Estados Unidos da Europa

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Os Estados Unidos da Europa é um nome dado a uma versão da possível unificação da Europa como uma federação nacional e soberana de estados similares aos Estados Unidos da América.

No princípio dos anos de 1920, o Comintern levantou a possibilidade de apoiar a constituição de uns Estados Unidos da Europa, quando a revolução bolchevique atingisse os países capitalistas do extremo ocidental europeu [1]

Há uma versão alternativa de unificação mediante uma confederação de estados soberanos que lhe foi dado o nome de Europa Unida, que foi o nome proposto por Valéry Giscard d'Estaing para o Tratado de Roma de 2004.

Origem do nome[editar | editar código-fonte]

O termo "Estados Unidos da Europa" foi usado repetidamente por Victor Hugo, em um discurso no Congresso Internacional da Paz, realizado em Paris em 1849 e, em seguida, na Assembleia Nacional Francesa, em 1 de março de 1871. Trotsky criou o slogan "Para os Estados Soviéticos Unidos da Europa" em 1923. Foi, do mesmo modo, o título de um livro de 1931 do político francês Edouard Herriot.

Interpretação da unificação europeia[editar | editar código-fonte]

A expressão "Estados Unidos da Europa", geralmente identifica uma federação. Ela defende um sistema federal de governo semelhante ao dos Estados Unidos da América, onde o poder é transferido dos Estados-Membros para uma autoridade do governo central. Historicamente, a França foi o maior defensor dessa forma de governo para manter a independência da força militar e financeiro dos Estados Unidos e da extinta URSS.

O ponto de vista alternativo da unificação europeia tem sido o impulso para uma União Europeia como uma confederação comercial e financeira. Este tem sido apoiado pelo Reino Unido e pelos Estados Unidos.

Personalidades federalistas[editar | editar código-fonte]

Winston Churchill[editar | editar código-fonte]

O termo "Estados Unidos da Europa" foi usado por Winston Churchill em um famoso discurso em 1946 na Universidade de Zurique. Este discurso é frequentemente associado com o início do processo que levou à formação da União Europeia. Quando Churchill fez este discurso não viu a Reino Unido na Europa. Ele acreditava que o futuro britânico iria recair com os Estados Unidos, o Império e a Commonwealth.

Cquote1.svg (...)Temos de construir uma espécie de Estados Unidos da Europa, e só dessa forma centenas de milhões de trabalhadores serão capazes de reconquistar a simples alegria e esperança que tornam a vida interessante. O processo é simples. Tudo o que você precisa é o objetivo de centenas de milhões de homens e mulheres, fazer o bem ao invés de fazer o mal e como recompensa bênçãos ao invés de maldições(...)[2] Cquote2.svg
Winston Churchill

Guy Verhofstadt[editar | editar código-fonte]

Guy Verhofstadt, primeiro-ministro belga, escreveu o livro Veregnide Staten van Europa (Estados Unidos da Europa) no qual ele afirmava, segundo os resultados de um inquérito do Eurobarômetro, que os cidadãos médios europeus queriam mais Europa. O livro foi apresentado em novembro de 2005, ele traz os resultados negativos do Referendo da Constituição Europeia na França e nos Países Baixos (Holanda).

Verhofstadt acha que poderia criar uma Europa federal dentre os países que assim o desejarem.[3] Ou seja, criar um Centro Federal que ficaria no centro da atual União Europeia. Para a criação desta união política, pode-se partir do exemplo estadunidense da Convenção da Filadélfia de 1787.[3] Mas acredita-se que os Estados Unidos da Europa sejam uma cópia dos Estados Unidos da América.[3] Desta forma, defende-se que parte dos impostos recolhidos pela Europa e que sejam um exército europeu.[3]

Personalidades pelo Estado Europeu[editar | editar código-fonte]

Oswald Mosley[editar | editar código-fonte]

Sir Oswald Ernald Mosley, um dos principais líderes fascistas da Inglaterra, amigo pessoal de Adolf Hitler, lançou logo após a Segunda Guerra Mundial a ideia de construir um Estado para a Nação Europeia. Entre 1953 e 1959, através do jornal "The European" (O Europeu), Mosley foi um dos mais fervorosos adeptos da ideia de unificação europeia. Na "Declaração Europeia", aprovada na conferência de Veneza, no dia 1 de Março de 1962, defendeu nomeadamente a constituição de um governo europeu, com uma única política externa e de defesa, uma única política económica e financeira, e de investigação científica.

Pasqual Maragall[editar | editar código-fonte]

Também o político espanhol Pasqual Maragall, ex-presidente da Generalitat de Catalunya e está agora envolvido na criação do Partido Democrático Europeu, declarou a favor de uma Europa politicamente unida, mas não chamada de Estados Unidos da Europa. Maragall considera a Europa uma grande pátria, dizendo:[4]

Cquote1.svg Federalismo tem sido e é desde um século atrás, a única solução para os problemas de um político na Espanha e na Europa. Agora é(...) Europa. É a nossa grande nova casa. Os italianos os viram primeiro. Tanto os políticos como os empresários(...) E nós temos que acompanhá-los. Espero que Prodi e Zapatero, não sem dificuldades, conseguirão por este caminho. (...) Devemos estar preparados para contribuir para estes processos. Pessoalmente, acompanharei, e não só, a tentativa italiana de criar o Partido Democrático Europeu (PDE)(...) Repito, agora é a Europa. Por esta razão, eu estava em Roma por seis meses, o nascimento da EDP... Cquote2.svg
Pasqual Maragall

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Norman Davies, Europe - A History, Londres, Oxford University Press, 1997, p. 12.
  2. Winston Churchill (19 de Setembro de 1946). Discurso de Churchill en Zurich 19 de septiembre de 1946 (em espanhol) historiasiglo20.org. Visitado em 26 de Janeiro de 2007.
  3. a b c d Juan Oliver (22 de abril de 2007). «Los europeos están preparados para una unión política más profunda» (em Espanhol) La Voz de Galicia. Visitado em 26 de janeiro de 2007.
  4. Pasqual Maragall (30 de maio de 2007). Carta a los Amigos (em espanhol) La Vanguardia. Visitado em 26 de janeiro de 2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]