Estereoquímica

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Estereoquímica é um ramo da química que estuda as disposições espaciais de moléculas.

Introdução[editar | editar código-fonte]

No século XIX o minerologista frances René Just Haüy constatou a existência de dois cristais de quartzo que eram diferentes apenas na posição de duas faces. Estes cristais eram imagens especulares um do outro e não eram sobreponíveis.Foram assim denominados enamtiomorfos. Não apenas os cristais mas varios seres vivos, objetos e moléculas possuem enatimorfos. O termo quiral vem da palavra grega cheir que significa mão, e ao colocar uma palma sobre a outra(faça isso com as palmas voltadas para o seu rosto) verá que não se sobrepõem, ou seja os dedos serão opostos, com exceção do dedo médio.Algumas plantas como a trepadeira da espécie Convolvus arvensis enrosca-se para a direita; já a Lonicera sempervirens enrosca-se para a esquerda. Portanto a estereoquímica é o estudo das moléculas que formam enantiomorfos.

Luz natural e luz polarizada[editar | editar código-fonte]

A luz natural é formada por ondas eletromagnéticas, sendo que as ondas elétricas vibram em um plano e as magnéticas em outro, mas perpendicular ao primeiro.Uma luz ou radiação que não foi polarizada é denominada comum e se propaga por todas as direções; já a luz polarizada se propaga em uma única direção.

Polaróides e Polarímetro[editar | editar código-fonte]

Há várias maneiras de polarizar a luz e a mais simples é o uso de um polaróide, o qual possui cristais de substâncias organicas complexas depositados sobre o material plástico transparente, estas estão organizadas em determinadas posições que assim que a luz ou radiação comum passar, esta irá ser polarizada ou seja, vibrará apenas em uma única direção. O polarímetro é um instrumento científico o qual possui em seu interior um prisma de Nicol(CaCO3) uma fonte de radiação(lâmpada de sódio) e um recipiente para a amostra. Quando a luz despolarizada passa por um prisma de Nicol, é polariza, esta segue para o recipiente onde está a amostra dissolvida com um solvente que não causa interferência na polarização da luz. Quando a luz sai do recipiente a radiação chega ao observador, indicando um desvio no plano de sua propagação e este é medido em graus. Nas unidades produtoras de açúcar (usinas de açúcar e álcool) o polarímetro também podem ser chamado de sacarímetro, e este é usado para medir a quantidade de açúcar de uma amostra,e o resultado é expressado em uma unidade denominada Pol. Se a luz observada causar um desvio da luz polariza para a direita esta é denominada dextrógera e na nomenclatura apresenta(+)antes do nome do composto o qual segundo a IUPAC descreverá tal propriedade apresentada acima.Sendo o desvio para a esquerda esta é denominada levógira,sendo assim o símbolo(-)antes do nome do composto para indicar tal propriedade.

Composto ópticamente ativos[editar | editar código-fonte]

Em 1848 Louis Pasteur, trabalhava com cristais do ácido tartárico que se depositavam no fundo dos barris de vinhos durante a fermentação, quando Pauster preparou uma solução aquosa deste composto e analisou-o em um polarímetro, observou que esta solução desviava a luz para a direita, determinando assim este composto como dextrógiro e ópticamente ativa. Preparou outra solução com outros cristais e esta não causou nenhum desvio, o que a caracterizou como ópticamente inativa. Pauster dissolveu novamente este cristais inativos e recristalizou-os na forma de sal de amônio e sódio, e foram formados dois novos tipos de cristais que foram separados por uma pinça por Pauster. Estes cristais eram enatiomorfos, ou seja eram imagens especulares.

Poder rotatório específico[editar | editar código-fonte]

[\alpha\,]{_D20^\circ} = \frac{\alpha\,}{C.d}

O ângulo (\alpha\,) de desvio do plano da luz polarizada que ocorre em uma solução opticamente ativa é representada pela fórmula descrita acima

onde:

20° é a temperatura da solução em graus Celsius.

D representa a transição eletrônica ou raia, que resulta na radiação do comprimento de onda \lambda = 583 nm de uma lâmpada de sódio.

C é a concentração da solução em g/ml.

d é o comprimento do tubo do polarímetro por onde a luz atravessa a solução a qual é expressa em cm.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia consultada[editar | editar código-fonte]

  • Barbosa, Luiz Claudio de Almeida, Introdução a Química Orgânica, editora UFV.
  • Feltre, Ricardo, Fundamentos da química, volume único, 2°edição, Editora Moderna.