Existencialismo cristão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Parte de uma série da
História da teologia cristã
Bible.malmesbury.arp.jpg
Contexto

Quatro marcas da Igreja
Cristianismo primitivo · Cronologia
História do cristianismo
Teologia · Governo eclesiástico
Trinitarianismo · Não-trinitarianismo
Escatologia · Cristologia · Mariologia
Cânon bíblico: Deuterocanônicos e Livros apócrifos

Visões teológicas da história

De Civitate Dei · Sucessão Apostólica
Landmarkismo · Dispensacionalismo·Restauracionismo

Credos

Credo dos Apóstolos · Credo Niceno
Credo da Calcedônia · Credo de Atanásio

Patrística e Primeiros Concílios

Pais da Igreja · Agostinho
Nicéia · Calcedônia · Éfeso

Desenvolvimento Pós-Niceno

Heresia · Lista de heresias
Monofisismo · Monotelismo
Iconoclastia · Gregório I · Alcuíno
Fócio · Cisma Oriente-Ocidente
Escolástica · Aquino · Anselmo
William de Ockham · Gregório Palamas

Reforma

Reforma protestante
Lutero · Melâncton · Calvino
95 Teses · Justificação · Predestinação
Sola fide · Indulgência · Arminianismo
Livro de Concórdia · Reforma Inglesa
Contrarreforma · Concílio de Trento

Desde a Reforma

Pietismo · Avivamento
John Wesley · Grande Despertamento
Movimento de Santidade
Movimento Vida Superior
Pentecostalismo
Neopentecostalismo
Existencialismo
Liberalismo · Modernismo · Pós-modernismo
Concílio Vaticano II · Teologia da Libertação
Ortodoxia radical · Jean-Luc Marion
Hermenêutica · Desconstrução e religião

P christianity.svg Portal do Cristianismo

Existencialismo cristão é uma escola de pensamento frequentemente associada à obra do filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard (1813-1855).[1] Trata-se de uma abordagem filosófica existencialista da teologia cristã.

Temas kierkegaardianos[editar | editar código-fonte]

Søren Kierkegaard

O existencialismo cristão se baseia na compreensão de Cristianismo de Kierkegaard. Ele argumentava que o universo é, fundamentalmente, paradoxal e que o seu maior paradoxo é a união transcendente de Deus e do homem na pessoa de Jesus Cristo. Ele também postulou que ter um relacionamento pessoal com Deus supera todas as normas morais estabelecidas, as estruturas sociais e normas comuns, pois ele afirmou que, seguir as convenções sociais é essencialmente uma escolha estética pessoal que os indivíduos fazem.

Kierkegaard propôs que cada pessoa deve fazer escolhas independentes, que compreendem, em seguida, a sua existência. Nenhuma estrutura imposta - mesmo os mandamentos bíblicos - pode alterar a responsabilidade de cada indivíduo em procurar agradar a Deus de qualquer forma pessoal e paradoxal, Deus escolhe estar satisfeito. Cada pessoa sofre a angústia da indecisão até que ela faça um "salto de fé", e comprometa-se a uma escolha particular. Cada ser humano é confrontado pela primeira vez com a responsabilidade de saber de sua própria vontade, e depois com o fato de que uma escolha, mesmo que errada, deve ser feita a fim de viver autenticamente.

Kierkegaard também defendeu a ideia de que cada pessoa existe em uma das três esferas (ou planos) de existência: o estético, o ético e o religioso. A maioria das pessoas, observou ele, vive uma vida estética em que nada importa, além da aparência, prazer e felicidade. Trata-se do acordo com os desejos dessa esfera que as pessoas sigam as convenções sociais. Kierkegaard também considerou a violação das convenções sociais, por motivos pessoais (por exemplo, na busca de fama, a reputação de rebeldia), a ser uma escolha pessoal estética. Um grupo muito menor são aquelas pessoas que vivem na esfera ética, que fazem o seu melhor para fazer a coisa certa e ver passar as graças superficiais e ideias da sociedade. A terceira e mais alta esfera é a esfera da fé. Para estar na esfera da fé, Kierkegaard diz que é preciso dar a totalidade de si mesmo para Deus.

Pensadores notáveis[editar | editar código-fonte]

Existencialistas cristãos incluem pessoas como o teólogo estadunidense Swain Lincoln, os teólogos protestantes alemães Paul Tillich e Rudolph Bultmann, o teólogo anglicano britânico John Macquarrie; os filósofos europeus, Karl Jaspers, Gabriel Marcel, Miguel de Unamuno, Pierre Boutang e o filósofo russo Nikolai Berdyaev. Karl Barth acrescentou às ideias de Kierkegaard a noção de que o desespero existencial leva um indivíduo a um conhecimento da natureza infinita de Deus. Algumas ideias nas obras do autor russo Fiódor Dostoiévski poderiam, de certa forma, serem colocadas dentro da tradição do existencialismo cristão.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Eliade, M.J., & Adams, C.J. (1987). Encyclopedia of Religion (v.5). Macmillan Publishing Company.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]