Estados Federados da Micronésia

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Federated States of Micronesia
Estados Federados da Micronésia
Bandeira dos Estados Federados da Micronésia
Brasão de armas dos Estados Federados da Micronésia
Bandeira Brasão de armas
Lema: Peace Unity Liberty
(inglês: "Paz, União, Liberdade")
Hino nacional: Patriots of Micronesia
Gentílico: micronésio (a)

Localização dos/da Estados Federados da Micronésia

Capital Palikir
6° 55' 00" N 158° 9' 00" O
Cidade mais populosa Kolonia
Língua oficial Inglês (línguas locais são utilizados em níveis estaduais e municipais)
Governo República presidencialista
 - Presidente Manny Mori
 - Vice-presidente Alik L. Alik
Independência  
 - Protectorado das Ilhas do Pacífico das Nações Unidas 18 de Julho de 1947 
 - Tratado de Livre Associação (Independência dos EUA) 3 de Novembro de 1986 
Área  
 - Total 702 km² (174.º)
 - Água (%) desprezível
População  
 - Estimativa de 2007 107 862 hab. (179.º)
 - Densidade 154 hab./km² (49.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2006
 - Total US$ 627 milhões USD (176.º)
 - Per capita US$ 2 000 USD (180.º)
IDH (2013) 0,630 (124.º) – médio[1]
Moeda Dólar americano (USD)
Fuso horário (UTC+10 e +11)
Org. internacionais Flag of the United Nations.svg ONU
Cód. Internet .fm
Cód. telef. +691
Website governamental http://www.fsmgov.org

Mapa dos/da Estados Federados da Micronésia

1 Se continuasse na mesma posição até hoje, estaria na 142ª posição.

Estados Federados da Micronésia (pronúncia inglesa: /ˌmaɪkroʊˈniːʒə/; originalmente Federated States of Micronesia; coloquialmente chamada apenas de Micronésia) (abrev. EFM) é uma nação insular, composta de cerca de 607 ilhas que se estendem por 2 900 km pelo arquipélago das Ilhas Carolinas no Oceano Pacífico a leste das Filipinas e a norte da Papua-Nova Guiné. O país é um Estado soberano em livre associação com os Estados Unidos, país que tem total responsabilidade pela a defesa dos EFM. Os Estados Federados da Micronésia faziam parte do Protectorado das Ilhas do Pacífico das Nações Unidas, das Nações Unidas sob administração dos Estados Unidos. Em 1979 o país adotou uma constituição, e em 1986 a independência foi alcançada sob um Tratado de Livre Associação com os Estados Unidos.

O país é composto por quatro principais grupos de ilhas: Chuuk, Kosrae, Yap e Pohnpei, onde localiza-se a capital Palikir (ou Paliquir). Separada dos quatro principais estados, estão as ilhas de Nukuoro e Kapingamarangi, que geograficamente e politicamente são parte da Micronésia, porém linguisticamente e culturalmente, seriam mais adequadamente da Polinésia: os idiomas falados nestas duas ilhas são da família samoana das línguas polinésias. A maior cidade dos EFM é Kolonia, capital de Pohnpei.

Os Estados Federados da Micronésia são governados por um Congresso unicamaral com catorze membros eleitos por voto popular. Quatro senadores — um de cada estado — têm mandatos de quatro anos; os restantes dez senadores representam os distritos de acordo com a correspondente população e têm mandatos de dois anos. O presidente e o vice-presidente são eleitos pelo Congresso de entre os quatro representantes dos estados, para mandatos de quatro anos. As suas posições no Congresso são depois preenchidas por eleições especiais. Não existem partidos políticos organizados.

História[editar | editar código-fonte]

O primeiro europeu a visitar as ilhas Carolinas, em 1527, foi o explorador português Diego da Rocha, que chamou-as de "Ilhas Sequeira", mas os navegadores espanhóis, que as conheceram a partir de 1543, chamaram-lhes "Novas Filipinas", até que o almirante Francisco Lazeano lhes deu o nome de Carolinas, em homenagem ao rei Carlos II de Espanha, em 1686. No entanto, só em 1875 a coroa espanhola declarou suas estas terras, fazendo algumas tentativas para fazer valer o seu direito contra a Alemanha, que tinha ocupado Yap e pediu a arbitragem do Papa Leão XIII em 1885, que decidiu a favor de Espanha, mas permitindo aos alemães direitos de comércio livre. Só então Espanha começou a ocupar aquelas ilhas, em 1886. Em 1899, após a Guerra Hispano-Americana, a Espanha vendeu as ilhas à Alemanha por 25 milhões de pesetas (cerca de 1 milhão de libras).

Em 1914, a administração alemã terminou quando a marinha japonesa tomou, à possessão militar, as Ilhas Marshall, Carolinas e Mariana do Norte. O Japão iniciou sua administração formal sob um mandato das Liga das Nações em 1920. Durante este período, a população japonesa na Micronésia chegou a cerca de 100 000 habitantes, enquanto a população indígena era cerca de 40 000}. A cana-de-açúcar, a mineração, a pesca e a agricultura tropical tornaram-se as maiores indústrias da colônia.

A Segunda Guerra Mundial trouxe um fim abrupto à relativa prosperidade experimentada durante a administração civil japonesa. Ao final da guerra, a maioria da infraestrutura existente havia sido devastada pelos bombardeamentos, e as ilhas e a população haviam sido explorados pelo exército japonês ao ponto de empobrecimento.

Em 1947, as Nações Unidas criaram o Protetorado das Ilhas do Pacífico (PIP). Ponape, Truk, Yap, Palau, as Ilhas Marshall e as Ilhas Marianas, juntas, constituíram o PIP. Os Estados Unidos aceitaram o papel de administrar a região, o único membro da ONU a ser designado como "Tutor de Segurança", cuja disposição final estava para ser determinada pelo Conselho de Segurança da ONU. Como administrador das ilhas, os Estados Unidos deveriam "promover avanços na economia e auto-sustentabilidade dos habitantes."

Em 10 de maio de 1979, quatro dos distritos do Protetorado ratificaram uma nova constituição para criar os Estados Federados da Micronésia. Os distritos vizinhos de Palau, das Ilhas Marshall e das Ilhas Marianas optaram por não participar. O Honorável Tosiwo Nakayama, ex-presidente do Congresso da Micronésia, tornou-se o primeiro presidente dos EFM e o ex-presidente de seu gabinete. Os EFM assinaram um Tratado de Livre Associação com os Estados Unidos, que entrou em vigor em 3 de novembro de 1986, marcando a emergência de tutela da Micronésia para sua independência. Sob o tratado, os Estados Unidos teriam total autoridade e responsabilidade na defesa dos EFM. Esta relação de segurança pode ser mudada ou terminada por um acordo mútuo. O tratado prevê concessão de fundos por parte dos Estados Unidos e um programa federal de assistência aos EFM. O emendar da prestação de assistência financeira veio online em 2004. A básica relação de livre associação continua indefinidamente.

Política[editar | editar código-fonte]

O presidente dos Estados Federados da Micronésia Immanuel "Manny" Mori.

Os Estados Federados da Micronésia são governados pela constituição de 1979, que garante os direitos humanos fundamentais e estabelece uma separação dos poderes governamentais. O Congresso de uma só câmara tem catorze membros eleitos pelo voto popular. Quatro senadores — um para cada estado — servem mandatos de quatro anos; os restantes dez senadores representam os distritos de acordo com a respetiva população e têm mandatos de dois anos. O presidente e o vice-presidente são eleitos pelo Congresso de entre os quatro representantes dos estados, para mandatos de quatro anos. As suas posições no Congresso são depois preenchidas por eleições especiais.

O presidente e o vice-presidente são auxiliados por um gabinete nomeado por eles. Não há partidos políticos organizados. O atual líder político micronésio é Emmanuel Mori, conhecido apenas como "Manny".

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Os Estados Federados da Micronésia, assim como o nome indica, são uma federação, divida em quatro estados autônomos. Estes, por sua parte, são divididos em municípios. Eis abaixo uma lista dos estados, suas bandeiras, capitais, área terrestre, população e densidade populacional:

Bandeira Estado Capital Área[2] População[3] Densidade Mapa
Chuuk Chuuk Weno 127 km² 54 595 420 hab/km² Map Chuuk Islands1.png
Kosrae Kosrae Tofol 110 km² 9 686 70 hab/km² Kosrae.png
Flag of Pohnpei (1977-1992).gif Pohnpei Kolonia 346 km² 74 685 100 hab/km² Pohnpei Island.png
Yap Yap Colonia 118 km² 16 436 95 hab/km² Yap Islands.png

Geografia[editar | editar código-fonte]

Mapa dos Estados Federados da Micronésia.

Os Estados Federados da Micronésia possuem 607 ilhas que se estendem por 2 900 km (1 800 milhas) pelo arquipélago das Ilhas Carolinas, a leste das Filipinas. Os quatro grupos de ilhas constituintes são: Yap, Chuuk (chamada de Truk até janeiro de 1990), Pohnpei (Ponape até novembro de 1984), e Kosrae. A capital federal é Palikir (ou Paliquir), em Pohnpei. Separada dos quatro principais estados, estão as ilhas de Nukuoro e Kapingamarangi, que geograficamente e politicamente fazem parte da Micronésia, porém linguisticamente e culturalmente, seriam da Polinésia: os idiomas falados nestas duas ilhas são da família samoana das línguas polinésias.

A Micronésia goza de um clima tropical, com altas temperaturas ao longo do ano. A chuva é geralmente abundante, e Pohnpei é, supostamente, um dos lugares mais úmidos do planeta, com até 8,4 m (330 in) de chuva por ano. No entanto, há condições de seca que ocorrem periodicamente na Micronésia, especialmente quando o fenômeno El Niño move-se para a parte Oeste do Oceano Pacífico, e as fontes subterrâneas encolhem em proporções emergenciais. Tufões tropicais são uma ameaça anual, particularmente aos atóis de baixa altitude.

Economia[editar | editar código-fonte]

Apesar das suas potencialidades turísticas (paisagem natural intacta, equilíbrio ecológico e belas praias), esta é uma indústria que se encontra ainda largamente por desenvolver.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Ambox important.svg
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A população é contada em 540 000 habitantes (2000), sendo micronésios 87%, polinésios 11,5%, outros 1,5% (1996).

Os micronésios são conhecidos como os melhores construtores de canoas.

Destacam-se na arte do tecido, onde utilizam elementos naturais, e na escultura.

Encontra-se artesanato local nas lojas e nos elementos que formam a vida cotidiana do país.

Não há galerias de arte, mas há um pequeno museu em Kosrae e em Chuuk.

A dança é uma das expressões típicas tradicionais, aliás, quanto à música, ela conta com um pequeno número de instrumentos musicais. Distinguem-se a flauta e a concha marinha.

Lembre-se que as manifestações culturais na Micronésia são mais "singelas", talvez pelo pequeno território ou pelo fato de constituir uma encruzilhada de caminhos.

Embora sua simplicidade, não deixa de ter interesse para o estrangeiro.


Religião[editar | editar código-fonte]

Aproximadamente 95,4% dos micronésios seguem o Cristianismo.[4] Várias denominações protestantes, assim como a Igreja Católica, estão presentes em todos os estados da Micronésia.[5] A maioria dos grupos protestantes têm suas raízes em missionários americanos.[5]

Turismo[editar | editar código-fonte]

O conjunto de ilhas que formam os Estados Federados da Micronésia oferece ao visitante a oportunidade de conhecer um paraíso do relaxamento e do bem estar, em qualquer das areias brancas que rodeiam cada um dos estados. A Micronésia proporciona realizar numerosas excursões e mover-se de uma ilha para outra e conhecer uma cultura, uma história e uma língua diferente em cada uma delas.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Brower, Kenneth; Harri Peccinotti. Micronesia: The Land, the People, and the Sea. Baton Rouge: Louisiana State University Press, 1981. ISBN 0807109924.
  • Darrach, Brad; David Doubilet. (1995). "Treasured Islands". Life (August 1995): 46–53.
  • Falgout, Suzanne. (1995). "Americans in Paradise: Anthropologists, Custom, and Democracy in Postwar Micronesia". Ethnology 34 (Spring 1995): 99–111. DOI:10.2307/3774100.
  • Friedman, Hal M.. (1993). "The Beast in Paradise: The United States Navy in Micronesia, 1943–1947". Pacific Historical Review 62 (May 1993): 173–195.
  • Friedman, Hal M.. (1994). "Arguing over Empire". Journal of Pacific History 29 (1994): 36–48. DOI:10.1080/00223349408572757.
  • Hanlon, David. Remaking Micronesia: Discourses over Development in a Pacific Territory, 1944–1982. Honolulu: University of Hawaii Press, 1998. ISBN 0824818946.
  • Hezel, Francis X.. (1995). "The Church in Micronesia". America 18 (February 1995): 23–24.
  • Kluge, P. F.. The Edge of Paradise: America in Micronesia. New York: Random House, 1991. ISBN 0394581784.
  • Malcomson, S. L.. (1989). "Stranger than Paradise". Mother Jones 14 (January 1989): 19–25.
  • "Micronesia: A New Nation". U.S. News & World Report (October 15, 1984): 80–81.
  • Parfit, Michael. (2003). "Islands of the Pacific". National Geographic 203 (March 2003): 106–125.
  • Patterson, Carolyn Bennett. (1986). "In the Far Pacific: At the Birth of Nations". National Geographic 170 (October 1986): 460–500.
  • Peoples, James G.. (1993). "Political Evolution in Micronesia". Ethnology 32 (Winter 1993): 1–17. DOI:10.2307/3773542.
  • Rainbird, Paul. (2003). "Taking the Tapu: Defining Micronesia by Absence". Journal of Pacific History 38 (September 2003): 237–250. DOI:10.1080/0022334032000120558.
  • Schwalbenberg, Henry M.; Thomas Hatcher. (1994). "Micronesian Trade and Foreign Assistance". Journal of Pacific History 29 (1): 95–104. DOI:10.1080/00223349408572762.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Human Development Report 2014 (em inglês) (24 de julho de 2014). Visitado em 2 de agosto de 2014.
  2. FSM government website - Geography
  3. FSM government website - Population
  4. Micronesia Forum Pew. Visitado em 11 de maio de 2014.
  5. a b International Religious Freedom Report 2007: Micronesia, Federated States of U.S Department of State. Visitado em 12 de maio de 2014.