Estruturas de Yonaguni

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Formações de estradas

As Estruturas de Yonaguni (与那国海底构造物) são um conjunto de estruturas arquitectónicas descobertas na ilha japonesa de Yonaguni por volta de 1987 quando o mergulhador japonês Kihachiro Aratake (新嵩喜八郎), as encontrou por acaso.[1] Trata-se de monumentos megalíticos construídos quando o mar ainda não ocupara a área onde se encontram, durante as eras glaciais. Estas estruturas possuem formas que parecem ter sido esculpidas pelo homem.[2] [3]

Há muita especulação sobre a origem deste monumento, assim distinguido pelo Japão. Para muitos geólogos e historiadores, as estruturas podem ter origem natural, enquanto outros argumentam que essas estruturas demonstram ser uma obra artificial humana, pelo menos em parte. Outros autores assumem que as estruturas Yonaguni faziam parte da civilização de Mu, cujo destino teria sido semelhante ao da Atlântida ou de Thule.[4]

História[editar | editar código-fonte]

A formação designada de "A Tartaruga" ("The Turtle")

Desde 1995, mergulhadores e cientistas japoneses estudam uma das mais importantes descobertas arqueológicas do planeta. Localizada a alguns quilómetros da ilha de Yonaguni, encontram-se os pressupostos resto submersos de uma antiga cidade. Estudos geológicos calcularam a idade destes monumentos como tendo entre 8 000[5] e 11 000 anos de idade, o que os coloca como uma das edificações mais antigas do planeta.[4] [6]

Localizadas no ponto mais oeste do Japão, as ruínas de Yonaguni ainda estão envolvidas em mistérios sobre os quais autoridades científicas mundiais ainda não conseguem entrar em acordo. A estrutura é composta por enormes lajes com vastos terraços planos, alinhadas em ângulos perfeitamente simétricos. Também é possível detectar a existência de canais que eram utilizados para transporte de água e resquícios do que poderia ter sido uma via pública.

Segundo um grupo de cientistas japoneses liderado por Masaaki Kimura, estas estruturas foram criadas pelo homem não excluindo qualquer possibilidade de Yonaguni ter sido um obra fortuita da natureza como os mais cépticos cientistas afirmam. No total, as ruínas cobrem uma área medindo 300 por 150 metros.[7]

Em meados do ano 2000, Masaaki fundou e passou a liderar uma equipe de pesquisas, financiada pela Universidade de Ryukyu, com o objetivo de coletar informações e expandir a compreensão acerca dessas maravilhosas ruínas. Com isto, concluiu-se que as estruturas foram esculpidas pelo homem, durante uma época em que essa região ainda não havia submergido, seja pois à 10 mil anos atrás, no final da era glacial.

Das estruturas fazem parte as ruínas de um castelo, um arco triunfal, cinco templos, e pelo menos um anfiteatro, ligadas por estradas e canais de água e protegidas parcialmente pelo que poderiam ser enormes paredes. A maior estrutura é uma pirâmide monolítica, que se eleva até uma profundidade de 25 metros.[8]

Referências

  1. John Anthony West (1998). Diving for Lemuria. Página visitada em 2010-07-06.
  2. Robert M. Schoch (1999). Yonaguni Enigmatic Underwater Monuments. Página visitada em 2010-07-06.
  3. Masaaki Kimura. Mu tairiku wa Ryukyu ni atta (The Continent of Mu was in Ryukyu) (em japanese). [S.l.]: Tokuma Shoten, 1991.
  4. a b As ruínas submersas de Yonaguni. Página visitada em 10 de julho de 2013.
  5. Yonaguni Monument: The Japanese Atlantis. Página visitada em 12 de julho de 2013.
  6. Peet 2013, p. 127
  7. Peet 2013, p. 131
  8. Futuro Pasado (20 de setembro de 2007). Las misteriosas ruínas submarinas de Yonaguni. Página visitada em 10 de julho de 2013.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Peet, Preston. Disinformation Guide to Ancient Aliens, Lost Civilizations, Astonishing .... [S.l.]: The Disinformation Company, 2013. 343 p. p. 127. ISBN 1938875036