Estado Islâmico do Iraque e do Levante

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
الدولة الإسلامية
Estado Islâmico[1] [2]
Flag of the Islamic State of Iraq and the Levant2.svg
Emblem of the Islamic State of Iraq and the Levant.png
Bandeira Brasão de armas
Lema: باقية وتتمدد (Árabe)
"Bāqiyah wa-Tatamaddad(transliteração)
"Remanescendo e Expandindo"
[3] [4]

Localização  Estado Islâmico do Iraque e do Levante

Território atual:

     Áreas controladas pelo Estado Islâmico      Áreas reivindicadas pelo Estado Islâmico      Restante do Iraque e da Síria

Capital Mosul[5]
Língua oficial Árabe
Governo Califado Islâmico[1]
 - Califa[1] Ibrahim[6]
Separação da Síria e do Iraque 
 - Proclamação da independência 3 de janeiro de 2014[7]  
 - Califado declarado 29 de junho de 2014[1]  
Fuso horário UTC +3

Estado Islâmico [1] [6] [8] (em árabe: الدولة الإسلامية ad-Dawlah al-ʾIslāmiyyah), designado pela mídia ocidental como Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL; em inglês: Islamic State of Iraq and the Levant - ISIL) ou Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS; em inglês: Islamic State in Iraq and Syria - ISIS) é um grupo jihadista no Oriente Médio. Em seu Estado, auto-proclamado como um califado, afirma autoridade religiosa sobre todos os muçulmanos do mundo[9] e aspira tomar o controle de muitas outras regiões de maioria islâmica,[2] a começar pelo território da região do Levante, que inclui Jordânia, Israel, Palestina, Líbano, Chipre e Hatay, uma área no sul da Turquia.[10] [11] O grupo islâmico foi designado como uma organização terrorista estrangeira por Estados Unidos,[12] Reino Unido,[13] Austrália,[14] Canadá,[15] Indonésia[16] e Arábia Saudita,[17] além de também ter sido classificado pela Organização das Nações Unidas (ONU)[18] e pelas mídias do Ocidente e do Oriente Médio como grupo terrorista.[19] [20] [21] [22]

O grupo, em seu formato original, era composto e apoiado por vários grupos terroristas sunitas insurgentes, incluindo suas organizações antecessoras, como a Al-Qaeda no Iraque (AQI) (2003-2006), o Conselho Shura Mujahideen (2006-2006) e o Estado Islâmico do Iraque (ISI) (2006-2013), além de outros grupos insurgentes, como Jeish al-Taiifa al-Mansoura, Jaysh al-Fatiheen, Jund al-Sahaba, Katbiyan Ansar al-Tawhid wal Sunnah e vários grupos tribais iraquianos que professam o islamismo sunita. O objetivo original do ISIS era estabelecer um califado nas regiões de maioria sunita do Iraque. Após o seu envolvimento na guerra civil síria, este objetivo se expandiu para incluir o controle de áreas de maioria sunita da Síria.[23] Um califado foi proclamado em 29 de junho de 2014, Abu Bakr al-Baghdadi foi nomeado como seu califa e o grupo passou a se chamar "Estado Islâmico".[1] [6]

O Estado Islâmico cresceu significativamente devido à sua participação na Guerra Civil Síria e ao seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi. Denúncias de discriminação econômica e política contra árabes sunitas iraquianos desde a queda do regime secular de Saddam Hussein também ajudaram a dar impulso ao grupo. No auge da Guerra do Iraque, seus antecessores tinham uma presença significativa nas províncias iraquianas de Al Anbar, Nínive, Kirkuk, maior parte de Salah-ad-Din e regiões de Babil, Diyala e Bagdá, além de terem declarado Baquba como sua capital.[24] [25] [26] [27] No decorrer da guerra civil síria, o ISIS teve uma grande presença nas províncias de Ar-Raqqah, Idlib e Aleppo.[28] [29]

O Estado Islâmico obriga as pessoas que vivem nas áreas que controla a se converterem ao islamismo, além de viverem de acordo com a interpretação sunita da religião e sob a lei charia (o código de leis islâmico). Aqueles que se recusam podem sofrer torturas e mutilações, ou serem condenados a pena de morte.[30] [20] O grupo é particularmente violento contra muçulmanos xiitas, assírios, cristãos armênios, yazidis, drusos, shabaks e mandeanos.[31] O ISIS tem pelo menos quatro mil combatentes no Iraque[32] que, além de ataques a alvos militares e do governo, já assumiram a responsabilidade por ataques que mataram milhares de civis.[33] O Estado Islâmico tinha ligações estreitas com a Al-Qaeda até 2014, mas em fevereiro daquele ano, depois de uma luta de poder de oito meses, a Al-Qaeda cortou todos os laços com o grupo, supostamente por sua brutalidade e "notória intratabilidade".[34] [35] [36]

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Estado Islâmico do Iraque e do Levante
الدولة الاسلامية في العراق والشام
Flag of the Islamic State of Iraq and the Levant2.svg
País Iraque
Síria
Criação 2003[37] ou out/2004[38]
História
Guerras/batalhas Guerra do Iraque

Guerra Civil Síria

Logística
Efetivo 80 000 – 100 000 (cerca de 50 000 na Síria e 30 000 no Iraque, segundo o OSDH)[41] [42]

20 000 – 31 500[43]
(segundo a CIA)
Comando
Comandante Abu Musab al-Zarqawi[37] (2004–2006)[38]
Abu Ayyub al-Masri[37] (2006–2010)[38]
Abu Omar al-Baghdadi (2006-2010)[38]
Abu Bakr al-Baghdadi[44] (2010–presente)

Em 15 de outubro de 2004, o chefe do Departamento de Estado dos Estados Unidos da administração Bush divulgou uma "Declaração à Imprensa", na qual qualificou a Jama'at al-Tawhid wa'al-Jihad e organizações aliadas, tais como a o Grupo pelo Monoteísmo e pela Jihad, a Rede al-Zarqawi e a al-Tawhid, como organizações terroristas estrangeiras, para efeitos da aplicação da Lei de Imigração e Nacionalidade e como organizações terroristas globais, para efeitos da aplicação da Ordem Executiva 13224.[45] Assim:

  • passou a ser ilegal o fornecimento consciente de apoio material para tais organizações por parte de pessoas residentes nos EUA ou sujeitas a jurisdição dos EUA;
  • foi determinado o bloqueio de todos os bens e interesses em propriedade daquelas organizações ou de seus membros, sendo negada a autorização de visitas dos representantes e membros daquelas organizações aos EUA.

A mesma Declaração também informa que:

No auge da violência sectária do Iraque (entre 2006 e 2007)[47] , várias porções da região norte e leste iraquianas (principalmente na província de Al-Anbar), incluindo parte da região central, onde a capital Bagdá fica, estavam sobre seu controle direto ou indireto.[48] [49] [50]

Ideologia e crenças[editar | editar código-fonte]

O EIIL é um grupo extremista que segue a linha-dura ideológica da Al-Qaeda e adere aos princípios da jihad global.[51] Muitos outros grupos jihadistas modernos como al-Qaeda e EIIL surgiram a partir da ideologia da Irmandade Muçulmana, que remonta ao final dos anos de 1920 no Egito,[52] que segue uma interpretação anti-ocidental extrema do Islã, promove a violência religiosa e considera aqueles que não concordam com a sua interpretação como infiéis e apóstatas. Ao mesmo tempo, pretende-se estabelecer um Estado islâmico salafalista orientado no Iraque, na Síria e em outras partes do Levante.[51] A sua ideologia tem origem no ramo do Islã moderno, que pretende voltar para os primeiros dias do Islã, rejeitando posteriores "inovações" na religião que eles acreditam ser corrupta em seu espírito original.[carece de fontes?]

Conquistas[editar | editar código-fonte]

2013[editar | editar código-fonte]

Desde 2013, o grupo também tem chamado a atenção no contexto da guerra civil síria, onde tomou parte de vários combates nas províncias de Ar-Raqqa, Idlib e Alepo.[53] Boa parte de seu contigente é formado de combatentes não sírios que passaram pela Turquia antes de ingressarem na Síria.[54]

Apesar de lutar ao lado da oposição, em algumas situações, esta milícia já travou diversos combates contra outros grupos moderados, como o Exército Livre da Síria, além de também ter batido de frente com organizações curdas como o YPG. Segundo lideranças do movimento, seu principal objetivo, tanto na Síria, como no Iraque, é impor um Estado islâmico nos dois países.[55]

Nos conflitos que participou, o EIIL foi acusado de diversas atrocidades, como sequestros, assassinato de civis e torturas.[56]

Dentre suas conquistas militares, merecem destaque a tomada das cidades de Azaz e Jarablus, próximas à fronteira entre a Síria e a Turquia, e a tomada da cidade de al-Bab, na província setentrional de Alepo, em setembro de 2013.

Em abril de 2013, Abu Bakr Baghdadi, então líder da al-Qaeda no Iraque, anunciou que o EIIL passaria a atuar diretamente na Síria e que se fundiria com a Frente al-Nusra, mas a fusão foi negada pelo líder da al-Nusra, que disse que seu grupo permaneceria leal à Al-Qaeda, mas como uma organização independente do EIIL[57] .

Embora o EIIL e a Frente al-Nusra tenham muitos aspectos em comum, podem-se destacar algumas diferenças, dentre as quais cabe destacar que:

  • a Jabhat al-Nusra tem como foco principal a campanha militar contra o regime sírio, inclusive colaborando estreitamente com outro grupos da oposição síria; por outro lado, o EIIL, mesmo antes da derrubada do regime, vem concentrando esforços em impor a sua própria interpretação da Sharia nas áreas por ele dominada[58] , mesmo que, para isso, tenha que entrar em confronto com outros grupos jihadistas;
  • o EIIL tem um percentual muito maior de combatentes não sírios em suas fileiras [54] .
Abu Bakr al-Baghdadi, considerado o califa do Estado Islâmico.

No início de julho de 2013, o EIIL matou Kamal Hamami, também conhecido como Abu Basir al-Ladkani, um dos comandantes do Exército Livre da Síria, que atuava na província de Lataquia[59] . Em 22 de julho de 2013, realizou ataques simultâneos contra a Prisão de Abu Ghraib e contra outro estabelecimento prisional em Taji. Cerca de 500 prisioneiros de Abu Ghraib conseguiram fugir. Foram empregados veículos carregados de explosivos dirigidos por motoristas suicidas e homens armados com morteiros, lança-granadas e metralhadoras. Vinte e seis policiais e dez militantes foram mortos nos dois ataques[60] .

No final de julho de 2013, o EIIL sequestrou o padre jesuíta Paolo Dall'Oglio, quando o religioso fazia uma visita à cidade de Raqqa[54] . Em agosto de 2013 o Estado Islâmico expulsou combatentes do Exército Livre da Síria (Brigada Ahfad al-Rasul) da cidade de Raqqa[61] ; o ISIS contava com uma divisão de combatentes oriundos da região do Cáucaso, conhecida como Jaish al-Muhajireen wal-Ansar (lit. "Exército dos Emigrantes e Ajudantes"), liderada pelo Emir Abu Omar al-Shishani, um checheno oriundo de Pankisi Gorge. As estimativas sobre o número de combatentes dessa divisão eram bastante imprecisas e variavam de algumas centenas a 1.700 combatentes, metade dos quais seria originária da Chechênia. Dentre os não chechenos, mereciam destaque os combatentes oriundos da minoria sunita do Azerbaijão, liderados pelo Emir Abu Yahya al-Azeri[62] .

Em setembro de 2013, relatou-se o envolvimento de militantes do EIIL e da Frente al-Nusra em combates contra posições do Partido de União Democrática, principal organização política dos curdos na Síria. Saleh Muslim, um dos líderes dos curdos na Síria, acusava a Turquia de praticar uma guerra por procuração contra a comunidade curda na Síria, fornecendo apoio aos fundamentalistas. A Turquia, por sua vez, rejeitava tais acusações[63] .

Em outubro de 2013 o grupo era especialmente forte no norte da província de Raqqa, onde controlava a capital da província, que antes da guerra tinha uma população de aprox. 277.300 hab., que cresceu rapidamente durante o conflito, devido a um afluxo de pessoas deslocadas de outras regiões. Por ter um controle sobre extensas áreas no norte da Síria, que inclui plantações e poços de petróleo, o ISIS conseguia abastecer a capital da província com trigo e com petróleo;[64] a Al Jazeera divulgou gravação na qual Ayman al-Zawahiri (comandante da Al Qaeda) ordenou que o grupo encerrasse suas atividades na Síria, para que a Jihad naquele país fosse comandada pela Jabhat al-Nusra[44] . Em reação a estas declarações, o grupo rejeitou a ordem de dissolução.[65] [57] [66]

De acordo com a Human Rights Watch, grupos filiados a al Qaeda, como o EIIL e a Al Nusra, seriam responsáveis por um massacre de 190 civis no distrito de Lataquia, no começo de outubro. Este seria o primeiro caso confirmado, por um grupo independente, de um crime de guerra cometido por uma organização ligada a oposição síria.[67]

Em novembro de 2013, relatou-se que o EIIL era o grupo rebelde mais forte no norte da Síria e nesse contexto:

2014[editar | editar código-fonte]

Mapa da Guerra Civil Síria e da insurgência iraquiana em 2014:
  Controlado pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS)
  Controlado por outros rebeldes sírios
  Controlado pelo governo da Síria
  Controlado pelo governo do Iraque
  Controlado pelos curdos sírios
  Controlado pelos curdos iraquianos

No início de 2014, a organização terrorista lançou uma grande ofensiva na província de Al-Anbar que resultou em severos combates nas cidades de Fallujah e de Ramadi[69] ; diversos grupos rebeldes sírios, dentre eles integrantes do Exército Livre da Síria, da Frente Islâmica e da Frente Revolucionária Síria, em uma ação apoiada pela Coalizão Nacional Síria, iniciaram uma ofensiva contra posições dos grupos extremistas nas províncias de Idlib e Aleppo, que matou pelo menos 36 e capturou mais de 100 integrantes do EIIL.[70] Os combates entre grupos rebeldes moderados e jihadistas prosseguiriam nas primeiras semanas de 2014 e ceifaram a vida de mais de 1 400 pessoas.[71]

Enquanto a luta na Síria se intensificava, o EIIL lançaram-se em uma série de ofensivas e atentados por todo o Iraque, especialmente na fronteira sírio-iraquiana e na região norte. Avanços foram reportados na província de Nínive e diversas cidades, como Mossul, foram atacadas. Em junho de 2014, em uma nova rodada de investidas, boa parte da cidade de Tikrit caiu em mãos dos jihadistas que ganhavam terreno no caminho a Bagdá. O exército iraquiano conseguiu deter ofensivas dos insurgentes em Samarra e forçou o recuo dos rebeldes em Baiji, enquanto tentavam reagir para manter a ordem no país. A nova onda de violência no Iraque, perpetrado pelo Dawlat al-ʾIslāmiyya, teria deixado centenas de mortos e milhões de refugiados.[72] O EIIL tem também cometido atrocidades contra sua próprio seita para silenciar vozes moderadas, como no caso do assassinato de 13 clérigos muçulmanos sunitas em junho de 2014 em Mosul.[73] Em resposta a intensificação dos combates, que ameaçavam desestabilizar a região e o governo do Iraque, os Estados Unidos lançaram uma campanha aérea contra o Estado Islâmico, bombardeando alvos de importância militar do grupo. Como um contra-ponto ao EIIL, os americanos também afirmaram que iriam aumentar a assistência militar a grupos ditos como moderados na Síria e ainda colocariam mais conselheiros militares em solo iraquiano.[74] [75]

Em 29 de junho de 2014, o EIIL declarou oficialmente a criação de um Califado Islâmico na Síria e no Iraque. Enquanto isso, a violência sectária e religiosa na região se intensificava consideravelmente.[76]

Em 12 de setembro, de acordo com a agência de notícias France-Presse, o EIIL fez um acordo de paz com outros grupos rebeldes sírios. No entendimento, as diferentes facções colocariam suas diferenças de lado para unir forças contra Bashar al-Assad. Dois dias depois, um representante da Coalizão Nacional Síria negou qualquer pacto com os extremistas, mas afirmou não poder falar pelos outros grupos.[77]

Entre os primeiros dias de Novembro, a cidade de Darnah na Líbia entrou para a lista das cidades do Estado Islâmico, ela foi a primeira cidade fora da Síria e Iraque a ser incorporada ao califado de Abu Bakr al-Baghdadi.[78]

Em 13 de novembro de 2014, o grupo anunciou um acordo de paz com a Al Nusra.[79]

No dia 8 de dezembro de 2014, foi anunciado que a coalizão enviaria pela primeira vez, cerca de 1.500 soldados com o propósito de combater o grupo, o então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aprovou o envio de outros 1.600 militares para treinar e assessorar as forças iraquianas.[80]

Características[editar | editar código-fonte]

Quando conquista localidades, o EIIL:

  • pendura bandeira negra no topo do prédio mais alto;
  • inicia uma campanha para conquistar corações e mentes, por meio da prestação de serviços sociais[81] [54] em locais devastados pela guerra;
  • distribuem pen drives com cânticos jihadistas e vídeos que mostram as operações militares do grupo e folhetos que pregam contra a democracia, sobre a necessidade de permanecer em silêncio e excomungar os alauitas;
  • começa a impor gradualmente a sua interpretação estrita da lei islâmica.

Avalia-se que suas práticas abusivas[82] , combinada com uma estratégia internacional para limitar sua influência, pode inviabilizar seu plano para transformar o norte da Síria em um emirado islâmico sob seu comando. Para derrotar o EIIL, avalia-se que os Estados Unidos possam cooptar líderes tribais[83] para lutar contra os fundamentalistas, numa estratégia similar àquela utilizada para derrotar a al-Qaeda no Iraque. Por sua vez, o EIIL procura minar, por meio de intimidação, a formação de uma aliança de sírios, apoiados pelo ocidente, que pudesse vir a atacar suas posições[64] .

Em 11 de março de 2013, o EIIL emboscou e matou 42 militares sírios e 14 militares iraquianos na província de Anbar, no Iraque. Esse grupo de soldados havia buscado refúgio no Iraque no dia anterior, após um ataque contra o posto de fronteira que guarneciam, junto à província iraquiana de Nínive. No momento da emboscada, o grupo estava viajando sob escolta militar iraquiana, de volta para a Síria. A emboscada teve início durante a passagem do comboio, com detonação de explosivos, seguida de disparos de metralhadoras e granadas propelidas por foguetes[84] .

Violações aos direitos humanos[editar | editar código-fonte]

No início de setembro de 2014, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas concordou em enviar uma equipe ao Iraque e à Síria para investigar os abusos e assassinatos realizados pelo Estado islâmico em "uma escala inimaginável". Zeid Ra'ad al Hussein, da Jordânia, que assumiu o posto de Navi Pillay como o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, pediu aos líderes mundiais que intervenham para proteger as mulheres e crianças que sofrem nas mãos dos militantes extremistas islâmicos do grupo, que, segundo ele, estavam tentando para criar uma "casa de sangue". Ele apelou à comunidade internacional para concentrar os seus esforços em acabar com o conflito no Iraque e na Síria.[85]

Acusações de crimes de guerra[editar | editar código-fonte]

Em julho de 2014, a BBC informou que o investigador-chefe das Nações Unidas afirmou que os "combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isis) podem ser adicionados a uma lista de suspeitos de crimes de guerra na Síria."[86]

Em agosto de 2014, a Organização das Nações Unidas acusou o Estado Islâmico de cometer "atrocidades" e crimes de guerra.[87] [88]

Perseguição religiosa[editar | editar código-fonte]

O ISIS obriga as pessoas que vivem nas áreas que controla, sob ameaça de pena de morte, tortura ou mutilação, a se converter ao islamismo e viver de acordo com a sua interpretação do islã sunita e a lei charia.[20] [30] O grupo direciona a violência principalmente contra muçulmanos xiitas, assírios, caldeus, siríacos nativos, cristãos armênios, yazidis, drusos, shabaks e mandeanos.[31]

A Anistia Internacional acusou o ISIS de promover uma limpeza étnica dos grupos minoritários que vivem no norte do Iraque.[89]

Tratamento dado aos civis[editar | editar código-fonte]

Durante o conflito no Iraque em 2014, o ISIS lançou dezenas de vídeos mostrando maus-tratos contra civis, muitos dos quais tinham sido aparentemente direcionados com base na religião ou etnia das pessoas. Navi Pillay, a então Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, alertou para os crimes de guerra ocorridos na zona de guerra do Iraque e divulgou um relatório que afirmava que militantes do ISIS estavam assassinando soldados do exército iraquiano e 17 civis em uma única rua da cidade de Mosul. A ONU informou que nos 17 dias entre 5 e 22 de junho, o ISIS matou mais de 1.000 civis iraquianos e feriu mais de 1.000 pessoas.[90] [91] [92] Depois do ISIS divulgar fotos de seus combatentes atirando em dezenas de jovens, as Nações Unidas declararam que as "execuções a sangue frio", que teriam sido feitas por militantes no norte do Iraque, quase certamente podem ser consideradas crimes de guerra.[93]

O avanço de ISIS no Iraque em meados de 2014 foi acompanhado pela violência contínua na Síria. Em 29 de maio, uma aldeia síria foi invadida pelo ISIS e pelo menos 15 civis foram mortos, incluindo, de acordo com a Human Rights Watch, pelo menos seis crianças.[94] Um hospital na área confirmou ter recebido 15 corpos no mesmo dia.[95] O Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que em 1 de junho, um homem de 102 anos de idade foi morto junto com toda a sua família em uma aldeia em Hama.[96]

O ISIS recrutou para o combate crianças iraquianas, que podem ser vistas com máscaras em seus rostos e armas na mão enquanto patrulham as ruas de Mosul.[97]

Denúncias de violência sexual[editar | editar código-fonte]

De acordo com um relatório, a captura de cidades iraquianas pelo ISIS em junho 2014 foi acompanhada por um aumento nos crimes contra as mulheres, incluindo sequestro e estupro.[98] [99] [100] [101] O jornal The Guardian informou que a agenda extremista do ISIS abrange os corpos das mulheres e que as mulheres que vivem sob o controle do grupo estavam sendo capturadas e estupradas.[102] Basma al-Khateeb, uma ativista dos direitos das mulheres baseada em Bagdá, disse que existe uma cultura de violência no Iraque contra as mulheres em geral e tinha certeza de que a violência sexual contra a mulher estava acontecendo em Mosul envolvendo não só o ISIS, mas todos os grupos armados envolvidos no conflito.[103]

Durante um encontro com Nouri al-Maliki, o ministro das relações exteriores britânico, William Hague, disse em relação a ISIS: "Qualquer um que glorifique, apoie ou participe deve entender que eles estariam ajudando um grupo responsável pelo sequestro, tortura, execuções, estupros e muitos outros crimes hediondo crimes".[104] De acordo com Martin Williams publicou no jornal sul-africando The Citizen, alguns salafistas linha-dura, aparentemente, consideram o sexo extraconjugal com múltiplas parceiras uma forma legítima de guerra santa e é "difícil de conciliar isso com a religião, onde alguns adeptos insistem que as mulheres devem ser cobertas da cabeça aos pés, com apenas uma fenda estreita para os olhos".[105]

Haleh Esfandiari do Woodrow Wilson International Center for Scholars destacou o abuso de mulheres locais por militantes ISIS depois de terem capturado uma área. "Eles costumam levar as mulheres mais velhas a um mercado de escravos improvisado e tentam vendê-las. As meninas mais jovens ... são estupradas ou forçadas a casar com os combatentes", disse ela, acrescentando: "É baseando-se nesses casamentos temporários e que esses militantes têm feito sexo com essas meninas, quando então eles simplesmente as passam para outros combatentes".[106] Meninas iraquianas do grupo étnico yezidi que foram violadas por combatentes ISIS e se suicidaram saltando para a morte das Montanhas Sinjar, conforme descrito em um depoimento.[107]

Regimento imposto aos civis conquistados[editar | editar código-fonte]

Depois de o Estado islâmico auto-proclamar a captura de cidades no Iraque, o ISIS divulgou orientações sobre como os civis dominados devem usar roupas e véus. O ISIS alertou as mulheres na cidade de Mosul para usar o véu de rosto inteiro ou sofreriam punições severas.[108] [109] Um clérigo disse à Reuters em Mosul que pistoleiros do ISIS lhe havia ordenado a ler o aviso em sua mesquita, quando os fiéis se reuniam.[108] O ISIS também proibiu manequins nus e ordenou que os rostos de manequins de ambos os sexos fossem cobertos.[110] O ISIS lançou 16 notas intituladas "Contrato da Cidade", um conjunto de regras destinadas a civis em Nínive. Uma regra estipulava que as mulheres devem ficar em casa e não sair para a rua, a menos que seja necessário. Outra regra diz que o roubo seria punido com a amputação.[111]

Além da proibição da venda e uso de álcool (que é habitual na cultura muçulmana), os militantes proibiram a venda e uso de cigarros e narguilés. Eles também têm proibido "música e canções em carros, em festas, em lojas e em público, assim como fotografias de pessoas nas vitrines das lojas".[112]

Os cristãos que vivem em áreas sob controle ISIS que queiram permanecer no território do "califado" tem apenas três opções: se converter ao islamismo; pagar um imposto religioso (o jizya); ou morrer.[113] O ISIS já havia estabelecido regras semelhantes para os cristãos em Ar-Raqqah, na Síria, que era uma das cidades mais liberais do país antes da dominação.[114] [115]

Designação como organização terrorista[editar | editar código-fonte]

Entidade Data Autoridade Referências
Organizações multinacionais
 Nações Unidas 18 de outubro de 2004 Conselho de Segurança [116]
 União Europeia 2004 Conselho Europeu (ao adotar as sanções da ONU) [117]
Nações
 Reino Unido Março de 2001 (como parte da al-Qaeda)
20 de junho de 2014 (após a separação da al‑Qaeda)
Secretário de Estado
para os Assuntos Internos
[13]
 Estados Unidos 17 de dezembro de 2004 Departamento de Estado [12]
 Austrália 2 de março de 2005 Autoridade-Geral para a Austrália [14]
 Canadá 20 de agosto de 2012 Parlamento [15]
 Turquia 30 de outubro de 2013 Grande Assembleia Nacional [118] [119]
 Arábia Saudita 7 de março de 2014 Decreto real do Rei da Arábia Saudita [17]
 Indonésia 1 de agosto de 2014 Agência Nacional Contraterrorismo [16]
 Israel 3 de setembro de 2014 Ministério da Defesa [120] [121] [122]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f Withnall, Adam. "Iraq crisis: Isis changes name and declares its territories a new Islamic state with 'restoration of caliphate' in Middle East", 'The Independent', 29 June 2014. Página visitada em 29 June 2014.
  2. a b Isis rebels declare 'Islamic state' in Iraq and Syria. Visitado em 30 June 2014.
  3. "Political reform in Iraq will stem the rise of Islamists", The National, 11 June 2014. Página visitada em 18 June 2014.
  4. "What the Takeover of Mosul Means for ISIS", Carnegie Endowment for International Peace, 12 June 2014. Página visitada em 18 de junho de 2014.
  5. "ISIS on offense in Iraq", Al-Monitor, 10 June 2014. Página visitada em 11 June 2014.
  6. a b c "ISIS Spokesman Declares Caliphate, Rebrands Group as "Islamic State"", 'SITE Institute', 29 June 2014. Página visitada em 29 June 2014.
  7. Iraqi City in Hands of Al-Qaida-Linked Militants Voice of America (4 January 2014). Visitado em 16 de janeiro de 2014.
  8. ISIL renames itself ‘Islamic State’ and declares Caliphate in captured territory (30 de junho de 2014). Visitado em 30 de junho de 2014.
  9. داعش تعلن تأسيس دولة الخلافة وتسميتها "الدولة الإسلامية" فقط دون العراق والشام والبغدادي أميرها وتحذر "لا عذر لمن يتخلف عن البيعة Arabic CNN (29 de julho de 2014). Visitado em 31 de julho de 2014.
  10. "What is ISIS? — The Short Answer", The Wall Street Journal, 12 de junho de 2014. Página visitada em 15 de junho de 2014.
  11. "ISIS or ISIL? The debate over what to call Iraq's terror group", The Washington Post, 18 de junho de 2014. Página visitada em 18 de junho de 2014.
  12. a b Foreign Terrorist Organizations Bureau of Counterterrorism. Departamento de Estado dos Estados Unidos. Visitado em 28 de julho de 2014.
  13. a b Proscribed Terrorist Organisations Home Office (20 de junho de 2014). Visitado em 31 de julho de 2014.
  14. a b Listed terrorist organisations Australian National Security. Visitado em 31 July 2014.
  15. a b Currently listed entities Public Safety Canada. Visitado em 31 de julho de 2014.
  16. a b "BNPT Declares ISIS a Terrorist Organization", Revista Tempo, 2 de agosto de 2014. Página visitada em 4 de agosto de 2014.
  17. a b Saudi Arabia designates Muslim Brotherhood terrorist group Reuters (7 de março de 2014). Visitado em 31 de julho de 2014.
  18. Security Council concerned about illicit oil trade as revenue for terrorists in Iraq, Syria United Nations (28 de julho de 2014). Visitado em 17 de agosto de 2014.
  19. "Who are Isis? A terror group too extreme even for al-Qaida", The Guardian, 11 de junho de 2014. Página visitada em 11 de junho de 2014.
  20. a b c McCoy, Terrence. "ISIS, beheadings and the success of horrifying violence", The Washington Post, 13 de junho de 2013. Página visitada em 23 de junho de 2014.
  21. US should launch targeted military strikes on 'terrorist army' Isis, says General David Petraeus The Daily Telegraph (19 de junho de 2014). Visitado em 31 de julho de 2014.
  22. "Iraq religious leader supports liberation of Mosul, calls ISIS terrorists", Foreign Affairs Committee. National Council of Resistance of Iran, 13 de junho de 2014. Página visitada em 8 de agosto de 2014.
  23. Cockburn, Patrick. "Battle to establish Islamic state across Iraq and Syria", The Independent, 9 June 2014. Página visitada em 12 de junho de 2014.
  24. "Situation Called Dire in West Iraq", The Washington Post, 11 de setembro de 2006. Página visitada em 13 de julho de 2014.
  25. "Anbar Picture Grows Clearer, and Bleaker", The Washington Post, 28 de novembro de 2006. Página visitada em 18 de julho de 2014.
  26. "Reporting under al-Qaida control", MSNBC, 27 de dezembro de 2006. Página visitada em 28 de outubro de 2009.
  27. Engel, Richard. "Dangers of the Baghdad plan", MSNBC, 17 de janeiro de 2007. Página visitada em 28 de outubro de 2009.
  28. "Iraq jailbreak highlights al-Qaeda affiliate's ascendancy", 23 de julho de 2013.
  29. Sly, Liz. "Islamic law comes to rebel-held Syria", 23 de julho de 2013.
  30. a b Bulos, Nabih. "Islamic State of Iraq and Syria aims to recruit Westerners with video", Los Angeles Times, 20 de junho de 2014. Página visitada em 17 de agosto de 2014.
  31. a b "Iraq's Christian Minority Feels Militant Threat", The Wall Street Journal, 26 de junho de 2014. Página visitada em 6 de julho de 2014.
  32. Lewis, Jessica. "The Terrorist Army Marching on Baghdad", The Wall Street Journal, 12 June 2014. Página visitada em 23 de junho de 2014.
  33. al-Salhy, Suadad. "Al Qaeda tightens grip on western Iraq in bid for Islamic state", 11 de dezembro de 2013. Página visitada em 23 de junho de 2014.
  34. Sly, Liz. "Al-Qaeda disavows any ties with radical Islamist ISIS group in Syria, Iraq", The Washington Post, 3 de fevereiro de 2014. Página visitada em 7 de fevereiro de 2014.
  35. More Extreme than al Qaeda? How ISIS compares to other terror groups NBC (20 de junho de 2014). Visitado em 28 de junho de 2014.
  36. David Gregory: Al-Qaida cast off ISIS as 'too extreme' | PunditFact Politifact.com. Visitado em 23 de agosto de 2014.
  37. a b c Al-Qaeda in Iraq, em inglês, acesso em 02 de janeiro de 2014.
  38. a b c d Leaders’ deaths a blow to al Qaeda in Iraq, em inglês, acesso em 03 de janeiro de 2014.
  39. Al-Qaeda-linked groups expand into Lebanon
  40. Al-Akhbar in Qalamoun: The Throne of God and Cherry Trees
  41. "Islamic State 'has 50,000 fighters in Syria'". Página acessada em 18 de setembro de 2014.
  42. "ISIS has 100,000 fighters, growing fast - Iraqi govt adviser". Página acessada em 18 de setembro de 2014.
  43. "IS has 20,000-31,500 fighters in Iraq and Syria: CIA". Página acessada em 18 de setembro de 2014.
  44. a b Al-Qaeda chief disbands main jihadist faction in Syria: Al-Jazeera", Hurriyet, (novembro de 2013).
  45. Executive Order on Terrorist Financing: Blocking Property and Prohibiting Transactions With Persons Who Commit, Threaten to Commit, or Support Terrorism, White House, September 24, 2001
  46. Foreign Terrorist Organization: Designation of Jama'at al-Tawhid wa'al-Jihad and Aliases, em inglês, acesso em 05 de janeiro de 2014.
  47. Iraq expected to request US troops stay - Panetta, acesso em 03 de janeiro de 2014.
  48. "Situation Called Dire in West Iraq". Washington Post. Página acessada em 18 de setembro de 2013.
  49. "Anbar Picture Grows Clearer, and Bleaker". Washington Post. Página acessada em 18 de setembro de 2013.
  50. Reporting under al-Qaida control - Blogging Baghdad: The Untold Story - MSNBC.com Onthescene.msnbc.com. Visitado em 28 de outubro de 2009.
  51. a b Islamic State of Iraq and the Levant (em inglês) Australian National Security. Visitado em 6 de julho de 2014.
  52. Iraq crisis: What does the Isis caliphate mean for global jihadism? (em inglês) Hussain, Ghaffar The Independent. Visitado em 6 de julho de 2014.
  53. "Iraq jailbreak highlights al-Qaeda affiliate’s ascendancy", 23 de julho de 2013.
  54. a b c d How al-Qaeda Changed the Syrian War, em inglês, acesso em 04 de janeiro de 2013.
  55. "Islamic law comes to rebel-held Syria", 23 de julho de 2013.
  56. Conflict Encyclopedia, Iraq, Active dyads in this conflict (Prior names in parenthesis), Government of Iraq - ISIS. Página acessada em 19 de setembro de 2013.
  57. a b Zawahiri disbands main Qaeda faction in Syria, em inglês, acesso em 04 de janeiro de 2013.
  58. The Islamic State of Iraq and Syria Has a Consumer Protection Office
  59. Key Free Syria Army rebel 'killed by Islamist group', em inglês, acesso em 05 de janeiro de 2014.
  60. Iraq: hundreds escape from Abu Ghraib jail, em inglês, acesso em 04 de janeiro de 2013.
  61. Jihadists push Syria rebels out of Raqqa, em inglês, acesso em 04 de janeiro de 2013.
  62. Influence of Chechen Leader of North Caucasian Fighters in Syria Grows, em inglês, acesso em 03 de janeiro de 2014.
  63. A little-noticed battle, em inglês, acesso em 03 de janeiro de 2014.
  64. a b "Al Qaeda's Syrian Strategy", ForeignPolicy.com, 'Article by Barak Barfi, Aaron Y. Zelin', 2013
  65. "Islamist group in Syria calls on rebel forces to unite behind it", The Daily Star, (novembro de 2013).
  66. Iraqi al-Qaeda chief rejects Zawahiri orders, acesso em 04 de janeiro de 2014.
  67. "Syrian rebels killed 190 civilians in August dawn raid". Página acessada em 23 de janeiro de 2014.
  68. Al Qaeda-linked group strengthens hold in northern Syria, em inglês, acesso em 04 de janeiro de 2013
  69. Iraque: combatentes sunitas 'assumem controle de Fallujah', acesso em 05 de janeiro de 2014.
  70. Syria rebels unite and launch new revolt, against jihadists, em inglês, acesso em 05 de janeiro de 2014.
  71. "Combates entre rebeldes e jihadistas matam 1.400 em 20 dias na Síria". Página acessada em 23 de janeiro de 2014.
  72. "Jihadistas iraquianos se aproximam de Bagdá em ofensiva devastadora". Página acessada em 12 de junho de 2014.
  73. MIAMI HERALD: U.N.: Islamic State executed imam of mosque where Baghdadi preached. Visitado em 9 de julho de 2014.
  74. "Avanço jihadista fez Estados Unidos voltarem a intervir no Iraque". Página acessada em 18 de setembro de 2014.
  75. "Syrian opposition says West is already aiding rebels". Página acessada em 18 de setembro de 2014.
  76. "Iraq crisis: What is a caliphate?". Página acessada em 30 de junho de 2014.
  77. ISIS Strikes Deal With Moderate Syrian Rebels: Reports, em inglês, acesso em 18 de setembro de 2014.
  78. Maggie Michael (9 de Nov de 2014). Libyan City Joined the Islamic State Group ABC News. Visitado em 11 de Nov de 2014.
  79. AP sources: IS, al-Qaida reach accord in Syria Associated Press, DEB RIECHMANN, 13 de novembro de 2014
  80. Coalizão enviará 1.500 soldados contra Estado Islâmico Terra.com (8 de dezembro de 2014). Visitado em 11 de dezembro de 2014.
  81. Ao prestar tais serviços (atividades que são divulgadas por meio de dezenas de vídeos distribuídos pela organização), o EIIL procura provar que a Al Qaeda pode fazer contribuições positivas e que aprendeu com os erros que cometeu quando dominou amplas áreas no Iraque na década passada, que levaram os sunitas iraquianos a se rebelaram contra sua brutal forma de atuação.
  82. Similares àquelas que fizeram com que al-Qaeda perdesse o apoio em países como o Mali e o Iêmen, tais como a perseguição a ativistas da oposição à sua visão islâmica linha-dura (tais como o padre jesuíta Paolo Dall'Oglio) e o sequestro de jornalistas, que passaram a evitar áreas de influência do grupo. Também cabe mencionar que um de seus combatentes estrangeiros foi executado pelo Exército Livre da Síria, acusado de ter molestado sexualmente várias crianças no norte da cidade de al-Dana. Além disso, na cidade de Tel Abyad, na província de Raqqa, o EIIL roubou cestas básicas que a Unidade de Coordenação de Assistência da Coalizão Nacional Síria da Oposição e das Forças Revolucionárias pretendia entregar a civis, pois a Coalização recusou-se a fazer tal entrega em conjunto com o EIIL. Como exemplo da insatisfação da população local contra o domínio do EIIL, cabe registrar também uma manifestação que ocorreu em Raqqa, em junho de 2013. Por outro lado, em 2013, o grupo procurava excluir militantes acusados de práticas abusivas, como o Emir al-Banat, oriundo do Daguestão e suspeito de assassinar dois padres, e o Emir Seifullah, um checheno oriundo de Pankisi Gorge que foi o Secretário de Imprensa da divisão de combatentes oriundos do Cáucaso (v. Influence of Chechen Leader of North Caucasian Fighters in Syria Grows, em inglês, acesso em 03 de janeiro de 2013.).
  83. Entre os líderes tribais que poderiam ser cooptados, citam-se: Bashir al-Huwaydi e Mahmud al-Khabur da tribo Afadla (o maior clã em Raqqa) e Nawaf al-Bashir, da tribo Baqqara, que exerce domínio nas províncias de Deir al-Zour e Hasaka.
  84. Qaeda Group in Iraq Says It Killed Syrian Soldiers, em inglês, acesso em 03 de janeiro de 2014
  85. "New U.N. rights boss warns of 'house of blood' in Iraq, Syria", 8 de setembro de 2014. Página visitada em 9 de setembro de 2014.
  86. "UN 'may include' Isis on Syrian war crimes list". BBC News. 26 de julho de 2014
  87. UN accuses Islamic State group of war crimes. Acessado em 2 de outubro de 2014.
  88. Syria conflict: Islamic State 'committed war crimes' BBC News (27 de agosto de 2014). Visitado em 2 de setembro de 2014.
  89. Iraq crisis: Islamic State accused of ethnic cleansing. Acessado em 2 de outubro de 2014.
  90. "ISIL Militants Killed More Than 1000 Civilians In Recent Onslaught In recent Onslaught in Iraq: UN", RT News. Página visitada em 4 de julho de 2014.
  91. "Iraq violence: UN confirms more than 2000 killed, injured since early June", UN News Centre, 24 June 2014. Página visitada em 4 de julho de 2014.
  92. "UN warns of war crimes as ISIL allegedly executes 1,700", 15 de junho de 2014. Página visitada em 4 de julho de 2014.
  93. Spencer, Richard. "Iraq crisis: UN condemns 'war crimes' as another town falls to Isis", 16 de junho de 2014. Página visitada em 6 de julho de 2014.
  94. "Syria: ISIS Summarily Killed Civilians", Human Rights Watch, 14 June 2014. Página visitada em 5 de julho de 2014.
  95. "Syria conflict: Amnesty says ISIS killed seven children in north", BBC News, 6 de junho de 2014. Página visitada em 5 de julho de 2014.
  96. "NGO: ISIS kills 102-year-old man, family in Syria", Al Arabiya. Página visitada em 7 de julho de 2014.
  97. "Armed Children as Young as 9 Patrolling Streets of Mosul", The Clarion Project, 3 de julho de 2014. Página visitada em 9 de julho de 2014.
  98. "Surging Violence Against Women in Iraq", 27 de junho de 2014. Página visitada em 5 de julho de 2014.
  99. "Why We Must Act When Women in Iraq Document Rape", 25 de junho de 2014. Página visitada em 10 de julho de 2014.
  100. Opera Mundi: ONU: iraquianas se suicidam após serem vítimas de estupro por membros do Estado Islâmico (3 de julho de 2014). Visitado em 17 de setembro de 2014.
  101. O GloboNa vida sob o califado, histórias de estupros (11 de setembro de 2014). Visitado em 17 de setembro de 2014.
  102. Susskind, Yifat (3 de julho de 2014). Under Isis, Iraqi women again face an old nightmare: violence and repression. Visitado em 17 de julho de 2014.
  103. Mike, Giglio. "Fear Of Sexual Violence Simmers In Iraq As ISIS Advances", BuzzFeed, 27 de junho de 2014. Página visitada em 9 de julho de 2014.
  104. Ruth, Sherlock. "Hague urges unity as Iraq launches first counter-attack", The Telegraph, 26 de junho de 2014. Página visitada em 9 de julho de 2014.
  105. Williams, Martin. "Sexual jihad is a bit much", 25 de setembro de 2013. Página visitada em 7 de julho de 2014.
  106. "ISIS Is Attacking Women, And Nobody Is Talking About It", Huffington Post, 8 de setembro de 2014. Página visitada em 11 de setembro de 2014.
  107. Ahmed, Havidar. "The Yezidi Exodus, Girls Raped by ISIS Jump to their Death on Mount Shingal", Rudaw Media Network, 14 de agosto de 2014. Página visitada em 26 de agosto de 2014.
  108. a b Iraq: Isis warns women to wear full veil or face punishment. Visitado em 27 de julho de 2014.
  109. Islamic State says women in Mosul must wear full veil or be punished The Irish Times (26 de julho de 2014). Visitado em 23 de agosto de 2014.
  110. Islamic State tells Mosul shopkeepers to cover up naked mannequins Daily News.
  111. The rules in ISIS’ new state: Amputations for stealing and women to stay indoors. (12 de junho de 2014). Visitado em 2 de agosto de 2014.
  112. "ISIS bans music, imposes veil in Raqqa", Al-Monitor, 20 de janeiro de 2014. Página visitada em 13 de setembro de 2014.
  113. Convert, pay tax, or die, Islamic State warns Christians (18 de julho de 2014). Visitado em 27 de julho de 2014.
  114. "Islamists in Syrian city offer Christians safety -- at a heavy price", CNN, 28 February 2014. Página visitada em 27 de julho de 2014.
  115. Hubbard, Ben. "Life in a Jihadist Capital: Order With a Darker Side". Página visitada em 27 de julho de 2014.
  116. Al-Qaida Sanctions List United Nations. Visitado em 2 October 2014.
  117. "EU Terrorist Listing - An Overview about Listing and Delisting Procedures", Berghof Peace Support, 2010. Página visitada em 3 de novembro de 2014.
  118. "Charging Turkey for ISIS", Daily Sabah, 3 de setembro de 2014. Página visitada em 28 de setembro de 2014.
  119. "ISIS, Turkey and the US", Daily Sabah, 20 de setembro de 2014. Página visitada em 28 de setembro de 2014.
  120. "Ya'alon Designates Islamic State as Unlawful Organization", Arutz Sheva. Página visitada em 9 de setembro de 2014.
  121. "‏إسرائيل تصنف "داعش" و" عبد الله عزام" تنظيمات "إرهابية"", 4 de setembro de 2014. Página visitada em 8 de outubro de 2014.
  122. "Israel Moves to Declare Support for ISIS Illegal as Photo of Groups Flag Appear", JP Updates, 26 de agosto de 2014. Página visitada em 12 de outubro de 2014.