Estrutura interna da Lua

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A Lua é um corpo diferenciado, formada por uma geoquímica distinta, crosta, manto e núcleo. Acredita-se que essa estrutura tenha resultado na cristalização fraccionada do oceano de magma lunar pouco depois da sua formação, a cerca de 4,5 bilhões de anos atrás.

Mapeamentos geoquímicos na órbita lunar indicam que a sua crosta possui uma larga quantidade de anortositos na sua composição. Em termos de elementos, a crosta lunar possui principalmente de oxigênio, silício, magnésio, ferro, cálcio, alumínio, helium3 e quantidades menores (mas importantes) quantidades de titânio, urânio, tório, potássio, hidrogênio, entre outros elementos. Estima-se que a crosta lunar tem cerca de 50 km de espessura no seu lado visível na Terra, e cerca de 100 km no seu lado oculto. O manto da Lua tem cerca de 1000 km de espessura, e o núcleo de 700 km de raio. [1]

A Lua tem uma densidade média de 3346,4 kg/m³, o que a torna a segunda lua mais densa do Sistema Solar, atrás apenas da lua de júpiter, Io.

As investigações sobre as camadas internas da Lua baseiam-se nos dados obtidos por sismógrafos instalados em certos pontos do satélite colocados durante as missões Apollo. Experimentos para criar ondas sísmicas e analisar a estrutura do satélite foram conduzidos colidindo-se estágios liberados dos foguetes das missões Apollo em pontos específicos da superfície lunar.[2] Contudo, verificou-se que a Lua não é tão geologicamente inerte quanto se imaginava, apresentando três tipos principais de tremores. Alguns deles ocorrem devido à diferença de temperaturas entre o dia e a noite lunar, como resultado da contração e da dilatação térmica das rochas, causando seu leve movimento. Outro tipo comum de tremor tem origem nas profundezas do satélite, a mais de mil quilômetros de profundidade na transição entre a parte sólida e a fundida do manto. Chama a atenção que os pontos de origem dos tremores se encontram próximos uns dos outros, ou seja, os tremores parecem compartilhar o mesmo epicentro. A origem deste tipo de tremor possivelmente reside na liberação da tensão existente por conta da rigidez diferenciada das duas camadas. Por fim o terceiro tipo de tremores ocorrem a cerca de trezentos quilômetros de profundidade e são os mais fortes registrados na Lua, embora atinjam em média somente quatro graus na escala Richter, ou seja, são fracos comparados com os sismos terrestres. Possivelmente são causados pela acomodação das rochas nas camadas intermediárias do satélite.[3]


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Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Web Ciência: Lua Acesso em: 4 de Abril de 2009.
  2. Cadogan 1981, p. 293-297
  3. Cadogan 1981, p. 305-306