Estrada de Ferro Carajás

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Estrada de Ferro Carajás
Carajas.JPG
Mapa da EFC
Abreviações EFC
Área de operação Pará e Maranhão
Tempo de operação 1985–Presente
Bitola 1,600 m
Frota 200+ locomotivas
14000+ vagões
Extensão 892 km
Sede Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

A Estrada de Ferro Carajás (EFC) é uma ferrovia brasileira operada pela Vale S.A.. Possui 5 estações, 10 paradas e percorre ao todo 892 km ligando os municípios de São Luís, Santa Inês, Açailândia, Marabá e Parauapebas.

É especializada no transporte de minérios, que correm das minas da Serra dos Carajás em Parauapebas, Canaã dos Carajás e Marabá, até os portos de São Luís. Apesar dos problemas enfrentados pelo transporte de passageiros de longa distância no Brasil, este sistema transporta atualmente cerca de 1.500 usuários/dia.

História[editar | editar código-fonte]

A história da EFC está atrelada ao surgimento, desenvolvimento e exploração do Projeto Grande Carajás (PGC).[1] As obras da ferrovia se iniciaram em 1982 e forma finalizadas em 1985, com a inauguração da ferrovia pelo então presidente João Baptista de Oliveira Figueiredo.[2]

PGC[editar | editar código-fonte]

Com o descobrimento das reservas minerais da Serra dos Carajás em 1966, a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) se associou com a U.S. Steel fundando em 1970 a Amazônia Mineração S. A. (AMZA).[3]

Em 1976 os estudos de engenharia do PGC foram concluídos, e a concessão dada pelo governo federal ao consórcio AMZA para construção e operação da ferrovia entre a Serra de Carajás e a Ponta da Madeira, no litoral do Maranhão.[4] Em 1977 a CVRD adquiriu da U.S. Steel as ações restantes da AMZA, assumindo com exclusividade a responsabilidade pela implantação do PGC.

Obras[editar | editar código-fonte]

Trem de passageiros da EFC.

A construção da Estrada de Ferro Carajás foi iniciada com o lançamento dos trilhos nos primeiros 15 km em agosto de 1982, prosseguido as obras, sendo alcançada a divisa entre os estados de Maranhão e Pará em setembro de 1984.[3]

Com a conclusão da grande ponte sobre o rio Tocantins (Ponte Mista de Marabá), em outubro de 1984, o lançamento final dos trilhos foi encerrado em 15 de fevereiro de 1985[3] .

A ferrovia foi oficialmente inaugurada em 28 de fevereiro de 1985, com a presença do então presidente da república João Figueiredo, iniciando-se imediatamente o transporte de minérios de ferro e de manganês para exportação[5] . Mesmo após a inauguração oficial a construção de pátios intermediários ao longo de toda a extensão da ferrovia ainda prosseguiu, sendo inaugurado oficialmente o transporte comercial de passageiros em março de 1986.

O transporte de grãos e derivados de petroleo inciciou-se em 1985, todos embarcando do terminal de Açailândia[3] .

A partir de 1988 várias usinas para produção de ferro gusa foram inauguradas as margens da ferrovia[3] , nos municípios de Marabá e Açailândia.[6] O escoamento do ferro gusa também é feito pela ferrovia.

Transporte de passageiros[editar | editar código-fonte]

O transporte de passageiros liga as cidades de Parauapebas à capital do Maranhão, sendo de grande importância para maranhenses e paraenses por se tratar de um transporte seguro e mais barato que a opção rodoviária.

As partidas de São Luís no Maranhão são às segundas, quintas e sábados às 8h (geralmente com pelo menos 30 minutos de atraso) e de Parauapebas no Pará às terças, sextas e domingos às 6 da manhã. O horário previsto para chegada em São Luís, que seria às 21h30, raramente é cumprido, devendo o passageiro se prevenir para atrasos de no mínimo uma hora, podendo chegar a sete horas.

Os maiores trens do mundo[7] trafegam na Estrada de Ferro Carajás. A maioria das composições chega a ter 330 vagões, puxados por três locomotivas. Como combustível, os trens usam o B20 – mistura de 20% de biodiesel vegetal com 80% de diesel -, diminuindo consideravelmente a emissão de CO2.

Desde 2010 a Estrada de Ferro Carajás está passando por um processo de duplicação, que pode vir a diminuir os atrasos no transporte de passageiros e cargas da ferrovia.[8]

Velocidade[editar | editar código-fonte]

A ferrovia possuí raio mínimo de curva de 860 m e rampa máxima de 0,4% no sentido exportação, o que permite uma velocidade máxima de 132 km/h.[9]

No sentido importação a rampa máxima é de 1%. A VMA é de 80 km/h, exceto para trens de minério carregados, cuja VMA é de 65 km/h.[10]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Estrada de Ferro Carajás - EFC Portal Brasil.
  2. Cidade - História Prefeitura de Parauapebas.
  3. a b c d e Estrada de Ferro Carajás Agência Nacional de Transportes Ferroviários.
  4. Estrada de Ferro Carajás Vale S.A..
  5. Histórico Ministério dos Transportes.
  6. MACHADO, Paulo Fernando.. O polo sídero-metalúrgico de Carajás: gênese de uma nova região industrial? Revistas FEE.
  7. Vale responde por 96% do minério de ferro exportado pelo Brasil Pará Negócios (15 de abril de 2008). Página visitada em 7 de janeiro de 2009.
  8. Vale prepara maior expansão da história em Carajás IG Economia.
  9. Velocidade Máxima das Ferrovias Brasileiras Felipe e Kássia - Brasil e Polska.
  10. [www.antt.gov.br/concessaofer/efc/Anexos_contrato_concessao.pdf Concessões] Agência Nacional de Transportes Terrestres.
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