nas proximidades do Largo do Intendente. Outro engenheiro, Harcourt White, também repudiou, em Janeiro de 1853, a opção do Cais dos Soldados, afirmando que não existia, naquele local, espaço suficiente para construir a Estação; em vez disso, sugeriu que fosse implantada junto ao rio, após a Igreja dos Anjos em Xabregas, onde, naquela altura, existia muito espaço livre. Foi nomeada uma comissão executiva para planear a construção da estação de Lisboa, que propôs a instalação deste edifício na zona da Rocha do Conde de Óbidos, com capacidade para receber passageiros e mercadorias; uma das linhas continuaria até às proximidades da alfândega de Lisboa, no Terreiro do Paço, onde seria construída uma outra estação.[6] As obras de construção da ligação ferroviária até Espanha iniciaram-se nesse ano, por ordem de Fontes Pereira de Melo,[5]

O projecto definitivo para a construção no Cais dos Soldados foi aprovado pelo Governo em 8 de Março de 1854; este plano apresentava gares distintas para os passageiros e mercadorias, oficinas para reparação, cocheiras para albergar o material circulante, e várias vias de serviço. Para o edifício dos passageiros, já havia sido obtido em 1852 o antigo Convento de Santa Apolónia[7] [8] mas seria necessário demolir o Arsenal do Exército, que à época ali se encontrava. Iniciou-se, desde logo, a construção de uma ligação ferroviária e de um cais marginal para mercadorias até à Alfândega de Lisboa, sendo, para isso, necessário ganhar terreno sobre o Rio Tejo.[9]

No entanto, quando se inaugurou o primeiro troço do Caminho de Ferro do Leste, entre o Carregado e Lisboa, em 28 de Setembro de 1856, ainda não se tinha iniciado a construção desta estação, tendo sido instalado uma, de carácter provisório, junto ao Palácio de Coimbra.[10]

Construção e inauguração[editar | editar código-fonte]

O projecto foi realizado por Angel Arribas Ugarte, e a obra foi conduzida pelo engenheiro-director, João Evangelista de Abreu, e pelo engenheiro-chefe, Lecrenier.[1] A edificação foi leva a cabo pela empresa de construção Oppermann.[3] A Estação foi inaugurada em 1 de Maio de 1865.[1] Em 1873, entra ao serviço a primeira linha de carros americanos em Lisboa, ligando a Estação de Santa Apolónia a Santos.[11]

Século XX[editar | editar código-fonte]

Acolheu, entre 1967 e 1989, o serviço internacional TER Lisboa Expresso, que fazia a ligação entre a capital portuguesa e Madrid.[12]

Século XXI[editar | editar código-fonte]

Em Dezembro de 2007, a estação passou a estar ligada à rede do Metropolitano de Lisboa (Linha Azul).

O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, defendeu, em 2008, que a estação devia encerrar a actividade ferroviária e passar a servir o terminal de cruzeiros.[13]

Referências literárias[editar | editar código-fonte]

Esta interface aparece várias vezes no romance Os Maias, de Eça de Queirós, sendo um dos locais principais nesta obra.[14]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d Santos (1989), p. 328
  2. Lisboa-Santa Apolónia. Comboios de Portugal. Página visitada em 21 de Junho de 2011.
  3. a b c NUNES, Bruna; MASCOLI, Diana, e HENRIQUES, Rodrigo (Fevereiro de 2009). Estação de Santa Apolónia. Blog Arquitectura do Ferro. Página visitada em 12 de Fevereiro de 2010.
  4. (6 de Janeiro de 2011) "Directório da Rede 2012": 73. Rede Ferroviária Nacional.
  5. a b Martins et al, 1996:11
  6. Martins et al, 1996:26
  7. http://www.museudacidade.pt/Coleccoes/Escultura/Paginas/Santa-Apolonia.aspx
  8. http://www.jf-santaengracia.pt/junta/index.php/santa-engracia/patrimonio/19-patrimonio-historico-da-freguesia
  9. Martins et al, 1996:27
  10. Martins et al, 1996:15
  11. Martins et al, 1996:29
  12. Iglesias, Javier Roselló. (Março 1985). "El TER, Veinte Años Despues (y2)" (em Espanhol). Carril (11): 11. Barcelona: Associació d'Amics del Ferrocarril-Barcelona.
  13. MATIAS, Leonor (18 de Abril de 2008). Costa defende fim de Santa Apolónia. Diário de Notícias. Página visitada em 05 de Junho de 2010.
  14. Queirós, 1998:323, 326, 485, 581, 582
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre a Estação de Santa Apolónia

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • MARTINS, João Paulo, BRION, Madalena, SOUSA, Miguel de, LEVY, Maurício, AMORIM, Óscar. O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. [S.l.]: Caminhos de Ferro Portugueses, 1996. 446 p.
  • QUEIRÓS, Eça de. Os Maias. 5ª ed. Mem Martins: Edições Europa-América, 1998. 608 p.
  • SANTOS, José Coelho. O Palácio de Cristal e Arquitectura de Ferro no Porto em Meados do Século XIX. Porto: Fundação Engenheiro António de Almeida, 1989. 387 p.

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]