Estado socialista

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Estado socialista é qualquer Estado que se dedique constitucionalmente a desenvolver uma sociedade socialista.

Atualmente, os Estados que conservam total ou parcialmente estas características são: República Moldava da Transnístria, República Popular da China, a República de Cuba, a República Democrática Popular da Coreia, a República Democrática Popular Laoana e a República Socialista do Vietnã.

Também se emprega o nome Estado comunista, usado pela imprensa capitalista durante a Guerra Fria em referência ao sistema de partido único e o governo do Partido Comunista. Esta denominação é em realidade um oxímoro, posto que a teoria marxista almeja que no comunismo o Estado deixaria de existir e esse seria a fase mais avançada do socialismo. Quase todos estes Estados destacaram seu caráter socialista em seu nome oficial e quatro dos cinco que hoje existem continuam fazendo. Assim, muitos destes estados contêm os adjetivos popular, socialista e democrático em sua denominação. Existem também estados que contêm estes termos em seu nome embora não tenham adotado esse sistema, como a República Democrática Socialista do Sri Lanka e a República Democrática Popular da Argélia.

História[editar | editar código-fonte]

Este mapa indica todas as áreas do mundo que, em algum momento de sua história, fizeram parte de um Estado que se declarava socialista (de acordo com a sua constituição). Diferentes Estados usaram a palavra "socialismo" com significados distintos. O mapa utiliza as fronteiras atuais, o que pode não coincidir com as fronteiras de alguns estados socialistas do passado.

A República Popular da China, apesar de ser governada pelo Partido Comunista da China e ser oficialmente marxista-leninista-maoísta, nos últimos anos reimplantou muitas características do sistema capitalista no que denomina socialismo com características chinesas. Não obstante, este retorno ao capitalismo de mercado não é absoluto nem homogêneo, posto que se dá principalmente nas áreas litorâneas e grandes cidades, observando porém que a presença estatal na economia decresceu para aproximadamente 30 por cento do PIB.[1] [2] [3] Também a República Socialista do Vietnã deu alguns passos nesse sentido.

Entre 1989 e 1992 deixaram de existir a grande maioria dos estados que se auto-denominaram socialistas do mundo. A República Popular Polonesa voltou ao multipartidismo e ao capitalismo de mercado em 1990; a República Democrática Alemã foi absorvida pela República Federal Alemã no mesmo ano. A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas foi desarticulada em 1991, dissolvendo-se em seguida o Partido Comunista da União Soviética (PCUS). Os conflitos nacionalistas acabaram com a República Socialista Federal da Iugoslávia um ano depois; destino similar ocorreu em todos os restantes capitalismos de Estado da Europa.

Na mesma época os dois páises que aderiram ao capitalismo de Estado africanos mais estáveis, Moçambique e Angola, abandonaram o sistema. Na América, a República de Cuba manteve em linhas gerais inalterando o sistema, mas se viu forçada a permitir a formação de empresas mistas entre o Estado e multinacional para fazer frente à precária situação econômica em que deixou a desaparição do Conselho de Ajuda Mútua Econômica e com ele seus principais mercados, somado ao pré-existente bloqueio dos Estados Unidos ao país caribenho.

Em países que antigamente eram repúblicas da URSS, como a Moldávia, a Ucrânia, a Bielorrússia ou a própria Rússia, os comunistas continuam sendo uma importante força política. De fato, o partido do Presidente moldavo é o Partido Comunista da República Moldava e na Rússia o Partido Comunista da Federação Russa é o principal partido da oposição a Vladimir Putin. Na Alemanha o Partido da Esquerda, herdeiro do Partido Socialista Unificado da Alemanha que governara na RDA, é a segunda maior força na antiga Alemanha Oriental.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. China Profile BBC.co.uk (18 novembro 2012). Visitado em 9 janeiro 2013.
  2. "China Is a Private-Sector Economy" (em en) businessweek (21 agosto 2005). Visitado em 9 janeiro 2013.
  3. China’s Economic Miracle (em en) BBC (24 outubro 2012). Visitado em 9 janeiro 2013.