Eulemur collaris

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Como ler uma caixa taxonómicaEulemur collaris[1]
Eulemur collaris AGrandidier 0833.jpg

Estado de conservação
Status iucn3.1 VU pt.svg
Vulnerável [2]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Infrafilo: Gnathostomata
Classe: Mammalia
Subclasse: Theria
Infraclasse: Placentalia
Ordem: Primates
Subordem: Strepsirrhini
Infraordem: Lemuriformes
Superfamília: Lemuroidea
Família: Lemuridae
Género: Eulemur
Espécie: E. collaris
Nome binomial
Eulemur collaris
( É. Geoffroy, 1812)
Wikispecies
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Eulemur collaris, conhecido como lêmure-do-colarinho-marrom é uma espécie de lêmure pertencente à família Lemuridae. Eles tem uma postura horizontal, que é adequado ao seu modo predominante de movimentação.[3] Esses lêmures também são capazes de saltar distâncias consideráveis, a sua longa cauda peluda ajudá-los a manter seu equilíbrio. A coloração deste lêmure é diferente entre os sexos. Os machos possuem dorso castanho-acinzentado,[4] com uma cauda mais marrom-pálida e escura além de pernas com tons acinzentados. O focinho, a testa são cinza-escuro, essa cor tornar-se gradualmente mais pálida a medida que se estende para a parte de trás do pescoço. As bochechas são grossas e barba espessa. Os olhos de ambos os sexos são vermelho-alaranjados.

O lêmure-do-colarinho-marrom pertence aos primatas Strepsirrhini e uma das dez espécies de lêmures marrons na família Lemuridae. É encontrado apenas no sudoeste da Madagascar.[2] Como a maioria das espécies de lêmures, são arbóreos, quadrúpedes e, ocasionalmente, saltam de árvore em árvore. Como outros lêmures marrons, que vivem em grupos sociais, comem principalmente fruta, e não exibem dominancia feminina sobre os machos.[5]

Anatomia e fisiologia[editar | editar código-fonte]

Um adulto de lêmure-do-colarinho-marrom pode alcançar um comprimento cabeça-corpo entre 39 e 40 cm e têm um comprimento de cauda entre 50 e 55 cm, com um comprimento total entre 89 e 95 cm. Tem um peso médio de 2,25 e 2,5 kg. Esse lêmure não demonstra o dimorfismo sexual.[5] A tabela a seguir ilustra as diferenças de coloração entre os sexos:

Diferenças de coloração entre lêmure-do-colarinho-marrom macho e fêmea
Macho Fêmea
Pele dorsal Acastanhado-cinzento Mais marrom e ruivo que o de machos
Pele ventral Cinza pálido Cinza-claro pálido
Cauda Cinza escuro com uma faixa escura ao longo da coluna O mesmo da pele dorsal
Cabeça e face Focinho e face são de cinza escuro ao preto Cinza, com faixas mais escuras pela parte superior da cabeça
Bochecha De um ruivo-cremoso a marrom e a barba são grossas e espessas Marrom com tons ruivos
Olhos vermelho-alaranjados vermelho-alaranjados

Em estado selvagem, o intervalo dos lêmures-do-colarinho-marrom não se confundem com outros lêmures, por isso raramente é confundido com outras espécies. No entanto, em cativeiro pode ser facilmente confundido com o lêmure-da-cabeça-cinza devido à coloração semelhante. O lêmure-do-colarinho-marrom macho pode ser distinguido por sua cor nas bochechas, enquanto que o lêmure-da-cabeça-cinza macho tem uma barba branca na bochecha. As fêmeas das duas espécies são quase indistinguíveis.[5]

Ecologia[editar | editar código-fonte]

Lêmure-do-colarinho-marrom no zoológico

Encontrado em baixas altitudes e florestas tropicais do sudeste de Madagascar, esse lêmure fica em florestas do Kalambatritra e no sul do Rio Tôlanaro e Mananara.[5] O Rio Mananara também atua como uma fronteira entre os intervalos do lêmure-do-colarinho-marrom and the lêmure-da-cabeça-cinza. O lêmure-do-colarinho-marrom pode ser visto na Zona de Conservação Mandena, na Reserva Particular de Saint Luce e do Parque Nacional Andohahela.

Comportamento[editar | editar código-fonte]

Muito pouco se sabe sobre esta espécie uma vez que pouco tem sido pesquisado sobre esta espécie. Sabe-se que são principalmente frugívoras, bem como ativos de dia e noite durante todo o ano.[5]

O lêmure-do-colarinho-marrom tende a viver em grupos sociais que são de vários machos e fêmeas, com grupos que variam em tamanho de três a sete. Densidades populacionais são estimadas em 14 indivíduos/km2,[5] e parece ser comum dentro de sua escala. Ao contrário de muitas outras espécies de lêmures a dominância feminina não tem sido observada.[5] [6]

As fêmeas dão à luz uma prole entre outubro e dezembro. O envolvimento masculino com os jovens são comuns.[5]

Conservação[editar | editar código-fonte]

Casal de lêmures-do-colarinho-marrom.

O lêmure-do-colarinho-marrom foi listado como Vulnerável na avaliação de 2008 Lista Vermelha da IUCN. Sua maior ameaça é a perda do habitat de corte-e-queima para agricultura e a produção de carvão vegetal. Também é caçado para alimentação e capturados para o comércio local.[6]

Um pequeno grupo de lêmure-do-colarinho-marrom foi introduzido na década de 1980 na Reserva Privada de Berenty e desde então vivem com outros lêmures também introduzidos como o lêmure-da-face-vermelha.[6]

Referências

  1. Groves, C.P.. Order Primates. In: Wilson, D.E.; Reeder, D.M. (eds.). Mammal Species of the World. 3 ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 2005. 111–184 pp. ISBN 978-0-8018-8221-0 OCLC 62265494
  2. a b (em inglês) Andrainarivo, C., Andriaholinirina, V. N., Feistner, A., Felix, T., Ganzhorn, J., Garbutt, N., Golden, C., Konstant, B., Louis Jr., E., Meyers, D., Mittermeier, R. A., Perieras, A., Princee, F., Rabarivola, J. C., Rakotosamimanana, B., Rasamimanana, H., Ratsimbazafy, J., Raveloarinoro, G., Razafimanantsoa, A., Rumpler, Y., Schwitzer, C., Thalmann, U., Wilmé, L. & Wright, P. (2008). Eulemur collaris. 2008 Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN. IUCN 2008. Obtido em 1 January 2009.
  3. Garbutt, N. (1999) Mammals of Madagascar. Pica Press, Sussex
  4. (em inglês)Animal Diversity Web (November, 2005) http://animaldiversity.ummz.umich.edu/site/index.html
  5. a b c d e f g h Mittermeier, R.A.; et al.. Lemurs of Madagascar. 2nd Edition ed. [S.l.]: Conservation International, 2006. p. 278–279. ISBN 1-881173-88-7
  6. a b c Sussman, R.. Primate Ecology and Social Structure Volume 1: Lorises, Lemurs and Tarsiers. [S.l.]: Pearson Custom Publishing, 1999. p. 214. ISBN 0-536-02256-9

Ligações externas[editar | editar código-fonte]