Eugênio Bucci

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Eugênio Bucci, quando presidia a Radiobras.

Eugênio Bucci (Orlândia) é um jornalista brasileiro.[1] .

Biografia[editar | editar código-fonte]

Formou-se em Comunicação Social pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (1982) e em Direito também pela Universidade de São Paulo (1988) [2] .

Em 1984 foi presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito da USP. A chapa de sua campanha chamava-se "The Pravda", alusão irônica dupla ao jornal americano The New York Times e ao informativo oficial soviético Pravda. A mesma chapa elegeu seu sucessor, Fernando Haddad, seu companheiro desde essa época.

Filiado ao Partido dos Trabalhadores nos anos 80, foi um dos criadores e o primeiro editor da revista Teoria e Debate, editada pela Fundação Perseu Abramo.

Como jornalista profissional, foi diretor de revistas mensais (como Superinteressante, Playboy e Quatro Rodas), crítico de cultura e televisão em jornais (Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil) e revistas (Veja, Nova Escola e Sem Fronteiras), além de Secretário Editorial da Editora Abril.

Trabalhou na Editora Brasiliense, onde atuava ao lado de Caio Graco Prado.

Em 2002, recebeu o título de doutor em Ciências da Comunicação, área de Jornalismo, pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Foi professor de Ética Jornalística na Faculdade Cásper Líbero nos anos de 2001 e 2002.

De janeiro de 2003 a abril de 2007 dirigiu a Radiobrás (Empresa Brasileira de Comunicação S.A), comandando o processo de revitalização e reposicionamento da empresa estatal de comunicação. Seu trabalho foi elogiado pelos principais veículos de comunicação do país e por diversos políticos e intelectuais, acumulando prêmios e reconhecimento nacional e internacional [3] .

Em 2007, ao sair da empresa, assumiu o posto de Professor Visitante do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. Atualmente, é membro do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta. Colaborou com o site Observatório da Imprensa entre 2008 e 2011. Atualmente, assina uma colunas quinzenais no jornal O Estado de S.Paulo e na Revista Época.

Em 2008, foi aprovado como professor de Jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo.

No segundo semestre de 2008, aceitou o convite para ser ombudsman do "Jornal do Campus", editado pela turma do 3º ano de Jornalismo Matutino da ECA-USP. Naquele semestre, Bucci criticou e analisou as publicações feitas pelos alunos de jornalismo.

Em outubro de 2010, Bucci tornou-se diretor do novo curso de pós-graduação em jornalismo da Escola Superior de Propaganda e Marketing, no qual lecionam nomes com Roberto Civita (do Grupo Abril) e Alberto Dines (Observatório da Imprensa). O jornalista, no entanto, continua a lecionar na Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP).

Em 2011, recebeu o Prêmio Luiz Beltrão de Ciências da Comunicação - categoria Liderança Emergente, da INTERCOM - Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. Em agosto de 2012, o artigo "O desejo de censura", publicado em 31 de julho de 2011, sobre a a censura judicial sofrida pelo Estadão, venceu o Prêmio "Excelência Jornalística 2011", da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).

Em 2012, publicou, juntamente com Marco Chiaretti e Ana Maria Fiorini, "Indicadores de Qualidade nas Emissoras Públicas: uma avaliação contemporânea", na série Dabates CI, da Unesco.

Bucci é autor de livros sobre ética do jornalismo, televisão e comunicação. Entre suas obras, destacam-se "Videologias", em parceria com a psicanalista Maria Rita Kehl e o ciclo de palestras publicado em DVD "Jornalismo Sitiado" [4] .

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • 2012: "Indicadores de Qualidade nas Emissoras Públicas: uma avaliação contemporânea", Unesco
  • 2009: "A Imprensa e o Dever da Liberdade", editora Contexto.
  • 2008: "Em Brasília, 19 horas: a Guerra entre a Chapa-branca e o Direito à Informação no Primeiro Governo Lula", editora Record.
  • 2006: "Jornalismo Sitiado" (livro + DVD, com Sidnei Basile), estúdio Log On / Culturamarcas.
  • 2004: "Videologias" (co-autora Maria Rita Kehl), editora Boitempo.
  • 2003: "Do B: Críticas para o Caderno B do Jornal do Brasil".
  • 2001: "Sobre ética e imprensa", ed. Companhia das Letras.
  • 2000: "A TV aos 50" (org.), Fundação Perseu Abramo.
  • 1997: "Brasil em Tempo de TV", editora Boitempo.
  • 1993: "O Peixe Morre pela Boca: oito Artigos sobre Cultura e Poder", Scritta Editorial.
  • 1982: "Um Balde" (coletânea de poesias em co-autoria com Guian de Bastos e Gomes Moor), editado por Masao Ohno.
Artigos publicados em obras coletivas
  • 2007: "Comunicação pública: Estado, Mercado, Sociedade e Interesse Público" (org. Jorge Duarte), editora Atlas.
  • 2004: "Educação, Cidadania e Direitos Humanos" (org. José Sérgio Fonseca de Carvalho), editora Vozes.
  • 2002: "Comunicação na Pólis: Ensaios sobre Mídia e Política" (org. Clóvis de Barros Filho), editora Vozes.
  • 1996: "Libertinos, Libertários"; (org. Adauto Novaes), editora Companhia das Letras.
  • 1993: "Diário da Viagem ao Brasil Esquecido", Scritta Editorial.
  • 1992: "O Cinema dos Anos 80"; (org. Amir Labaki), editora Brasiliense.

Referências

  1. Minibiografia de Eugênio Bucci no sítio da Editora Contexto. Página visitada em 8 de maio de 2010.
  2. Entrevista de Eugênio Bucci para o Almanaque da Comunicação. Página visitada em 8 de maio de 2010.
  3. Artigo de Cibele Buoro sobre Eugênio Bucci para a revista da Intercom. Página visitada em 8 de maio de 2010.
  4. Livros de Eugênio Bucci no Planeta News. Página visitada em 8 de maio de 2010.