Evaldo Braga
| Evaldo Braga | |
|---|---|
| Informação geral | |
| Apelido | Ídolo Negro |
| Nascimento | 28 de setembro de 1948 |
| Local de nascimento | Campos dos Goytacazes, RJ |
| Data de morte | 31 de janeiro de 1973 (24 anos) |
| Período em atividade | 1967 – 1973 |
| Página oficial | EvaldoBraga.com |
Evaldo Braga (Campos dos Goytacazes, 1948 — Três Rios, 31 de janeiro de 1973) foi um cantor e compositor brasileiro do estilo popular.
[editar] Biografia
Evaldo Braga não teve pais conhecidos,devido ao fato de sua mãe, uma prostituta da cidade de Campos, abandona-lo numa lata de lixo. Foi nisto que se inspirou para compor seu sucesso, "Eu Não Sou Lixo". Deste modo, foi criado na SAM (Serviço de Assistência a Menores), juntamente com o ex-jogador Dadá Maravilha.A famosa escola em que ele e o jogador passaram a minoridade, o Instituto Profissional XV de Novembro, mais conhecido como Escola XV, foi extinta em 1965 originando o FEBEM. Mais tarde o instituto foi entregue ao Governo Estadual e atualmente é o núcleo principal da FAETEC.
Evaldo era superticioso. Não andava sem uma espécie de guia enrolada em sua mão direita. No dia de sua morte, uma fã havia lhe arrancado a tal guia.
Trabalhou por muito tempo como engraxate, nas portas de rádios e gravadoras. Com esta ocupação conheceu diversos artistas; entre os quais Nilton César, que ofereceu-lhe a primeira chance de emprego no meio artístico, como seu divulgador. Com isso, conheceu Edson Wander e apareceu pela primeira vez no ramo musical, compondo "Areia no meu Caminho" juntamente com Reginaldo José Ulisses. A música foi gravada pelo cantor Edson Wander em seu primeiro disco, "Canto ao Canto de Edson Wander", em 1968, e estourou nas paradas brasileiras, chegando a superar artistas do porte de Roberto Carlos. Com isso conheceu o produtor e compositor Osmar Navarro, que o convidou para gravar um disco na gravadora Polydor. Posteriormente teve músicas gravadas por Paulo Sérgio, um dos artistas que o ajudaram no mercado musical.
Na música, celebrizou-se em 1969, no estilo "dor-de-cotovelo", tendo firmado parceria com compositores como Carmem Lúcia, Pantera, Isaías Souza e outros. Apresentava-se frequentemente no programa a Discoteca do Chacrinha. Seus maiores sucessos foram "Eu Não Sou Lixo", "Nunca Mais", "A Cruz que Carrego", "Mentira", "Sorria, Sorria", entre outros.
Morreu num acidente automotivo na BR-3 (Rio-Juiz de Fora) com apenas 24 anos. Segundo populares, a tragédia aconteceu numa tentativa de ultrapassagem forçada. Importante ressaltar que no momento do acidente, Evaldo Braga não dirigia o carro, mas seu motorista. Seu túmulo é um dos mais visitados no feriado de Finados no Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro.
No mês de setembro de 2011, no SESC - Campos, Evaldo Braga foi homenageado, com uma exposição de fotos e artigos de Evaldo Braga pelo fotógrafo e pesquisador cultural Wellington Cordeiro. (Avelino Ferreira, jornalista).