Eudoxo de Cnido

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Eudoxo (em grego: Ευδοξος; Cnido, entre 408 e 355 a.C.[1] ) foi um astrônomo, matemático e filósofo grego.

Viajou ao Egito, de onde teria trazido o cálculo mais exato do ano solar que introduziu na Grécia. O valor que atribuía era de 365 dias e 1/4, valor adotado pelo calendário juliano.

Viveu quase sempre em sua cidade natal, onde fundou uma escola e um observatório. Definiu, também, o período de oito anos, chamado octateride e que tinha papel importante no calendário grego.

Inventou diversos instrumentos, entre os quais a "aranha", que era um quadrante solar e que foi assim chamado devido às linhas entrecruzadas que o compõem.

Matemática[editar | editar código-fonte]

Eudoxus é considerado por alguns como o maior dos matemáticos gregos clássicos, e em toda a antiguidade, perdendo apenas para Arquimedes. Ele rigorosamente desenvolveu o Método da exaustão de Antífona, um precursor do cálculo integral,[2] que também foi usado de forma magistral por Arquimedes no século seguinte. Na aplicação do método, Eudoxus provou tais afirmações matemáticas como: as áreas dos círculos estão entre si como os quadrados dos seus raios, os volumes das esferas estão um para o outro como os cubos dos seus raios, o volume de uma pirâmide é um terço do volume de um prisma com a mesma base e altura e o volume de um cone é um terço da de seu cilindro correspondente..[3]

Astronomia[editar | editar código-fonte]

Eudoxo de Cnido propôs uma solução para a questão sobre o movimento dos astros no céu a partir do que ficou conhecido como “esferas homocêntricas”. De acordo com Eudoxo, Sol e Lua estariam presos cada um a três esferas concêntricas[4] interligadas, de forma que o movimento combinado dessas estruturas ao redor de eixos com diferentes inclinações teria como resultado o movimento observado no céu. Os cinco planetas estariam ligados a quatro esferas cada um, a fim de explicar seus trajetos errantes, como a retrogradação. A esfera onde as estrelas estavam dispostas seriam uma só, ela se moveria de oeste para leste. O sistema de Eudoxo compreendeu um total de 27 esferas, uma dentro da outra.[1] [5]

Referências

  1. a b Por que as coisas caem?. [S.l.]: Zahar. p. 32. ISBN 978-85-378-0177-2.
  2. Historia Y Filosofía de Las Matemáticas. [S.l.]: EUNED. p. 56. ISBN 978-9968-31-287-5.
  3. Morris Kline, Mathematical Thought from Ancient to Modern Times Oxford University Press, 1972 pp. 48-50
  4. "Eudoxo de Cnido tentou explicar o movimento dos planetas em termos de esferas concêntricas girando em torno de seus eixos."Henry R. Loyn. Dicionário da Idade Média. [S.l.]: Jorge Zahar Editor, 1990. p. 35. ISBN 978-85-7110-151-7.
  5. José Ferrater Mora. Dicionário de filosofia. 4. (Q - Z). [S.l.]: Ed. Loyola, 2001. p. 2584. ISBN 978-85-15-02004-1.
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