Estratigrafia

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Estratos rochosos na Salta (Argentina).
Seção geológica mostrando a estratigrafia do Grand Canyon, Estados Unidos. Números pretos correspondem à grupos de formações e números brancos correspondem à formações geológicas (clique na figura para ver mais detalhes).

A Estratigrafia (do latim stratum e do grego graphia) é o ramo da geologia que estuda os estratos ou camadas de rochas, buscando determinar os processos e eventos que as formaram. Basicamente segue o princípio da sobreposição das camadas.

O estudo e definições da estratigrafia numa escala global são elaboradas pela The International Commission on Stratigraphy (Comissão Internacional de Estratigrafia) que, por sua vez, é o maior corpo científico dentro da International Union of Geological Sciences (União Internacional das Ciências Geológicas).[1]

Definição clássica[editar | editar código-fonte]

Afloramento de rocha mostrando estratificação, origem do termo estratigrafia

A estratigrafia, vem do latim stratum + grego graphia, é a descrição de todos os corpos rochosos que formam a crosta da Terra e sua organização em unidades mapeáveis distintas e úteis, com base em suas propriedades ou atributos intrínsecos, com vistas a estabelecer sua distribuição e relações no espaço e sua sucessão no tempo, e para interpretar a história geológica. A estratigrafia evoluiu bastante desde sua concepção. Atualmente a Estratigrafia de Sequências pode ser considerada o último grande avanço científico mundial.

Divisões da estratigrafia[editar | editar código-fonte]

Carta estratigráfica simplificada da Bacia do Paraná, mostrando sua divisão em supersequências aloestratigráficas (M.a.: milhões de anos).
  • Litoestratigrafia: É a mais obvia e a mais antiga das divisões da estratigrafia. Correlaciona os pacotes rochosos baseados na sua litologia, sem necessariamente se preocupar com o tempo de sua deposição ou formação. Ou seja, define a individualização dos pacotes rochosos, de outros pacotes, conforme suas características litológicas, composição mineralógica, granulometria ou mesmo cor. A unidade básica da litoestratigrafia é a formação geológica.
  • Bioestratigrafia: Estuda as sucessões fossilíferas existentes nas rochas e sua correlação espacial. Estratos de diferentes localizações, com a mesma fauna ou flora são correlacionais em tempo. Está baseada no Princípio de sucessão faunística de William Smith;
  • Cronoestratigrafia: Estuda a idade relativa das rochas em relação a sua circunvizinhas;
  • Aloestratigrafia: O estudo de estratos sedimentares que podem ser definidos e identificados das descontinuidades que limitam os mesmos, e que podem ser mapeados. Envolve interpretação estratigráfica, correlação e mapeamento destas descontinuidades e superfícies para dividir a seção sedimentar. Estas descontinuidades e superfícies podem ser hiatos deposicionais, discordâncias erosivas, superfícies de inundação e etc.[2]
  • Estratigrafia de sequências: É o ramo da geologia que tenta subdividir e correlacionar os depósitos sedimentares entre discordâncias numa variedade de escalas e explicar estes unidades estratigráficas em termos de controle da variação relativa do nível do mar e do aporte sedimentar.[3]
  • Magnetoestratigrafia

A partir das descobertas nas diversas áreas da estratigrafia, criou-se uma escala de tempo geológico, que serve de referencial temporal não só à geologia como também à paleontologia.

Referências

  1. The International Commission on Stratigraphy (em inglês). Página visitada em 8/11/2010.
  2. Bhattacharya, J. and Walker, R.G. 1991, Allostratigraphic subdivision of the Upper Cretaceous Dunvegan, Shaftesbury, and Kaskapau formations in the subsurface of northwestern Alberta. Bulletin of Canadian Petroleum Geology, v. 39., p. 145-164.
  3. SEPM Sequence Stratigraphy Web: http://sepmstrata.org/

Ver também[editar | editar código-fonte]

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