Eva Joly

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Eva Joly, 2013.

Eva Joly (5 de dezembro de 1943, Grünerløkka, Oslo), nascida Gro Eva Farseth, é uma magistrada francesa nascida na Noruega. Nascida em Grünerløkka, Oslo, mudou-se para Paris com 18 anos para trabalhar como au pair. Lá, contra a vontade de seus pais, casou-se com o filho da família, Pascal Joly (hoje falecido). Eva Joly possui a dupla nacionalidade franco-norueguesa.

Trabalhando como secretária, continuou seus estudos à noite, especializando-se em casos financeiros, e em 1990 passou a integrar a Alta Corte de Paris como juíza investigadora.

Lá, logo ficou conhecida pela sua infatigável luta contra a corrupção, atacando, entre outros, o ex-ministro Bernard Tapie e o banco Crédit Lyonnais. Seu caso mais famoso, no entanto, foi contra a companhia petrolífera francesa Elf Aquitaine. Diante de ameaças de morte, ela continuou as investigações e trouxe à luz diversos casos de fraude.

Em 2002, a revista Reader's Digest designou-a "Europeu do Ano". O filme francês de 2006 L'Ivresse du pouvoir é inspirado pela ação de Eva Joly.

Em março de 2009, Joly era empregada como consultora especial pelo governo islandês para investigar a possibilidade de crimes de "colarinho branco" possam ter ocorrido durante a crise islandesa de 2008-2009[1] [2] . Joly usufrui de uma imensa popularidade junto à maioria da população islandesa e tornou-se um ícone na luta contra possíveis fraudes por parte da elite bancária.

Em 7 de junho de 2009, Joly foi eleita ao Parlamento Europeu pela região Île-de-France pela lista "Europe Écologie", de que ocupava a segunda posição, atrás de Daniel Cohn-Bendit.

Antes de ter sua candidatura confirmada pelos simpatizantes, Joly havia sido frequentemente mencionada como potencial candidata da aliança partidária ecologista Europe Écologie/Les Verts ao posto de Presidente nas eleições previstas para 2012[3] [4]

Após um primeiro e segundo turno de eleições primárias, Eva Joly foi eleita, com 58% dos votos, a candidata oficial de Europe Écologie/Les Verts para as eleições presidenciais francesas de 2012[5] .

Trabalhos publicados[editar | editar código-fonte]

  • Notre affaire à tous, 2000
  • Korrupsjonsjeger: Fra Grünerløkka til Palais de Justice, 2001
  • Est-ce dans ce monde-là que nous voulons vivre?, 2003
  • 9 de maio de 2001 Le Monde, assinado com Renaud van Ruymbeke, Bernard Bertossa e outros magistrados e juízes, intitulado "The black boxes of financial globalization", sobre o Escândalo Clearstream (Clearstream foi qualificado de "banco de bancos" e acusado de ser uma das principais plataformas de lavagem de dinheiro e evasão fiscal).

Afiliações[editar | editar código-fonte]

Joly é membro do grupo de conselho do think tank Global Financial Integrity, sediado em Washington.

Referências[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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