Etna

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Etna
Etna está localizado em: Sicília
Etna
Coordenadas 37° 45' 18" N 14° 59' 42" E
Altitude 3343 m (10908 pés)
Proeminência 3323 m
Listas Ultra
Localização Sicília,  Itália
Cordilheira Peloritanos
Pix.gif Monte Etna *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Etna eruption seen from the International Space Station.jpg
Foto tirada por astronauta do Etna em uma de suas erupções
(30 de outubro de 2002)
País  Itália
Tipo Natural
Critérios viii
Referência 1427
Região** Europa e América do Norte
Coordenadas 37° 45′ N 14° 59′ E
Histórico de inscrição
Inscrição 2013  (37ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
** Região, segundo a classificação pela UNESCO.

O Etna é um vulcão ativo situado na parte oriental da Sicília (Itália), entre as províncias de Messina e Catânia. É o mais alto vulcão da Europa e um dos mais altos do mundo, atingindo aproximadamente 3343 metros de altitude, variando devido às frequentes erupções.

Além de ser o vulcão mais alto da Europa, o Etna é também a mais alta montanha da Itália ao sul dos Alpes. A extensão total da base do vulcão é de 1190 km², com uma circunferência de 140 km, o que faz do Etna o maior vulcão da Itália e da Europa, superando em quase três vezes o tamanho do Vesúvio.

É um dos vulcões mais ativos do mundo e está praticamente em constante erupção. Ocasionalmente, o Etna pode ser bastante destrutivo, mas, normalmente, as erupções não oferecem grande risco à população que vive nas localidades próximas. Os solos vulcânicos em redor propiciam bons campos para a agricultura, com vinhedos e hortas espalhados nas faldas da montanha e em toda planície de Catânia, a sul.

Devido à recente atividade vulcânica e ao facto de estar numa região densamente povoada, o Etna foi designado como um dos 16 Vulcões da Década pelas Nações Unidas.[1]

Nome e lendas[editar | editar código-fonte]

O Etna era conhecido na Roma Antiga como ÆTNA, um nome derivado provavelmente do grego antigo aitho ("queimar violentamente") ou do fenício attano. Os árabes chamavam a montanha Gibel Utlamat ("a montanha de fogo"), que mais tarde gerou a corruptela Mons Gibel (traduzindo ambos elementos, árabe e romano, tem-se "montanha montanha", dado que a repetição em língua siciliana denota grandeza). De facto, o nome do vulcão em siciliano é Mongibeddu. O Etna para além de ter um cone principal tem 700 cones secundários. As frequentes e por vezes dramáticas erupções fizeram da montanha um tema recorrente na mitologia clássica, traçando-se paralelos entre o vulcão e vários deuses e gigantes das lendas do mundo romano e grego. Éolo, o rei dos ventos, teria confinado os ventos em cavernas sob o Etna. O gigante Tifão foi preso sob o vulcão, de acordo com o poeta Ésquilo e foi a causa de suas erupções. Outro gigante, Encélado, revoltou-se contra os deuses e foi morto e sepultado sob o Etna.

Diz-se também que Vulcano(Hefesto no grego), o deus do fogo e da forja, tinha sua fundição sob o Etna e atraiu o deus de fogo Adrano para fora da montanha, enquanto os Ciclopes mantinham uma forja em que fabricavam raios para que Zeus os usasse como armas. Supõe-se que o submundo grego, Tártaro, encontrava-se abaixo do Etna.

Empédocles, um importante filósofo pré-socrático e homem público do quinto século a.C., teria encontrado a morte numa das crateras do vulcão Etna.

No mundo católico, acredita-se que o Etna entrou em erupção em respeito ao martírio de Santa Águeda no ano 251, fazendo com que os muçulmanos posteriormente a invocassem contra ameaças do fogo e relâmpagos [carece de fontes?].

História geológica[editar | editar código-fonte]

A atividade vulcânica do Etna começou há aproximadamente quinhentos milhares de anos, com erupções sob a superfície marinha, ao largo da costa da Sicília.[2] O vulcanismo começou a ocorrer há cerca de 300000 anos a sudoeste do cume que hoje o vulcão apresenta, para o qual se moveu há uns 170000 anos. As erupções de então começaram a construir o cone vulcânico principal, formando um estratovulcão em erupções efusivas e eruptivas alternadas. O crescimento da montanha foi ocasionalmente interrompido por erupções maiores que levaram ao colapso do cume para formar caldeiras.

Desde há cerca de 35000 a 15000 anos o Etna tem experimentado algumas erupções altamente explosivas, gerando alguns fluxos piroclásticos importantes que deixaram extensos depósitos de ignimbrita. A cinza destas erupções já tem sido encontrada em lugares longínquos como Roma, a 800 km para norte do Etna.

Atividade[editar | editar código-fonte]

É considerado um vulcão ativo. A última erupção ocorreu no dia 17 de novembro de 2013. [3]

UNESCO[editar | editar código-fonte]

O Monte Etna foi inscrito como Patrimônio Mundial da UNESCO pela sua localização icônica, por ser a maior montanha localizada em uma ilha e o vulcão mais ativo do mundo, bem como aos variados ecossistemas nos seus arredores.[4]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. USGS. Decade Volcanoes (html). Visitado em 28-10-2008.
  2. Smithsonian National Museum of Natural History. Global Volcanism Program: Mt. Etna (em inglês). Visitado em 28-10-2008.
  3. Monte Etna entra em erupção=25 de novembro de 2013 Estadão.
  4. UNESCO. Visitado em 5/11/2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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