Estromatólito

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Estromatólitos do Lago Thetis, na Austrália Ocidental, Oceania.

Estromatólito pode ser definido como uma rocha fóssil formada por atividades de microorganismos em ambientes aquáticos, 1 que, quando acumulados no fundo de mares rasos, formam uma espécie de recife. Porém, a definição exata de estromatólito ainda é discutida podendo, por exemplo, excluir estruturas como oncólitos e trombólitos da lista dos estromatólitos.1

Há mais de 20 anos é conhecida a presença de estromatólitos no chamado sílex de Strelley Pool, uma formação rochosa que fica na Austrália e que data do início do Mesoarqueano, ou seja, cerca de 3,5 bilhões de anos atrás. Por serem fósseis tão antigos, pensa-se que sejam testemunha dos primeiros organismos a realizar a fotossíntese oxigênica, responsáveis pelo gás oxigênio que surgiu no planeta há cerca de 3,5 bilhões de anos. No Brasil, os fósseis mais antigos ocorrem no Quadrilátero Ferrífero e têm idade entre 2,1 e 2,4 Ga, mas o principal registro no país é nos terrenos mesoproterozoicos e neoproterozoicos dos estados GO, MG, PR, BA e DF.2

Não somente de sílex podem se formar os estromatólitos: compõem-se também estes de carbonatos (calcita e dolomita). São formados a partir de uma sucessão de estágios, partindo de esteira microbiana, estromatólito estratiforme, para finalmente consolidar uma rocha. Os principais microorganismos formadores das esteiras estromatolíticas são as cianobactérias.

Classificação[editar | editar código-fonte]

Um dos problemas mais críticos e controversos referentes aos estromatólitos é a classificação e descrição taxonômica.1 Existem, de maneira geral, dois pensamentos para formular a classificação: paleontólogos que dão ênfase ao ambiente deposicional e classificam apenas as microestruturas, isto é, levam em consideração o gênero e a espécie de microorganismos dos estromatólitos; e outros paleontólogos que sugerem uma classificação quanto a morfologia, já que esses fósseis são colônias de microorganismos e não "fósseis individuais", propondo classificação em categorias que não seguem a nomenclatura biológica.1 Um exemplo dessa discussão é que não foi possível chegar a um consenso pelo Projeto Internacional de Correlação Geológica 261 intitulado "Stromatolite" que reuniu cerca de 200 especialistas do mundo, inclusive do Brasil, para discutir e resolver a questão.1

Aplicação e Importância[editar | editar código-fonte]

Os estromatólitos são as únicas evidências de vida do Arqueano.1 Alguns deles encontrados em rochas de 3,5 Ga na Austrália e África do Sul constituem uma das mais antigas evidências de vida conhecidas.2 Existem ainda pesquisadores que até "procuram" estromatólitos visando provar a vida pretérita em Marte.1 Além disso, suas estruturas fornecem dados astronômicos e geofísicos quanto ao ambiente do passado e formam paisagens que podem ser usadas como atração turística pelo ecoturismo.1


Referências

  1. a b c d e f g h Carvalho, Ismar de Souza. Paleontologia. Editora Interciência, 2ªEdição, Volume 1, 2004. ISBN 85-7193-107-0
  2. a b Anelli, Luiz E., Rocha-Campos, A. C., Fairchild, Thomas R. & Leme Juliana M.. Paleontologia: Guia de Aulas Práticas - Uma introdução ao estudo dos fósseis. Universidade de São Paulo, Instituto de Geociências, 6ªEdição, 2010

Ligações externas[editar | editar código-fonte]