Estefânia de Beauharnais
| Estefânia de Baden | |
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| Grã-Duquesa de Baden Viscondessa de Beauharnais Princesa Francesa |
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| Período | 10 de Junho de 1811 - 8 de Dezembro de 1818 |
| Predecessor | Carolina Luísa de Hesse-Darmstadt |
| Sucessor | Sofia da Suécia |
| Cônjuge | Carlos I de Baden |
| Descendência | |
| Luísa Amélia de Baden Filho sem nome Josefina de Baden Alexandre de Baden Maria Amélia de Baden |
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| Pai | Claude de Beauharnais |
| Mãe | Claudine Françoise Adrienne Gabrielle de Lézay-Marnézia |
| Nascimento | 28 de Agosto de 1789 Versailles, França |
| Morte | 29 de janeiro de 1860 (70 anos) Nice, França |
A princesa Estefânia de Beauharnais (Estefânia Luísa Adriana), (28 de Agosto de 1789 - 29 de Janeiro de 1860) foi a consorte do grão-duque Carlos I de Baden.
Índice |
Família [editar]
Nascida em Versalhes no inicio da Revolução Francesa, Estefânia era bisneta de Claude de Beauharnais e Renée Hardouineau, que se casaram em La Rochelle em 1713. O filho mais velho do casal era François de Beauharnais, marquês de la Ferte-Beauharnais que foi governador de Martinique. O seu filho mais novo era Claude de Beauharnais, 1.º conde des Roches-Baritaud, que era o avô paterno de Estefânia.
Claude casou-se em 1753 com Marie Anne Françoise Mouchard, conhecida no mundo da poesia como Fanny de Beauharnais. O seu filho mais velho era Claude de Beauharnais, 2.º conde des Roches-Baritaud. Em 1783, o segundo conde casou-se com Claude Françoise de Lezay. Deste casamento nasceram o seu irmão mais velho, Alberic de Beauharnais, e da própria Estefânia. O seu pai voltou a casar-se em 1799 com Suzanne Fortin-Duplessis. Deste casamento nasceu a meia-irmã de Estefânia: Joséphine de Beauharnais, marquesa de Quiqueran-Beaujeu.1
Subida ao Poder de Napoleão Bonaparte [editar]
Contudo, seria outra Josefina que iria definir o destino da sua família. A 13 de Dezembro de 1779, o visconde Alexandre de Beauharnais, primo direito do seu pai, casou-se com Joséphine Tascher de la Pagerie. A 23 de Julho de 1794, Alexandre foi guilhotinado. Josefina teve casos com várias figuras influentes do governo francês, incluindo Paul François Jean Nicolas Barras que a apresentou a um dos seus favoritos, Napoleão Bonaparte. Napoleão começou a cortejá-la pouco depois. A 9 de Março de 1796, os dois casaram-se.
O general Napoleão tornou-se então padrasto dos dois filhos de Josefina: Eugénio de Beauharnais e Hortênsia de Beauharnais, primos em segundo-grau de Estefânia. Como a sua influência e riqueza continuaram a aumentar, Napoleão acabou por tornar-se o chefe de família tanto dos Bonaparte como dos Beauharnais. Pouco depois Estefânia viu o novo membro da sua família a tornar-se primeiro cônsul da França.
O seu "tio" coroou-se imperador da França a 2 de Dezembro de 1804. Como membro proeminente da família imperial, Estefânia residia no Palácio das Tulherias. O seu novo estatuto permitia-lhe viver uma vida bastante luxuosa. Contudo, não faltava muito para que ela tivesse de deixar o palácio e o país.
Em consequência do esforço de Napoleão para assegurar uma aliança com o príncipe-eleitor de Baden, foi arranjado um casamento entre os descendentes de ambos os soberanos com o objectivo de unir as duas dinastias. O príncipe-eleitor escolheu o seu neto, o príncipe Carlos. No entanto, Napoleão não tinha descendentes legítimos, por isso decidiu adoptar oficialmente Estefânia como sua filha, conferindo-lhe o título de "Princesse Française" (Princesa Francesa), com o tratamento de Alteza Imperial. O casamento celebrou-se em Paris, a 8 de Abril de 1806. A 25 de Julho, o título do avô do seu novo marido foi elevado para grão-duque de Baden e seria ele a liderar a Confederação do Reno.
Segundo a maior parte dos testemunhos, o casamento não teve grande sucesso. O seu marido estava determinado a continuar a sua vida de solteiro, escolhendo Karlsruhe como sua residência oficial. Estefânia teve permissão para residir separadamente em Mannheim. Nem as queixas oficiais do imperador francês resolveram a situação. O grão-duque (avô de Carlos) ofereceu Schwetzingen para se tornar a residência comum do casal, mas apenas Estefânia aceitou a proposta. A situação mudou ligeiramente quando se tornou evidente que o grão-duque estava a envelhecer e não ia viver por muito mais tempo. O casal ter-se-à reconciliado para conseguir gerar um herdeiro.
Descendentes [editar]
A 10 de Junho de 1811, o marido de Estefânia, Carlos, sucedeu o avô como grão-duque de Baden. O casal teve cinco filhos:
- Luísa Amélia de Baden (5 de Junho de 1811 - 19 de Julho de 1854), casada com o príncipe Gustavo da Suécia; com descendência.
- Filho sem nome (29 de Setembro de 1812 - 16 de Outubro de 1812), morreu com poucos dias.
- Josefina de Baden (21 de Outubro de 1813 - 19 de Junho de 1900), casada com o príncipe Carlos António de Hohenzollern-Sigmaringen; com descendência.
- Alexandre de Baden (1 de Maio de 1817 - 8 de Maio de 1817), morreu com um ano de idade.
- Maria Amélia de Baden (11 de Outubro de 1817 - 17 de Outubro de 1888), casada com William Hamilton, 11.º duque de Hamilton; com descendência.
Entre os seus descendentes encontram-se os antigos reis da Roménia e o antigo rei da Jugoslávia, bem como o actual rei da Bélgica, o grão-duque do Luxemburgo e o príncipe do Mónaco.
Viuvez [editar]
O grão-duque morreu a 8 de Dezembro de 1818 e Estfânia ficou viúva o resto da sua longa vida. Terá sido uma mãe atenciosa para as suas três filhas. A sua residência em Mannheim tornou-se um popular salão para artistas e intelectuais. Estefânia morreu em Nice, na França, aos setenta e um anos de idade, em 1860, quarenta e um anos depois da morte do marido.
Referências
- Este artigo foi elaborado a partir de tradução do artigo Stéphanie de Beauharnais, da Wikipédia em inglês, que se encontrava nesta versão.