Estela de Ankh-ef-en-Khonsu

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Ídolo Egípicio

A Estela de Ankh-ef-en-Khonsu foi descoberta em 1858 durante escavações arqueológicas no templo mortuário de sacerdotes de Montu em Deir el-Bahari,[1] [2] por François Ferdinand Auguste Mariette[2] . Foi dedicada ao sacerdote Ankh-ef-en-Khonsu[3] . Foi descoberta perto de um conjunto de dois sarcófagos e estima-se que foi confeccionada entre 680 e 670 aC, no período final da XXV dinastia egípcia ou no início da XXVI dinastia egípcia,[4] sendo um exemplo típico do fim do Terceiro Período Intermediário de Tebas.[5]

Inicialmente foi inventariada no Museu de Bulaq sob o número 666, e foi transferida em 1902 para o Museu Egípcio do Cairo (número de inventário A 9422; número de registro temporário 25/12/24/11), onde permanece até hoje.

Formato[editar | editar código-fonte]

O monólito é feito de madeira e coberta com um emplastro de gesso, o qual foi pintado; mede 51,5 centímetros de altura e 31 centímetros de largura. Na frente Ankh-ef-en-Khonsu é como um sacerdote de Montu pode ser visto, ele está apresentando oferendas ao deus com cabeça de falcão Re-Harakhty ("Re-Horus dos dois horizontes"), uma forma sincrônica do deuses Ra e Hórus, que está sentado em um trono. O símbolo do oeste, o lugar dos mortos, é visto atrás de Re-Harakhty. Acima dos valores é uma representação de Nut, a deusa do céu que se estende de horizonte a horizonte. Diretamente abaixo dela é o Disco Solar Alado, Hórus de Behdet.

No bloco encontra-se trechos de versos do Livro Egipcio dos Mortos.

Os adeptos da filosofia religiosa de Thelema, fundada por Aleister Crowley, a conhecem como "Estela da Revelação" que é um elemento central daquela filosofia religiosa.

Este ídolo existe sendo citado varias vezes no livro Bíblico de Daniel no Antigo Testamento e citado uma vez no Novo Testamento no livro do Evangélico de Mateus.[6]

Verso[editar | editar código-fonte]

Registro do topo

Behdet (Hadit?), o Grande Deus, o Senhor do Céu.

Registro médio: (duas linhas verticais para a esquerda )

Ra-Harakhti, Mestre dos Deuses

(cinco linhas verticais para a direita):

Osíris, o Sacerdote de Montu, Senhor de Tebas, Porteiro de Nut em Karnak, Ankh-f-n-Khonsu, o Justificado.

Gado, Gansos, Vinho (?), Pão.

Atrás do deus está o hieroglifo de Amenti.

Registro baixo:

Diz Osíris, o Sacerdote de Mentu, Senhor de Tebas, aquele que abre as Portas de Nu em Karnak, Ank-f-n-Khonsu o Justificado: "Salve, Tu cujo elogio é grande (o grandemente elogiado), tu de grande vontade. Ó Alma (ba) mui terrível (literalmente poderosa, de terror) que dá o terror dele entre os Deuses, brilhando em glória sobre seu grande trono, abrindo caminhos para a Alma (ba) para o Espírito (yekh) e para a Sombra (Khabt): Eu estou preparado e brilho como quem está preparado. Eu abri caminho ao lugar onde estão Ra, Tom, Khepri e Hathor. Osíris, o Sacerdote de Mentu, Senhor de Tebas Ankh-f-n-Khonsu, o Justificado; filho de MNBSNMT (O nome do pai. O método de soletrar indica que é um estrangeiro) nascido da portadora-do-Sistro de Amon, a Senhora Atne-sher.

Reverso[editar | editar código-fonte]

Ídolo Egípcio

Diz Osíris, o Sacerdote de Mentu, Senhor de Tebas, Ankh-f-n-Khonsu, o Justificado:

" Meu coração de minha mãe, meu coração (palavra diferente, aparentemente sinônima, mas provavelmente não o seja) de minha existência sobre a terra, não fiques diante de mim contra mim como uma testemunha, não me repilas entre os Juízes Soberanos (uma tradução muito convencional e arbitrária da palavra original), nem inclines contra mim na presença do Grande Deus, o Senhor do Oeste (Osíris, claro), agora que eu estou unido à Terra no Grande Oeste, e não duro mais sobre a Terra".

Diz Osíris (a alma do morto, fosse homem ou mulher, era sempre chamado de Osíris), ele que está em Tebas, Ankh-f-n-Khonsu, o Justificado:

"Ó Único, que brilhas como (ou na) Lua; Osíris Ankh-f-n-Khonsu veio ao alto de entre estas tuas multidões. Ele que reune esses que estão na Luz, o Mundo Inferior (duat) é (também) aberto para ele: vê, Osíris Ankh-f-n-Khonsu vem de dia para fazer tudo que ele deseja sobre a terra entre os vivos ".


Citações em Thelema[editar | editar código-fonte]

Em Liber AL vel Legis 1:14 faz menção a imagem da estela:

14 - Acima, o enfeitado azul
É de Nuit o esplendor nu
Curvado em prazer taful;
Hadit secreto é beijado.
Céu de estrela e globo alado
São meus, Ó Ankh-af-na-Khonsu!

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Henri Gauthier. 1913. Cercueils anthropoïdes des prêtres de Montou. 2 vols. Catálogo das antiquidades egipcias do Museo do Cairo 62 e 65. Cairo: exemplar do Institut Français d'Archéologie Orientale do Cairo.
  2. a b Cynthia May Sheikholeslami. 2003. “The burials of the priests of Montu at Deir el-Bahari in the Theban necropolis.” In The Theban necropolis: Past, present and future, edited by Nigel C. Strudwick and John H. Taylor. London: British Museum Press. 131–137.
  3. EL-LEITHY, Hisham. "Painted Wooden Stelae From Thebes from the 21st to the 26 Dynasties" in Proceedings of the Ninth International Congress of Egyptologists Jean-Claude Goyon e Christine Cardin (org.). Orientalia lovaniensia analecta 150. Leuven: Uitgeverij Peeters, 2007. 585–594 [1]; ver também ZAYED, Abd el-Hamid. "Painted Wooden Stelae in the Cairo Museum," Revue d'égytologie 20 (1968), 149–152.
  4. Abd el Hamid Zayed, "Painted Wooden Stelae in the Cairo Museum," Revue d'égytologie 20 (1968), 149–152, and plate 7.
  5. Peter Munro. 1973. Die spätägyptischen Totenstelen. 2 vols. Ägyptologische Forschungen 25. Glückstadt: Verlag J. J. Augustin. A estela é descrita sob o número 187 no catálogo de Munro.
  6. Estela da Revelação Ocultura. Visitado em 5 de agosto de 2013.