Exército Português

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Exército Português
País  Portugal
Corporação Forças Armadas de Portugal
Subordinação Ministério da Defesa Nacional
Missão Defesa Nacional
Denominação Força Terrestre
Criação Século XII
Patrono São Jorge
Marcha Hino do Exército
Lema Em perigos e guerras esforçados
Grito de Guerra "São Jorge"
História
Guerras/batalhas Reconquista
Segunda Cruzada
Batalha dos Atoleiros
Batalha de Trancoso
Batalha de Aljubarrota
Guerra da Restauração
Guerra Peninsular
Primeira Guerra Mundial
Guerra Colonial Portuguesa
Insígnias
Estandarte Nacional (bandeira regimental) Bandeira das Forças Armadas Portuguesas
Comando
General Artur Neves Pina Monteiro
Comandantes
notáveis
Afonso I de Portugal
Nuno Álvares Pereira
D. João I de Portugal
Sede
Quartel General Lisboa
Bairro Santo Estêvão
Morada Rua do Museu de Artilharia
Internet Sítio oficial
Jornal do Exército
Facebook

O Exército Português é o ramo terrestre das Forças Armadas Portuguesas, encarregado - em conjunto com os outros ramos - da defesa militar da Nação.

História[editar | editar código-fonte]

A História do Exército Português está directamente ligada à História de Portugal, desde a sua primeira hora. As forças terrestres estiveram presentes na luta dos portugueses pela sua independência contra leoneses e muçulmanos no século XII, contra os invasores castelhanos no século XIV, contra os ocupantes espanhóis no século XVII e contra os invasores franceses no século XIX. Participaram ainda nas campanhas portuguesas no ultramar e exterior, desde o século XV, na África, Ásia, América, Oceânia e Europa. No século XX destaca-se a participação do Exército Português na Primeira Guerra Mundial, em França e África e a Guerra do Ultramar de 1961 a 1975 em Angola, Índia, Moçambique, Guiné e Timor. No século XXI é de destacar a intervenção do Exército Português nas diversas missões de apoio à paz em que Portugal tem participado (Bósnia, Timor-Leste, Kosovo, Macedónia, Afeganistão, Líbano etc.) .

Organização[editar | editar código-fonte]

O Exército Português encontra-se em fase de profunda reorganização definida pela nova Lei Orgânica do Exército Português (Decreto-Lei nº61/2006 de 21 de Março), que substituiu a lei homóloga de 1993.

O objectivo principal da nova orgânica seria o de fazer passar o Exército Português de uma organização territorial baseada no serviço militar obrigatório para uma organização operacional baseada em militares profissionais. Na sequência dessa intenção foram imediatamente extintas as regiões militares do Norte, Sul e Lisboa (Governo Militar de Lisboa). As outras alterações irão ser realizadas progressivamente até que o Exército passe completamente da estrutura definida pela Lei Orgânica de 1993 para a definida pela Lei Orgânica actual.

Na prática o Exército continuará a basear-se numa organização territorial "disfarçada" já que são mantidas as unidades territoriais (mas agora chamadas unidades de estrutura base) e as Grandes Unidades assumem as funções semelhantes às dos comandos territoriais e de natureza territorial extintos. Com a nova organização a operacionalidade do Exército até poderá vir a ser diminuída. Um exemplo disto é a transformação da actual Brigada Aerotransportada Independente, que era uma grande unidade operacional integrando armas combinadas, apoio de combate e apoio de serviços, na nova Brigada de Reacção Rápida que passará a ser uma espécie de agrupamento administrativo de tropas especiais (paraquedistas, comandos e operações especiais) sem capacidade de agir de forma integrada.

Algumas das alterações mais significativas na nova estrutura do Exército serão:

  1. Alteração da estrutura do comando superior do Exército
  2. Fim teórico da organização territorial do Exército e organização das suas forças na forma de Força Operacional Permanente do Exército
  3. Extinção dos comandos territoriais e de natureza territorial. Deste modo, além das regiões militares será extinto o Comando de Tropas Aerotransportadas e o Campo Militar de Santa Margarida deixará de ser comando territorial. As Zonas Militares dos Açores e da Madeira mantém-se, mas deixarão de ser consideradas comando territorial
  4. As unidades territoriais passarão a ser consideradas unidades da Estrutura Base do Exército, ficando na sua maioria dependentes das grandes unidades
  5. As grandes unidades terão a sua organização e denominação alterada. Desse modo a Brigada Mecanizada Independente passará a Brigada Mecanizada, a Brigada Ligeira de Intervenção passará a Brigada de Intervenção e a Brigada Aerotransportada Independente passará a Brigada de Reacção Rápida.

Estrutura de Comando do Exército[editar | editar código-fonte]

O Exército Português, comandado pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, tem uma estrutura de comando superior constituída por:

  1. Comando do Exército, incluindo:
    • Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME)
    • Gabinete do CEME
    • Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército (VCEME)
    • Conselho Superior do Exército
    • Conselho Superior de Disciplina do Exército
    • Junta Médica de Revisão do Exército
    • Inspecção-Geral do Exército
    • Estado-Maior do Exército
  2. Órgãos Centrais de Administração e Direcção:
  3. Estabelecimentos de ensino superior

Força Operacional Permanente do Exército[editar | editar código-fonte]

Do Comando Operacional depende a Força Operacional Permanente do Exército constituída pelas seguintes grandes unidades operacionais e pela Força de Apoio Geral:

Obs.: Apesar de dependerem administrativamente do Comando Operacional do Exército, as Zonas Militares dependendem operacionalmente dos Comandos Operacionais (conjuntos) dos Açores e da Madeira.

Estrutura Base do Exército[editar | editar código-fonte]

Dependentes dos vários comandos e grandes unidades, o Exército Português engloba diversas unidades da Estrutura Base do Exército, anteriormente denominadas unidades territoriais. As unidades da Estrutura Base do Exército são bases e centros de instrução, destinados a organizar, treinar e manter as unidades operacionais componentes das grandes unidades, zonas militares e forças de apoio geral. Por razões históricas, a maioria das unidades da Estrutura Base do Exército está associada a uma Arma ou Serviço e possui a designação de regimento. Por dependências as unidades da EBE são:

Organização da Força Operacional Permanente do Exército Português
O Rei D. Carlos I com oficiais do Exército no princípio do século XX
Militares em progressão na selva africana durante a Guerra do Ultramar
Obs.: Pela nova organização do Exército a maioria das funções das antigas Escolas Práticas dos Serviços de Transportes e Material, foram integradas na Escola Prática de Administração Militar, que passou a chamar-se Escola Prática dos Serviços. O Regimento de Artilharia Nº 5 , apesar da denominação, é um centro de instrução geral para militares de todas as armas e serviços.

Na dependência directa do Comando Operacional:

Na dependência da Zona Militar dos Açores:

Na dependência da Zona Militar da Madeira:

Na dependência da Brigada Mecanizada:

  • (pela nova orgânica, não dispõe de Unidades da Estrutura Base)

Na dependência da Brigada de Intervenção:

Na dependência da Brigada de Reacção Rápida:

Na dependência das Forças de Apoio Geral:

Pela nova orgânica do Exército, foram ou serão extintas as seguintes unidades:

Quadros e especialidades do pessoal do Exército[editar | editar código-fonte]

Os militares do Exército Português estão divididos por especialidades genericamente denominadas por "Corpo de Oficiais Generais, Armas e Serviços". Cada especialidade corresponde a um quadro de pessoal. As especialidades das armas são normalmente as correspondentes a funções combatentes e os seus oficiais são os únicos que podem ascender ao postos de general e tenente-general e consequentemente exercer os comandos que estão reservados a estes postos. As especialidades dos serviços são normalmente funções logísticas. Existem ainda os quadros técnicos constituídos por oficiais técnicos com origem na categoria de sargentos, e os Quadros de Bandas e Fanfarras.

Embarque de tropas para Angola durante a Primeira Guerra Mundial.
Coluna blindada na Bósnia
Tropas do Exército no Kosovo

Hierarquia e distintivos[editar | editar código-fonte]

Oficiais generais
Marechal do Exército General Tenente-general Major-general Brigadeiro-general (Extinto)
OF-10 OF-9 OF-8 OF-7 OF-6
23 - Marechal.svg 22 - General.svg 21 - Tenente-general.svg 20 - Major-general.svg 19 - Brigadeiro-general.svg
Oficiais superiores
Coronel Tenente-coronel Major
OF-5 OF-4 OF-3
18 - Coronel.svg 17 - Tenente-coronel.svg 16 - Major.svg
Capitães e oficiais subalternos
Capitão Tenente Alferes Aspirante a oficial
OF-2 OF-1 OF-1 OF-D
15 - Capitão.svg 14 - Tenente.svg 13 - Alferes.svg 12 - Aspirante.svg
Sargentos
Sargento-mor Sargento-chefe Sargento-ajudante Primeiro-sargento Segundo-sargento Furriel Segundo-furriel
OR-9 OR-8 OR-7 OR-6 OR-5 OR-5 OR-5
11 - Sargento-mor.png 10 - Sargento-chefe.png 9 - Sargento-ajudante.png 8 - Primeiro-sargento.svg 7 - Segundo-sargento.svg 6 - Furriel.svg 5 - Segundo-furriel.svg
Praças
Cabo-adjunto Primeiro-cabo Segundo-cabo Soldado
OR-4 OR-3 OR-2 OR-1
4 - Cabo-adjunto.svg 3 - Primeiro-cabo.svg 2 - Segundo-cabo.svg 1 - Soldado.svg

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Exército Português

Ligações externas[editar | editar código-fonte]