Eutiques

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Eutiques foi um monge de Constantinopla, que fundamentou a heresia do monofisismo. Eutiques negava que Cristo, após a encarnação, tinha duas naturezas perfeitas.[1] Nasceu no ano de 378, provavelmente em Constantinopla. Ingressou na vida monástica em um monastério da capital, onde teve como superior um abade de nome Máximo, ferrenho adversário do nestorianismo. Nascia assim, graças à sua formação religiosa, um repúdio intransigente pelas doutrinas que versavam sobre a existência de duas naturezas em Cristo.

Já como sacerdote, Eutiques começou a participar ativamente das questões doutrinárias.

Pelos idos de 440, ele converteu-se numa figura de grande projeção no monofisismo em Constantinopla e, quando subiu ao poder, em 441, o eunuco Crisápio, responsável por seu seu batismo, Eutiques principiou uma campanha fulminante contra o nestorianismo, atacando a todos a quem julgava suspeitos. Assim ele denunciou a Teodoreto de Ciro, Ibas de Edessa, Domno II de Antioquia (442-449) e até Flaviano de Constantinopla fora denunciado em uma carta enviada por ele à sé romana.

Em 8 de novembro de 448, num sínodo regional en Constantinopla presidido pelo patriarca Flaviano, Eusébio de Dorileia, um dos primeiros que haviam sido denunciados por ele como adepto ou simpatizante do nestorianismo, acusou-o de heresia. O sínodo, depois de uma turbulenta onda de acontecimentos políticos, concluiu pela condenação de Eutiques como herético.

Torna-se muito difícil saber precisamente qual a base fundamental da doutrina cristológica defendida por Eutiques, seja porque nenhum de seus escritos sobreviveu até os tempos presentes ou mesmo pela imprecisão ou inconsistência da mesma. Pode-se considerá-lo entretanto como o criador ou inspirador do monofisismo ou seja, a consideração de uma única natureza em Cristo, que as duas naturezas se fundiram em uma única depois da reencarnação e que este não seria humano como nós os homens.

O Monofisismo Eutiquiano[editar | editar código-fonte]

Em 448, Flaviano de Constantinopla condenou a heresia de Eutiques, mas Eutiques reuniu como aliados, nas palavras de Alban Butler, todos os maus elementos da corte bizantina.[1]

O patriarca de Alexandria Dióscoro I, tido como o primeiro monofisista, não contente com as decisões do Concílio de Constantinopla em 448, que havia condenado Eutiques, convoca outro (Segundo Concílio de Éfeso, no ano seguinte, onde se concluiu pela reabilitação de Eutiques e pela condenação do Patriarca Flaviano.

Presidido por Dióscuro, Eutiques entrou no Concílio cercado de soldados romanos.[1] Dióscoro recusou-se a ler a carta doutrinária do Papa Leão I, o Tomo ad Flavianus. Quando Flaviano apelou à Sé Romana, Diodoro esqueceu sua missão apostólica e recorreu à violência: Flaviano foi surrado, pisoteado e banido;[1] e morreu poucos dias depois. Este Concílio ficou conhecido como o Latrocínio de Éfeso ou "Sínodo de Ladrões".[1]

Com a morte de Teodósio II (408-450), Pulquéria e Marciano (450-457), com o apoio de Leão I, convocaram um novo Concílio, este em Calcedônia (o 4º Ecumênico) que ocorreu entre os dias 08/10 a 01/11 de 451, com a participação de 350 bispos, e no qual de concluiu, entre outros assuntos, pela:

  • Condenação da simonia, de casamentos mistos e ordenações absolutas.
  • Deposição e Condenação de Eutiques de Constantinopla (criador do monofisismo) e Dióscoro I (444-451) de Alexandria.

O monofisismo Eutiquiano entretanto não morreria, ele dividiu e continuaria dividindo o mundo cristão.

Referências

  1. a b c d e Alban Butler, Vida dos Santos, 17 de Fevereiro, São Flaviano [em linha] (edição de 1894)