Estação Ferroviária de Valença

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Valença
Gare da Estação de Valença, em 2011.
Inauguração 6 de Agosto de 1882
Linha(s) Linha do Minho (PK 129,769)
R. Int. de Valença (PK 129,769)
Coordenadas 42° 1′ N 8° 38′ W
Concelho Valença
Serviços Ferroviários Regional, InterRegional
Serviços Serviço de táxis Parque de estacionamento Bilheteiras Lavabos adaptados Lavabos Sala de espera Telefones públicos Acesso para pessoas de mobilidade reduzida

A Estação Ferroviária de Valença, também conhecida como Estação de Valença do Minho, é uma interface da Linha do Minho, que serve a localidade de Valença, no Distrito de Viana do Castelo, em Portugal.

Caracterização[editar | editar código-fonte]

Localização e acessos[editar | editar código-fonte]

Situa-se em frente ao Largo da Estação, na localidade de Valença.[1] [2]

Vias e plataformas[editar | editar código-fonte]

No ano de 2010, dispunha de 3 vias de circulação, com 397, 365 e 248 metros de comprimento; as gares apresentavam 154, 141 e 99 metros de extensão e 30 cm de altura.[3] Em Dezembro do ano seguinte, as 3 vias já tinham sido reduzidas, apresentando 159, 147 e 101 metros de comprimento, enquanto que as correspondentes plataformas foram aumentadas para 159 e 147 metros, e alteadas para 40 cm.[4] Em Dezembro de 2012, as vias já tinham sido novamente modificadas, passando as primeiras duas a apresentar 452 metros de extensão, e a terceira, 351 metros; as plataformas também foram alteradas, ficando com 159, 146 e 101 metros de comprimento, e 25 cm de altura.[5]

História[editar | editar código-fonte]

Estação de Valença, em 1970.

Inauguração[editar | editar código-fonte]

O troço da Linha do Minho entre Segadães e Valença entrou ao serviço em 6 de Agosto de 1882.[6] [7] [8] [9]

Ligação fronteiriça[editar | editar código-fonte]

Antiga torre de água; em primeiro plano, vagões da Red Nacional de Ferrocarriles Españoles.

Em 1864, uma comissão técnica luso-espanhola estabeleceu que deviam ser construídas 5 ligações de caminhos de ferro entre ambos os países, incluindo uma de Valença a Tuy.[10] O troço desde a estação de Valença até à fronteira, incluindo a Ponte Rodo-Ferroviária de Valença, foi inaugurado em 25 de Março de 1886.[9] [11] [12]

Continuação da Linha do Minho até Monção[editar | editar código-fonte]

O troço seguinte da Linha do Minho, até ao Apeadeiro de Lapela, entrou ao serviço em 15 de Junho de 1913.[9]

Século XX[editar | editar código-fonte]

Antiga cocheira da estação, ocupada pelo Museu Ferroviário de Valença.

A estação foi palco de combates durante as Incursões Monárquicas de 1912, tendo sido atacada pelos couceiristas no dia 12 de Julho.[13]

Em 16 de Setembro de 1934, esta estação foi utilizada no transporte dos convidados e jornalistas para a cerimónia de inauguração do Sanatório de Paredes de Coura.[14]

Durante a Guerra Civil Espanhola, Valença foi um ponto de passagem para os diplomatas, estrangeiros e outros refugiados, que se deslocaram de comboio, para fugir aos combates.[15]

Em 1968, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses previa a realização de obras de renovação parcial no troço entre Nine e Valença, a ser executado por um consórcio das empresas SOMAFEL, Somapre, A. Borie e A. Dehé.[16]

Em 1977, a operadora Red Nacional de Ferrocarriles Españoles tinha um representante nesta estação; nesta altura, também era aqui que se mudava o pessoal de bordo, nos comboios internacionais.[17]

Em 1979, foi formado o Núcleo Muselógico de Valença, nas antigas cocheiras desta estação; este acto inseriu-se no âmbito de um programa a nível nacional da operadora Caminhos de Ferro Portugueses, para a preservação do material histórico ferroviário.[18]

Até ao final da Década de 1980, circulou um serviço internacional misto da Red Nacional de Ferrocarriles Españoles, com a classificação de omnibus, entre as localidades de Guillarei, e Valença, passando por Tui.[19]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ficha de Estação: Valença. Comboios de Portugal. Página visitada em 20 de Dezembro de 2013.
  2. Valença - Linha do Minho. Rede Ferroviária Nacional. Página visitada em 20 de Dezembro de 2013.
  3. (25 de Março de 2010) "Directório da Rede 2011": 68. Rede Ferroviária Nacional.
  4. (30 de Dezembro de 2011) "Directório da Rede 2012 1.ª Adenda": 55. Rede Ferroviária Nacional.
  5. (7 de Dezembro de 2012) "Directório da Rede 2014": 60. Rede Ferroviária Nacional.
  6. Martins et al, p. 12
  7. Serrão, 1986:238
  8. Serrão, 1980:194
  9. a b c (16 de Outubro de 1956) "Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão". Gazeta dos Caminhos de Ferro 69 (1652): 528, 529. Página visitada em 20 de Dezembro de 2013.
  10. SOUSA, José Fernando de. (16 de Março de 1936). "Ligações ferroviárias com a Espanha: A Linha de Zafra a Villa Nueva". Gazeta dos Caminhos de Ferro 48 (1158): 165. Página visitada em 20 de Dezembro de 2013.
  11. Serrão, 1986:234-235
  12. Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006, p. 12
  13. Abreu, 1986:56
  14. (1 de Outubro de 1934) "Uma obra de assistência". Gazeta dos Caminhos de Ferro 46 (1123): 492, 495. Página visitada em 20 de Dezembro de 2013.
  15. FERREIRA, Armando. (1 de Novembro de 1936). "Os Caminhos de Ferro e a Estratégia". Gazeta dos Caminhos de Ferro 48 (1173): 506. Página visitada em 20 de Dezembro de 2013.
  16. (16 de Agosto de 1968) "Vão melhorar os serviços da C. P.". Gazeta dos Caminhos de Ferro 81 (1928): 96. Página visitada em 20 de Dezembro de 2013.
  17. TIJERAS, Eduardo. (Fevereiro de 1977). "La Frontera Hispano-Lusa Ferroviaria por Galicia" (em Espanhol). Via Libre 13 (157): 27, 31. Madrid: Gabinete de Información y Difusión de RENFE.
  18. Martins et al, p. 47
  19. TUR, Lluís Prieto i. (Setembro-Dezembro de 1991). "Locomotoras de Maniobras en RENFE" (em Espanhol). Carril (34): 44, 48. Barcelona: Associació d'Amics del Ferrocarril-Barcelona.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. [S.l.]: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A., 2006. 238 p. ISBN 989-619-078-X
  • ABREU, Alberto A.. Viana do Castelo: Roteiros Republicanos. Matosinhos: Quidnovi, Edição e Conteúdos, S. A., 2010. 128 p. ISBN 978-989-554-736-4
  • MARTINS, João Paulo, BRION, Madalena, SOUSA, Miguel de, LEVY, Maurício, AMORIM, Óscar. O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. [S.l.]: Caminhos de Ferro Portugueses, 1996. 446 p.
  • SERRÃO, Joaquim Veríssimo. História de Portugal: O Terceiro Liberalismo (1851-1890). [S.l.]: Verbo, 1986. 423 p.
  • SERRÃO, Joel. Cronologia Geral da História de Portugal. 4.ª ed. Lisboa: Livros Horizonte, 1980. 247 p.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]