Estilete (ferramenta)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Conjunto estilete ou bisturi X-Acto

estilete (português brasileiro) ou bisturi (português europeu) são separadamente nomes de instrumentos de corte, cujo significado alterna do seu sentido próprio para o sentido faca de pena de gume, sempre que se refira a esse tipo de faca induzido pelo nome de marca X-Acto, empregado com valor de adjectivo, em um qualquer dos dois países de língua portuguesa abrangidos pela variante linguística indicada.
Quando se dá essa alternação qualificativa pelo nome de marca X-Acto tanto o nome estilete como o nome bisturi devem exprimir aproximadamente o mesmo significado que consta da entrada X-Acto no Wiktionário de língua inglesa, conforme tradução em português que se segue:

X-Acto - Inglês - Nome próprio - X-Acto ou X-ACTO
1. (marca registada) uma faca de utilidade, geralmente com uma lâmina curta, afiadíssima disponível em forma de pena presa na ponta distensora de haste igual a uma caneta, usada geralmente para trabalhos de artífices e passatempos predilectos. Designada também faca X-Acto.

A faca de pena de gume, do tipo X-Acto, é usada geralmente em trabalhos de artífice e passatempos predilectos como modelos à escala e designada amiúde por defeito apenas como estilete ou bisturi sem menção ao nome de marca X-Acto, o qual permite identificá-la com sua variedade genérica. Antes da chegada da imagem digital e os programas aplicativos para o processamento de texto, a preparação de originais de impressão (literalmente cortar e colar ou montar originais para fotogravura) dependia em grande parte do uso de facas como esta, por serem mais eficazes no recorte e manipulação de pedaços de papel.

O atributo nominativo X-Acto[editar | editar código-fonte]

Qualquer instrumento de corte do género X-Acto é sempre a faca de pena afiada inventada pelo judeu polaco imigrante nos Estados Unidos Sundel Doniger, *1.7.1889 Gmina Suwalki, Podláquia (Polónia) †25.1.1972 Washington, D.C., Estados Unidos, que apresentou o pedido de patente relativo a instrumentos de corte entrado no “United States Patent Office” aos 3.3.1959, data em que lhe coube o n.º 796 972. Este pedido foi deferido após 4 reclamações de oposição aos 17.1.1961, quando então lhe foi concedida a patente n.º 2968489. O instrumento de corte descrito nessa patente é o mesmo instrumento concebido pelo seu inventor em princípios dos anos 1930 utilizando a pena afiada n.º 16, a mesma pena que pode ser vista em anúncios publicados décadas antes, entre outros, o anúncio inserido à página 10, edição Julho 1945 da revista “Popular Science” . Ao iniciar-se a globalização nos anos 1990 esta patente de invenção por decurso do seu prazo de validade deixou de ter protecção completa perante modelos similares. Apesar disso, o nome X-Acto utilizado pelo inventor para identificar comercialmente a sua invenção está até hoje protegido por registo de marca no INPI - (PT) sob n.º 205370. O nome X-Acto não é só do referido modelo de faca, mas também foi denominação da própria empresa do inventor e ainda de outros utensílios dissemelhantes comercializados pela sua empresa, entre os quais se encontram agrafadores, cisalhas, afia-lápis. O nome X-Acto foi criado pelo seu autor com base no adjectivo em castelhano “exacto”, cuja pronúncia em castelhano soa igual à pronúncia em inglês para o grupo de grafemas que constitui o nome X-Acto (eks-æktou), e o seu autor pretendeu com isso incutir a ideia de precisão que se consegue com o emprego desses instrumentos de corte. Eis razão por que não se pode generalizar o uso desse nome de marca como nome genérico para designar outros instrumentos de corte que não tenham a mesma qualidade de corte “exacto”. O uso desse nome sem autorização do seu actual titular constitui violação do direito de nome e também se torna publicidade enganosa, caso seja disfarçado por locuções tais como “tipo X-Acto” ou algo semelhante, se o instrumento anunciado não for similar ao verdadeiro X-Acto e cortar com a “precisão” expectável.

Definição alternativa[editar | editar código-fonte]

Para clarificar o uso dos nomes estilete, bisturi, faca olfa e à mistura o nome de marca X-Acto
"faca olfa" ou "naifa do japão" com uma lâmina de reposição
cortador, tipo Olfa

faca olfa (português brasileiro) ou naifa do japão (português europeu) são locuções equivalentes em significado e correspondem exactamente ao mesmo instrumento que se designa cortador (cutter) da marca registada japonesa Olfa, só que em dimensão proporcionalmente maior que o aludido cortador de marca japonesa. Ao longo da última década, o nome de marca X-Acto tem sido usado em Portugal, de modo impróprio, como se fosse um nome genérico de todos os instrumento de corte que se assemelhem ao citado cortador de marca japonesa Olfa, incluindo a referida faca Olfa. Entretanto no Brasil o nome estilete vem sendo igualmente usado de modo pouco próprio para designar todos os intrumentos cortantes que se pareçam com o dito cortador da marca Olfa, excepto na sua versão de maior tamanho em que se mantém a designação faca olfa. Por causa disso quando se emprega no Brasil o nome estilete com o sentido de uma faca de pena de gume, tipo X-Acto, é necessário acrescentar-lhe a adjectivação: “de precisão” para se evitar confusão de nomes com o cortador Olfa. Acontece que, à excepção de X-Acto, todos esses outros instrumentos de corte aqui referidos se caracterizam por uma única definição, que se descreve do seguinte modo:

  • Instrumento cortante, cuja lâmina é composta por segmentos trapezoidais quebráveis e retrátil na sua própria empunhadura, a qual por sua vez pode ser fabricada em alumínio, ferro, plástico ou acrílico.
  • Este instrumento pertencente ao género faca na variedade canivete (penknife) é usado habitualmente para cortar papel, cartão, alcatifa (alfombra) e outros materiais, e a sua lâmina em tira segmentada é substituível por outra nova igual e regulável através de uma tarraxa que a prende na base da empunhadura para quebrar cada um dos seus segmentos trapezoidais e usá-los até perder o respectivo fio (gume).

Observação: O nome cortador é a tradução do nome em inglês “cutter”, apesar de existir em português o anglicismo “cúter”, não se pode empregá-lo nesse sentido por essa forma aportuguesada não possuir o significado “cortador”. (Michaelis Dicionário Inglês-Português, Edição 54 - Ano 1994 - ISBN 85-06-01599-5).

Descrição[editar | editar código-fonte]

Entende-se por estilete com o sentido de ferramenta desde que o seu significado encerre a definição de um instrumento cirúrgico para sondagens, o qual consta de muitos dicionários de língua portuguesa, entre os quais o Dicionário Francisco Torrinha, 7.ª edição, 1939 - ISBN 9789724610467.

Nome genérico impróprio

No Brasil, desde há muitas décadas, o nome estilete vem sendo empregado de forma pouco própria como nome genérico para designar a faca de pena afiada, tipo X-Acto (nome de marca registrada), e mais recentemente está a ser atribuído também de forma imprópria ao cortador (cutter) da marca registrada Olfa. Estes significados por conotação taxinómica dizem respeito ao género faca, todavia só a primeira destas facas pela sua área de aplicação deveria estar consignada aqui na categoria “materiais de arte”, enquanto a segunda deveria estar consignada na categoria “ferramentas de escritório”.

Instrumento de corte improvisado

faca Kiridashi-Kogatana

Antes do aparecimento do cortador (cutter) e da faca Olfa era muito frequente o utilizador improvisar para uso próprio uma faca obtida a partir de uma serra de metais usada que se quebrava ao meio e se desbastava uma das suas pontas em sentido oblíquo ao comprimento por meio de esmeril até conseguir torná-la pontiaguda com o ângulo de gume enviesado, resultando disso uma lâmina semelhante a um estilete, motivo pelo qual lhe foi atribuído o nome estilete e por semelhança também às suas “aparentes” congéneres: faca de pena afiada X-Acto e cortador Olfa. Após se obter esta lâmina, passava-se à fase em que se lhe acrescentava um cabo ou punho feito de fita isoladora ou esparadrapo (adesivo), madeira ou até mesmo plástico. Uma faca muito semelhante ao estilete assim improvisado é a faca kiridashi-kogatana ainda hoje muito usada no Japão. A utilização de uma serra de metais usada transporta em si uma vantagem que é a qualidade do aço que não se deteriora facilmente com a temperatura atingida pela esmerilagem.

Cortador ou faca do tipo Olfa (lâmina dividida em segmentos trapezoidais quebráveis)

cortador "Olfa"

A locução faca olfa (olfa knife) é o nome genérico que encerra o significado de todo e qualquer tipo de faca que possua lâmina retrátil no próprio cabo e esteja dividida em segmentos trapezoidais quebráveis, e possa ser substituída, após esgotar os seus segmentos trapezoidais por outra lâmina igual aproveitando o mesmo cabo, dentro do qual a lâmina desliza regulada por uma tarraxa que a prende e solta conforme o segmento que se segue para quebrar.

O nome Olfa foi dado ao cortador de lâmina quebrável pelo seu inventor, o japonês Yoshio Okada, em 1956, que o concebeu a princípio apenas para cortar papel (papercutter), mas depois aumentou o seu tamanho para cortar outros materiais mais grossos e flexíveis como alcatifa (alfombra), o qual era então produzido na sua própria fábrica a Olfa (Japão), por esse motivo desde finais dos anos 1970 em Portugal este tipo de faca ficou mais conhecido pelo nome “naifa do japão” (Olfa knife made in Japan), enquanto no Brasil tomou o nome genérico faca olfa (Olfa knife). Entretanto, há bem poucos anos em Portugal, alguns comerciantes ávidos por vender cortadores, tipo Olfa, sem marca ou de marca branca, importados da China, aproveitando-se da falta de conhecimento dos adquirentes, atribuiram inescrupulosamente a estes cortadores, o nome da marca registrada X-Acto, que apesar de impróprio é uma marca conceituada, ainda que o nome X-Acto não seja só marca da faca de pena atrás citada como também de outros objectos dissemelhantes, por exemplo, cisalhas (trimmers).

Faca de cortar alcatifa (alfombra) ou simplesmente faca stanley

"faca stanley" com lâminas de reposição

A faca olfa inventada pelo japonês Yoshio Okada está baseada na faca de cortar alcatifas da Stanley que foi inventada e começou a ser fabricada no início dos anos 1930 pela empresa Stanley Works, de New Britain, Connecticut (E.U.). Esta faca também se tornou conhecida em Portugal, há mais de 50 anos, como faca de cortar alcatifa que se designa vulgarmente por faca stanley. Esta faca possui apenas uma única lâmina em forma de trapézio, a qual após perder o fio (gume) é substituível por outra igual armazenada no interior do seu punho. Por estar relacionado com o tema deve ser aqui assinalado que a Stanley Works, ao iniciar o Século 20, produzia escalpelos descartáveis pela primeira vez para uso médico e científico. O nome Stanley remonta ao industrial Frederick Trent Stanley, fundador da Stanley Works em 1843, que também foi proprietária de patentes registadas nos anos 1930 e que desde então acabaram por expirar. Eis a razão pela qual este tipo de faca, quer da Stanley quer da Olfa, está hoje em dia muito vulgarizado, e não pende qualquer patente sobre a sua invenção, existindo apenas o respectivo nome de marca registada.

Tipos[editar | editar código-fonte]

Bisturi ou estilete (de precisão)
Uma faca X-Acto equipada com uma lâmina "número 2".

Por conotação taxinómica dentro do género “faca” ambos são designações relativas à faca de pena afiada e mais conhecidos por adjectivação como X-Acto. Este nome de marca registrada qualifica tanto em Portugal como no Brasil, respectivamente, o bisturi e o estilete que é do tipo X-Acto devido à alta precisão no corte de contornos. O tipo de faca de pena afiada X-Acto é muito empregado em aerografia, modelismo, maquete e pinstriping. Existem muitos modelos e fabricantes da faca de pena do tipo X-acto, apesar disso esta faca pelo seu aspecto, fins e aplicações não se confunde com o cortador ou a faca olfa atrás descrita. O bisturi ou estilete do tipo X-acto também se torna inconfundível por ser uma faca em forma de caneta, cuja lâmina é uma pena curta e afiada presa na extremidade dianteira da sua haste ou cabo. Este tipo de faca é uma evolução da faca de pena afiada levada a efeito no princípio dos anos 1930 por Sundel Doniger, judeu polaco imigrante nos Estados Unidos, que fundou a empresa fabricante da faca que até hoje leva esta marca e que dá nome a uma divisão inteira da atual empresa proprietária e titular da marca registrada X-acto; O próprio Sundel Doniger tentou introduzi-la como um instrumento para incisões cirúrgicas, mas não teve êxito, dado ser um bisturi, cuja limpeza se tornava difícil, mas posteriormente com a sua aplicação no campo das artes e de passatempo predilecto conseguiu grande sucesso.

Supõe-se que a pena de gume (cutting pen) em metal tenha sido um apetrecho desenvolvido por Alois Senefelder , o inventor da litografia (1798), quando este necessitava desenhar directo na pedra calcária própria para uso em litografia. A pena de gume é uma peça conhecida e desenvolvida pelo homem desde o Paleolítico, então trabalhada em pedra lascada, como lâmina para facas rudimentares. O nome pena provavelmente foi dado como paradigma em alusão à pena de aves.

Faca bailarina (conhecida em inglês como "swivel knife")

Como o próprio nome o diz, não é estilete e nem bisturi, mas uma "faca" de pena de gume, cuja ponta distensora, onde se prende a pena, é giratória a 360º para permitir efectuar cortes arredondados ou curvilíneos em movimentos circulares com muita precisão. Alternativamente para utilização em igual tipo de corte há ainda outras facas, por exemplo, a faca circular, cujo disco de gume é rotatório ou a faca de pena afiada, cuja pena é afixada numa haste de compasso preparado para esse fim.

Correspondência ajustável de cada tipo de faca Olfa ou Stanley
Diferentes facas e cortadores

O cortador ou faca Olfa com lâmina quebrável, a qual também se designa lâmina de segmentos, e a faca de utilidade Stanley com lâmina fixa em forma de trapézio ou faca de gancho para o corte de chapas de acrílico apresentam diferenças entre si. Enquanto os cortadores ou facas Olfa com lâmina segmentada, de um modo geral, foram concebidos para cartão,since papel, cartão de gesso (PGL,dito também Pladur) e materiais mais finos, a maioria termoplásticos, podem ser cortados com a faca de utilidade Stanley de lâmina fixa ainda adicionalmente alcatifa (alfombra), chapas, sacos ou cabos.

Para as empunhaduras de facas de segmentos, que existem em comprimentos de lâminas segmentadas clássicas com 9 mm e 18 mm, estão disponíveis também pegas em borracha espumosa que não cocha. Agora há também na Europa lâminas de segmentos de 22 mm e 25 mm com empunhaduras correspondentes. Estas lâminas são feitas geralmente só de aço HCS por razões de custos. Todavia, há também lâminas com revestimento de nitrito de titânio, as quais cortam bem para lá das suas durezas também o alumínio e o aço macio. As lâminas feitas de aços de silício-manganês são a novidade no mercado. Também o estão em oferta facas equipadas com armazém de recarga que recarregam automaticamente uma tira nova de lâminas, sempre que a anterior já esteja gasta.

Glossário[editar | editar código-fonte]

Faca de Pena de Corte (Gume ou Afiada)

Moderna faca de pena

A faca de pena possui uma lâmina pequena, afiadíssima e presa geralmente numa caneta (o cabo). “A pequena lâmina” que se encaixa por articulação numa faca de articulação multipartida (“canivete”) de boa vontade é também assinalada como faca de pena (penknife, "Longman Dictionary of Contemporary English" ISBN 3-526-50813-5).

O ângulo de corte da lâmina situa-se entre 13 e 19º. Nos tempos antigos as cânulas das penas de grandes aves eram geralmente adaptadas para escrever e desenhar. Actualmente semelhantes facas são empregadas por alguns utilizadores para aguçar lápis, lápis de cor, giz de desenho etc.
Tais facas são também usadas, por exemplo, para modelar e cortar diferentes materiais na arte de gravação ainda como na caligrafia para o aguçar de penas de escrita.

Uma faca de pena tradicional no Japão, a qual se utiliza até hoje, é a Kiridashi-Kogatana, uma lâmina inteiriça de 15-20 mm de largura, a qual é afiada de esguelha de um ou dois lados ao eixo longitudinal.

Pena de Gume, Pena de Corte ou simplesmente Pena Afiada

Entende-se por pena de gume (de corte ou pena afiada) o artefacto metálico ao qual se dá uma forma aproximadamente muito parecida com um bico de pena de escrever que se adapta numa caneta (cabo) e assim juntos são transformados em instrumento de corte para papel, couro ou similar.

O nome pena pode parecer um pouco enganoso, porque não se trata de uma pena natural de alguma espécie de ave no verdadeiro sentido da palavra, mas de nome cuja significação é paradigmática pela semelhança em aparência e uso com a pena de escrita que se encaixa na caneta.

A pena de gume encontrou certo uso no ofício de encadernador, no recorte de fotografias, nos trabalhos de montagens artesanais ou construção de modelos. Ela, através da sua extremidade, que normalmente termina em ponta de lança, permite fazer trabalhos comparativamente mais precisos e confortáveis do que se pode fazer com facas de lâminas substituíveis ou cortadores de lâminas de segmentos quebráveis. Contudo, os custos mais elevados são comparativamente desvantajosos face às facas de segmentos quebráveis, porque a pena de gume é trabalhada com mais dispêndio e, consequentemente no embotamento tanto deve ser afiada de novo como substituída.

Fio, Gume ou Corte

O fio, gume ou corte de uma pena metálica afiada é o ponto convergente dos seus dois lados faciais para formar um vértice, em que a espessura entre ambas é a mais reduzida. Esta é a parte mais afiada do bico de pena e a sua espessura a mais reduzida, por isso oferece pouca massa de superfície para se introduzir em algum material, mas a pouca consistência faz com que essa parte simultaneamente se torne mais frágil ao rombo. Quando o gume está rombo é preciso retirar-lhe material com afiador adequado para refazê-lo. Se o gume ficar virado então só se pode corrigi-lo com um assentador, tipo chaira, mas próprio para a sua dimensão reduzida. Quem tiver um pouco de cuidado poderá facilmente aperceber-se da diferença entre ambos, o gume rombudo brilha reflectindo a luz de qualquer ângulo, e o gume dobrado deixa sentir a rebarba existente pelo tacto.

Lâmina em tira de segmentos quebráveis para reposição em cortadores, tipo olfa

Faca de lâmina segmentada ou de "lâmina quebrável"

Neste caso de lâmina quebrável, a lâmina é de um tipo de faca, em que a zona de função embotada da lâmina é interrompida ao longo de um ponto de ruptura pré-estabelecido para libertar a zona já inutilizada para o corte. Desse modo pode ser restaurado o corte de uma ferramenta de corte com muito pouco esforço e sem ferramentas adicionais (como seria necessário por exemplo, para a afiação). Estas lâminas existem em tiras de lâminas segmentadas com 6 mm, 9 mm, 12 mm, 18 mm, 22 mm e 25 mm. As tiras de lâminas segmentadas de 9 mm e 18 mm estão mais vastamente propagadas. A tira de 6 mm só é aplicável como cortador de agulheta para artífices de artes gráficas. As tiras de lâminas de 22 mm e 25 mm estão projectadas mais fortes (0,72 mm de espessura) e principalmente para fins de acabamentos de interiores como cartão de gesso (tipo Pladur) ou materiais de construção termoplásticos. Em maioria as lâminas são feitas de aço HCS (sem liga para ferramentas), há também lâminas revestidas de nitrito titânico e lâminas de aço duro nos Estados Unidos e Japão. As lâminas quebráveis encontram aplicação em cortadores, porque neste caso uma lâmina muito afiada é a condição principal para a maioria das áreas de aplicação.

Os cortadores, tipo olfa, em tamanho médio (igual ao da imagem aqui ao lado direito) estão mais aptos para abertura de embalagens, correspondências e como material de ecritório. Possuem ajuste para a substituição da lâminas, que podem ser substituídas através de rompimento da ponta, que gera uma nova extremidade afiada.

Enlaces externos[editar | editar código-fonte]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

estilete s.m. lâmina fina e pontiaguda (de estilo, do lat. stilu- + sufixo diminutivo -ete) in Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora, 6.ª edição 1986 – Infopedia: estilete [e] s.m. – 1. instrumento com lâmina fina e pontiaguda (De estilo+ete, do latim stilu-, «ponteiro afiado para escrever em tabuinhas enceradas»)

Ícone de esboço Este artigo sobre ferramentas é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.