Estação da Luz
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Nota: Para a estação de metrô, veja Estação Luz. Para o terminal rodoviário homônimo, veja Terminal Rodoviário da Luz. Para o apeadeiro do Algarve, Portugal, veja Apeadeiro de Luz.
| Estação da Luz | |
|---|---|
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| [[Ficheiro:{{{pictograma}}}|120px|border|left]]{{{legenda_pic}}} | |
| Uso atual | Estação ferroviária Museu |
| Localização | Praça da Luz, 1 - Luz - São Paulo, |
| Coordenadas | |
| Mapa | {{{osmlink}}} |
| Código | SP-2078 |
| Linha | {{{linha}}} |
| Linhas | 7-Rubi 11-Coral |
| Administração | |
| Inauguração | 16 de fevereiro de 1867 (145 anos) |
| Fechamento | |
| Movimento em | Não disponível |
| Serviços | |
A Estação da Luz é uma estação ferroviária localizada no bairro da Luz, na cidade de São Paulo, Brasil. Integra a rede de transportes sobre trilhos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, com transferência gratuita para a Estação Luz do Metrô de São Paulo, sendo um dos seus mais importantes nós, visto que por ela passam ou estão próximas diferentes linhas de trem e metrô. A estação abriga ainda o Museu da Língua Portuguesa, uma instituição cultural ligada à Secretaria de Cultura do estado de São Paulo, inaugurada em 2006.
Índice |
[editar] Histórico
A estação foi construída no fim do século XIX com o objetivo de sediar a recém-criada Companhia São Paulo Railway, de origem britânica, assim como de se constituir na parada paulistana de sua linha ferroviária, a qual ia de Santos, no litoral do estado, a Jundiaí, no interior. Nas primeiras décadas do século XX, foi a principal porta de entrada à cidade de São Paulo. Sua maior importância, no entanto, era na condição de infra-estrutura econômica para o país: por ali passava o café a ser exportado no porto de Santos, assim como também ali chegavam bens de consumo e de capital importados que abasteciam a cidade (em uma fase ainda pouco industrializada).
A atual estação foi construída entre 1900 e 2010, no lugar da original Estação da Luz de 1867. Presumivelmente escolhida em um catálogo inglês pelas autoridades locais, a estrutura metálica de ferro fundido que lhe dá sustentação foi trazida da Inglaterra, por meio de peças pré-moldadas e montada aqui - a alvenaria da estação, no entanto, é de origem local. Seu projeto é atribuído ao engenheiro inglês Henry Driver, sendo similar à Flinders Street Station, uma estação existente em Melbourne, Austrália.
Na década de 1940 a estação sofreu um incêndio e após a reforma, foi-lhe adicionado um novo pavimento no bloco administrativo. A partir deste período, o transporte ferroviário entrou em um processo de degradação no Brasil, assim como o bairro da Luz, levando a Estação a igualmente degradar-se.
Nas décadas de 1990 e 2000 passou por uma série de reformas, uma das quais encabeçada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha e seu filho Pedro Mendes da Rocha — que teve como intenção adaptá-la a receber o Museu da Língua Portuguesa.
[editar] Características
Tem transferência gratuita com a Estação Luz, das linhas 1-Azul e 4-Amarela do Metrô de São Paulo, através de uma ligação subterrânea. Possui plataforma central e plataformas laterais. Atende às linhas 7 e 11 (Expresso Leste) da CPTM, sendo, atualmente, o ponto inicial das duas. Até 2010 foi o ponto final da Linha 10, mas, após obras de modernização na via nas imediações da Luz, a CPTM optou por transferir o ponto inicial da linha para a Estação Brás. Dessa maneira, a Linha 7 passou a contar com duas plataformas, uma para embarque e outra para desembarque, na Estação da Luz.
A estação é a segunda mais movimentada da rede metro-ferroviária de São Paulo, com uma entrada de 147 mil passageiros por dia,[1] não levando em conta a linha que será utilizada pelo usuário. Perde somente para a Estação Brás (150 mil) em número de pessoas que embarcam em estações da CPTM. As instalações da CPTM são quase todas subterrâneas.
[editar] Legado cultural
A estação reflete o momento histórico em que foi construída, evidenciando o poder do café na trajetória de expansão da cidade. Erguida junto ao Jardim da Luz, por décadas a sua torre dominou parte da paisagem central paulistana. O seu relógio era o principal referencial para acerto dos relógios da cidade[carece de fontes].
No período de auge da estação (ou seja, nas primeiras décadas do século XX, quando a Luz era uma região de destaque na cidade), ela compunha um conjunto arquitetônico que não só era um referencial urbano como efetivamente fazia parte da vida cotidiana do município, constituindo aquilo que pode ser chamado de a "imagem da cidade".
A estação, vizinha do Jardim da Luz, compunha com o edifício da Pinacoteca do Estado um marco na definição da região da Luz, marcando os limites dos bairros do Bom Retiro e Campos Elíseos. Além disso, até meados dos anos 1970, um terceiro elemento configurava aquele espaço de forma bastante marcante: na perspectiva da Avenida Tiradentes localizava-se, em frente à Pinacoteca, um monumento à figura de Ramos de Azevedo (arquiteto responsável pelo projeto de diversos edifícios importantes naquele período, inclusive o prédio da Pinacoteca). Desta forma, tendo como referência aquele monumento, alguém localizado tanto no Centro Antigo quanto nas regiões mais próximas ao Rio Tietê (para o qual a Avenida Tiradentes se estende) poderia localizar o bairro da Luz e especular a que distância estava da Estação.
Com as obras do Metrô de São Paulo, conduzidas na década de 70, o Monumento a Ramos de Azevedo teve de ser removido do local, levando a uma alteração radical da configuração espacial da paisagem original daquele local, assim como a sua percepção cotidiana dos transeuntes do local. Por outro lado, a Estação da Luz ganhou uma certa monumentalidade.
[editar] Expresso Turístico
O Expresso Turístico é uma linha turística já em funcionamento que faz viagens ligando a Estação da Luz, em São Paulo, Paranapiacaba e Jundiaí. Teve início em 2009, com locomotivas de capacidade para 170 pessoas, movidas a diesel e a cerca de quarenta quilômetros por hora.[2][3]
O expresso forma uma grande malha turística ao longo das linhas da CPTM, fazendo a ligação do Circuito das Frutas, que envolve os municípios de (Atibaia, Indaiatuba, Itatiba, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira, Morungaba, Valinhos e Vinhedo), as grandes cidades da Grande São Paulo e sucessivamente ao distrito de Paranapiacaba, na Serra do Mar, em Santo André, também na Grande São Paulo.[4]
[editar] Linhas da SPTrans
Linhas da SPTrans que saem da Estação Luz
| Linha | Destino |
|---|---|
| 1177/10 | Terminal A. E. Carvalho |
| 118C/22 | Jd. Pery Alto |
| 211R/10 | Jard. das Oliveiras |
| 211V/10 | Vila Paranaguá |
| 271P/10 | Cangaíba |
| 319F/10 | S. Clara |
| 5154/10 | T. Santo Amaro |
| 6401/10 | Vila Olímpia |
| 7458/10 | Jd. Boa Vista |
| 7458/21 | Butantã |
| 8700/51 | T. Campo Limpo |
[editar] Tabelas
A estação hoje oferece viagens de curta distância e turísticos (Expresso Turístico) operadas pela CPTM.
| Linha | Terminais | Estações | Principais destinos | Duração das viagens (min) | Intervalo entre trens (min) | Funcionamento |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 7 Rubi |
Luz ↔ Jundiaí | 18 | Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Jundiaí | 75 | 8-22 | Diariamente, das 4 horas à meia-noite. Aos sábados até a 1 hora de domingo. |
| 11 Coral |
Luz ↔ Estudantes | 16 | Ferraz de Vasconcelos, Poá, Suzano, Mogi das Cruzes | 75 | 5-12 | Diariamente, das 4 horas à meia-noite. Aos sábados até a 1 hora de domingo. |
[editar] Projetos
| Linha | Terminais | Estações | Principais destinos | Duração das viagens (min.) | Intervalo entre trens (min.) | Previsão |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 14 Ônix |
Engenheiro Goulart ↔ Aeroporto Internacional | 2 | Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos | 15 | 5 | Sem previsão |
| 10 Expresso Sudeste |
Brás ↔ Mauá | 5 | Santo André, São Caetano do Sul, Mauá | 40 | 6 | Sem previsão |
| Expresso Turístico Luz - Jundiaí | Estação da Luz ↔ Jundiaí | 2 | São Paulo e Jundiaí | 75 | São Paulo Railway (1867-1946), E.F. Santos-Jundiaí (1946-1975), RFFSA (1975-1994), Expresso Turístico (2009- |
[editar] Linhas desativadas
A Estação da Luz era tronco e estação central da antiga ferrovia Santos-Jundiaí. A linha foi desativada por completo em 1996, com a liquidação da Rede Ferroviária Federal.Em 1º de dezembro de 1996, no cumprimento do programa de desestatização proposto pelo Governo Federal de então, a antiga malha da Santos a Jundiaí foi entregue sob regime de concessão à MRS Logística para a operação de cargas, sendo que concessionária tem hoje o domínio da ferrovia entre Santos e Rio Grande da Serra e a permissão para operar no entre Rio Grande da Serra e Jundiaí. Este último se encontra sob o domínio da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, que ali opera suas linhas 7 (trecho Jundiaí-Luz) e 10 (trecho Luz-Rio Grande da Serra).
| Linha | Terminais | Estações | Principais destinos | Duração das viagens (min) | Administração |
|---|---|---|---|---|---|
| Estrada de Ferro Santos-Jundiaí | Santos ↔ Jundiaí | 33 | São Paulo, Santos, São Caetano do Sul, Santo André, Caieiras, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Jundiaí | 90 | São Paulo Railway (1867-1946), E.F. Santos-Jundiaí (1946-1975), RFFSA (1975-1994) |
| Precedido por - |
Linha 7 da CPTM Luz |
Sucedido por Palmeiras-Barra Funda Distância: 3.686 metros |
| Precedido por - |
Linha 11 da CPTM Luz |
Sucedido por Brás Distância: 2.243 metros |
| Precedido por - |
Expresso Turístico São Paulo - Jundiai (Trem do Circuito das Frutas) Luz |
Sucedido por Estação Jundiaí Distância: 60.500 metros |
| Precedido por - |
Expresso Turístico São Paulo - Mogi das Cruzes (Trem das Flores) Luz |
Sucedido por Estação Mogi das Cruzes Distância: 55.000 metros |
| Precedido por - |
Expresso Turístico São Paulo - Paranapiacaba (Trem de Paranapiacaba) Luz |
Sucedido por Estação Santo André Distância: 48.000 metros |
[editar] Ver também
Referências
[editar] Bibliografia
- JORGE, Clóvis de Athayde; Luz – Notícias e reflexões; São Paulo: Departamento do Patrimônio Histórico, 1988
- ELIAS, Maria Beatriz de Campos (org.); Um século de Luz; São Paulo: Editora Scipione, 2001
- TOLEDO, Benedito Lima de; São Paulo: Três cidades em um século, São Paulo: Editora Cosac e Naify, 2003.
[editar] Ligações externas
- Guia turístico
- Estação da Luz da Nossa Língua no site Estações Ferroviárias do Brasil
- Página oficial do projeto Estação da Luz da Nossa Língua
- Página oficial da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos