Estimulação cerebral profunda

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Raio X dos eletrodos de ECP em cima. O metal visto nos dentes é um aparelho dentário e não tem relação com o ECP.

Estimulação cerebral profunda ou ECP(do inglês Deep Brain Stimulation (DBS)) é um tratamento neurocirúrgico para transtornos neurológicos usando um marcapasso cerebral que envia impulsos elétricos a determinada parte do encéfalo. É usado no tratamento de doenças neurológicas em que a medicação não foi eficiente e que causa amplos prejuízos ao paciente.[1]

Substituiu as neurocirurgia ablativas (lobotomias) por ser mais adaptativa, reversível e eficaz.[2]

Aplicações[editar | editar código-fonte]

Pode ser usado para tratar[3] :

Em alguns países como os EUA ainda não foi aprovado seu uso para a epilepsia, mas é permitido e usado em boa parte do mundo, especialmente na Europa.[2]

Pesquisas[editar | editar código-fonte]

Pesquisas estão sendo feitas para que seja usado também no tratamento de[2] [4] :

Funcionamento[editar | editar código-fonte]

Com a instalação cirúrgica de eletrodos no cérebro, um controle externo permite regular a estimulação elétrica da áreas subcorticais com déficit neurológico e assim reequilibrar os circuitos neuronais danificados diminuindo a frequência de problemas como tremores, rigidez e contrações musculares involuntárias. Mesmo sem medicação complementar diminui aproximadamente 57% desses sintomas.[5]

Teorizam que no futuro possa a vir a ser usada para aumentar a eficiência de cérebros normais, levantando questões éticas importantes, porém atualmente o uso é estritamente para tratamento de doenças.

Efeitos adversos[editar | editar código-fonte]

Dentre os efeitos adversos já relatados incluem alucinações, distúrbios cognitivos, hipersexualidade, depressão, mudança de personalidade e jogo patológico. Porém quando os problemas superam os benefícios do tratamento é possível desligar o aparelho e voltar a algum tratamento mais conservador. Outro possível problema é o deslocamento dos eletrodos, que nesse caso podem ser reposicionados com uma nova cirurgia ou retirados a pedido do paciente e família.[6]

Referências

  1. Kringelbach ML, Jenkinson N, Owen SLF, Aziz TZ (2007). "Translational principles of deep brain stimulation". Nature Reviews Neuroscience. 8:623–635. PMID 17637800.
  2. a b c http://www.fcsaude.ubi.pt/thesis/upload/0/1147/tesediogomirandapdf.pdf
  3. http://www.medtronicdbs.com/essential-tremor/index.htm
  4. Robertson MM. "Gilles de la Tourette syndrome: the complexities of phenotype and treatment". Br J Hosp Med (Lond). 2011 Feb;72(2):100–7. PMID 21378617
  5. Lyons MK. Deep brain stimulation: current and future clinical applications. Mayo Clin Proc. [Review]. 2011 Jul;86(7):662-72.
  6. Burn DJ, Tröster AI (September 2004). "Neuropsychiatric complications of medical and surgical therapies for Parkinson's disease". J Geriatr Psychiatry Neurol 17 (3): 172–80. doi:10.1177/0891988704267466. PMID 15312281.