Estação Ferroviária do Cais do Sodré
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| Inauguração | 4 de Setembro de 1895 |
| Linha(s) | Linha de Cascais |
| Concelho | Lisboa |
| Coroa | L |
| Serviços Ferroviários | Urbano |
| Serviços | |
A Estação Ferroviária do Cais do Sodré, também denominada de Estação do Cais do Sodré, é uma interface ferroviária da Linha de Cascais, situada na cidade de Lisboa, em Portugal; foi inaugurada em 4 de Setembro de 1895.[1]
Índice |
[editar] Descrição
[editar] Localização e acessos
A estação situa-se junto à Avenida de Ceuta, em Lisboa.[2]
[editar] Vias e plataformas
Em Janeiro de 2011, tinha 6 vias de circulação, com 287 a 298 metros de comprimento; as plataformas tinham 206 a 220 metros de extensão, e apresentavam todas 110 centímetros de altura.[3]
[editar] Serviços
A Estação é uma dos mais movimentados interfaces da cidade, permitindo a articulação da Linha de Cascais, da qual é terminal, com:
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- Metropolitano de Lisboa (Estação do Cais do Sodré, na Linha Verde)
- Transtejo (Estação Fluvial do Cais do Sodré), que explora os serviços fluviais para Cacilhas, Seixal e Montijo
- Carris, autocarros e eléctricos num conjunto de paragens servidas por carreiras de todas as zonas do sistema de transportes da Carris cobrindo praticamente toda a cidade de Lisboa em diversos horários que garantem uma cobertura 24 h/dia.
Situa-se no centro de Lisboa, a 10 minutos (a pé) da Praça do Comércio.
[editar] Enquadramento
Faz parte de um conjunto de quatro terminais no Centro de Lisboa, terminais das ligações radiais:
- Lisboa Rossio (terminal das linhas de Sintra e Oeste)
- Lisboa Sul e Sueste (terminal das linhas do Sul e do Sado)
- Lisboa Cais do Sodré (terminal da linha de Cascais)
- Lisboa Santa Apolónia (terminal da linha do Norte)
Os quatro terminais não se encontram ligados directamente entre si por intermédio de uma rede ferroviária, originando uma descontinuidade da rede ferroviária de Lisboa. Para colmatar esta descontinuidade, existem linhas de transportes urbanos que permitem a ligação directa entre os quatro terminais. Estas linhas são operadas pela Carris ou pelo Metropolitano de Lisboa:
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- Cais do Sodré <> Sul e Sueste - Carris
- Cais do Sodré <> Rossio - Metropolitano de Lisboa
- Cais do Sodré <> Santa Apolónia - Carris
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As ligações do Metropolitano de Lisboa são operadas pela Linha Verde e as da Carris através da Ponte-Bus Cais do Sodré <> Santa Apolónia. Ressalva-se ainda a possibilidade de fazer a articulação entre Cais do Sodré e Rossio através das carreiras 15E, 36, 44, 205, 207, 208, 714, 732 e 790 da Carris.
[editar] História
[editar] Inauguração
A Linha de Cascais, que, desde 6 de Dezembro de 1890, tinha terminado em Alcântara-Mar, foi expandida até ao Cais do Sodré no dia 4 de Setembro de 1895.[1]
[editar] Século XX
No ano de 1902, a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses empreendeu a construção de vários abrigos para passageiros nesta estação.[4]
Durante muitos anos a hora legal de Portugal era marcada a partir de um relógio instalado junto ao Cais do Sodré, tendo o primeiro sido colocado em 1914; foi substituído, em 2001, por um relógio digital, sendo o original exposto na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Alcântara.
Em 1926, na sequência da modernização da Linha de Cascais, já se havia projectado uma nova estação, não tendo, no entanto, os trabalhos sido iniciados, devido à presença de vários edifícios da Câmara Municipal de Lisboa e da Alfândega no local previsto; esperava-se que as obras tivessem a duração de um ano.[5] O projecto, elaborado pelo arquitecto Pardal Monteiro[6], orientava para uma traça sóbria mas monumental do edifício, de forma a melhorar a zona em que se inseria; previa-se, igualmente, que a nova estação iria deter uma oficina para reparações de material circulante.[5] A 15 de Agosto desse ano, foi desta estação que partiu a primeira composição a tracção eléctrica, na inauguração da electrificação da Linha de Cascais.[7]
Em 28 de maio de 1963 a cobertura interior da estação, de betão armado, construída no fim da Década de 1950, desabou sobre a gare, fazendo 49 mortos e cerca de 40 feridos.[8]
Em 29 de Maio de 1998, esta interface foi encerrada, devido a uma greve dos trabalhadores da operadora Caminhos de Ferro Portugueses.[9]
[editar] Transportes Urbanos no Cais do Sodré
Autocarros e Eléctricos da Carris:
- 15 Praça da Figueira ⇄ Algés, via Junqueira
- 18 Rua da Alfândega (Sul e Sueste) ⇄ Ajuda (Cemitério), via Alto de Santo Amaro
- 28 Restelo ⇄ Portela, via Cais do Sodré
- 36 Cais do Sodré ⇄ Odivelas, via Saldanha
- 44 Cais do Sodré ⇄ Moscavide (Quinta das Laranjeiras), via Saldanha
- 91 AEROBUS Cais do Sodré ⇄ Aeroporto, via Saldanha
- 201 Cais do Sodré ⇄ Linda-a-Velha, via Junqueira
- 202 Cais do Sodré ⇄ Linda-a-Velha, via Sete Rios e Damaia
- 205 Cais do Sodré ⇄ Bairro Padre Cruz, via Marquês de Pombal
- 206 Cais do Sodré ⇄ Senhor Roubado ML, via Sapadores
- 207 Cais do Sodré ⇄ Fetais, via Campo Grande
- 208 Cais do Sodré ⇄ Oriente, via Olaias e Aeroporto
- 210 Cais do Sodré ⇄ Prior Velho, via Poço do Bispo
- 706 Santa Apolónia ⇄ Cais do Sodré, via Gomes Freire
- 714 Praça da Figueira ⇄ Outurela (Bº 18 de Maio), via Restelo
- 732 Hospital de Santa Maria ⇄ Caselas, via Entrecampos e Ajuda
- 735 Cais do Sodré ⇄ Hospital de Santa Maria, via Sapadores
- 758 Cais do Sodré ⇄ Portas de Benfica, via Sete Rios
- 781 EXPRESSO Cais do Sodré ⇄ Prior Velho, via Olivais
- 782 EXPRESSO Cais do Sodré ⇄ Moscavide, via Cabo Ruivo
- 790 Príncipe Real ⇄ Gomes Freire, via Praça do Comércio
A rede de comboios Urbanos CP Lisboa serve as seguintes estações no seu percurso dentro de Lisboa:
- Cais do Sodré
- Santos
- Alcântara-Mar
- Belém
[editar] Ver também
Referências
- ↑ a b TORRES, Carlos Manitto. (16 de Janeiro de 1958). "A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário". Gazeta dos Caminhos de Ferro 70 (1682): 62.
- ↑ Ficha de Estação: Cais do Sodré. Comboios de Portugal. Página visitada em 20 de Novembro de 2011.
- ↑ (6 de Janeiro de 2011) "Directório da Rede 2012": 80. Rede Ferroviária Nacional.
- ↑ (16 de Abril de 1902) "Linhas Portuguezas". Gazeta dos Caminhos de Ferro 15 (344): 124.
- ↑ a b (1 de Agosto de 1926) "A electrificação da Linha de Cascais". Gazeta dos Caminhos de Ferro 39 (927): 228.
- ↑ (1 de Agosto de 1926) "Linhas Portuguesas". Gazeta dos Caminhos de Ferro 39 (927): 239.
- ↑ (16 de Agosto de 1926) "A Electrificação da Linha de Cascais". Gazeta dos Caminhos de Ferro 39 (928): 245.
- ↑ Jornal Última Hora (29 de maio de 1963). Marquise de 67 m desmorona em Portugal 84 mortos e feridos. Arquivo Público do Estado de São Paulo. Página visitada em 13 de Fevereiro de 2010.
- ↑ (30 de Maio de 1998) "Caos à Portuguesa e à Chuva". Público 9 (2998): 22. Lisboa: PÚBLICO Comunicação Social S. A..
[editar] Ligações externas
- Página da estação de Cais do Sodré, no sítio electrónico da Rede Ferroviária Nacional
- Página com fotografias da Estação do Cais do Sodré, no portal Railfaneurope