Estrôncio-90

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Estrôncio-90 (Sr-90) é um dos isótopos radioativos do estrôncio. Seu número atômico é 38, e seu número de massa é 90.1

Estrôncio[editar | editar código-fonte]

O elemento estrônico (Sr) ocorre naturalmente como um elemento não-radioativo, e tem dezesseis isótopos conhecidos. Dos seus isótopos que ocorrem na natureza, quatro são estáveis (Sr-84, Sr-86, Sr-87 e Sr-88) e doze são radioativos, sendo que, destes, o mais importante é o estrôncio-90, seguido do estrôncio-89, encontrado em reatores, e o estrôncio-85, utilizado na indústria e na medicina.2

Descoberta[editar | editar código-fonte]

O isótopo estrôncio-90 foi descoberto nos anos 1940, nos experimentos ligados ao desenvolvimento da bomba atômica. Ele é um produto da fissão do urânio e do plutônio, tanto nos reatores nucleares quanto nas explosões de bombas atômicas.2

Sr-90 não existe na natureza, ocorrendo como subproduto da desintegração do Bromo-90, através do decaimento beta: Br-90 -> Kr-90 -> Rb-90 -> Sr-90.1

Física[editar | editar código-fonte]

Sr-90 decai através da emissão beta, sem produzir radiação gama, no isótopo Ítrio-90. Sua meia-vida é de 29,1 anos. Y-90 decai, também através da emissão beta, em um isótopo estável do zircônio, com meia-vida de 64 horas (2,7 dias).2 1

Biologia[editar | editar código-fonte]

O estrôncio é quimicamente semelhante ao cálcio, assim este elemento se concentra nos ossos e dentes.2 1 70-80% do elemento é eliminado, e cerca de 20-30% se acumula nos ossos, com cerca de 1% ficando no sangue, líquido extracelular, tecido macio e na superfície dos ossos, de onde pode ser excretado.2

A exposição ao Sr-90 está ligada a câncer ósseo, cancer do tecido macio e leucemia.2

O teste para o nível de contaminação do Sr-90 é, normalmente, pela análise da urina.2 1 A excreção é máxima no dia da absorção do isótopo, diminuindo progressivamente.1

Contaminação[editar | editar código-fonte]

O isótopo contamina partes do reator e seus fluidos.2

Durante os anos 1950 e 60, quando houve várias explosões nucleares atmosféricas, uma grande quantidade de Sr-90 foi produzida, e dispersa pelo mundo todo. Desde então, o estrôncio vem decaindo, de forma que os níveis atuais decorrentes destes testes são baixos.2

O acidente nuclear de Chernobyl introduziu uma grande quantidade de Sr-90 no meio ambiente. A maior parte deste estrôncio ficou na União Soviética, com uma parte caindo no norte da Europa.2

Todas as pessoas estão expostas ao Sr-90, através principalmente da dieta, pois o isótopo contamina a cadeia alimentar, e através da inalação de partículas de poeira.2

Utilização[editar | editar código-fonte]

O isótopo é utilizado como um rastreador radioativo em medicina e agricultura. O calor produzido por seu decaimento pode ser convertido em eletricidade, e utilizado como fonte de energia, normalmente em localidades remotas, como beacons de navegação, estações de água e veículos espaciais.2

Ele é utilizado em tubos elétricos, como uma fonte de radiação para medidores de espessura,2 no tratamento de doenças dos olhos e no tratamento de câncer ósseo.2 1

Referências

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