Euphorbiaceae

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Euphorbia milii

Euphorbia milii
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Malpighiales (APG)
Família: Euphorbiaceae
Jussieu
Subfamílias
Acalyphoideae
Crotonoideae
Euphorbioideae
Wikispecies
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Euphorbiaceae é uma família botânica representada por 290 gêneros e cerca de 7500 espécies. Podem se apresentar como arbóreas, arbustivas, subarbustos e ervas com folhas alternas simples ou compostas estipuladas. As espécies mais conhecidas são: a seringueira (Hevea sp.) e a mamona (Ricinus communis). Entre suas caraterísticas botânicas temos a presença de substâncias latescentes, visíveis quando a planta é submetida às injúrias mecânicas. Muitos gêneros, pela nova classificação filogenética, agora são de outras famílias ou formaram novas famílias, exemplo com as phylantáceas.No Brasil encontram-se 72 gêneros e cerca de 1.100 espécies, de habitat e hábito diferentes, espalhadas em todos os tipos de vegetação.

Morfologia[editar | editar código-fonte]

São árvores, arbustos, subarbustos ou ervas com folhas alternas, raramente opostas ou verticiladas, discolores, glaucas, geralmente com nectários extraflorais no pecíolo ou na face abaxial das folhas estipulada. Inflorescências determinadas ou indeterminas com vários graus de desenvolvimento às vezes reduzidos formando uma estrutura semelhante a uma única flor, denominada ciátio. Flores geralmente não vistosas, verdes, amarelas ou com manchas vináceas, unissexuadas, actinomorfas ou aclamídeas ou monoclamídeas, envolvidas por brácteas às vezes vistosas, cálices geralmente 3-6 meras, diassépalo ou gamossépalo, prefloração valvar ou imbricada, estames 1-numerosos livres ou unidos entre si, anteras rimosas; grãos de pólen tricolporados ou poliporados, disco nectarífero frequentemente presente. As folhas simples podem ter limbo inteiro ou divido em lobos ou segmentos (Dalechampia, Croton, Jatropha, Cnidoscolus, Manihot etc.). As compostas são de tri a quinquefolioladas e são encontradas em Hevea, Piranhea e Joannesia. As estipuladas podem ser diminutas ou bem desenvolvidas. Em muitas espécies de Jatropha apresentam-se laciniadas ou modificadas em glângulas; estípulas espinescentes são encontradas em Philyra brasilienses KL. Adelia spp e outras. Além das estípulas alguns gêneros apresentam as chamadas estipelas. Nem todas as Euphorbiaceae são latescentes. Não há látex em todas as Phyllanthoideae e Porantheroideae. O indumento é variável, pode ser constituídos de tricomas simples uni ou pluricelulare, unisseriados, ou de tricomas ramificados. São monóicas ou dióicas, perenes ou não,glabros ou pilados, estrelados ou urticantes, estípulas caducas ou persitentes, conspícuas ou não.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Segundo Plínio, vem da homenagem feita pelo rei mouro Juba II, em 30 a.C., ao seu médico Euphorbus, o qual descobriu as propriedades medicinais da Euphorbia resinifera, planta que ainda ocorre naturalmente no norte africano.

Importância econômica[editar | editar código-fonte]

As Euphorbiaceae destacam-se como uma das famílias mais importantes economicamente. A seringueira (de onde se extrai o látex usado para a manufatura de borracha natural) é nativa da floresta amazônica, onde gerou o ciclo da borracha até ser cultivada com mais produtividade e custos menores no Sri Lanka e nas florestas do arquipélago malaio.A Familia Euphorbiaceae é uma das que mais se destaca economicamente, ou seja, uma das mais importantes a Manihot glaziovii Müell. Arg. É utilizada como fungicida e herbicida (Pereira et al. 1999). A mamona, nativa da África, é fonte de óleo de rícino, fibras vegetais e compostos químicos usados na medicina, além de óleo lubrificante aplicado em propulsores de ônibus espaciais (em Portugal: Vaivém Espacial) e foguetes. A mandioca (Manihot esculenta) é fonte primária de alimento (principalmente de amido) em boa parte do nordeste brasileiro, e sua farinha é consumida em larga escala em todo o país. Algumas espécies de Croton e Euphorbia são reputadas como plantas medicinais. Muitas espécies movimentam grandes somas de dinheiro no mercado de plantas ornamentais, como a Poinsétia.

Potencial Ornamental[editar | editar código-fonte]

Várias espécies de Euphorbiaceae geram grandes quantias de dinheiro no mercado das plantas ornamentais, pela beleza de suas folhas e brácteas como, por exemplo, a bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima Willd). E da coroa-de-cristo (Euphorbia milii Des Moul) (Lorenzi & Souza 2005). Manihot nogueirae Allem e M.pusilla pohl apresentam beleza suficiente para serem utilizadas como ornamentações de Jardins rupestres.

Distribuição Geográfica[editar | editar código-fonte]

Espécie distribuída em todas as regiões tropicais e subtropicais do planeta, mas principalmente na América e na África.

Relação Ecológica das Euphorbiaceae[editar | editar código-fonte]

As relações ecológicas entre as populações de abelhas e suas flores associadas têm atraído, cada vez mais, o interesse dos pesquisadores que investigam os sistemas planta-polinizador. Estes estudos são indispensáveis à conservação da biodiversidade vegetal, já que as abelhas possuem papel importante no sucesso reprodutivo e fluxo gênico de muitos grupos de plantas nativas, agrícolas e florestais (Kevan et al., 1990).Estudos biocenóticos realizados em diversos biomas brasileiros, assim como os estudos sobre utilização de recursos revelaram a predominância de flores melitófilas, cujas características seriam favoráveis à polinização por abelhas, sendo as Euphorbiaceae a família de maior riqueza logo essa interação é bem presente nessa família.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1824, Jussieu descreveu a família Euphorbiaceae os três gêneros por grau de semelhança, Estes grupos corresponderam as subfamílias utilizadas por Mueller em 1866 que propôs uma classificação para as Euphorbiaceae em 6 tribos e 29 subtribos, mas já no sistema de Cronquist em 1988 a família Euphorbiaceae estava inserida na ordem Euphobiales. A classificação da família Euphorbiaceae foi revisada no simpósio realizado no Royal Botanic Gardens, Kew (Londres, Inglaterra) e atualmente circunscreve 5 subfamílias, (Acalyphoideae, Crotonoideae, Euphorbioideae, Oldfieldeioideae e Phyllantoideae), 300 gêneros e 52 tribos (Webster 1975).

Reprodução[editar | editar código-fonte]

Essa família apresenta ovário súpero, geralmente tricarpelar, 2-3 plurilocular, gineceu sincárpico, às vezes resquícios do sexo oposto atrofiado três estiletes livres entre si ou concrescidos, inteiros, bífidos, lobados ou laciniados do ápice, vários estigmas, placentação axial, lóculos uniovulados. Baseado no APG II (Judd et al. 2003), atualmente está inserida na ordem Malpighiales .

Gêneros[editar | editar código-fonte]

Acalypha, Acidocroton, Acidoton, Actinostemon, Adelia, Adenochlaena, Adenocline, Adenopeltis, Adenophaedra, Adriana, Afrotrewia, Agrostistachys, Alchornea, Alchorneopsis, Aleurites, Algernonia, Alphandia, Amperea, Amyrea, Angostylis, Annesijoa, Anomalocalyx, Anthostema, Aparisthmium, Apodandra, Argomuellera, Argythamnia, Astrococcus, Avellanita, Baliospermum, Baloghia, Benoistia, Bernardia, Bertya, Beyeria, Blachia, Blumeodendron, Bocquillonia, Bonania, Borneodendron, Botryophora, Calycopeplus, Caperonia, Caryodendron, Cavacoa, Cephalocroton, Cephalocrotonopsis, Cephalomappa, Chaetocarpus, Cheilosa, Chiropetalum, Chlamydojatropha, Chondrostylis, Chrozophora, Cladogelonium, Cladogynos, Claoxylon, Claoxylopsis, Cleidiocarpon, Cleidion, Clutia, Cnesmone, Cnidoscolus, Cocconerion, Codiaeum, Colliguaja, Cometia, Conceveiba, Cordemoya, Croton, Crotonogyne, Crotonogynopsis, Crotonopsis, Ctenomeria, Cubacroton, Cubanthus, Cyrtogonone, Cyttaranthus, Dalechampia, Dalembertia, Danguyodrypetes, Dendrocousinsia, Deuteromallotus, Deutzianthus, Dichostemma, Dicoelia, Dimorphocalyx, Discoclaoxylon, Discocleidion, Discoglypremna, Ditaxis, Ditta, Dodecastigma, Domohinea, Doryxylon, Droceloncia, Duvigneaudia, Dysopsis, Elaeophora, Elaeophorbia, Eleutherostigma, Endadenium, Endospermum, Enriquebeltrania, Epiprinus, Eremocarpus, Erismanthus, Erythrococca, Euphorbia, Excoecaria, Fahrenheitia, Fontainea, Fragariopsis, Garcia, Gavarretia, Gitara, Givotia, Glycydendron, Glyphostylus, Grimmeodendron, Grossera, Gymnanthes, Haematostemon, Hamilcoa, Hevea, Hexaspermum, Hieronima, Hippomane, Homalanthus, Homonoia, Hura, Hylandia, Jatropha, Joannesia, Julocroton, Klaineanthus, Kleinodendron, Koilodepas, Lasiococca, Lasiocroton, Lautembergia, Leeuwenbergia, Leidesia, Leucocroton, Lobanilia, Loerzingia, Mabea, Macaranga, Mallotus, Manihot, Manihotoides, Manniophyton, Maprounea, Mareya, Mareyopsis, Martretia, Megalostylis, Megistostigma, Melanolepis, Mercurialis, Mettenia, Micrandra, Micrandropsis, Micrococca, Mildbraedia, Moacroton, Monadenium, Monotaxis, Moultonianthus, Myladenia, Myricanthe, Nealchornea, Necepsia, Neoboutonia, Neoguillauminia, Neoholstia, Neoscortechinia, Neotrewia, Octospermum, Oligoceras, Omphalea, Ophellantha, Ophthalmoblapton, Ostodes, Pachystroma, Pachystylidium, Pantadenia, Paranecepsia, Pausandra, Pedilanthus, Pera, Philyra, Pimelodendron, Plagiostyles, Platygyna, Plukenetia, Podadenia, Pogonophora, Poilaniella, Polyandra, Pseudagrostistachys, Pseudocroton, Pseudosagotia, Pterococcus, Ptychopyxis, Pycnocoma, Reutealis, Ricinocarpos, Ricinodendron, Ricinus, Rockinghamia, Romanoa, Sagotia, Sampantaea, Sandwithia, Sapium, Schinziophyton, Sebastiania, Seidelia, Senefeldera, Senefelderopsis, Spathiostemon, Speranskia, Sphaerostylis, Sphyranthera, Spirostachys, Stillingia, Strophioblachia, Sumbaviopsis, Suregada, Synadenium, Syndyophyllum, Tacarcuna, Tannodia, Tapoides, Tetracarpidium, Tetraplandra, Tetrorchidium, Thyrsanthera, Tragia, Tragiella, Trewia, Trigonopleura, Trigonostemon, Vaupesia, Veconcibea, Vernicia, Wetria.

Ref: [1] 14 julho de 2005.

Referências

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