Evandro Lins e Silva
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Evandro Cavalcanti Lins e Silva (Parnaíba, 18 de janeiro de 1912 — Rio de Janeiro, 17 de dezembro de 2002) foi um jurista, jornalista, escritor e político brasileiro.
Graduou-se na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro em 19 de novembro de 1932. Ainda estudante já trabalhava no ofício de jornalista, que manteve após formado advogado. Em sua carreira jurídica, ocupou o cargo de procurador-geral da República, de setembro de 1961 a janeiro de 1963, e ministro do Supremo Tribunal Federal, de setembro de 1963 a janeiro de 1969, quando foi aposentado por força do AI-5.
No campo político, Lins e Silva foi um dos fundadores do Partido Socialista Brasileiro, em 1947, juntamente com Rubem Braga, Joel Silveira, entre outros. Foi também ministro das Relações Exteriores em 1963.
Como escritor publicou diversas obras, como A Defesa tem a Palavra, Arca de Guardados e O Salão dos Passos Perdidos, criou a expressão "legítima defesa da honra" para justificar o assassinato de Ângela Diniz pelo seu cliente Doca Street.
Evandro, apesar da avançada idade, gozava de ótima saúde. Faleceu num acidente, ao tropeçar e bater com a cabeça numa calçada.
Academia Brasileira de Letras
Lins e Silva foi eleito em 16 de abril de 1998 membro da Academia Brasileira de Letras, tendo ocupado a cadeira de número 1, antes ocupada por Bernardo Élis, e, após sua morte, por Ana Maria Machado.
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
| Precedido por Hermes Lima |
Ministro das Relações Exteriores do Brasil 1963 |
Sucedido por João Augusto de Araújo Castro |
| Precedido por Bernardo Élis |
Cadeira 16 da Academia Brasileira de Letras 1998 — 2002 |
Sucedido por Ana Maria Machado |

